quarta-feira, 29 de abril de 2015

CROMA O QUÊ?!




CROMA O QUÊ?!
(Por Eduardo Santos)

Já ouviu falar de cromatografia?

A cromatografia é uma técnica muito antiga de separação de substâncias químicas. Há relatos de sua utilização logo no primeiro século de nossa era, mas, cientificamente falando, começou a ser posta em prática só no início do século XX. Descoberta por um botânico russo chamado Mikhail Tswett, quando ele pesquisava um método de separação de pigmentos, recebeu, por esse motivo, um nome baseado em duas palavras gregas: chroma que significa “cor” e graphe que significa “escrita”. A separação não é pela cor, isso foi uma das coisas que o descobridor da cromatografia fez questão de explicar, mas elas, as cores, nos ajudam a ter uma ideia do número de substâncias separadas e, às vezes, a classificá-las.

Os anos passaram, não foram muitos, pouco mais do que cem anos, e essa técnica continua sendo usada. Foi aprimorada, é claro, criaram-se inúmeros tipos de cromatografias, mas a base continua a mesma. Só que, conforme o tempo passou, seus utilizadores esbarraram em um enorme problema, quase impossível de ser resolvido: nem todas as substâncias químicas têm cor que os seres humanos podem ver. Como saber se elas estão ali?

Diante dessa grande dificuldade, eles deram um jeito. Passaram a usar o que hoje chamamos de “reveladores”. Funcionam exatamente como os reveladores de fotos antigas - já viu como era o processo? Basta uma aplicação, às vezes com aquecimento, às vezes sem, que a cor logo aparece.

A semelhança desse tópico com a vida humana chega a ser curiosa. Somos capazes de ver certas características das pessoas que nos rodeiam, mas somos diferentes de Deus, que consegue ver, também, o interior (I Samuel 16:7). Existem detalhes da vida humana que possuem cores invisíveis aos olhos humanos e a esses se faz necessário adicionar o revelador, para sermos capazes de caracterizá-los.  Cristo fez isso uma vez, falando aos seus discípulos. Em João 13: 5, Ele diz o seguinte: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.”. Isso mesmo, o amor ao próximo é o revelador do discipulado cristão!

Mas não se engane. O amor verdadeiro não vem de nós, vem de Deus, “(...) porque o amor é de Deus (...)” (I João 4:7). Não poderia brotar algo tão sublime dentro de seres imperfeitos. Na verdade, se somos capazes de amar, é porque temos tanto contato com “a fonte” que Seu amor preenche nosso ser e nos transborda, alcançando aqueles que estão a nossa volta. Afinal, “(...) nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele.” (I João 4:16). O contrário, apesar de ser duro de ouvir, também é real: “Aquele que não ama não conhece a Deus (...)” (I João 4:8).

Hoje, convido você a se aprofundar nesse amor inesgotável, conhecê-lo e permitir-se ficar fascinado com sua grandeza, atentando no conselho do apóstolo conhecido como “discípulo amado”: “Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.” (I João 4:7).


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Referência:
1.    2006 - Cem anos das palavras cromatografia e cromatograma. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-40422006000400045&script=sci_arttext>. Acessado em: 07/04/2015.

2 comentários:

  1. Na época da escola eu fiz essa experiência com o limão!!! Legal demais!!! E vc sabe no que eu pensei? Às vezes o amor se revela nas provas de fogo!

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    1. É bem legal mesmo, principalmente, quando se faz isso com crianças. Essa correlação com o fogo foi bem interessante, pois são os momentos difíceis que provam o amor genuíno.

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