quarta-feira, 22 de junho de 2016

VERÃO ITALIANO



VERÃO ITALIANO
Por João Octávio Barbosa

Era verão em Roma. Segundo dia de verão, 22 de junho. As nuvens, em tons de cinza, aos poucos se dissipam naquela manhã. Artistas renascentistas pintavam quadros. Vendedores ofereciam seus produtos nas praças. Jacksone e Pameliele curtiam sua lua de mel ao redor da recém-inaugurada Basílica de São Pedro.

Havia um tribunal. O juiz era o papa. O acusado era Galileu. O veredicto seria fatal. Evitando a Inquisição mortal, Galileu abdica de pregar sobre o Heliocentrismo. A Terra, decide a Igreja, continuaria sendo o centro do Universo. Era 1633. 


A fé romana precisava ser preservada, e o abalo causado pela teoria supostamente antibíblica foi escorraçada sem mais delongas. Pois bem, o fato é: os crentes estavam errados. A Terra não é o centro do Universo. Na verdade, nem o Sol.

A fé romana, às vezes, surpreende. Como no caso do Centurião (Comandante de Exército) que conhecemos em Mateus 8:5-13. Conhece a história? (Clique neste link para conhecer; não dura mais do que 2 minutos, a leitura.)



No relato citado acima acontece o contrário da história de Galileu. A regra do século XVII, que quase fez de Galileu churrasquinho de Florença, era que a fé estava sob o poder de Roma, e o que não viesse dali era herege e estranho a Deus. Na época de Jesus, os pagãos eram os romanos, e a fé israelita em Deus era a única que poderia ser considerada genuína. Como o mundo dá voltas, né, Roma? E dá mesmo! Não precisava queimar o pobre Giordano Bruno por afirmar isso!

Mal Jesus chegou à cidade, e o oficial já parecia aguardá-lo. Interessante notar sua crença inabalável em Jesus. Nosso Perfil Sem Curtidas de hoje, de quem nem sequer sabemos o nome, mostra um homem solidário. Um bom patrão. Seu clamor era por seu servo. No fundo da lâmpada aparece um gênio que realiza seus sonhos, e você pede pela sua empregada.

O centurião era incrivelmente humilde. Romanos dominavam os judeus. E ele se coloca totalmente às ordens de Jesus, um profeta “pirata”, sem respaldo ou respeito nem mesmo entre seu próprio povo. Ele não se acha no direito de receber Jesus. Ele também sabe que isso não é necessário.



Ele recebe e dá ordens, e sabe que a obediência é inquestionável. Se Jesus é Deus, quem, ou o que, não obedeceria a Sua voz de comando? Uma palavra. Diga uma palavra, apenas; sei que é o suficiente.

A cura acontece no mesmo momento em que a palavra é dita. E Jesus enaltece esse homem. Aliás, como sempre fez. O jargão diz: “Elogie na ‘timeline’ (em público), critique no ‘chat’ (privado)”. Jesus, em sua vida na Terra, criticou alguns e elogiou poucos. Todos que criticou eram religiosos importantes. Todos que elogiou eram pessoas marginalizadas. Uma lição para nós?



Entre os da igreja ninguém teve tanta fé quanto esse excluído do círculo dos bons moços. Jesus alerta: de todos os cantos da Terra sairão pessoas inimagináveis, que sentarão com Ele nos banquetes do Céu. E daqueles de quem mais se esperava a salvação... muita gente “boa” ficará pelo caminho.

Qual é o seu grupo? Ainda dá tempo de mudar de lado. E isso vale para quem está em qualquer um dos lados, diga-se de passagem. Surpreenda os que acham que você não merece. Mostre sua carteirinha de membro do Céu, carimbada com a mesma fé do centurião romano.

Mude seu status. Venha para um relacionamento sério com Cristo.

Não peço que concordem, espero que reflitam! 


3 comentários:

  1. Adorei o texto, cara. E tu é muito bobo!

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  2. Valeu.

    E bobo é uma forma de chamar alguém de engraçado sem querer enaltece-lo.

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  3. Assim como jaksone, eu adorei o texto.

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