quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

ANIMAIS POR TODO O LADO


ANIMAIS POR TODO O LADO
(Por Eduardo Santos)

Desde que me lembro, sempre gostei muito de animais. Talvez, por isso, tive muitos até então; ou, então, gosto porque tive muitos. Não sei explicar... Tipo aquela história do Tostines1. O fato é que já tive vários e, alguns, pouco convencionais para quem mora em cidade grande. Já tive 8 cachorros, 2 galinhas e um galo, 6 codornas, alguns peixes japoneses, alguns peixes africanos, alguns pássaros que caíam no quintal e um gato, mas esse foi “clandestino” (sem autorização dos meus pais); sem contar minha coleção de besouros.

Mas essa minha afinidade com animais é coisa antiga. Pelo que me contam da minha infância, parece que, todos os dias, quando eu chegava da escola, me sentava no sofá, colocava o disco de vinil numa velha vitrola que tínhamos para ouvir a história da arca de Noé... e assim eu percebo que estou ficando velho!

Também sempre gostei muito de zoológicos. E, aproveitando uma tarde de domingo, fui parar dentro de um. Revi animais que me chamam atenção, aprendi coisas novas e descobri coisas que desconstruíram minhas "verdades infantis", tais como: o rafiki não é um babuíno, e, sim, um mandril.

Foi muito agradável meu passeio, mas reparei que algo estava esquisito: os animais esboçavam um olhar melancólico. Com uma visão não mais tão inocente como a de uma criança, fiquei comovido com a situação deles. Animais magníficos, mas presos em uma gaiola que, com certeza, não representa nem metade do espaço necessário para cada um.

Tive vontade de afagá-los, porém as grades e o medo de um possível ataque me mantiveram observando a certa distância. Mas a vontade que tive, mesmo, foi de que chegasse logo o tempo em que já não será mais necessário ser separado por grades, quando lobos e cordeiros estarão juntos, quando os animais não se sentirão acuados pelo homem ou vice-versa. (Isaías 11 e Isaías 65).

Ah... como sonho com esse dia! Não somente pela questão dos animais, mas também por tudo o que ele representa. Quem sabe, então, eu possa, ao invés de ter um gato, ter um leão? Sem ser “clandestino”, é claro!

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