sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

FELIZ NATAL!
(AH!, PERA! SÓ ISSO??)


FELIZ NATAL!
(AH!, PERA! SÓ ISSO??)
Por Denize Vicente

Nestes dias que antecedem o Natal as pessoas costumam ficar bem cansadas, geralmente. É uma coisa que acontece todos os anos. As pessoas, independentemente de crise financeira, política ou social, não se permitem comemorar o Natal sem trocar presentes. Amigo oculto, amigo oculto de R$1,99 (ainda existem essas lojas?), amigo oculto de cartão (que vai sempre acompanhado de, pelo menos, um chocolate), amigo da onça, inimigo oculto... são apenas algumas das variáveis, mas o certo é que a maioria das pessoas vai às ruas, aos shoppings, aos bazares, pra descolar uma lembrancinha que seja, pra presentear alguém no Natal.


E nessa correria as pessoas vão se cansando. Muito. É o calor, são as lojas cheias, a atenção redobrada pra fugir de assaltos (às vezes inevitáveis)... tudo isso esgota a energia, compromete o humor, esvazia o bolso e enche a cabeça do brasileiro.

Nos dias que se seguem ao Natal a correria continua, mas aí é para trocar os presentes recebidos. A blusa que ficou apertada, a calça que ‘tá grande demais, o perfume que não agradou... E lá pelo dia 28 ou 29, presentes trocados, as pessoas começam a se preparar para a virada do ano.

Nesse pique, muita gente se dá conta de que o ano tá acabando, blá, blá, blá... e aí começam as mensagens de ano novo. Tem gente bem criativa ao expressar seus votos de “Feliz Ano Novo!”, e é também nessa época que as pessoas começam a fazer o balanço do ano que acaba e definir suas resoluções para o ano seguinte.


Em meio a tudo isso, eu andei reparando: mensagens de “Feliz Ano Novo!” começam a ser espalhadas antes mesmo do Natal. Mensagens de “Feliz Ano Novo!” muitas vezes trazem desejos e reflexões que poderiam muito bem ser feitos no dia do Natal. Mensagens de “Feliz Ano Novo!” substituem mensagens de Natal. Bem assim!

Para o Ano Novo as pessoas criam textos e escrevem ou falam coisas que tocam o coração, que fazem você pensar... No Natal, é o mesmo de sempre: “Feliz Natal!”. No máximo, alguns acrescentam: “Que Jesus possa nascer no seu coração diariamente!”. Rolam uns vídeos e tal, mas nada mais que isso...

O que está acontecendo?

Talvez estejamos cansados, correndo muito, talvez o foco não esteja na coisa certa, talvez a gente nem saiba o que é o Natal. A história do menino filho de pais pobres (ou, pelo menos, que não eram ricos), honestos e trabalhadores, que não nasceu na Perinatal, mas num estábulo, que cresceu sem videogame, skate, camisa do Barcelona, e ajudava seu pai na carpintaria, que se tornou um homem de bem, mas muito simples, revolucionário para os costumes e tradições da sua época, rejeitado pelos que estavam esperando um pouco mais de pompa, da sua parte... e que foi traído por 30 dinheiros, açoitado até sangrar, e depois morreu, morte de cruz!, talvez não seja a história de sucesso, cheia de alegria, fogos e brilho que se quer ouvir no meio da correria do Natal... Como assim “o Salvador do mundo”?

Como assim??


Pois é... A biografia de um homem que foi concebido no ventre de uma virgem, nasceu num bercinho de palhas e não teve um quarto decorado, viveu na humildade e morreu morte cruel, sem merecer, não acaba nisso. No dia em que se comemora o nascimento de Jesus, deveria ser inevitável falar também da vida desse moço, da Sua morte, e da Sua ressurreição. Porque isso é o que nos faz entender essa história de “Salvador do mundo”.

Jesus Cristo, o aniversariante do próximo domingo (uma data simbólica, você sabe), viveu 30 anos da sua curta existência num vilarejo, pequeno e sem expressão, desenvolveu seu ministério em apenas três anos e meio, mas causou um impacto fenomenal no mundo, dividindo a História em “antes” e “depois” de Cristo. Você já parou pra pensar nisso? Na grandeza dessa história? Na grandeza desse personagem?

Isso não é nada comum, gente! Viveu pra servir, amou incondicionalmente, defendeu os excluídos, restabeleceu a auto-estima dos desprezados, restituiu a saúde dos enfermos e debilitados, trouxe de volta à vida quem já havia morrido, deu esperança, deu pão, água, respeito... morreu (por quê?) e ressuscitou. No grande conflito entre o Bem e o Mal, Jesus Cristo é o Salvador da humanidade. É muito mais do que um super-herói.

Cristo, o Filho do Deus vivo. (Mateus 16:15, 16)
Ele veio – nasceu e morreu - para que todos tenham vida, e vida em abundância. (João 10:10)

Pensando bem... é muito pouco dizer apenas “Feliz Natal!”. 


2 comentários:

  1. Na verdade as pessoas se esquecem o que estão comemorando. Pensam que o Natal é só troca de presentes e no dia seguinte segue a vida até chegar o próximo Natal. Na verdade o sentimento de amor ao proximo deve ser cultivado em todos os dias do ano! Esse é o verdadeiro espírito Natalino!

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  2. Tá que nem fila, Cris. As pessoas entram sem nem saber pra que é. Tem festa? Tô dentro. E pronto.

    Damos presentes a quem pode retribuir, comida pra quem tem a despensa cheia, carinho pra quem já recebe o ano inteiro...

    Precisamos para um pouco a correria e entender do que se trata, essa coisa de Natal, né não?

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