sábado, 5 de dezembro de 2015

SUICÍDIO


SUICÍDIO
(Por Jackson Valoni)

Vi outro dia no Fantástico uma reportagem sobre a rotina do médico emergencista. Esse profissional é auxiliado por enfermeiros e socorristas para dar mais uma chance de vida a pessoas em estado crítico. Uma das cenas da reportagem mostrava a luta da equipe médica que fazia massagem cardíaca e usava o desfibrilador em um paciente que estava inconsciente. Os médicos se revezavam sobre o tórax de um rapaz para reanimar seu coração com massagem, enquanto outro esperava sua vez para realizar o choque elétrico.

O envolvimento era grande, cada profissional estava ligado em sua atividade. Acompanhavam nível de oxigênio no sangue, batimento cardíaco, pulso, sinais vitais! O rapaz estava em estado gravíssimo, mas os médicos continuavam, insistiam, o que estivesse ao alcance seria utilizado.

Quantas pessoas já perderam seus cônjuges, pais, ou até os filhos? Quantas pessoas já perderam o emprego ou estiveram com a amarga sensação de ser demitido? Como se controlar diante de situações assim?

O rapaz da reportagem veio a falecer. Tão tenso quanto salvá-lo seria dar a notícia à família. Anunciar o que ninguém quer ouvir é uma tarefa ruim demais. Nessas horas não importa o tamanho do controle emocional, conhecimento intelectual ou frieza do coração de alguém. A notícia da morte às vezes revela tudo o que existe no coração - através das lágrimas de tristeza, raiva, dor ou saudade.

Houve um profeta chamado Jeremias que estava encarregado de dar notícias ruins a um povo que se desgarrou de Deus. Mas, nesse caso, diferentemente do rapaz na reportagem, o povo precisava de uma escolha própria para sobreviver. Dependiam de ninguém, senão deles mesmos, para mudar o rumo de sua história. Deus estava lá, com balão de oxigênio, por precaução, mas o povo decidiu morrer.

Jeremias, mesmo sabendo que tinha a proteção divina, mostrou todo o seu desconforto a Deus (Jeremias 1:5, 29:11). As pessoas faziam piada dele, ninguém acreditava no que ele dizia e até planejaram sua morte.

Por que prospera o caminho dos perversos, e vivem em paz todos os que procedem perfidamente?” Jeremias 12:1

Desistir dos caminhos de Deus é a escolha mais fácil (II Timóteo 3:12), mas é o mesmo que se suicidar; é agir como o paciente terminal, que não acredita mais que haverá melhoras, e deseja a eutanásia (que não é legalizada no Brasil).

Cessa a esperança, cessa a vida.

O meu povo disse: Ó Senhor Deus, os nossos pecados nos acusam, mas pedimos que nos ajudes, como prometeste. Muitas vezes nos afastamos de ti e contra ti temos pecado.” Jeremias 14:7

Que Deus não rejeite a nossa oração.

“Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida.” Apocalipse 2:10

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