PALAVRAS LANÇADAS AO VENTO
(Por Eduardo Santos)
Hoje pela manhã, me lembrei de um ditado popular que ouço faz muito
tempo: "Há quatro coisas que não voltam atrás: a pedra, depois de solta da mão; a palavra, depois de proferida; a ocasião, depois de perdida; e o tempo, depois de
passado.".
Não sei quanto a você, mas, das quatro coisas que não voltam, “a pedra”
foi a que menos me preocupou e, neste exato momento, “a palavra dita”, a que
mais me reteve os pensamentos. Talvez porque não somos capazes de dimensionar a
profundidade das coisas que dizemos.
Isso se aplica à esfera de relacionamento entre seres humanos, mas,
acredito eu, que se torna ainda mais sério quando se trata de nosso lidar com
Deus.
Acho curioso o trecho bíblico de Lucas 11:1 que mostra um discípulo
pedindo que Jesus o ensine a orar, após vê-lo fazendo tal coisa. A primeira
reação frente a esse texto é de espanto, afinal, como é que um judeu, discípulo
de Cristo, não saberia orar? Creio que nem mesmo o próprio pedinte tinha ideia
da profundidade de suas palavras, mas Jesus alcançou.
Indo para outro livro da Bíblia, em Mateus 6:5-8 Jesus dá algumas
instruções sobre a oração, mas eu convido você a focar no verso 7 que diz o
seguinte: "E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos.".
Essa instrução dada pelo Mestre me faz entender o peso que as palavras
têm. Foi por isso que, logo em seguida, Ele propôs uma oração modelo (Mateus
6:9-15). A ideia não era de que se repetissem as palavras toda vez que se
orasse, mas que tivéssemos a estrutura correta da oração. A oração do “Pai
Nosso”, como é conhecida por nós, hoje, é uma linda oração com palavras tão
profundas que, às vezes, simplesmente repetimos, como se lançássemos palavras
ao vento, sem entender seu significado.
Gostaria de meditar juntamente com você nas ricas palavras proferidas
por Jesus. Creio que será uma enorme bênção ver a essência de Seus
ensinamentos. Aguardo você, então, na próxima quarta.
Um forte abraço e até lá!
Nenhum comentário:
Postar um comentário
O que você acha?