segunda-feira, 23 de maio de 2016

FELICIDADE


FELICIDADE
Por Eduardo Santos

É muito comum, no meu local de trabalho, as pessoas ouvirem músicas para fazer passar mais rápido o tempo, ou, simplesmente, manter um som ambiente quando todos estão compenetrados em suas muitas tarefas. Numa dessas oportunidades, ouvi uma música do Seu Jorge que falava sobre os "significados práticos" de felicidade1.

De certa maneira, ir à procura da felicidade vai muito além de um trocadilho com o filme protagonizado pelo Will Smith. Pode parecer um papo um tanto filosófico, mas podemos considerar que a felicidade é um dos objetivos comuns aos seres humanos. A grande diferença são os caminhos que traçamos, os meios que procuramos, ou melhor, os "significados práticos" que estabelecemos.

Recentemente, vi um filme, um drama, bastante interessante, chamado "Papai show de bola". No meio do filme, um dos personagens fala algo mais ou menos assim: Para se alcançar a felicidade, devemos encontrar o pote que está no final do arco-íris; precisamos entender qual o propósito de Deus ao nos colocar onde estamos, no momento em que vivemos.

Palavras simples, mas um ensinamento profundo. Algo que vai ao encontro de um verso bíblico que dá uma dimensão dos planos de Deus para cada um de nós. Estou falando sobre Salmos 139:16: "Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.".

Embora esteja falando sobre a presciência divina dos fatos, não é sinônimo de predestinação. Uma das coisas que, de forma visível e invisível, permeia a existência humana e a história bíblica é o livre arbítrio, nosso poder de escolha. Ou poderíamos dizer que trechos bíblicos como estes não fariam sentido: "Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência." (Deuteronômio 30:19) ou "Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor." (Josué 24:15).

O fato é que, mesmo os nossos dias sendo todos já conhecidos por Deus, Ele não nos priva de fazermos nossas escolhas nem de arcarmos com as respectivas consequências. E, no fim de tudo, a responsabilidade de sermos ou não felizes retorna às nossas mãos porque, afinal, cabe a nós encontrar o pote no final do arco-íris e decidir ficar com ele!

Forte abraço.

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Referência:

1. JORGE, Seu. Felicidade. Disponível em: <http://m.vagalume.com.br/seu-jorge/felicidade.html>. Acessado em: 17/01/2016.


4 comentários:

  1. Que surpresa agradável Edu. Bela visita e um texto bastante inspirador.
    Abraços

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    1. É sempre bom fazer visitas. Muito obrigado, Airton!

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  2. Pois é, Dudu, quando penso nessa coisa de "propósito de Deus" e quando não entendo por que estou vivendo determinado momento ou enfrentando alguma situação desfavorável, sempre me lembro da Rainha Ester e do que sue tio lhe disse quando a morte parecia estar chegando pra todos, inclusive pra ela e sua família: "Quem sabe se não foi para um momento como este que você chegou à posição de rainha?” .

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    1. Somos engrenagens num grande plano divino, muito maior do que o nosso, por isso muitas vezes não entendemos o que passamos.
      Mas, além disso, enxergo neste encontrar o "propósito de Deus" uma forma de nos sentirmos completos.

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