Mostrando postagens com marcador caráter. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador caráter. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

NO QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO?


NO QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO?
Larissa Oliveira – Bento Ribeiro - Rio de Janeiro - RJ

Essa é uma pergunta que os usuários do Facebook se deparam sempre que acessam a rede social. Essa é uma pergunta que vale resposta, nem sempre para ser postada, mas, sim, analisada.

Diz poeta:
 “O Senhor conhece os pensamentos do homem, e sabe como são fúteis.”
Salmos 94:11

A Bíblia contém diversos textos descrevendo a importância de nossos pensamentos para a formação de quem somos. Formação do caráter e da construção da nossa vida. Tudo começa na mente/coração.

Nossas ações nada mais são do que nossos pensamentos materializados. E aqueles que não se transformam em ações também têm o poder de nos alegrar ou de nos adoecer.

O que contemplamos com mais frequência será aquilo que ocupará mais espaço em nossa mente. Deus sabe que seres humanos, por natureza, são imediatistas, egoístas e exímios contempladores do mal. Ele, por meio de inspirados escritores deixou conselhos importantíssimos para que cuidemos da raiz, daquela sementinha plantada no cérebro.

“Tenha cuidado com o que você pensa, pois a sua vida é dirigida pelos seus pensamentos.”
Provérbios 4:23

“É preciso que o coração e a mente de vocês sejam completamente renovados.” Efésios 4:23

“[...] encham a mente de vocês com tudo o que é bom e merece elogios, isto é, tudo o que é verdadeiro, digno, correto, puro, agradável e decente.”
Filipenses 4:8

Lembro-me de um aluno (dentre tantos com questões semelhantes) que passava por grandes dificuldades. Seus pais ausentes e uma vida de privações o levavam a pensamentos horríveis sobre si mesmo. A derrota era estampada em seu rosto sem perspectivas, pois acreditava naquilo que rondava sua cabeça...

Aquilo que pensamos constantemente vai se tornando “realidade”. Percebe o quanto isso é sério?

 
Deus nos aconselha que alimentemos nossa mente com bons pensamentos (Filipenses 4:8), pois sabe que nossa vida depende disso (Provérbios 4:23). Mas Ele não nos deixará sozinhos nessa tarefa:

“Procurem a ajuda de Deus enquanto podem achá-lo;
orem ao SENHOR enquanto ele está perto.
Que as pessoas perversas mudem a sua maneira de viver
e abandonem os seus maus pensamentos!
Voltem para o SENHOR, nosso Deus,
pois ele tem compaixão e perdoa completamente.”
Isaías 55:6 e 7

E há mais. Ele nos deixou uma linda promessa em que declara que nenhum pensamento nosso é maior que os dEle!

"Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês,
nem os seus caminhos são os meus caminhos, declara o Senhor.
Assim como os céus são mais altos do que a Terra,
também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos;
e os meus pensamentos, mais altos do que os seus pensamentos.”
Isaías 55:8-9

Um forte abraço!

quarta-feira, 2 de março de 2016

UM CRIME, 65 MIL MORTOS

UM CRIME, 65 MIL MORTOS
Por João Octávio Barbosa

Tragédias.
Hoje é dia de lembrar os 20 anos da morte dos “Mamonas Assassinas”. Nesta semana, mais alguns casos de violência desnecessária foram noticiados. O Estado Islâmico, por exemplo, é a nova vertente do mal em escala global. É triste ver que esse nome, “Estado Islâmico”, acabou “pegando” na mídia. Primeiro porque não é nada islâmico - religião de paz e amor -; e, segundo, porque nem é Estado, realmente; pretende ser. Ocupa hoje um bom pedaço da Síria, ainda devastada pelas rebeliões da “Primavera Árabe”, de anos atrás.

Você sabe como começou a “Primavera Árabe”? Os primeiros protestos, ocorridos na Tunísia em 2010, foram uma reação popular à atitude de Mohamed Bouazizi, o qual ateou fogo ao próprio corpo, suicidando-se como forma de manifestação contra a corrupção policial e maus-tratos que sofrera. A morte de um único homem serviu de estopim de levantes que derrubaram os ditadores da Tunísia, Iêmen, Egito e Líbia, e repercutiram até no Bataclan de Paris.

A história do #PerfisSemCurtidas de hoje fala de um casal vítima de um crime horrendo, e de como isso gerou um genocídio. Se possível, leia Juízes, do capítulo 19 até o 21, numa Bíblia na sua casa ou na internet.

Sempre foi uma história marcante para mim, principalmente por acontecer no meio do povo de Israel. Contextualizando, era uma época sem liderança política no país, pois Israel não tinha reis nem juízes. Havia a ilusão de que o país era governado diretamente por Deus, mas, na prática, as leis divinas haviam sido esquecidas.

O trecho bíblico conta que certo homem tinha uma “concubina”. Já começa errado porque trazendo esse termo “concubina” para os tempos atuais o mais próximo dele é “amante”. Que relação esse homem tinha com ela para não a assumir como esposa? Enfim, em viagem pelas cidades de Israel, ele decide pernoitar em Gibeá, esperando receber lá a acolhida que todo israelense tinha quando em viagem (acolher um visitante era visto como obrigação e orgulho).

Eis que surge um homem velho, compadecido deles, que os leva para sua casa. Ao cair da noite, a maldade da cidade surge, e os seus habitantes, descendentes de Benjamim, tão israelitas quanto suas vítimas, cercam a casa no intuito de abusar do visitante. E fica pior.

A “solução” que o velho morador dá para a turba de estupradores é oferecer a sua filha virgem e a concubina do visitante em lugar do próprio, para os mesmos abusos pretendidos! Nem medo nem desespero servem de desculpa para o velho da cidade nem para o visitante que nada fez a respeito.

Ao fim, o velho expulsa de casa a concubina do visitante, permitindo que seja violentada até o romper da manhã. Nem após isso o visitante mostra alguma compaixão. Abandona-a na porta da casa em que está hospedado, sem prestar nenhum socorro, até que ela morre. Que machismo, e que crueldade! Atitudes assim fazem com que muitas pessoas, erroneamente, acreditem que o sexo feminino é inferiorizado pela Bíblia. Reitero que essa história, cheia de vilões, uma vítima e nenhum mocinho, aconteceu dentro de Israel, entre o “povo de Deus”.

E o que era um único crime se transforma numa guerra civil. Esse homem que a Bíblia não revela o nome recorre a todas as outras tribos de Israel, com pensamento de vingança. Elas se reúnem com o intuito de atacar apenas os homens de Gibeá. Mas aí vemos um novo defeito de caráter enraizado no povo: o patriotismo cego. A população de todas as demais cidades de Benjamim toma as dores de Gibeá, e decide defender uma cidade de estupradores e assassinos. Isso lhes pareceu mais correto do que praticar o bem e não deixar impune o mal! Em três dias de guerra foram 65 mil mortos e a quase aniquilação de uma das doze tribos de Israel, como vemos nos últimos versículos do livro de Juízes.

Essa história tem traços de um grande épico. É uma demonstração clara de que o que começa errado termina errado. Uma série de equívocos pequenos que se acumulam em uma bola de neve com características genocidas. Precisamos ter cuidado com pequenos defeitos, com “pecadinhos”, que se não combatidos só tendem a crescer e trazer destruição.

Por mais difícil que o mundo possa fazer parecer, praticar o bem é sempre o melhor. Porque nunca se sabe o que um “pequeno” ato de maldade, de desprezo, de falta de amor pode causar. Reveja suas atitudes e pensamentos. Bote mais Deus na sua vida.

Não peço que concordem, espero que reflitam! 


Desafio do JOBS: Que discípulo pediu a Jesus: “Mostre-me Deus”?
Resposta semana que vem.
Resposta semana passada: Benjamim (Juízes 21:6).


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

TEM CARTA PRA MIM?



TEM CARTA PRA MIM?
Por Denize Vicente

Dizem por aí que a década mais divertida de todos os tempos aconteceu nos anos 80. E talvez estejam certos... Foi nos anos 80, por exemplo, que o Brasil teve o cacique Juruna eleito para Deputado Federal, depois que o indígena ficou famoso em Brasília gravando tudo o que os políticos falavam.

Também nos anos 80 a gente conheceu a voz agudíssima de Tetê Espíndola, no Festival dos Festivais, cantando “Você pra mim foi o sol...”, música interpretada, frequentemente, nas festinhas de família, por homens e mulheres que arrancavam risadas das crianças, dos amigos e dos vovôs...

Nos anos 80 Ziraldo lançou “O Menino Maluquinho”, Ayrton Senna entrou na Fórmula 1, jogamos a Copa da Espanha com a “seleção canarinho”, havia a bala “Juquinha”, o comercial do Chambinho (“o queijinho do coração”), que trazia crianças cantando “Carinhoso”, de Pixinguinha, e tinha também aquele dos garotinhos do DDD via Embratel.

Eu tenho um livro (tão divertido quanto os anos 80) que traz mais de 2.000 perguntas sobre temas ligados aos esportes, à música, aos modismos e às guloseimas daquela época, entre outros, e até mesmo meninos e meninas com menos de 15 anos sabem as respostas, quando a gente brinca. E eu acho que sei a razão: parece que o pessoal dos anos 80 não deixa que nada disso caia no esquecimento e assim se mantém viva a memória, sempre ressaltando e dando publicidade à ideia de que essa foi a década mais divertida de todos os tempos.

Dar publicidade é tornar público, levar ao conhecimento de todos uma ideia, uma opinião, um ato praticado... Na Administração Pública, por exemplo, existe o “Princípio da Publicidade” (art. 37, caput, da CRFB/1988), que impõe ao ente público a obrigação de levar ao conhecimento da população os atos que pratica, os contratos que faz, as leis que edita, programas, obras, serviços e campanhas... de modo claro e compreensível. Tudo para que haja transparência, visibilidade, e os administrados tenham, a qualquer tempo, pleno conhecimento daquilo que os administradores estão fazendo.

Eu e você também levamos ao conhecimento de todos a nossa própria vida, nossas ideias, nossas crenças e descrenças, quando, por exemplo, publicamos no Facebook que gostamos de alguma coisa ou o que pensamos sobre determinado assunto; quando expomos nossa opinião, nossas preferências, nossos passeios, nossas atividades... revelamos quem somos. Ou quem gostaríamos que as pessoas pensassem que somos.

Vocês mesmos são a nossa carta, escrita no nosso coração, para ser conhecida e lida por todos. Sim, é claro que vocês são uma carta escrita pelo próprio Cristo e entregue por nós. Ela não foi escrita com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo; ela não está gravada em placas de pedra, mas em corações humanos.” (II Coríntios 3: 2-3, Bíblia, Nova Tradução na Linguagem de Hoje)

Sabe lá o que é ser uma “carta aberta ao público”? Isso significa que eu e você temos uma mensagem para comunicar (porque é isso o que fazem as cartas, não é?) e que ela está acessível a todos que nos conhecem, que nos veem, que nos leem. E mais: a mensagem que trazemos fica gravada no coração das pessoas!

As pessoas precisam associar as palavras que dizemos e escrevemos com a vida que levamos, com a vida que vivemos. E se somos uma carta escrita pelo próprio Cristo, nosso exemplo, nosso olhar, nossas atitudes precisam revelar quem Ele é.

Sabe aquela mania de querer ser “a última bolacha do pacote”? Sabe o velho hábito de passar por cima de qualquer um e de qualquer coisa para conseguir aquilo que se quer? Sabe o costume enraizado de fingir que não vê a necessidade do seu próximo, ou aquela “vaidade de dar”, que muitas vezes fingimos ser “generosidade”? Pois é... Geral tem que olhar pra nós (que somos cartas) e ver a assinatura do Autor (Jesus Cristo) e não essas coisas feias; ver que somos “novas criaturas”... “Quem está unido com Cristo é uma nova pessoa; acabou-se o que era velho, e já chegou o que é novo.” (II Coríntios 5:17 - NTLH).

Amabilidade, paciência, alegria, flexibilidade, gentileza, mansidão, bondade, fidelidade, equilíbrio... É isso o que as pessoas leem e veem na gente? Ou veem ódio, egoísmo, inveja, discórdia, orgulho, embriaguez, desamor, indiferença, implicância, intransigência, orgia, agressividade, insensatez, impaciência, irritação...?

Somos cartas cheias de vida? “Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.” (I João 5:12 - NTLH).


Dá tempo de ser aquela carta incrível que chega e só traz coisas boas para quem a lê; que enche o coração de alegria. Dá tempo ainda de tornar público o seu verdadeiro conteúdo. Hoje é sexta-feira e você já pode ver ali adiante uma nova semana, um novo mês e, quem sabe, uma nova vida. Peça a Deus que lhe conceda a possibilidade de mudar naquilo que precisa ser mudado e de se aperfeiçoar naquilo que já é agradável aos Seus olhos. “Porque tu, Senhor, és bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para com todos os que te invocam.” (Salmos 86:5 – Bíblia – João Ferreira de Almeida Atualizada)

Lembre-se: “O caráter formado segundo a semelhança de Deus é o único tesouro que podemos levar deste mundo para o futuro. (...) O caráter que uma pessoa forma neste mundo determina seu destino para a eternidade.” (“Youth’s Instructor”, 17 de agosto de 1899, E.G.W. – extraído do livro de meditações diárias “Perto do Céu”, 2013, Editora CPB.)

domingo, 1 de novembro de 2015

GOTAS DE SABEDORIA – HÁBITOS E CARÁTER


GOTAS DE SABEDORIA – HÁBITOS E CARÁTER

“Um bom caráter é mais precioso que posses mundanas, e a obra de formá-lo é mais nobre obra na qual se possa empenhar os homens.” - Mente, Caráter e Personalidade, vol. 2, p. 545

“É pela repetição de atos que se formam os hábitos e o caráter é confirmado.” - Signs of the Times, 6 de agosto de 1912

“Uma vez formados, os hábitos tornam-se cada vez mais firmemente arraigados no caráter.” - Manuscrito 69, 1897

“O que a criança vê e ouve produz impressões profundas na mente tenra que nenhuma circunstância posterior da vida poderá desfazer completamente. O intelecto está agora tomando forma e os afetos recebendo direção e força. Atos repetidos em dado sentido tornam-se hábitos. Esses podem ser modificados por uma educação severa, na vida posterior, mas raras vezes são mudados.” -Orientação da Criança, p. 200.

 “Na infância e mocidade, o caráter é extremamente impressionável. Deve ser adquirido então o domínio próprio. Exercem-se, no círculo de família, ao redor da mesa, influências cujos resultados são duradouros como a eternidade. Acima de quaisquer dotes naturais, os hábitos estabelecidos nos primeiros anos decidem se a pessoa será vitoriosa ou vencida na batalha da vida.” - O Desejado de Todas as Nações, p. 75.

“Os hábitos de sobriedade, domínio próprio, economia, minuciosa atenção, conversa sadia e sensata, paciência e verdadeira cortesia não se formam sem vigilância diligente e contínua sobre o eu.” - Orientação da Criança, p. 200.

“A formação do caráter é obra de uma existência, e é para a eternidade. Se todos pudessem compreender isso, se despertassem para o pensamento de estarmos decidindo individualmente nosso próprio destino para a vida eterna ou a eterna ruína, que mudança se havia de realizar!” - Nossa Alta Vocação, p. 79

Invista na formação do caráter de suas crianças e se esforce para modificar, no seu, aquilo que precisa ser alterado; pratique atos que mereçam virar hábitos; decida o seu destino. 

______________

Referência:
Todas as citações do texto foram extraídas de publicações da editora Casa Publicadora Brasileira, e são de autoria da escritora Ellen Gold White (1827-1915).