FAKE NEWS, A MENTIRA GOURMET
Larissa
Oliveira – Bento Ribeiro - Rio de Janeiro
A
geração “gourmet” chegou com tudo!
Transformaram
o velho e bom sacolé numa sobremesa cobiçadíssima com ingredientes “selecionados”
e sabores pra lá de atraentes. O preço também subiu e você precisa pagar pelo
nome “gourmet” do seu... geladinho.
Poderia citar brigadeiro, pipoca, bolo e, acredite, até água! A verdade é que o termo “gourmet” soa bem. Parece que algo é mais especial, mais raro, refinado e sendo assim só pode ser muito bom.
Outro
termo que ganhou popularidade no Brasil foram as chamadas “fake news”, que são notícias falsas que se
espalham como isopor ralado.
Lembro-me
de que há alguns anos eu tive um aluno que apresentava sérios transtornos relacionados
com mentiras e isso nos causou uma sucessão de problemas. Suas falas eram como “fake
news"... Muitas coisas absurdas,
que jogadas para ouvidos desatentos se transformavam num Deus nos acuda.
Numa
era de mentiras “gourmet” precisamos ficar atentos. É importante preservar
nossa integridade e também a do outro, pois mentira sempre será mentira... seja
ela dita dentro de casa ou dita de um palanque eleitoral.
Bem
sabia disso o Rei Davi.
Vejo
o Salmo 101 como um atestado dos princípios de um bom rei. Ou de uma pessoa de
bom caráter.
Nos
primeiros versos (1 e 2), Davi desejava manter um relacionamento com Deus, pois
sabia que precisava estar bem pertinho dEle para alcançar a integridade que
almejava. E também sabia que o caráter de Deus é imaculado, então desejava
estar limpo diante de seu Pai.
Nos
versos seguintes (3 a 5), ele pede que seus atos dentro de casa ou ocultos não
sejam diferentes de seus atos públicos. Ele também enaltece a justiça e repudia
a falta dela.
Nos
últimos versos (6 a 8), o salmista, que era rei, afirma o quanto é importante
ter pessoas honestas ao seu redor: “Os meus olhos estarão sobre os fiéis da Terra,
para que se assentem comigo; o que anda num caminho reto, esse me servirá. O
que usa de engano não ficará dentro da minha casa; o que fala MENTIRAS não
estará firme perante os meus olhos.” (v. 6 e 7). Já imaginou isso em Brasília?!
Alguns
estudos recentes afirmam que contar mentiras acostuma o cérebro às emoções
negativas e que essas emoções podem nos levar a contar mentiras cada vez
maiores, nos tornando pessoas com cérebros adaptados à desonestidade.
Parece
que esse “hábito de estimação” que nós temos é flexibilizado o tempo todo para
justificar nossos deslizes diários. Davi entendeu que esse hábito precisa ser
tratado por Deus, pois a consistência de seu caráter é esta.
Mentiras
são mentiras e ponto. Elas trazem problemas e podem arruinar uma amizade, um
casamento, um emprego, uma nação...
Que
Deus nos ajude a sermos mais coerentes e dispostos a falar e buscar a VERDADE,
com amor, carinho e cuidado.
Um
forte abraço!
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