terça-feira, 31 de maio de 2016

UM NOVO CÂNTICO



UM NOVO CÂNTICO
Por Airton Sousa

Salmo 137 é um dos salmos mais conhecidos do livro de Salmos e um dos mais lindos que eu já li. Triste, também.

Não sei pronunciar, mas acho muito lindo isto em Inglês: “By the river of Babylon...”. “Às margens dos rios de Babilônia...”.

Você deve ser muito novo, e não lembra, mas antigamente nossos amigos viajavam e se mudavam para outros lugares, longe, e nos mandavam cartinhas pelos Correios e elas sempre começavam assim: “Saudades...”. 
Eu tive uma amiga que se mudou para bem longe, quando eu era jovem, e ela me mandava longas cartas sempre reclamando da saudade e do frio gelado e da falta de amigos como eu. Com o tempo, essa saudade foi esfriando, novos laços foram formados e a gente foi se esquecendo.

Mas esse povo de que fala o salmo era um povo escravo, longe de casa e com muitas saudades. Tem gente que diz que o autor desse Salmo é o profeta Jeremias. Não sei... Mas é de uma tristeza de dar dó.
1.    Junto aos rios de Babilônia, Ali nos assentamos, nos pusemos a chorar, Ao recordarmo-nos de Sião.
2.    Nos salgueiros que há no meio dela, Penduramos as nossas harpas,
3.    Pois ali os que nos levaram cativos, nos pediam canções, E os nossos atormentadores exigiam de nós alegria, dizendo: Cantai-nos das canções de Sião.
4.    Como cantaremos a canção de YAHWEH, Em terra de estrangeiros?
5.    Se eu me esquecer de ti, Jerusalém, Esqueça-se a minha mão direita da sua destreza.
6.    Apegue-se-me a língua ao céu da boca, Se eu não me lembrar de ti, Se eu não preferir Jerusalém à minha maior alegria.
7.    Lembra-te, Javé, dos filhos de Edom, do dia de Jerusalém. Eles disseram: Arrasai-a, arrasai-a, Até os seus alicerces.
8.    Ó filha de Babilônia, que hás de ser destruída, Feliz será aquele que te retribuir Conforme nos fizeste a nós.
9.    Feliz será aquele que agarrar e esmagar os teus pequeninos Contra uma pedra.

Era uma cena triste. Eles levavam os instrumentos à beira dos rios, mas perdiam a vontade de tocar, "pois ali os que nos levaram cativos, nos pediam canções. Cantai-nos das canções de Sião".


Eles não cantavam, deixavam suas harpas penduradas em árvores e diziam: “Mas em terra estrangeira, como podemos cantar um hino a Deus, o Senhor?”.

Não havia razão para cantar. Não há lugar no mundo melhor que a nossa casa.

Antigamente, eu cantava canções de tristezas e pedidos de perdão; hoje eu canto canções de saudades do céu. Há diferença entre canções, assim como há diferença quando você atravessa o rio da graça e passa a viver na expectativa do rio da glória.

“... Ele me tirou de um poço de destruição, de um atoleiro de lama: pôs os meus pés sobre uma rocha e firmou-me num local seguro. Pôs um novo cântico na minha boca.” (Salmo 40:1-3)


Não devemos esquecer que fomos criados para morar com Deus. Ele mesmo colocou esse desejo em nós: “Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade.” (Eclesiastes 3:11). E Ele mesmo só ficará feliz quando nos encontrarmos face a face.

Pensando bem, não há razões para cantar nossas velhas e tristes canções; mas um dia, passadas todas as lutas e tristezas, nós cantaremos um novo cântico de honra e glória ao cordeiro que foi morto em nosso lugar.

"Todavia, de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça." (II Pedro)

E Ele porá um cântico novo em nossos lábios!

2 comentários:

  1. Eita coisa linda!
    Tenho saudades do céu, tenho saudades do nosso Éden, mesmo ainda não os tendo conhecido, minha alma anseia por eles!
    Nosso lar não é aqui.
    Que esse seja o nosso maior sonho hoje, cantar um cântico em Sião!

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  2. Oi Bete, eu sabia que você viria aqui hoje,afinal foi você que me deu este salmo e eu sei da sua saudade do céu. Também tenho muita saudade do céu, e o melhor de tudo, lá eu poderei cantar sem desafinar.

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