sábado, 10 de outubro de 2015

VERBO

VERBO
(Por Jackson Valoni)

O linguista francês, Tesnière, considerava o verbo como o "nó central" da frase, escrevendo que a frase pode ser comparada a um pequeno drama, no qual, o verbo representa o seu "enredo”.1

Sem o verbo, Dudu não ensina Química; Cah não mostra dicas; Sérgio não conta História. As frases existem pelo propósito comunicativo. Há frases, entretanto, que não necessitam de verbos para transmitir a mensagem. Por exemplo, quando vemos uma placa na qual está escrito “Silêncio!” podemos compreender perfeitamente que é pra ficar quieto. Da mesma forma, quando lemos o seguinte aviso: “Cuidado! Cão feroz”, sabemos que existe algum animal ali perto pronto para atacar.


Existe uma forma de se comunicar que precisa, obrigatoriamente, de um verbo. Chama-se oração. Há um sujeito e um predicado. O verbo serve de ponte para os dois. As orações têm no verbo a base para a transmissão da informação. Mas se você parar pra pensar, até mesmo as frases sem verbo (ou frases nominais) dependem de verbos, porque utilizamos os verbos para explicar o significado daquela mensagem. Quando dei como exemplo “Silêncio!”, sua explicação foi: fique quieto.

O verbo nos acompanha durante toda a vida. O verbo está presente na pergunta do perdido para saber a direção que deve seguir, no teste de personalidade fajuto da internet, nos gritos em coro da torcida organizada, nos discursos emocionantes de formatura, nas receitas de bolo, no pedido da criança pelo brinquedo, na resposta dos noivos no dia do casamento.

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” (João 1:1)
Quero avançar no pensamento.
Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez.” (João 1:2,3)

Gosto de saber que o Verbo de Deus, o próprio Jesus, já se fazia presente em minha vida ainda antes da minha consciência sobre Ele. E não só isso; o Verbo não só estava com Deus, mas também era Ele no princípio! O que me leva a crer que ainda o é, pois Deus é imutável.

Há quem conjugue esse Verbo de forma errada. Há quem se aventure com a afirmação de Sua inexistência. Mas o amor de Deus chega a ser constrangedor porque alcança até mesmo os analfabetos na fé.

Porque nEle foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por Ele e para Ele. E Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele. E Ele é a cabeça do corpo da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência, porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nEle habitasse e que, havendo por Ele feito a paz pelo sangue da Sua cruz, por meio dEle reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus.” (Colossenses 1:16-20)

“Ó Deus de amor, vimos nós Te adorar.
Vós, ó nações, rendei louvor!
És Tu, Senhor, o poderoso Vencedor;
És Criador e Rei sem-par.

Por Teu poder nos criaste, Senhor,
Deste-nos vida e perfeição;
E ao desviar-nos de Teu plano de amor
Veio, em Jesus, a salvação.

Teu é o poder e o louvor, nosso Deus;
Teu, nosso amor, fervor também.
Qual rocha firme a verdade ficará,
Deus eternal, Senhor. Amém.” 2


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Referências:


2 - HINÁRIO ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA, Ó Deus de Amor

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