sexta-feira, 9 de junho de 2017

NÃO, NÃO TEMOS DATA COMEMORATIVA NO CALENDÁRIO, PRA HOJE




NÃO, NÃO TEMOS DATA COMEMORATIVA NO CALENDÁRIO, PRA HOJE
Denize Vicente - Cidade Maravilhosa-RJ

É um costume nosso comemorar datas festivas. Natal, Ano Novo, Dia das Crianças, Dia do Professor... No Dia das Mães a gente tem um costume também: dizer que todo dia é dia das mães. Mas, na real, a gente termina se esquecendo de fazer festinhas diárias pra celebrar a vida da nossa mãezinha...

Os seus filhos a respeitam e falam bem dela, e o seu marido a elogia. Ele diz: “Muitas mulheres são boas esposas, mas você é a melhor de todas.” A formosura é uma ilusão, e a beleza acaba, mas a mulher que teme o Senhor Deus será elogiada. Deem a ela o que merece por tudo o que faz, e que seja elogiada por todos. (Provérbios 31: 28-31 – NTLH)

Ouvi esta crônica há alguns anos, na rádio Bandnews Rio, mas já peguei a leitura pela metade. Não consegui saber quem era o colunista que estava lendo, e nem sei se ele deu a autoria do texto... Acho que era a véspera do Dia das Mães, aquele dia. Hoje não. Hoje é só mais uma sexta-feira da nossa vida. Véspera de sábado. Talvez um dia pra você se lembrar do que acontecia na sua casa, quando você era criança. Ou que ainda aconteça, porque “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”.

Pra quem carrega no peito apenas a saudade disso tudo... um beijo carinhoso; alegre-se com a lembrança. Pra quem vai rir um pouco vendo nas letras a sua família, de ontem ou de hoje, uma oportunidade de ligar pra sua mãe, correr pros braços dela, abraçá-la, e dizer: MÃE, EU TE AMO!
E quer saber? Aproveite pra dizer “eu te amo” pra cada um da sua família. Porque, cada um do seu jeito, todos merecem e precisam do seu amor.




A Mãe e o Pai estavam assistindo televisão, quando a Mãe disse:
- Estou cansada e já é tarde, vou me deitar!

Foi à cozinha fazer os sanduíches para o lanche do dia seguinte na escola, passou água nas taças das pipocas, tirou a carne do freezer para o jantar do dia seguinte, confirmou se as caixas dos cereais estavam vazias, encheu o açucareiro, pôs tigelas e talheres na mesa e preparou a cafeteira do café para estar pronta para ligar no dia seguinte.
Pôs ainda umas roupas na máquina de lavar, passou uma camisa a ferro, pregou um botão que estava caindo. Guardou umas peças de jogo que ficaram em cima da mesa, e pôs o telefone no lugar. Regou as plantas, despejou o lixo, e pendurou uma toalha para secar. Bocejou, espreguiçou-se, e foi para o quarto.
Parou ainda no escritório e escreveu uma nota para a Professora do filho, pôs num envelope junto com o dinheiro para pagamento de uma visita de estudo, e apanhou um caderno que estava caído debaixo da cadeira. Assinou um cartão de aniversário para uma amiga, selou o envelope e fez uma pequena lista para o supermercado. Colocou ambos perto da carteira.

Nessa altura, o Pai disse lá da sala: “Pensei que você tinha ido se deitar”.
“Estou a caminho” respondeu ela.

Pôs água na tigela do cão e chamou o gato para dentro de casa. Certificou-se de que as portas estavam fechadas. Espreitou para o quarto de cada um dos filhos, apagou a luz do corredor, pendurou uma camisa, atirou umas meias para o cesto de roupa suja e conversou um bocadinho com o mais velho que ainda estava estudando no quarto. Já no quarto, acertou o despertador, preparou a roupa para o dia seguinte e arrumou os sapatos. Depois lavou o rosto, passou creme, escovou os dentes e acertou uma unha quebrada.

A essa altura, o pai desligou a televisão e disse: “Vou me deitar”. E foi.
Sem mais nada.

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