quarta-feira, 5 de agosto de 2015

QUEREMOS UM REI!

QUEREMOS UM REI!
(Por Eduardo Santos)

Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu...”. (Mateus 6:10).

Não demorei muito para ser levado a lembrar do povo de Israel após ler esse versículo. De acordo com a história, esse grande povo havia sido libertado por Deus do cativeiro egípcio de forma milagrosa e fora conduzido à terra que Deus lhe havia prometido.

A ideia divina era instaurar uma teocracia para apresentar aos povos vizinhos a maneira como Deus deseja conduzir as pessoas, as bênçãos que deseja dar a cada um segundo Sua misericórdia. Mas “a grama do vizinho pareceu ser mais verde!”. Eles, os israelitas, olharam os povos ao seu redor, viram que todos possuíam reis humanos e desejaram ter um também.

É nesse momento que eu paro e penso que lhes faltava um pouco de entendimento quanto às questões políticas e suas implicações. De repente, eles precisavam entender conceitos que viriam a ser definidos tempos depois.

Creio que eles não entendiam que, a partir do momento que fosse instituído um rei, humano ou divino, estariam saindo do Estado de Natureza1 para um viver em sociedade. Isso implicaria abrir mão de desejos egoístas e submeter-se a leis que visassem ao bem comum da sociedade.

Quando, na oração, se deseja a instauração do reino divino, estamos falando a Deus que desejamos que Ele estabeleça sobre nós leis que tornem possível um viver harmonioso entre seres humanos. Leis que produzam bem-estar aos indivíduos e que tornem o relacionamento do regente e dos cidadãos do reino algo agradável.

O que deixa esse tema tão interessante é que, inevitavelmente, existem apenas três opções: convidamos a Deus para ser nosso rei, ao inimigo de Deus ou a nós mesmos, permanecendo no Estado de Natureza. Mas não nos apercebemos de que, na realidade, de três escolhas, temos duas: as leis de Deus ou as leis do pecado.

Israel escolheu ser conduzido por um homem que percebemos, mais à frente, no relato, ter escolhido ser influenciado pelas leis do pecado. Consequentemente, seu governo não prosperou. Quando escolhemos a Deus como nosso regente, temos a certeza de que suas leis serão justas, seus princípios serão retos e suas realizações serão benéficas a todos.

Faça sua escolha hoje, consciente do que ela representa para você e sua vida.

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Referência:
1- Estado de Natureza: condição na qual os seres humanos se encontram quando não existe quem governe sobre eles. Cada qual faz uso do que bem lhe aprouver para realizar seus próprios desejos, sejam eles quais forem.

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