segunda-feira, 16 de maio de 2016

ALÔ?!

ALÔ?!
Por Sérgio Mafra

Eu estava em determinada igreja quando uma mulher começou a tecer algumas reflexões acerca do tema a ser abordado naquela noite, que seria “Tecnologia”. Ela iniciou com uma pergunta que me chamou atenção: “Qual o primeiro livro que você lê ao acordar?”. Como estávamos em uma igreja, a maioria das pessoas respondeu ser a Bíblia, numa resposta, digamos, meio tímida, ao que a mulher indagou: “Será que nosso primeiro livro do dia não é o smartphone?” A plateia concordou.

Quando isso aconteceu minha mente começou a viajar e constatei essa realidade na minha vida. Ao acordar, praticamente todos os dias eu pego, primeiro, o celular. A desculpa oficial é a necessidade de ver a hora; mas o aparelho tem tantas funções, como internet, WhatsApp, Skype, Facebook, bancos, GPS, jogos, notícias e outros que, se você não parar, fica fácil ali distraído, por uma hora! Parei, então, pra pensar no poder que esse instrumento tem sobre nós. Fiquei refletindo, então, que preciso separar tempo para tudo aquilo que é importante.

Em uma recente entrevista no programa do Jô, o rapper Marcelo D2 contou sua experiência em ficar seis meses sem celular. No início a crise é forte, mas depois você se acostuma e nem sente tanta falta. Nunca passei tanto tempo sem celular, mas o fato é que menos de dois dias sem WhatsApp, há algumas semanas, foi suficiente para causar comoção nacional.

Eu não sei como você usa seu celular... Ele pode trazer muitas coisas boas se nós assim o utilizarmos. Cabe a cada um de nós escolher, conscientemente, o tempo que iremos dedicar a ele, o tempo que dedicaremos às pessoas que estão ao nosso redor e que tipo de utilidades e benefícios extrairemos desse importante aparelho. O “alô”, velho conhecido dos telefones, está, paulatinamente, sendo substituído pelo teclado das mensagens e pelo FaceTime, mas a boa e eficiente comunicação não pode ser deixada de lado.


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