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sexta-feira, 24 de julho de 2020

O QUE RESTA?


O QUE RESTA?
Denize Vicente – Em Casa - Rio de Janeiro – RJ

"Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens."
Vinicius de Moraes - 15.04.1962
- excerto do poema "O Haver" in "Jardim Noturno - Poemas Inéditos",
Cia. das Letras - São Paulo, 1993, p.17

Quase todo mundo já ouviu a história do menino que venceu o gigante de quase três metros de altura, numa luta; o gigante cheio de armas e equipamentos de proteção, o garoto com uma atiradeira e cinco pedrinhas. A história com detalhes você lê aqui: I Samuel 17.

O gigante ameaçou os homens durante semanas, colocou medo, desafiou, ironizou... e suas táticas estavam funcionando.

Você ouve seus gigantes gritando? “Você não tem habilidades pra isso...”, “Você não tem qualificação para encarar esse desafio!”, “Você não vai conseguir pagar as contas!”; “Você não é bom o suficiente...”, “Você nunca será esse profissional de destaque!”, “Você é uma fraude!”…

Talvez você seja só um menino que assim como os homens se assusta... Ou seja um homem que têm medo de ter coragem... Davi foi o garoto que teve uma terrível coragem diante do grande medo.


O mais cruel é que não só o gigante subestimou a coragem de Davi... Seu irmão mais velho, Eliabe, o chamou de abusado, convencido, os soldados do Exército da sua própria nação tentaram enfraquecê-lo...

O último a ouvi-lo foi Saul, o Rei, que mesmo reticente lhe disse:
- Pois bem!  Vá, e que o Senhor Deus esteja com você!

E ele foi.

O final desse filme tem morte. E umas tremendas lições...

Quando aquele garoto encarou o gigante, ele tinha plena ciência de que estava entrando em uma batalha injusta e desequilibrada. Suas primeiras palavras, quando Golias rogou a maldição dos seus deuses sobre ele e o desafiou, dizendo que daria o seu corpo para as aves e os animais comerem, foram estas:

- Você vem contra mim com espada, lança e dardo. Mas eu vou contra você em nome do Senhor Todo-Poderoso, o Deus dos exércitos israelitas, que você desafiou.

Quem perdeu a luta não foi o frágil garoto. Quem venceu não foi aquele que era gigante e gritava...

Davi já havia derrotado um leão e um urso, em ocasiões anteriores, mas o gigante não sabia disso. Davi estava treinado para grandes batalhas, porque já havia andado ali no fio da navalha, outras vezes. E em todas elas, mesmo sendo só um menino, havia saído do labirinto, havia saído vitorioso.

Duvido que Davi tenha sido sempre destemido, duvido que nunca tenha tido medo, duvido mesmo. Era um menino. Mas ele encarava, se arriscava, não se intimidava com o desprezo dos outros, sabia lidar com a indiferença e também com a soberba das pessoas, e confiava - não em si mesmo, mas em Alguém que poderia fazê-lo forte o suficiente para vencer seus oponentes.

Você pode ser um vencedor também. Pode até entrar em desvantagem, pode sair ferido das batalhas, mas ore ao seu Deus, mesmo que esteja chorando depois de ter ouvido os gritos dos gigantes e se sinta no chão.

No final, o que resta? Resta a confiança. Você pode! Se entrar nos combates com o Senhor dos Exércitos, o Todo-Poderoso.
 

"Seja forte e corajoso"!
Josué 1:6


sexta-feira, 17 de julho de 2020

“NÓS VAMOS MORRER! O SENHOR NÃO SE IMPORTA COM ISSO?”



“NÓS VAMOS MORRER! O SENHOR NÃO SE IMPORTA COM ISSO?
Denize Vicente – Em casa – Rio de Janeiro – RJ

Hoje o sol voltou a brilhar, no Rio de Janeiro, depois de três dias de muito frio e chuva.

Sabe quando a chuva cai lá fora e você não vê nenhum pedacinho de céu azul?

Talvez você esteja assim, hoje, no meio de um temporal sem saber quando o sol vai aparecer outra vez. Mas ele vai. A chuva passa, uma hora... e o sol volta a brilhar. Assim como a noite termina e começa um novo dia, uma hora a tempestade que está fazendo você perder o sono, a paz, a calma, sentir medo e chorar vai passar.

A música pode ajudar, enquanto a chuva cai lá fora. Ela nos leva a um estado de calmaria, se nos traz esperança, se nos faz pensar no sobrenatural, e nos deixa serenos, coração aquecido.


Enquanto escrevo estas linhas eu realmente não sei o que se passa com você... eu não sei qual é a tempestade que bate na sua janela, talvez arrancando árvores, derrubando coisas... Não sei se chove dentro de casa, na sua família, se a chuva alagou seus planos de trabalho, seu equilíbrio emocional, se o distanciamento social tem sido pra você um dilúvio de 180 dias... Mas vai passar.

Se o amanhã é incerto e você não tem certezas, eu lhe trago duas:
  • ·        vai passar;
  • ·        Deus está por perto pra acalmar seu coração.

Não depende da gente transformar a noite em dia, nem fazer parar a chuva. Mas a gente pode escolher a confiança. Pode escolher deixar Deus tomar conta do barco, mandar parar tudo, e nos dar o cobertor. Isso é assumir o controle.

Três homens diferentes contaram a mesma história. Três escritores. Um Missionário, um Médico e um Publicano (cobrador de impostos): Marcos 4:35-41, Lucas 8:22-25 e Mateus 8:23-27.

Leia qualquer uma dessas versões antes de continuar aqui. É uma história bem curtinha. Clique num dos links - Marcos 4:35-41, Lucas 8:22-25 e Mateus 8:23-27 - e depois volte.


Pois bem.
A versão contada por Marcos traz um detalhe que os outros não contam: no meio da tempestade, enquanto Jesus dorme, os Seus discípulos O acordam e fazem a seguinte pergunta, desesperados: - "Mestre, não te importas que morramos?".

Sabe quando você se sente abandonado, sem que alguém se importe com você? Quando acha que até pra Deus tanto faz se você morrer? Pois essa foi a pergunta daqueles companheiros de Jesus. Homens que estavam diariamente com Ele, de repente pensaram: Ele não está nem aí se a gente morrer no meio dessa tempestade...

E então aconteceu o que pode acontecer na sua vida, também, se Ele estiver no barco:
Ele se levantou, repreendeu o vento e disse ao mar: "Aquiete-se! Acalme-se!" O vento se aquietou, e fez-se completa bonança.
Então perguntou aos seus discípulos: "Por que vocês estão com tanto medo? Ainda não têm fé?"
Eles estavam apavorados e perguntavam uns aos outros: "Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?".

Talvez você esteja apavorado no meio de um grande vendaval, vendo a chuva se aproximar, cair, aumentar... e ainda não tenha fé. Mas Ele pode. Ele pode acalmar tudo, porque até o vento e o mar lhe obedecem. Ele se importa, sim. Experimente confiar.

#VaiPassar


terça-feira, 5 de maio de 2020

NÃO ME ESQUECI DE TI


NÃO ME ESQUECI DE TI
Airton Sousa – Direto de Paciência – Rio de Janeiro - RJ

Estava conversando sobre a pandemia de Covid-19 com minha irmã, que trabalha na área de saúde do Governo Federal. Ela convive diretamente com pessoas infectadas pelo novo coronavírus. E tem certeza de que também será contaminada. Até o momento em que escrevo este texto está tudo bem com ela, graças a Deus, mas o mesmo não ocorre com seus colegas de trabalho.

Como você reage? Confesso que morro de pavor. Por mais que eu negue, eu sempre acabo me incluindo ou sendo incluída em um grupo de risco.

Uma frase que minha irmã disse calou-me profundamente: “É triste ver o cerco se fechando, mas é terrível ver o cerco totalmente fechado.”.

Por mais que tenham acontecido ou aconteçam coisas desagradáveis e chocantes, não há nada que o amor de Deus não consiga buscar e transformar. Ele cumprirá cada promessa feita, no momento certo.

Na Bíblia, Isaias 49:15, tem uma promessa inesquecível: "Será que uma mãe poderia esquecer do seu filho que ainda mama, e deixar de ter compaixão do próprio filho? Mesmo que isso acontecesse, eu nunca me esqueceria de você!.".

Em 1987, Jader Santos compôs uma canção que se tornou um hino de esperança e que eu gostaria de dividir com você hoje. Nesse hino é reafirmada a bela história do amor de Deus e Sua promessa de que nunca nos deixará, nunca irá nos esquecer, e, mais ainda, virá nos buscar.

“Mas ainda que demore, ou mesmo que pareça, eu não me esqueci de ti. Virei outra vez.”