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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

JUSTIÇA, PAZ E TRANQUILIDADE.

JUSTIÇA, PAZ E TRANQUILIDADE.

Denize Vicente – Em casa - Paty do Alferes – RJ

 

Eu estava no meu primeiro período da faculdade de Direito.

O professor indicou.

Poucas coisas no mundo - das que custam dinheiro - são essenciais e baratas ao mesmo tempo. É o caso desse livro de Lon Luvois Fuller, Professor de Jurisprudência da Faculdade de Direito de Harvard: "O Caso dos Exploradores de Cavernas".

Leitura fundamental para estudantes de Direito e eletiva para todo ser humano, é daquelas eletivas que você briga pra conseguir uma vaga, como nos tempos da faculdade.

Você desenvolve seu poder de argumentação, o poder de persuasão, equilibra-se entre o "ser influenciável" e o "ser convencido", desenvolve seu potencial humano, o raciocínio lógico, lembra-se da velha questão do "bom senso", e tem suas primeiras e profundas lições de Direito. Você conhece posturas filosóficas diferentes sobre Direito e sobre os Governos, e se coloca em contato com as ideias mais lancinantes da sua alma. E, acredite, não é um livro de autoajuda!

Conta-se, nele, o caso (fictício) dos cinco exploradores de cavernas que ficaram presos no interior de uma caverna de rocha calcária após um desmoronamento de terra. É mais antigo, bem mais antigo do que o recente e real caso dos mineiros que ficaram presos numa caverna no Chile.

O livro trata do recurso apresentado pelos quatro acusados que foram processados e condenados à morte por enforcamento. A condenação deveu-se ao fato de que, no 23º dia após a entrada dos cinco exploradores na caverna um deles havia sido morto e servido de alimento para os seus companheiros.

O morto se chamava Whetmore. Os homens haviam chegado ao limite da sobrevivência. A ideia de que alguém servisse de alimento aos demais foi dele. Ele também foi quem sugeriu que a escolha se fizesse por sorteio. Antes que fosse lançada a sorte, Whetmore desistiu. Foi acusado de violação de acordo, pelos demais. Na sua vez, alguém lançou os dados por ele. A sorte não o acompanhou, e Whetmore foi o "sorteado". Foi então morto. E agora os exploradores sobreviventes, condenados pela Justiça, pretendem a reforma da sentença condenatória.

A edição que eu tenho nas mãos é daquelas de bolso. A história é contada em 75 páginas. O livro custa entre quatro e pouco e quatorze e tantos reais. Você compra até pela internet. Compre.

Leia. Reflita e pense bem. E depois dê o livro a alguém. Promova a leitura e a reflexão. Porque em alguma altura da vida eu, você e os outros, todos temos de fazer nossos julgamentos. E é tão difícil não confundir o Direito com a Lei, tão difícil também não confundir a Lei com a Justiça...

Todos desejamos um mundo justo. Desejamos a justiça para nós, naturalmente, e provavelmente desejamos o mesmo para todos. Na verdade, o que comumente pedimos é justiça para os ofendidos; mas, para os ofensores, queremos mais do que isso. Queremos carrascos e vingança...

Quando nos sentimos injustiçados, quando não temos o que merecemos, ansiamos por um julgamento que nos traga uma justa compensação; mas, geralmente, quanto aos outros, se os consideramos culpados, queremos que a justiça funcione como a nossa vingança. Justiça compensatória é para mim; para os outros, a justiça vingativa.

Essa não é a melhor visão de um mundo justo.

Nossa cultura conhece a justiça apenas desse modo cheio de ressentimento e de carrascos, coisa típica de quem, humanamente, não consegue deixar o passado para trás.

E essa espécie de justiça, ligada à vingança, não traz paz.

A propósito disso, eu me lembro das palavras de Isaías:

“(...) Eis que um rei justo está para vir (...)

Um tempo de paz e de justiça (...)

No país, haverá justiça por toda parte;

todos farão o que é direito.

A justiça trará paz e tranquilidade,

trará segurança que durará para sempre.”. (Isaías 32)

 


Leia “O Caso dos Exploradores de Cavernas”. Medite. Você vai perceber que julgar é um sistema complexo, que exige tempo e uma análise profunda e o mais completa possível dos fatos. Não é à toa que a Bíblia nos mostra Deus como “Justo Juiz”. Ao tomar a decisão a respeito de cada ser humano Ele leva em conta cada detalhe. E isso, acredite, é paz.

Eu desejo que você tenha paz e tranquilidade.

 

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

PAZ ESTRANHA


PAZ ESTRANHA

Larissa Oliveira – Bento Ribeiro – Rio de Janeiro - RJ

 

Um dos jogos mais extraordinários a que já assisti (e quase morri) da seleção brasileira feminina de vôlei foi o das quartas de final da Olimpíada de Londres que aconteceu em 2012.

Um jogo épico que entrou para a história do voleibol mundial e quase nos levou à loucura a bordo de uma montanha russa de emoções. Momentos em que você tinha certeza da vitória e segundos depois a certeza da derrota. Momentos de visível apatia e de visível entrega ao jogo. O último set, desempate, o chamado tie-break levou nosso coração a testes intensos de sobrevivência. Felizmente saímos com a vitória e com a certeza de que aquele ouro era nosso.

Eu sou fã daquele jogo e o assisto até hoje - inclusive acabei de fazer isso. É interessante notar que sinto emoções bem parecidas com as daquele dia, mas com uma diferença: há uma paz “estranha” no meu coração, pois sei que o final será vitorioso. Eu notei que essa paz “estranha” que é ocasionada pela certeza positiva é que me fez e me faz assistir esse jogo tantas vezes. Não faria isso com o 7×1 da Alemanha em cima do Brasil no futebol, por exemplo.

Jogadores continuam no jogo porque sabem que podem vencer. Nem sempre os momentos serão de euforia e graça. Nem sempre os momentos serão de apatia e desânimo. Quando acabou a reprise do jogo eu fiquei pensando nas seguintes palavras de Jesus:

“Eu disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo.” João 16:33

A verdade é que estamos jogando uma partida que já tem um vencedor. Sabe aquela paz “estranha” que eu disse que sentia quando assistia à reprise do vôlei? É algo parecido com o que Ele quer que sintamos no decorrer da nossa vida tão previsível e ao mesmo tempo tão imprevisível.

A paz estranha é sentir o abraço, o colo e as misericórdias de Jesus quando estamos rodeados de incertezas políticas, sociais, morais, religiosas e individuais.

A paz estranha é continuar no jogo acreditando que é um jogo jogado junto; e o mais importante: acreditando nas palavras de Jesus que disse que Ele já venceu e você vencerá também.

Que essa paz esteja na minha e na sua vida constantemente!

 

E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.

Apocalipse 21:4

Um forte abraço!

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

O HOMEM SÓ TEM DUAS MISSÕES IMPORTANTES


O HOMEM SÓ TEM DUAS MISSÕES IMPORTANTES
Denize Vicente – Em casa – Rio de Janeiro – RJ

"No mais, tudo é menor. O socialismo, a astrofísica, a especulação imobiliária, a ioga, todo ascetismo da ioga... tudo é menor. O homem só tem duas missões importantes: amar e escrever à máquina. Escrever com dois dedos e amar com a vida inteira."
(Antônio Maria, em 27.01.1963)
"Café com Leite" - excerto
Crônicas de Antônio Maria, Ed. Paz e Terra, p.60.

Em 1963 escrever à máquina era uma das duas missões importantes do homem, segundo o poeta pernambucano. O tempo passou e talvez alguns de vocês jamais tenham sequer visto “pessoalmente” uma “máquina de escrever”; viram nos filmes, mas conhecem apenas de ouvir falar e se a encontrassem na rua “não ligariam o nome à pessoa”... 
 

É... Pode ser que escrever à máquina com dois dedos tenha perdido seu espaço na lista de prioridades na vida do homem; já não seja mais, exatamente, uma das suas missões.

Veio a tecnologia, o avanço da Ciência, os problemas políticos e sociais se agravaram, veio o ballet fitness, a yoga barre... simplesmente porque as coisas mudam.

Curiosamente, das duas missões importantes do homem, na ótica de Antônio Maria, uma continua perene: amar.

Porque tudo passa, menos o amor, a necessidade de amar e de ser amado.

Tudo é menor. E modernamente, até mesmo a máquina de escrever perdeu a importância de antes... O maior mesmo ainda é e sempre será o AMOR.

“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior deles é o amor.” (I Coríntios 13:13)

Que você esteja sensível às necessidades de amor do seu próximo. Pense bem. Não adianta falar de amor e não amar. Falar de Jesus e rejeitar o outro. Assumir que segue Jesus e não fazer o que Ele faria se estivesse no seu lugar.

“Quem afirma que permanece nele deve viver como ele viveu.”
(I João 2:6)

“Continuem a praticar tudo que aprenderam e receberam de mim, tudo que ouviram de mim e me viram fazer. Então o Deus da paz estará com vocês.” (Filipenses 4:9)

É isso.
Paz e amor!


sexta-feira, 17 de julho de 2020

“NÓS VAMOS MORRER! O SENHOR NÃO SE IMPORTA COM ISSO?”



“NÓS VAMOS MORRER! O SENHOR NÃO SE IMPORTA COM ISSO?
Denize Vicente – Em casa – Rio de Janeiro – RJ

Hoje o sol voltou a brilhar, no Rio de Janeiro, depois de três dias de muito frio e chuva.

Sabe quando a chuva cai lá fora e você não vê nenhum pedacinho de céu azul?

Talvez você esteja assim, hoje, no meio de um temporal sem saber quando o sol vai aparecer outra vez. Mas ele vai. A chuva passa, uma hora... e o sol volta a brilhar. Assim como a noite termina e começa um novo dia, uma hora a tempestade que está fazendo você perder o sono, a paz, a calma, sentir medo e chorar vai passar.

A música pode ajudar, enquanto a chuva cai lá fora. Ela nos leva a um estado de calmaria, se nos traz esperança, se nos faz pensar no sobrenatural, e nos deixa serenos, coração aquecido.


Enquanto escrevo estas linhas eu realmente não sei o que se passa com você... eu não sei qual é a tempestade que bate na sua janela, talvez arrancando árvores, derrubando coisas... Não sei se chove dentro de casa, na sua família, se a chuva alagou seus planos de trabalho, seu equilíbrio emocional, se o distanciamento social tem sido pra você um dilúvio de 180 dias... Mas vai passar.

Se o amanhã é incerto e você não tem certezas, eu lhe trago duas:
  • ·        vai passar;
  • ·        Deus está por perto pra acalmar seu coração.

Não depende da gente transformar a noite em dia, nem fazer parar a chuva. Mas a gente pode escolher a confiança. Pode escolher deixar Deus tomar conta do barco, mandar parar tudo, e nos dar o cobertor. Isso é assumir o controle.

Três homens diferentes contaram a mesma história. Três escritores. Um Missionário, um Médico e um Publicano (cobrador de impostos): Marcos 4:35-41, Lucas 8:22-25 e Mateus 8:23-27.

Leia qualquer uma dessas versões antes de continuar aqui. É uma história bem curtinha. Clique num dos links - Marcos 4:35-41, Lucas 8:22-25 e Mateus 8:23-27 - e depois volte.


Pois bem.
A versão contada por Marcos traz um detalhe que os outros não contam: no meio da tempestade, enquanto Jesus dorme, os Seus discípulos O acordam e fazem a seguinte pergunta, desesperados: - "Mestre, não te importas que morramos?".

Sabe quando você se sente abandonado, sem que alguém se importe com você? Quando acha que até pra Deus tanto faz se você morrer? Pois essa foi a pergunta daqueles companheiros de Jesus. Homens que estavam diariamente com Ele, de repente pensaram: Ele não está nem aí se a gente morrer no meio dessa tempestade...

E então aconteceu o que pode acontecer na sua vida, também, se Ele estiver no barco:
Ele se levantou, repreendeu o vento e disse ao mar: "Aquiete-se! Acalme-se!" O vento se aquietou, e fez-se completa bonança.
Então perguntou aos seus discípulos: "Por que vocês estão com tanto medo? Ainda não têm fé?"
Eles estavam apavorados e perguntavam uns aos outros: "Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?".

Talvez você esteja apavorado no meio de um grande vendaval, vendo a chuva se aproximar, cair, aumentar... e ainda não tenha fé. Mas Ele pode. Ele pode acalmar tudo, porque até o vento e o mar lhe obedecem. Ele se importa, sim. Experimente confiar.

#VaiPassar