sábado, 24 de dezembro de 2016

NATAL


NATAL
Por Jackson Valoni

Mais de dois mil anos se passaram desde que ecoou pelo céu de Belém a canção de anjos que festejavam o nascimento do “Verbo que se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade” (João 1:14). A “imagem do Deus invisível” (Colossenses 1:15) que desde “antes da fundação do mundo” (I Pedro 1:20) já demonstrava seu amor, que desde “antes dos tempos eternos” (II Timóteo 1:9) já se fazia existir, se apresentava ao mundo, na forma de bebê recém-nascido.

Era noite. Pastores de ovelhas cuidavam de seus rebanhos nas colinas de Belém até que foram visitados por um “anjo do Senhor” (Lucas 2:9) que lhes deu a notícia mais importante da História: “Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros” (Isaías 9:6). Eis o Messias, o tão esperado Redentor do mundo nasceu!

Admirados com a notícia, os simples pastores viriam uma cena ainda mais gloriosa. Uma multidão de anjos se une ao primeiro mensageiro celestial e o hino angelical é entoado:

“Glória a Deus nas maiores alturas,
e paz na Terra entre os homens,
a quem Ele quer bem!” (Lucas 2:14)

Não haveria como conter a gratidão de testemunhar tão sublime e verdadeira adoração ao Criador. Os anjos iluminaram a planície daquela região e o brilho do céu inundou os corações dos homens. Se tivéssemos o desejo de nos encontrar com o Salvador como os pastores apressadamente fizeram, nossa vida seria um testemunho constante sobre as bênçãos do Céu.

Tão felizes quanto os pastores, havia homens sábios, de um país distante, que conheciam as escrituras sagradas e sabiam que havia chegado “a plenitude dos tempos” (Gálatas 4:4) para o nascimento do grande e verdadeiro Rei. Caminharam longa distância até a presença de Jesus, guiados pela estrela que também poderia ser confundida como uma hoste de anjos que voavam até a presença do Deus-Filho.


“Aquele que cair sobre esta pedra será despedaçado...” (Mateus 21:44). Grande é o nosso Deus que faz com que grandes e pequenos se prostrem diante de Sua glória. Simples pastores e sábios do Oriente adoraram Emanuel, cujo nome traduz Sua essência: Deus conosco. (Isaías 7:14)

Desde o Jardim do Éden se ouviu falar no Redentor, que viria à Terra, em forma humana, para anunciar a maior verdade da História: Deus é amor.

“... Ele não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada em sua aparência para que o desejássemos.” (Isaías 53:2) Se antes era exigido que um animalzinho fosse morto para redimir as iniquidades do pecador, assim nasceu o Salvador, como um “cordeiro sem defeito nem mancha” (I Pedro 1:19), protegido por panos tão simples quanto o berço improvisado em que ele repousava, indigno de abrigar o Rei dos Reis.


O Criador do Universo se encontrava num lugar em que animais vinham se alimentar, lugar impróprio para um Ser tão importante.

O Menino Jesus era sadio, “sem defeito nem mancha”, e assim era possível que Ele crescesse em “sabedoria e em estatura, e em graça para com Deus e os homens”. (Lucas 2:52)

Ao entrar no mundo, disse: "... um corpo me formaste” (Hebreus 10:5). Sua divindade foi ocultada em Sua forma humana. Se houvesse aparecido com a glória que possuía com o Pai antes que o mundo existisse, não conseguiríamos resistir à luz de Sua presença.

Cristo passou por todas as provas que o ser humano enfrenta, caso contrário, o inimigo se apressaria em apresentar o poder de Deus como insuficiente a nós. “Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos” (Hebreus 2:17), “como nós, em tudo foi tentado”. (Hebreus 4:15)

“Ele tinha a natureza de Deus, mas não tentou ficar igual a Deus. Pelo contrário, Ele abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim igual aos seres humanos...” (Filipenses 2: 6, 7)



Jesus Se propôs que nenhuma atração de natureza terrena levasse homens ao Seu lado. Unicamente a beleza da verdade celeste devia atrair os que O seguissem.

“O Desejado de Todas as Nações” (Ageu 2:7), “Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6), “Leão da Tribo de Judá” (Apocalipse 5:5), “Brilhante Estrela da Manhã” (Apocalipse 22:16), “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29), “Sol da Justiça” (Malaquias 4:2), “Autor da Vida” (Atos 3:15) ou, simplesmente, Jesus.

O exercício da força é contrário aos princípios do governo de Deus; Ele deseja unicamente o serviço de amor; e o amor não se pode impor; não pode ser conquistado pela força ou pela autoridade. Só o amor desperta o amor. Conhecer a Deus é amá-lO.”

Conhecer Jesus é tudo. Permita-se homenageá-lO daqui em diante.

Feliz Natal!

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Referência:

O Desejado de Todas as Nações, White, Ellen G., Ed. Casa Publicadora Brasileira, Cap. 1 a 6.

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