quarta-feira, 12 de abril de 2017

GLADIADOR

GLADIADOR
João Octávio Barbosa – Bento Ribeiro City - RJ


No ano 2000, o ator Russell Crowe estrelou o filme “Gladiador”. Além de ganhar o Oscar de melhor ator, ele ainda voltou ao palco para receber a estatueta de melhor filme. A trama girava em torno da história de seu personagem, Maximus.

Na Roma Antiga, o general Maximus fica sabendo que o Imperador Marco Aurélio, já velho e ciente de sua morte, quer lhe fazer de sucessor. Porém é Cômodo, filho de Marco Aurélio, quem assume, após assassinar seu pai.

Maximus vê sua família ser morta, mas escapa, tornando-se escravo e gladiador. Ele trava batalhas sangrentas no Coliseu, a nova forma de divertimento dos romanos. Acumulando cadáveres nas arenas, o gladiador luta por uma causa pessoal, de forma quase que solitária e leva benefícios ao povo, submetido à política do "pão e circo". Ele afirma: "Nesta vida ou na próxima eu terei minha vingança”.¹


A parte do filme que fala sobre a violência no Coliseu é verídica. Nos primeiros anos da Era Cristã os imperadores de Roma costumavam fazer dessa obra (que resiste ao tempo até hoje!) um verdadeiro espetáculo de morte. Isso envolvia, inclusive, disputas entre homens e animais. O filme retrata isso.

Alguns dos primeiros seguidores de Jesus, nos séculos I, II e III foram de tal forma perseguidos que eram jogados nas arenas romanas para ser devorados por leões. Cabe salientar que isso não foi “privilégio” cristão. Judeus, árabes, pessoas de outras etnias e crenças, escravos, guerreiros, entre outros, também tiveram esse destino cruel.


Alguns séculos antes, um famoso profeta bíblico também foi jogado aos leões. Porém, milagrosamente, nada sofreu. O Rei Dario tinha três ministros importantes. Um deles era Daniel, e este logo se destacou dos demais. Munidos de inveja, esses outros dois forjaram uma lei com o único intuito de condenar Daniel à morte. A forma de execução era jogar o culpado numa cova cheio de leões famintos.

Daniel foi jogado. O Rei estava arrependido. Mas era tarde demais. Não conseguiu dormir, e ao acordar, mesmo que isso não fizesse o menor sentido, decidiu ir até a cova para ver o que poderia ter acontecido. Leia suas palavras:

Rei: Daniel, servo do Deus vivo, dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões? 

Daniel: Ó rei, vive para sempre! O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; e também contra ti, ó rei, não tenho cometido delito algum.

Então o rei muito se alegrou em si mesmo, e mandou tirar a Daniel da cova. Assim foi tirado Daniel da cova, e nenhum dano se achou nele, porque crera no seu Deus.
Daniel 6:20-23

SPOILER FINAL. Pouco sobrou para Maximus se alegrar em sua vã tentativa de vingar sua família morta, em especial porque nada que ele pudesse fazer os traria de volta. Ele lutou, com leões e tigres inclusive, e venceu. Os cristãos perseguidos por Roma não tiveram a mesma sorte. Porém, entre todas essas histórias, ninguém triunfou como Daniel.

Daniel acreditou no poder de Deus, e com isso foi livrado do mal. Anjos o acompanharam até na sua condenação, e garantiram sua salvação. Anjos estão neste momento ao seu redor, esperando que você peça a Deus a proteção que precisa para encarar mais esse dia.
Confie em Deus, e o mais Ele fará.


Não peço que concordem, espero que reflitam!

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Referência:

  1. https://pt.wikipedia.org/wiki/Gladiador_(filme) - acessado em 21 de março de 2017

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