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quarta-feira, 7 de agosto de 2019

COISAS BOAS AINDA ACONTECEM


COISAS BOAS AINDA ACONTECEM 
Larissa Oliveira – Bento Ribeiro      - Rio de Janeiro - RJ

É impossível chegar ao final de uma semana sem que não tenhamos nos deparado com uma, ou várias, notícias trágicas. A mídia nos proporciona relatos macabros de crueldade e insanidade humana. E, sim, também presenciamos situações nefastas e estamos expostos a perigos do cotidiano, principalmente nas grandes cidades.

Em uma das cartas a Timóteo, o apóstolo Paulo escreve um trecho que até parece uma narrativa em tempo real do que acontece nos nossos dias, uma descrição do nosso mundo atual. Ele diz:

         “Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis.
Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder.
Afaste-se também desses.”
2 Timóteo 3:1-5

A palavra de Deus já previa tempos difíceis, dolorosos, incertos...
Mas eu quero chamar a sua atenção é para esta última frase do trecho: “Afaste-se também desses.”.

A Bíblia não diz que todas as pessoas serão assim. Eu e você não precisamos ser dominados por essa frieza, indiferença e maldade do mundo.

Alguns dias atrás optei por embarcar no transporte alternativo para agilizar algumas questões que precisava resolver. Em uma das paradas havia uma família que se dividiu por não ter condições de pagar a passagem de todos. O motorista muito bondosamente permitiu que todos viajassem juntos. Na volta, embarquei com o mesmo motorista. Um idoso subiu no transporte e no momento de descer quis dar o dinheiro para pagar a passagem, mas o motorista não aceitou e o homem idoso agradeceu sem acreditar.

A gente pode decidir não se contaminar com a maldade. Você pode estar pensando que foram coisas muito simples as ações daquele motorista, mas o que ele fez, fez toda a diferença na vida de alguém. E é isso que nos diferencia, é isso que faz o mundo um mundo não só de tragédias.

A maldade é a ausência da bondade. Particularmente não acredito que naturalmente nasçam coisas boas em nós... A bondade tem uma fonte primária que ainda emana neste mundo. Ei! Coisas boas ainda acontecem! Olhe com mais cuidado os pequenos gestos, ações, boas palavras... Una-se a uma corrente do bem e pare de focar tanto nos noticiários torpes. (Ninguém está falando de alienação, ok?!).


O importante é pensar que, apesar de todas as terríveis coisas que têm acontecido, a fonte primária de bondade ainda exala com força suas influências neste mundo. Basta crer e fazer a escolha de estar junto de Deus.

“Mas Tu, ó Senhor, és um Deus cheio de compaixão, e gracioso, longânimo e abundante em misericórdia e verdade.” Salmo 86:15.

A dor e o sofrimento logo vão passar (Apocalipse 21). Enquanto aguardamos, nossa meta consiste em manter nosso caráter íntegro, nossas ações benevolentes e nossa mente sã.


Que a maldade do mundo não nos manipule, e se por acaso ela nos sobrevier por qualquer circunstância, saiba que você pode confiar nAquele que é misericordioso, paciente, gracioso e cheio de compaixão.

Um forte abraço!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

O DESAMOR É UMA FACE DA MALDADE


O DESAMOR É UMA FACE DA MALDADE
Denize Vicente - Rio de Janeiro - RJ

As fábulas são pequenas histórias, narrativas breves, de feição popular, um misto de alegoria, lenda, verso ou prosa, com traços da mitologia, às vezes, em outras trazendo animais como personagens, enfim, uma narração imaginária, uma ficção; tudo para ilustrar um princípio, um preceito, um ensinamento. E foi assim que um dia eu ouvi "a fábula da convivência":

Há muitos e muitos anos, durante uma era glacial, quando parte de nosso planeta esteve coberto por grandes camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos, por não se adaptarem às condições.
Foi, então, que uma grande quantidade de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir, juntar-se mais e mais. Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, agasalhavam-se uns aos outros, aqueciam-se mutuamente, enfrentando por mais tempo aquele frio rigoroso.
Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte. E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus semelhantes. Doíam muito... 
E aconteceu que essa não foi a melhor solução... Afastados, separados, logo começaram a morrer de frio, congelados. Os que não morreram, voltaram a se aproximar pouco a pouco, com jeito, com cuidado, de tal forma que, mesmo unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem magoar, sem causar danos e dores nos outros.Assim, suportaram-se, resistindo à longa era glacial. Sobreviveram.

Os tempos estão difíceis. Hoje vivemos uma espécie de “era glacial”, quando o amor de muitos esfriou (A maldade vai se espalhar tanto, que o amor de muitos esfriará)... É preciso corrigir isso antes que todos morram como resultado desse desamor. Antes que o ódio prevaleça.

Ontem eu li a notícia de que foi descoberto um plano para tirar a vida de uma pessoa neste sábado, dia 15. A Polícia conseguiu descobrir a tempo de evitar o assassinato. E enquanto isso as pessoas, muitas pessoas, faziam piadas, diziam “bem feito”, lamentavam a interrupção do planejamento, a impossibilidade de execução do plano. Não eram os “planejadores” lamentando. Não eram os marginais. Eram as pessoas “normais”, sabe? Elas riam, zoavam. Pessoas “normais”. Aquelas com quem convivemos no dia a dia. Gente normal, que vai pro trabalho de manhã, que brinca com o filho na pracinha, que vai ao mercado comprar tomates, como eu e você... mas que deixou o amor esfriar no coração.

Chegamos a uma era em que a vida do outro não tem valor nem mesmo para as pessoas “normais”... É a maldade se espalhando. O amor de muitos esfriando.

Convido você a repensar. Nossas palavras e nossos gestos estão misturados ao desamor que anda imperando no mundo? Ainda somos mensageiros de esperança ou nos tornamos juízes e carrascos pretendendo definir o destino dos outros?

Precisamos viver um pouco mais do amor que move e comove. O amor do Cristo que deu Sua vida por quem não merecia; que intercedeu por quem o maltratava. Precisamos de sentimento e ação, sensibilidade, empatia. A gente se distanciou do próximo. “Mas quem é o meu próximo?” (a resposta está AQUI, se você quiser saber...).

Amar, ser solidário, ter compaixão, misericórdia, respeito e carinho por quem faz parte da “nossa panelinha” é bem fácil. O que exige de nós um pouco mais de reflexão é nosso comportamento distante, indiferente e até odioso em relação aos demais. 

Quero me despedir, hoje, com a mensagem deste vídeo que circulou nos últimos dias pelas redes sociais. Que a gente descubra o quanto antes a importância de viver mais uns pelos outros, mesmo que eles não sejam exatamente como a gente gostaria que fossem. Chega de ódio. Chega de indiferença pela dor do próximo.

#maisamorporfavor.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

OS VINGADORES


OS VINGADORES
João Octávio Barbosa – Bento Ribeiro City - RJ

Filmes sobre super-heróis seguem um padrão muito básico. Certo vilão surge, quer matar todo mundo e dominar a Terra, aparece um pessoalzinho com uns poderes acima da média, e esse pessoalzinho salva o mundo. Em “Os Vingadores”, de 2012, esse padrão não é quebrado. Loki (Tom Hiddleston) é o cara mau, do espaço, que tenta nos destruir. Aí, Nick Fury (Samuel L. Jackson de tapa-olho) reúne os personagens mais famosos das histórias em quadrinhos para combatê-lo.


A vingança é, além de um prato que se come frio, algo que vemos aos montes como premissa de histórias. Nos filmes, na Bíblia, na vida real. A despeito dos roteiros Hollywoodianos que levam milhões aos cinemas, Deus deixa claro em sua palavra qual é a sua opinião sobre vingança.

Vejamos o caso de Davi, por exemplo, e sua relação conturbada com Saul. Eles estavam unidos (I Samuel 16:14, cap. 17 e 18:1-5), depois Saul passou a ver Davi com inveja e o quis matar (I Samuel 18, 19, 20, 21, 22 e 23). Porém, num descuido, Saul acabou entrando no esconderijo de Davi, sem perceber. Era a chance da vingança, e Davi fez questão de poupar o rei (I Samuel 24).


O mundo é cheio de reviravoltas, e a vingança muitas vezes parece ser a alternativa óbvia. Mas não funciona assim para Deus. Eu creio no Deus da segunda chance. No Deus que não se agrada em fazer sofrer nem mesmo aquele que comete o mal, mas se agrada em vê-lo arrependido. É o Deus da justiça e do perdão; não da vingança.

Ó Senhor Deus, a quem a vingança pertence, ó Deus, a quem a vingança pertence, mostra-te resplandecente. Salmos 94:1

A Deus pertence a vingança. Aos homens, pertence somente a justiça. A vingança pode apenas nos aproximar da maldade que envolveu aquele que nos fez o mal. As punições da justiça são algo totalmente diferente. Pense nisso em termos práticos, usando o exemplo dos recentes massacres nos presídios. O que motiva parte da opinião pública a apoiar essas mortes? A justiça divina ou a vingança diabólica?


Spoiler final: sem nenhuma surpresa, e até por isso os filmes de super-heróis costumam ser os últimos da minha lista de preferência, no fim de “Os Vingadores” os vilões se dão mal, os heróis vencem e são aclamados, a Terra é salva, e os moradores ficam extasiados (com exceção daqueles que perderam carros, casas ou comércios nos locais onde aconteceram as batalhas - os filmes nunca mostram o desespero desse grupo após a destruição apocalíptica). O interessante é que fora das telonas, na vida real que a gente vive todo dia, tão redundante quanto deveria ser, o final é tão óbvio e previsível quanto lá.

Sim, amigo. Não é que a vida imita a arte; é a arte que antecipa a vida, porque nosso roteiro como seres humanos já está escrito e separado, bastando algumas cenas para o grande final, o “felizes para sempre”.


Em breve, muito em breve, o Bem vencerá o Mal, definitivamente, sem “Parte 2”. Não muito tempo à frente, alguns de nós poderão ver o fim deste mundo em sua maldade, doença, tristeza e pecado. Deus, o único verdadeiro super-herói, com seus superpoderes, irá derrotar de uma vez por todas todo o mal da Terra. Porque a sua vingança não é contra nenhum ET de uma galáxia distante, e sim contra o mal que habita em cada coração por causa do Inimigo.

Sem historinha, só realidade. O Vingador é aquele a quem pertence a vingança. A nós, basta segui-lO.

Não peço que concordem, espero que reflitam!

domingo, 7 de agosto de 2016

PAREM O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!

PAREM O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!
Por Pamela Henriques Moreira

Na Rússia, um rapaz foi morto em sala de aula por outros alunos em consequência do bullying homofóbico. Na França, um terrorista atropelou e matou um monte de pessoas. Uma menina de 7 anos viu sua mãe ser morta a facadas, aqui no Brasil. O primeiro homicida relatado no mundo assassinou por inveja o próprio irmão (Gênesis 4:8).

Parem o mundo que eu quero descer!


A cada dia, uma notícia trágica. Vivemos num caos. Coisas que parecem impensáveis acontecem. A falta de amor tem deixado o mundo mais frio.

"Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará, mas aquele que perseverar até o fim será salvo." (Mateus 24:12-13)

Nunca foi interesse de Deus que vivêssemos amedrontados e inseguros; mas, graças a Ele, ainda podemos ter um pouco de paz nesse mundo tão devastado.

Podemos buscar culpados, até dizer que o diabo é a origem e o responsável por todas as maldades existentes, mas lembre-se que Jesus também foi tentado e nem por isso Ele caiu em tentação.


"Se você fizer o bem, não será aceito? Mas, se não o fizer, saiba que o pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo.” (Gênesis 4:7)

"Então ouvi outra voz dos céus que dizia: Saiam dela, vocês, povo meu, para que vocês não participem dos seus pecados, para que as pragas que vão cair sobre ela não os atinjam!" (Apocalipse 18:4)

A mensagem do segundo advento de Jesus é o que me tranquiliza, o que me dá conforto. Estejamos com Deus. Peçamos sabedoria para tomar nossas decisões. Embora haja tentação, ainda podemos buscar orientação divina. Há o bem e o mal, não duvidem disso. Não podemos servir a dois senhores. Satanás já foi condenado, mas nós não precisamos passar pela morte eterna. Devemos nos preparar, porque em breve a justiça divina exterminará toda a maldade do mundo.


quarta-feira, 2 de março de 2016

UM CRIME, 65 MIL MORTOS

UM CRIME, 65 MIL MORTOS
Por João Octávio Barbosa

Tragédias.
Hoje é dia de lembrar os 20 anos da morte dos “Mamonas Assassinas”. Nesta semana, mais alguns casos de violência desnecessária foram noticiados. O Estado Islâmico, por exemplo, é a nova vertente do mal em escala global. É triste ver que esse nome, “Estado Islâmico”, acabou “pegando” na mídia. Primeiro porque não é nada islâmico - religião de paz e amor -; e, segundo, porque nem é Estado, realmente; pretende ser. Ocupa hoje um bom pedaço da Síria, ainda devastada pelas rebeliões da “Primavera Árabe”, de anos atrás.

Você sabe como começou a “Primavera Árabe”? Os primeiros protestos, ocorridos na Tunísia em 2010, foram uma reação popular à atitude de Mohamed Bouazizi, o qual ateou fogo ao próprio corpo, suicidando-se como forma de manifestação contra a corrupção policial e maus-tratos que sofrera. A morte de um único homem serviu de estopim de levantes que derrubaram os ditadores da Tunísia, Iêmen, Egito e Líbia, e repercutiram até no Bataclan de Paris.

A história do #PerfisSemCurtidas de hoje fala de um casal vítima de um crime horrendo, e de como isso gerou um genocídio. Se possível, leia Juízes, do capítulo 19 até o 21, numa Bíblia na sua casa ou na internet.

Sempre foi uma história marcante para mim, principalmente por acontecer no meio do povo de Israel. Contextualizando, era uma época sem liderança política no país, pois Israel não tinha reis nem juízes. Havia a ilusão de que o país era governado diretamente por Deus, mas, na prática, as leis divinas haviam sido esquecidas.

O trecho bíblico conta que certo homem tinha uma “concubina”. Já começa errado porque trazendo esse termo “concubina” para os tempos atuais o mais próximo dele é “amante”. Que relação esse homem tinha com ela para não a assumir como esposa? Enfim, em viagem pelas cidades de Israel, ele decide pernoitar em Gibeá, esperando receber lá a acolhida que todo israelense tinha quando em viagem (acolher um visitante era visto como obrigação e orgulho).

Eis que surge um homem velho, compadecido deles, que os leva para sua casa. Ao cair da noite, a maldade da cidade surge, e os seus habitantes, descendentes de Benjamim, tão israelitas quanto suas vítimas, cercam a casa no intuito de abusar do visitante. E fica pior.

A “solução” que o velho morador dá para a turba de estupradores é oferecer a sua filha virgem e a concubina do visitante em lugar do próprio, para os mesmos abusos pretendidos! Nem medo nem desespero servem de desculpa para o velho da cidade nem para o visitante que nada fez a respeito.

Ao fim, o velho expulsa de casa a concubina do visitante, permitindo que seja violentada até o romper da manhã. Nem após isso o visitante mostra alguma compaixão. Abandona-a na porta da casa em que está hospedado, sem prestar nenhum socorro, até que ela morre. Que machismo, e que crueldade! Atitudes assim fazem com que muitas pessoas, erroneamente, acreditem que o sexo feminino é inferiorizado pela Bíblia. Reitero que essa história, cheia de vilões, uma vítima e nenhum mocinho, aconteceu dentro de Israel, entre o “povo de Deus”.

E o que era um único crime se transforma numa guerra civil. Esse homem que a Bíblia não revela o nome recorre a todas as outras tribos de Israel, com pensamento de vingança. Elas se reúnem com o intuito de atacar apenas os homens de Gibeá. Mas aí vemos um novo defeito de caráter enraizado no povo: o patriotismo cego. A população de todas as demais cidades de Benjamim toma as dores de Gibeá, e decide defender uma cidade de estupradores e assassinos. Isso lhes pareceu mais correto do que praticar o bem e não deixar impune o mal! Em três dias de guerra foram 65 mil mortos e a quase aniquilação de uma das doze tribos de Israel, como vemos nos últimos versículos do livro de Juízes.

Essa história tem traços de um grande épico. É uma demonstração clara de que o que começa errado termina errado. Uma série de equívocos pequenos que se acumulam em uma bola de neve com características genocidas. Precisamos ter cuidado com pequenos defeitos, com “pecadinhos”, que se não combatidos só tendem a crescer e trazer destruição.

Por mais difícil que o mundo possa fazer parecer, praticar o bem é sempre o melhor. Porque nunca se sabe o que um “pequeno” ato de maldade, de desprezo, de falta de amor pode causar. Reveja suas atitudes e pensamentos. Bote mais Deus na sua vida.

Não peço que concordem, espero que reflitam! 


Desafio do JOBS: Que discípulo pediu a Jesus: “Mostre-me Deus”?
Resposta semana que vem.
Resposta semana passada: Benjamim (Juízes 21:6).