sexta-feira, 2 de outubro de 2015

MUDANÇAS - Parte final




MUDANÇAS – Parte final
(Por Denize Vicente)

Há poucos meses eu decidi fazer algumas mudanças na minha vida. Falei um pouco sobre isso, outro dia. Para que elas acontecessem de forma satisfatória, uma decisão, adiada já há algum tempo, precisava ser tomada. Por algumas vezes adiei essa resolução porque me preocupava demasiadamente com os reflexos da minha atitude na vida de outras pessoas e, por isso, tentei "prepará-las" para o momento, quando ele, inevitavelmente, chegasse. Mas não temos muito controle sobre isso, e não depende apenas de nós...

Era o mês de maio, um domingo à noite, e eu me preparava para dormir. Terminei de conversar com Deus e fiquei ali deitada, pensando sobre “limites”. Fui dormir aquela noite e acordei pronta para a mudança. Foi uma decisão solitária e difícil. A segunda-feira foi um dia bem triste, eu diria. As horas passavam e eu percebia que era um caminho sem volta. Cada vez mais amadurecida, a ideia, fui dormir, naquela segunda, dizendo pra Deus que a decisão estava tomada, mas que eu poderia muito bem acordar e mudar de ideia, se Ele quisesse. Ele não quis.

Amanheci na terça-feira pronta para comunicar, oficialmente, a minha decisão. Não era a parte mais difícil do processo, mas despertaria reações previsíveis. Eu apenas precisava estar preparada. Nem sempre as pessoas sentam na sua cadeira, calçam os seus sapatos, ou se colocam no seu lugar, quando ouvem o que você fala... Tenho certeza de que você já viveu situação semelhante, em algum momento. É doloroso, eu sei.

No meu caso, eu estava comunicando minha decisão de alterar a rota da minha nave. Era uma grande mudança, depois de quinze anos, e eu tinha poucas certezas, naquele momento; mas as que eu tinha, sinceramente, me bastavam. Porque decidir mudar e seguir adiante antes mesmo de saber para onde ir pode ser um passo de fé ou de inconsequência. No meu caso, eu tinha fé.

Quando percebi que Deus não me tinha feito mudar de ideia na noite de segunda para terça-feira, não tive dúvidas de que havia tomado a decisão certa. E, pela fé, eu acreditava: se Deus havia sido claro a esse ponto, seria também incisivo, na etapa seguinte.

Foram mais de trinta dias para que eu me definisse quanto ao novo caminho. Eram várias as opções e antes de aceitar ou recusar as propostas eu dizia pra Deus: “Por favor, me deixa saber se é uma boa ou não; e se eu não entender, por favor, desenha!”. E, gente... Ele era tão claro, nas evidências, que eu não tinha dúvidas quanto à resposta que deveria dar.

Mas numa dessas entrevistas eu tive que rir, porque Ele levou praticamente ao pé da letra aquele pedido de “... por favor, desenha!”. Fui para uma entrevista. Conversávamos animadamente e tudo ia muito bem. Parecia interessante. Eu estava, digamos, tentada a aceitar a proposta; mas, de repente, as respostas que fui recebendo para as perguntas que comecei a fazer, de tão inusitadas começaram a me espantar. A conversa foi tomando um rumo tão engraçado, porque as respostas eram mesmo muito estranhas, que cada vez mais eu ia me convencendo de que aquilo não era real... parecia coisa “de outro mundo”! Precisei encerrar a conversa porque tudo já estava claro demais e Deus começava a desenhar num “outdoor”, àquela altura, mostrando: “Nãaaaao!! Aí nãaaaaao!!”, enquanto eu ria, por dentro. Eu realmente estava me divertindo com o Seu senso de humor, e tive medo de rir por fora, porque poderiam não entender a brincadeira que Deus estava fazendo comigo naquele dia.


Ele diz: “Aqueles que esperam em Mim não ficarão decepcionados.” (Isaías 49:23 – parte final). Aprendi que “esperar em Deus” não é esperar a resposta de Deus para aquilo que pedimos. “Esperar”, no hebraico, significa “confiar”. E “esperar em Deus” é focar os olhos nEle e saber que nesse período de espera Ele está trabalhando. Confiar no trabalho que está sendo feito. Isso é esperar. “Esperar em Deus” é não esquentar a cabeça. Saber que até o improvável pode acontecer. Isso é fé. “Esperei com paciência no Senhor, Ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor.” (Salmos 40:1)

Na Bíblia há uma galeria de heróis da fé que viveram em tempos passados (Hebreus 11). Uma relação inspiradora! Se hoje, no muro da sua casa, pintassem um mural dos modernos heróis da fé, você gostaria de ter o seu nome estampado lá?

Acho que sua resposta deve ter sido “sim”... mas na verdade deve estar pensando: “Eu? Ah... quem me dera...”. Vou lhe dizer uma coisa: fé e confiança são o resultado de exercício, treinamento, e prática. Você começa vacilante, como Abraão, e pode se tornar um herói, como aconteceu com ele. Desafie-se. Ouse. Experimente. Pratique. Você vai se surpreender com o efeito da fé na sua vida. Na verdade, isso vai mudar a sua vida!

Um comentário:

  1. Fui lá no seu texto, do dia 04 de Setembro, Teu texto me prendeu, fiquei com vontade de saber mais. Gostei muito!

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