quinta-feira, 31 de março de 2016

OBRIGADA, ÍTALO!


OBRIGADA, ÍTALO!
Por Carina Baptista

Oi pessoal, tudo bem??

Há alguns dias eu vivi uma situação bem simples, mas que me deixou com o coração tão alegre, que eu preciso contar pra vocês.

Eu estava no ônibus, indo para a igreja da qual faço parte, quando a porta de trás abriu (aqui no Rio de Janeiro na maioria dos ônibus o passageiro entra pela frente). Fiquei observando a mãe entrar com um menino de aproximadamente nove anos e outro de cinco. Ela colocou os meninos no banco e foi até a roleta para pagar a passagem. Algo em torno de 3 minutos (ou menos).

Este tempo foi precioso. Um dos meninos, o mais velho, era cego. Com receio de que o ônibus fizesse algum movimento brusco e o garotinho batesse na parte da frente do banco, fiquei em posição de alerta - qualquer problema eu estaria preparada para proteger o rosto daquele menino que nem podia me ver. Enquanto eu pensava o que faria se precisasse ajudá-lo, o irmão mais novo ficou implicando com ele - comportamento típico de irmãos mais novos (rs).

Eu fitei o caçula e fiz sinal negativo com a cabeça; como ele não parou, falei com ele "não faça isso com seu irmão". O Ítalo, gentilmente, olhou em direção a minha voz e disse, calmamente: - "Ele é meu irmão mais novo; às vezes ele é meio maluquinho.". Que voz calma, que menino meigo!

Comecei a conversar com ele (sim, sou dessas que puxa conversa no ônibus com pessoas alheias), perguntei qual era o seu nome e ele respondeu com firmeza: "I-ta-lo, com O e não com U.”. Com um sorriso no rosto depois de sua explicação, eu disse: "Seu nome é muito bonito"; ele me perguntou: "E o seu nome, qual é?"; respondi, e ele me disse: "O seu nome também é muito bonito!", e meu coração derreteu.

Só isso já seria o suficiente para eu escrever este texto. Apenas com esses momentos eu já poderia fazer uma bela palestra motivacional, mas ele fez ainda mais. Quando a mãe dele voltou, pegou uma mochila que estava com ela, e pediu para o Ítalo segurar. Ele segurou bem firme, virou para o meu lado e disse: "Eu ajudo minha mãe porque ela precisa muito da minha ajuda". Não tinha mais o que derreter... Meu coração já havia ido embora...

Fiquei olhando para aquele menino que (em minha mente limitada) tinha muitos motivos para reclamar e ser um menino triste. E ele estava todo feliz por poder ajudar a mãe.

Aprendi três coisas com o Ítalo:
1 - Quando as pessoas estiverem "implicando" com a gente, a gente deve tentar ver o lado da pessoa - pode ser apenas um "irmão mais novo maluquinho"; responda com carinho e tente resolver.
2 - Ser feliz independentemente da situação. Quando tudo parecer "escuro" devemos lembrar que temos, sempre, motivos para agradecer.
3 - Por pior que sua situação possa parecer, sempre tem uma forma de ajudar o seu próximo; basta entender que "ele precisa da sua ajuda".

Eu queria muito ter tido mais tempo para conversar com o Ítalo... Tenho certeza de que ele me ensinaria muito mais!
Que você tenha um dia lindo!

Um beijo e até semana que vem!

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