quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

UM SIMPLES “SIM” BASTA

UM SIMPLES “SIM” BASTA
Por João Octávio Barbosa

Quando o assunto no almoço do seu trabalho é o tratamento dos bandidos, a tendência é uma discussão de extremos. Alguns serão diretos: bandido bom é bandido morto. Outros evocarão os direitos humanos. Se o assunto não for cortado, muito rapidamente facas, farofas e Fantas poderão ser vistas no ar, sendo atiradas na direção do grupo contrário.

Há exatos 76 anos, Getúlio Vargas promulgava o Código Penal Brasileiro. Muitos o consideram brando. De fato, são muitas as formas de evitar que um condenado cumpra a sua pena de forma completa. Isso quando os crimes chegam a ser investigados e os culpados punidos. Outra reclamação comum é a respeito das condições de trabalho dos agentes penitenciários, que se arriscam muito e ganham pouco.


HORA DO GANCHO! O carcereiro mais famoso do século I é o protagonista desta quarta-feira. Ele prendeu São Paulo, que antes de ser a cidade dos times de futebol mais detestáveis do país (“sorry”, Amigão, mas é fato), era apenas um homem, o qual trabalhava em dupla com um tal de Silas. E Paulo e Silas saíam por aí, pregando sobre Jesus.


Havia dias bons, e dias ruins. Nos bons, a pregação era bem recebida, pecadores eram convertidos, e eles voltavam para casa em paz. Nos ruins, eram espancados, apedrejados, chicoteados, e encarcerados. Bom, aquele dia tinha sido um dos dias ruins. Confira em Atos 16:19-34.

Quando bateram de frente com o interesse financeiro de pilantras que usavam uma adivinhadora para lucrar, Paulo e Silas foram condenados pela cidade a serem trancados numa prisão por um carcereiro. Esse homem, ao ouvir que deveria guardar os prisioneiros com toda a segurança, teve o cuidado de prender os pés da dupla num tronco, mesmo que já dentro de uma cela trancada.


Paulo e Silas cantam para Deus. E oram. O carcereiro está dormindo, alheio. E eis que há um terremoto. Forte, ele destrói a cadeia inteira. Não há cadeados, nem portas, nem celas. Tudo está aberto para quem quiser fugir. Ao acordar e ver o tamanho da tragédia, o carcereiro não pensa duas vezes: melhor é morrer do que pagar pela fuga de todos. A culpa cairia em cima dele, independentemente dos eventos catastróficos da Natureza.

Aí, Paulo e Silas salvam a vida dele pela primeira vez: “Estamos todos aqui!”. E estavam. Que Paulo e Silas ficassem, até não é tão estranho. Nem eram criminosos, não tinham que estar presos, não tinham que fugir. Mas o que eles fizeram para convencer todos os outros bandidos a ficar... bem, isso é uma coisa que eu nem imagino.


Putz, o carcereiro está atônito agora. Trêmulo, se joga aos pés dos discípulos de Jesus. A vontade é de adorá-los. E a certeza já é muito clara na mente dele: esses dois caras têm algo de divino. Esses cantos, essas preces, esse milagre do terremoto para eles fugirem, e essa preocupação deles comigo para ficarem onde estão... olha, isso é divino! Isso é Deus. Eu quero isso para mim: “O que devo fazer para ser salvo?”.

Paulo responde: - “Creia no Senhor Jesus.”. Ponto. Mas só isso? Não tá fácil demais, não? Assim, em um minuto, num instante, numa situação e pronto? - “É, eu creio. Isso que está acontecendo é muito absurdo, eu não posso negar. Eu creio, então eu estou salvo.”


A gente pode tentar entender isso da forma mais negativa possível e falar: “Poxa, tão fácil que soa injusto.”. Então aquela velha teoria do Bart Simpson é verdadeira (“Posso fazer todas as coisas erradas do mundo, me arrepender no meu leito de morte e ir para o céu.”)? Sim, é verdadeira.

Mas a gente também pode tentar entender isso da forma mais positiva possível. O amor de Deus é tão grande, sua vontade de nos salvar é tão irrestrita, que Ele se agarra ao menor esforço que fazemos para nos redimir, e dali constrói nossa defesa diante de Satanás, a fim de nos dar a chance de ir para o Céu.

Bom, há de se dizer também que após o convite para a crença em Jesus, Paulo e Silas tiveram a preocupação de pregar sobre as verdades bíblicas para o carcereiro e seus parentes. E ali, naquela mesma noite, logo após toda a família cuidar dos ferimentos da dupla presa, e de dividirem uma alegre refeição juntos, foram todos batizados.


Em uma singela noite, o carcereiro fez uma singela escolha, e isso mudou sua vida para sempre. Não teve muito tempo para conhecer novas doutrinas, nem para perder velhos hábitos ruins, nem para mudar seu vestuário, seu linguajar, sua profissão, seus amigos, nada. Nada em sua vida mudou (nem foi pedido que mudasse) a não ser o centro. O núcleo. O foco.

O que pode impedir você?

Não peço que concordem, espero que reflitam!

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