terça-feira, 5 de maio de 2015

FALAR COM DEUS (PARTE 4)

FALAR COM DEUS (PARTE 4)
(Por Airton Sousa)

Comecei o projeto dos quarenta dias de oração e também iniciei uma série de textos sobre a oração, que é meu tema preferido. Com o tempo fui descobrindo que o assunto é inesgotável, e quanto mais se escreve, mais se tem vontade de escrever.

Hoje estou escrevendo sobre mães que oram por seus filhos. E é inevitável não falar, mais uma vez, da minha mãe, mulher de oração. De todos os princípios básicos que ela implantou em nosso coração o mais importante é a oração. Quantas vezes, ainda moleque, fingindo que estava dormindo, via minha mãe caminhando lentamente em direção às nossas camas e ali, ajoelhada, colocava a mão na nossa cabeça e fazia uma prece silenciosa. Dependendo da situação, poderia ser uma prece longa ou curta. Ah, meus amigos, quanta diferença isso fez na minha vida e na dos meus irmãos! A certeza de que tudo vai terminar bem é quando ela diz: “Vamos orar, filho!”.

Sim, neste dia das mães gostaria de dizer que tudo o que eu acho que consegui sozinho, na verdade não consegui por mim mesmo. Apesar de todos os meus esforços para sobreviver, apesar de ter lutado muito pra sair de onde saí e chegar onde cheguei e voltar para onde nunca deveria ter saído, não foi por mim, nem pelas minhas brilhantes e sensacionais ideias. Nada! Tudo o que eu sou e que tenho consegui porque tenho u’a mamãe que ora por mim e que também me ensinou a orar.

Eu era bem moleque, ainda, quando os Jovens Adventistas promoveram uma campanha para o Dia das Mães. Naquela ocasião presenciei uma das maiores ações de marketing, que na época nem tinha este nome. Nos pedágios e sinais de trânsito, cada mãe que passava pelo local era cercada por grupos de jovens que distribuíam flores (palmas) e com seus violões cantavam:

“Palmas pra você, mamãe.
Palmas para alegrar,
Palmas para homenagear,
Seu amor relembrar.

Palmas para enaltecer,
Palmas para enternecer,
Palmas para engrandecer,
Com amor entregar
estas palmas pra você,
Mamãe!”

Não sei quem compôs este “jingle” (viu, Revisão?1), mas na minha cabeça aquele jogo de palavras era lindo demais. E hoje, às vésperas de mais um Dia das Mães, lembrei novamente desse “jingle” e do jogo de palavras dos anos setenta: Palmas! Palmas para as mães de oração. Mães que falam diariamente com Deus sobre seus filhos e que dobram os joelhos na cabeceira de suas camas e clamam: “Senhor, quando meu filho passar por momentos difíceis, que tu sejas seu defensor. Que ele aprenda a se voltar para ti em busca de ajuda (salmo 121:1e2). A força do inimigo não é nada à luz do teu grande poder. Rogo que ele aprenda a clamar a ti em suas tribulações, pra que tu o livres de suas angústias (salmo 107:6). Ajuda-o a entender que pode se deitar em paz e logo adormecer; faze-o “viver em segurança” (salmo 4:8)...”. 2

Será um dia de homenagens e lembranças. Será um dia de palmas, palmas pelas orações feitas mesmo quando já éramos donos de nós mesmos e ela ali estava, já com cabelinhos brancos, orando a Deus pela nossa saúde e pela saúde dos netos, pedindo sabedoria, proteção, cuidado, juízo e até mesmo pedindo perdão em nosso lugar.

Com o tempo aprendi que não há fronteiras para u’a mãe que ora e a minha mãe ora por mim todos os dias e em algumas madrugadas também.

Palmas pra você, mamãe!


Referências:

1 – É que o “Departamento de Revisão” deste blog sempre me pede nome do autor, referências bibliográficas, fonte, tudo... de tudo o que eu cito aqui. rs
2 – “O poder de orar pelos filhos adultos” – página 122 - Editora Mundo Cristão


4 comentários:

  1. Ficar acordado até esta hora, só pra ver como foi que o departamento de revisão se virou...não tem preço.
    Palmas pra vocês também

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  2. Sei não, mas todas as vezes que você conta histórias da sua mãe, elas estão ligadas à oração, e sempre me emocionam...
    Deus abençoe sua família, você e especialmente... sua mãezinha. Mulher de oração.

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