sábado, 1 de outubro de 2016

A VOZ DE DEUS

A VOZ DE DEUS
Por Jackson Valoni

Era um sábado pela manhã... Iria para a igreja, como é o meu costume aos sábados. À tarde eu iria pregar pela primeira vez, depois de uns quinze anos. Havia me preparado havia um tempão, estudei bastante o tema sobre o qual eu iria falar e elaborei o sermão com muito carinho. Estava feliz com aquela oportunidade. A propósito, você pode ler esse sermão aqui no blog (“Conosco” - Parte 1 e Parte 2).

Então recebi a notícia de que minha sogra estava muito doente e nem conseguia se levantar da cama. Adoro minha sogra, ela gosta dos cachinhos dos meus cabelos, faz comida gostosa e é supersimpática. No momento da notícia, minha esposa já foi se arrumando para vê-la e eu, confesso, me contive diante da ideia de acompanhá-la, pensando no compromisso de sábado à tarde. Moro em Angra; minha sogra, no Rio; cerca de 4 horas de viagem de uma cidade a outra. Pensei de forma egoísta, cheguei a me despedir da minha esposa, mas, graças a um surto de bom senso, fomos juntos ver sua mãe.

Minha pregação poderia ter alto conhecimento teológico; aplicações variadas sobre várias parábolas de Jesus; poderia contar a história de Israel desde a peregrinação pelo deserto, passando pelo rei Saul e chegando até o cativeiro na Babilônia - e falar sobre o amor de Deus em todo o enredo; poderia explicar a importância de cada um dos dez mandamentos; e dizer sobre o amor, que é o maior dom do Universo; mas, se eu não tivesse acompanhado minha esposa quando ela estava angustiada pela saúde de sua mãe, meu sermão não valeria de nada.


Houve um homem chamado Jonas que sentiu mais compaixão por uma planta que lhe fazia sombra enquanto descansava do que pelo povo de uma cidade que Deus o enviou para anunciar salvação e arrependimento. Jonas 4:6-11 (Leia, é legal.).

Às vezes, estamos tão ambiciosos com projetos pessoais que não conseguimos ouvir o que Deus está tentando dizer aos nossos ouvidos. Não conseguimos discernir Sua voz porque nos acostumamos a viver no lixo, na sujeira que nos persegue a cada clique, a cada comentário agressivo, a cada olhar presunçoso.


Jesus se misturava com as pessoas e via nelas o desejo pulsante de se sentirem notadas, ouvidas, respeitadas, ao menos. Jesus sabe o que cada coração grita e o motivo de cada lágrima. Cada pessoa diferente que passa por você, de forma inusitada ou não, pode ter o privilégio de conhecer a luz que vem do Céu.

Enquanto o "eu" for mais importante do que o Céu, não valerá a pena.

"Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus..." Filipenses 2:5



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