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sábado, 7 de abril de 2018

JEJUM E TWITTER


JEJUM E TWITTER
Jackson Valoni - Angra dos Reis/RJ

No último domingo de Páscoa cheguei em casa pela manhã depois de ter trabalhado no turno da noite (das 23h às 7h). Tomei um banho, dormi e acordei quase às 13h.

Almocei com minha esposa num restaurante localizado num pequeno rancho, perto de onde moro, chamado "70% da Roça". Logo depois fomos até meus pais para desejar uma Feliz Páscoa pessoalmente, e, por fim, vi meu time de futebol ganhar, pela televisão. À noite fomos à igreja. Foi uma Páscoa tranquila e espirituosa, como a do coordenador da “Lava Jato”, que escreveu uma mensagem curiosa no Twitter, naquele mesmo dia:

"(...) Estarei em jejum, oração e torcendo pelo país"


Não há crime em jejuar, tampouco em elevar preces à Deus. Não haveria nada de estranho na mensagem do Procurador da República, Deltan Dellagnol, se antes de ele comunicar seu rito religioso não tivesse associado aquela motivação ao julgamento do ex-Presidente da República, que deveria se apresentar à Polícia Federal até ontem, às 17h.

Convicções à parte, os responsáveis por qualquer tipo de julgamento devem ser imparciais.

Muito tempo atrás houve um julgamento memorável. O caso ocorreu entre duas mulheres que se diziam mães da mesma criança que uma delas carregava. O juiz do caso, muito inteligente, ouviu a versão das duas mulheres até que teve uma ideia: pediu uma espada e mandou dividir o bebê ao meio. Cada metade iria para u’a mãe.

Problema resolvido, não que fosse necessário partir a criança ao meio, mas a mãe verdadeira cedeu "sua parte", por assim dizer, à mãe falsa.

"Ah! Senhor meu, dai-lhe o menino vivo e por modo nenhum o mateis. Porém a outra dizia: Nem meu, nem teu; seja dividido." I Reis 3:26

O juiz percebeu quem era a mãe verdadeira e entregou o bebê a ela. Que mãe seria capaz de deixar seu filho ser dividido ao meio?

O ato de julgar, condenar ou livrar alguém de um crime pode causar danos eternos. Um inocente condenado ou um ladrão liberto: o que é pior?

Na última semana, amigos do atual Presidente da República foram presos e o ex-Presidente Lula teve seu habeas corpus negado. Até a elaboração deste texto, Lula ainda não havia se apresentado à Polícia Federal. Ele estava na companhia de milhares de seus fiéis companheiros, no Sindicato dos Metalúrgicos na região do ABC Paulista, local que o iniciou no ramo político.


Faça uma breve reflexão: qual é a sua contribuição para garantir a boa reputação do seu País, Estado, Município ou bairro? Ou você é mais um a mover o ciclo da corrupção?

Há um Deus no Céu que está preparando um lugar sem corrupção para pessoas que têm desprezo ao erro em sua totalidade, não a uma sigla, um partido, uma pessoa.

"(...) O teu trono, ó Deus, subsiste para todo o sempre; cetro de equidade é o cetro do teu Reino. Amas a justiça e odeias a iniquidade; por isso, Deus, o teu Deus, escolheu-te dentre os teus companheiros, ungindo-te com óleo de alegria". Hebreus 1:8-9

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

OUVIRAM DIZER LÁ EM EDE


OUVIRAM DIZER LÁ EM EDE
Por João Octávio Barbosa

Coincidências são as coisas mais curiosas. Pois bem, pesquisei sobre hoje, e descobri que estamos no aniversário de dois eventos totalmente paralelos, que tratam do mesmo assunto, e nos ligam à história sobre a qual falaremos a seguir.


Em 1945, a Iugoslávia foi o primeiro país a integrar a ONU. Todavia, décadas depois, essa República se desmembrou em pequenas nações (Sérvia, Bósnia, Albânia, Croácia, Kosovo, e outras) que sofreram na pele essa separação, banhada, por vezes, com sangue. Exatamente 34 anos depois (hoje, exatos 37 anos atrás), Brasil, Argentina e Paraguai assinaram o acordo para a represa elétrica de Foz de Iguaçu, uma obra que usa um único rio para dar energia a três países.


Relações internacionais e acordo entre povos. Hoje, o nosso Perfil Sem Curtidas não é uma pessoa. É uma história. Uma situação confusa entre grupos de uma mesma nação que se separaram (como a Iugoslávia), ou, também podemos chamar assim, uma completa falta de acordo entre países vizinhos (o inverso de Foz do Iguaçu). Deleite-se com a desconhecidíssima história de Josué 22.

Vamos a alguns contextos, aqui. Imagine uma terra farta, cortada por um rio. Israel deveria ocupar esse território, atravessando esse rio. Uma parte do povo de Israel (as duas tribos e meia, da história) gostou do pedaço de terra que ficava antes de atravessar o rio. Ao fim da ocupação, eles decidiram voltar para esse pedaço, e se estabelecerem lá.


Ok, só que isso gerava uma distância. Mais que geográfica, era uma coisa ligada à identidade nacional. Aquele lugar, a leste do rio Jordão, era ainda um pedaço de Israel? Ou lá se estabeleceria uma nova nação, um povo independente, uma fronteira internacional? Indefinição na mente do povo que fica, observando o povo que vai.

Na despedida, o líder Josué agradece e enaltece o fato desse povo ter lutado pelos seus irmãos numa terra que nem ficou para eles. E recomenda: acima de tudo, mesmo distantes, não esqueçam que temos um só Deus.

Eis que surge o altar da discórdia. Já na fronteira final da sua nova terra, à margem do rio, o povo das duas tribos e meia levanta um altar de pedra “de grande aparência”. Do povo que ficou, ninguém estava lá. Ninguém viu acontecer, nem o porquê de ter acontecido.


E vem o ponto-chave de hoje. O começo do verso 11. Ênfase minha:
Ouviram dizer os filhos de Israel: Eis que [aqueles das duas tribos e meia] edificaram um altar (...)”. Josué 22:11

ÊEEEEEEEEEEEEEEEEEEPAAAAAA! (Leia com a voz da Vera Verão; fica mais divertido!!) Peraí, amiguinho! Ouviram dizer ONDE? Ouviram dizer DE QUEM? Como assim? Que fofoca é essa que surgiu sem fonte? Que julgamento foi esse, que veio sem investigar? “Julgamento”, eu digo, porque após o povo de Israel descobrir desse altar dos vizinhos, já pressupôs que esse altar era para adoração a ídolos, e uma apostasia a Deus. E foram tirar satisfação com os vizinhos com armas em punho para a guerra! Isso é claro em Josué 22:33.


Com o dedo em riste e o bigode penteado, chegaram perguntando: “Por que abandonaram a Deus? Que blasfêmia é essa? Ficam 5 minutos depois do rio e já esquecem que são povo de Israel? Si num guenta pq veio?”. Ou seja, maior sermão do tipo moralizante.

Mas, ora, ora, quem diria... Depois de já terem condenado aquele povo foi que eles decidiram ouvi-lo. E a justificativa para o altar não poderia ser mais coerente! Ele estava ali justamente para ser o memorial de um sentimento inverso àquele que ficou de rótulo. O altar era uma lembrança física para futuras gerações, as quais teriam nele a certeza: antes e depois do rio, há um só povo, que segue a um só Deus, o Verdadeiro, Criador, e Salvador de Israel e de todos os vizinhos internacionais.


Isso que eu chamo de um tapa na cara da sociedade. Aí eu volto lá atrás: “ouviram dizer”! Ouviram, mas não escutaram. Pensaram o pior, e estavam errados. Basearam-se numa fofoca que nem tinham entendido, e quase fizeram guerra. Do nada, por nada. Meu Deus, gente... que perigo!

Isso é coisa de tempos bíblicos? Quantas vezes você já viu alguém começar uma conversa com “ouvi falar...”? Quantas certezas você tem na vida baseadas no que você “ouviu falar”? Quanto de desinformação você já propagou provinda do que você “ouviu falar”?

Quantas vezes você já julgou alguém do outro lado do rio? Quantas vezes você achou que estava defendendo Deus para um pecador sem saber se o pecado existe, sem saber de toda a verdade por trás da sua certeza? A certeza do que você ouviu falar. Sem saber se o errado não era você...

Faltou amor? Então falta compreensão, calma, paciência, sensatez. Não deixe faltar o amor. Ouvi falar que lá em Ede (Josué 22:34) isso deu maior problema...



Não peço que concordem, espero que reflitam!

quarta-feira, 22 de junho de 2016

VERÃO ITALIANO



VERÃO ITALIANO
Por João Octávio Barbosa

Era verão em Roma. Segundo dia de verão, 22 de junho. As nuvens, em tons de cinza, aos poucos se dissipam naquela manhã. Artistas renascentistas pintavam quadros. Vendedores ofereciam seus produtos nas praças. Jacksone e Pameliele curtiam sua lua de mel ao redor da recém-inaugurada Basílica de São Pedro.

Havia um tribunal. O juiz era o papa. O acusado era Galileu. O veredicto seria fatal. Evitando a Inquisição mortal, Galileu abdica de pregar sobre o Heliocentrismo. A Terra, decide a Igreja, continuaria sendo o centro do Universo. Era 1633. 


A fé romana precisava ser preservada, e o abalo causado pela teoria supostamente antibíblica foi escorraçada sem mais delongas. Pois bem, o fato é: os crentes estavam errados. A Terra não é o centro do Universo. Na verdade, nem o Sol.

A fé romana, às vezes, surpreende. Como no caso do Centurião (Comandante de Exército) que conhecemos em Mateus 8:5-13. Conhece a história? (Clique neste link para conhecer; não dura mais do que 2 minutos, a leitura.)



No relato citado acima acontece o contrário da história de Galileu. A regra do século XVII, que quase fez de Galileu churrasquinho de Florença, era que a fé estava sob o poder de Roma, e o que não viesse dali era herege e estranho a Deus. Na época de Jesus, os pagãos eram os romanos, e a fé israelita em Deus era a única que poderia ser considerada genuína. Como o mundo dá voltas, né, Roma? E dá mesmo! Não precisava queimar o pobre Giordano Bruno por afirmar isso!

Mal Jesus chegou à cidade, e o oficial já parecia aguardá-lo. Interessante notar sua crença inabalável em Jesus. Nosso Perfil Sem Curtidas de hoje, de quem nem sequer sabemos o nome, mostra um homem solidário. Um bom patrão. Seu clamor era por seu servo. No fundo da lâmpada aparece um gênio que realiza seus sonhos, e você pede pela sua empregada.

O centurião era incrivelmente humilde. Romanos dominavam os judeus. E ele se coloca totalmente às ordens de Jesus, um profeta “pirata”, sem respaldo ou respeito nem mesmo entre seu próprio povo. Ele não se acha no direito de receber Jesus. Ele também sabe que isso não é necessário.



Ele recebe e dá ordens, e sabe que a obediência é inquestionável. Se Jesus é Deus, quem, ou o que, não obedeceria a Sua voz de comando? Uma palavra. Diga uma palavra, apenas; sei que é o suficiente.

A cura acontece no mesmo momento em que a palavra é dita. E Jesus enaltece esse homem. Aliás, como sempre fez. O jargão diz: “Elogie na ‘timeline’ (em público), critique no ‘chat’ (privado)”. Jesus, em sua vida na Terra, criticou alguns e elogiou poucos. Todos que criticou eram religiosos importantes. Todos que elogiou eram pessoas marginalizadas. Uma lição para nós?



Entre os da igreja ninguém teve tanta fé quanto esse excluído do círculo dos bons moços. Jesus alerta: de todos os cantos da Terra sairão pessoas inimagináveis, que sentarão com Ele nos banquetes do Céu. E daqueles de quem mais se esperava a salvação... muita gente “boa” ficará pelo caminho.

Qual é o seu grupo? Ainda dá tempo de mudar de lado. E isso vale para quem está em qualquer um dos lados, diga-se de passagem. Surpreenda os que acham que você não merece. Mostre sua carteirinha de membro do Céu, carimbada com a mesma fé do centurião romano.

Mude seu status. Venha para um relacionamento sério com Cristo.

Não peço que concordem, espero que reflitam! 


terça-feira, 7 de julho de 2015

A VIÚVA E O JUIZ

A VIÚVA E O JUIZ
(Por Airton Sousa)

Outro dia, o meu amigo e colega de Blog postou um texto brilhante, como sempre, com o titulo “Petição”. Gostei muito da leitura e, se você não leu, recomendo ir lá neste link e depois voltar para a leitura de hoje.

No mesmo dia desse post, fui encontrar uns amigos que vieram de São Paulo, e na volta eles providenciaram uma carona até o lugar que fosse mais próximo para eu chegar a Campo Grande, bairro onde moro. No carro havia quatro jovens, todos advogados. Falavam sobre leis e outros assuntos jurídicos. Por via das dúvidas, me mantive calado. É bom ter amigos advogados - você nunca sabe quando vai precisar deles -, mas enquanto escutava atentamente a conversa, lembrei-me de uma história que li na Bíblia, em Lucas 18:

Um dia Jesus contou aos seus discípulos uma história para mostrar a necessidade que eles tinham de orar sempre, e mostrar-lhes que deviam continuar orando até vir a resposta."Havia numa cidade um juiz", disse Ele, “homem muito mau, que fazia pouco caso de todos”.Uma viúva daquela cidade vinha frequentemente suplicar justiça contra um homem que lhe havia causado prejuízos.O juiz não fez caso dela durante algum tempo, mas no fim ela o deixou nervoso. “Eu não tenho medo de Deus nem dos homens”, disse ele consigo mesmo, “porém esta mulher está me incomodando. Vou fazer com que ela receba justiça, pois está me cansando com as suas queixas constantes!"Então o Senhor disse: "Se até mesmo um juiz mau pode ser vencido como aquele foiVocês não acham que Deus sem falta fará justiça ao seu povo, que Lhe suplica dia e noite?”

O papo com os advogados não rendeu muito; por mais que eu tentasse entender ou prestar atenção... não entendia nada! Desci em algum ponto da Av.Brasil e fiquei pensando na história do juiz, que de tanto a viúva suplicar, importunar e chatear, resolveu julgar sua causa. A lição principal dessa história é que devemos orar, orar sem cessar, procurar diariamente, buscar a cada dia.

Nunca entenderemos muitas das coisas que se passam conosco, mas é certo que Deus julga cada situação de nossa vida. Ele é o Juiz e tem o poder de promover ou remover, de colocar ou tirar (Salmo 75:7). E tem mais: “Com retidão julgará os necessitados, com justiça tomará decisões em favor dos pobres”(Isaias 11:4)

O texto “Petição” terminava assim: “Peço deferimento, em nome de Jesus, mas que tudo seja conforme a sua vontade...”. E eu o reforço, com as palavras de Isaías 33:2: “Senhor, tem misericórdia de nós; em ti temos esperado; sê tu o nosso braço manhã após manhã e a nossa salvação no tempo da angústia.”.