quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

OS VINGADORES


OS VINGADORES
João Octávio Barbosa – Bento Ribeiro City - RJ

Filmes sobre super-heróis seguem um padrão muito básico. Certo vilão surge, quer matar todo mundo e dominar a Terra, aparece um pessoalzinho com uns poderes acima da média, e esse pessoalzinho salva o mundo. Em “Os Vingadores”, de 2012, esse padrão não é quebrado. Loki (Tom Hiddleston) é o cara mau, do espaço, que tenta nos destruir. Aí, Nick Fury (Samuel L. Jackson de tapa-olho) reúne os personagens mais famosos das histórias em quadrinhos para combatê-lo.


A vingança é, além de um prato que se come frio, algo que vemos aos montes como premissa de histórias. Nos filmes, na Bíblia, na vida real. A despeito dos roteiros Hollywoodianos que levam milhões aos cinemas, Deus deixa claro em sua palavra qual é a sua opinião sobre vingança.

Vejamos o caso de Davi, por exemplo, e sua relação conturbada com Saul. Eles estavam unidos (I Samuel 16:14, cap. 17 e 18:1-5), depois Saul passou a ver Davi com inveja e o quis matar (I Samuel 18, 19, 20, 21, 22 e 23). Porém, num descuido, Saul acabou entrando no esconderijo de Davi, sem perceber. Era a chance da vingança, e Davi fez questão de poupar o rei (I Samuel 24).


O mundo é cheio de reviravoltas, e a vingança muitas vezes parece ser a alternativa óbvia. Mas não funciona assim para Deus. Eu creio no Deus da segunda chance. No Deus que não se agrada em fazer sofrer nem mesmo aquele que comete o mal, mas se agrada em vê-lo arrependido. É o Deus da justiça e do perdão; não da vingança.

Ó Senhor Deus, a quem a vingança pertence, ó Deus, a quem a vingança pertence, mostra-te resplandecente. Salmos 94:1

A Deus pertence a vingança. Aos homens, pertence somente a justiça. A vingança pode apenas nos aproximar da maldade que envolveu aquele que nos fez o mal. As punições da justiça são algo totalmente diferente. Pense nisso em termos práticos, usando o exemplo dos recentes massacres nos presídios. O que motiva parte da opinião pública a apoiar essas mortes? A justiça divina ou a vingança diabólica?


Spoiler final: sem nenhuma surpresa, e até por isso os filmes de super-heróis costumam ser os últimos da minha lista de preferência, no fim de “Os Vingadores” os vilões se dão mal, os heróis vencem e são aclamados, a Terra é salva, e os moradores ficam extasiados (com exceção daqueles que perderam carros, casas ou comércios nos locais onde aconteceram as batalhas - os filmes nunca mostram o desespero desse grupo após a destruição apocalíptica). O interessante é que fora das telonas, na vida real que a gente vive todo dia, tão redundante quanto deveria ser, o final é tão óbvio e previsível quanto lá.

Sim, amigo. Não é que a vida imita a arte; é a arte que antecipa a vida, porque nosso roteiro como seres humanos já está escrito e separado, bastando algumas cenas para o grande final, o “felizes para sempre”.


Em breve, muito em breve, o Bem vencerá o Mal, definitivamente, sem “Parte 2”. Não muito tempo à frente, alguns de nós poderão ver o fim deste mundo em sua maldade, doença, tristeza e pecado. Deus, o único verdadeiro super-herói, com seus superpoderes, irá derrotar de uma vez por todas todo o mal da Terra. Porque a sua vingança não é contra nenhum ET de uma galáxia distante, e sim contra o mal que habita em cada coração por causa do Inimigo.

Sem historinha, só realidade. O Vingador é aquele a quem pertence a vingança. A nós, basta segui-lO.

Não peço que concordem, espero que reflitam!

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