terça-feira, 26 de julho de 2016

ÀS PEDRAS, AMIGÃO, ÀS PEDRAS.


ÀS PEDRAS, AMIGÃO, ÀS PEDRAS.
Por Airton Sousa 

Aqui em casa temos duas pedras imensas. Sim, nunca perguntei o porquê, mas ouço falar que elas significam alguma coisa para minha mãe e que eram muito importantes para o meu pai. Devem lembrar ou simbolizar algo, e por isso até hoje nunca nos desfizemos delas. E sempre que vamos fazer uma reforma elas aparecem e causam algum tipo de discussão que não dá em nada... e elas permanecem no mesmo lugar. Para alegria de nossa mãe.

Quando todo o povo de Israel acabou de atravessar o rio Jordão, o Senhor disse a Josué:
— Escolha doze homens, um de cada tribo, e dê esta ordem: “Peguem doze pedras do meio do rio Jordão, do lugar onde os sacerdotes ficaram parados. Levem essas pedras e coloquem onde acamparem hoje à noite.”.

Então Josué chamou os doze homens que havia escolhido e disse:
— Passem adiante da arca da aliança do Senhor, o Deus de vocês, e sigam até o meio do Jordão. Cada um ponha no ombro uma pedra, uma para cada tribo de Israel. Essas pedras ajudarão o povo a lembrar daquilo que o Senhor tem feito.

Os homens fizeram o que Josué mandou. Como o Senhor Deus tinha dito a Josué, eles pegaram do meio do rio Jordão doze pedras, uma para cada tribo de Israel, e as levaram e colocaram no acampamento.

Josué também pôs doze pedras no meio do Jordão, no lugar onde os sacerdotes que carregavam a arca haviam parado. Essas pedras ainda estão lá.

Eles empilharam as pedras, uma em cima da outra e quando a decima segunda pedra foi firmemente colocada em seu lugar, ele se voltou para o povo e disse:
- No futuro, quando os filhos perguntarem aos seus pais: ‘Que significam estas pedras?’, expliquem a eles: Aqui Israel atravessou o rio Jordão em terra seca. Pois o Senhor, o seu Deus, secou o Jordão perante vocês até que o tivessem atravessado. Assim como fez quando secou o mar vermelho.

Então o povo se apressou e atravessou o rio.
(Josué 4)

Até hoje, temos a mania de criar nosso próprio memorial. Temos nossos troféus, nossas medalhas... ops, eu não tinha nenhuma medalha até outro dia desses, quando fui condecorado com a medalha “Eu estudo a lição”. Ganhei da Escola Bíblica, da igreja que frequento, por ter estudado as treze lições do trimestre. É a única medalha que tenho, e eu nem sei se é de ouro, mas está pendurada no meu quarto, me lembrando de que devo estudar todos os dias.


Às pedras, amigão, às pedras!
E então as pedras empilhadas serviram para mostrar ao povo, durante todo o tempo, as coisas extraordinárias que Deus havia feito até aquele momento. Certa vez Moisés lembrou aos Hebreus: “As roupas de vocês não se gastaram e os seus pés não se incharam durante esses quarenta anos.”.(Deuteronômio 29:5).

Eu não escrevi nenhum diário das minhas lutas nem contando as coisas que Deus fez na minha vida. Muito do que me aconteceu escrevi aqui mesmo - eu sempre me gabo pela boa memória. Talvez a minha memória seja meu próprio memorial (eu gostaria muito de ver a cara da minha revisora lendo essa última frase e pensando como deveria mudá-la...).

Tenho a mania de brincar com meus amigos de trabalho toda vez que vamos almoçar, e quando pago a refeição com meu supercartão “Alelo”, e aparece na maquininha a mensagem: “Transação aprovada”, eu faço gestos engraçados erguendo as mãos para o alto, como se estivesse comemorando um grande feito. Oba, aprovado!! Eles acham engraçado e riem. “Ué, se você tem o cartão e tem saldo, então é logico que vai ser aprovada, bobão!”. Pois é... é aí que está a graça.


Veja o que o Max Lucado escreveu sobre isto:
“Crie um sala de troféus em seu coração. Toda vez que você experimentar uma vitória, coloque uma lembrança na estante. Antes de encarar um desafio, vá até a sala e reveja todas as conquistas de Deus. Olhe para todas as folhas de pagamento que ele providenciou, todas as bênçãos que ele lhe deu, todas as orações que respondeu. Imite o menino pastor Davi. Antes de lutar contra o gigante Golias, ele se lembrou de como Deus o ajudara a matar um leão e um urso.” (Dias de Glória, página 62).

Como disse, na minha memória mantenho essas pedras empilhadas e em alguns casos elas têm nomes e datas. Foi no dia 25 que parei de fumar, foi no dia 25 que fui batizado na igreja, e a cada dia 25 eu lembro que aconteceu uma coisa importante na minha vida. Pedra 25. Memorial. E tem as pedras que simbolizam meus amigos que me ampararam no meu deserto. Alguma pedra se chama Denize, outra pedra tem o nome de Wilson Vilela e tem também uma pedra chamada Dina Aguiar. Tem uma pedra chamada Néia Ribeiro. Tem outra chamada Elisa Costa. Todas as pedras empilhadas no meu coração e na mente. Não posso esquecer nenhuma delas.

 “Que todo o meu ser louve o Senhor, e que eu não esqueça nenhuma das suas bênçãos! O Senhor perdoa todos os meus pecados e cura todas as minhas doenças; ele me salva da morte e me abençoa com amor e bondade. Ele enche a minha vida com muitas coisas boas. E assim eu continuo jovem, forte e bonito.” – (Salmo 103:2-6 – Versão do Amigão.)


2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  2. Eita que coisa linda!
    Que Deus continue te abençoando com um monte de coisas boas!
    Adorei o texto, estou providenciando a minha salinha de troféus!!

    ResponderExcluir

Participe também, comentando!