sexta-feira, 10 de abril de 2015

COMO MENINOS LUXENTOS PODEM SE TORNAR SÁBIOS



COMO MENINOS LUXENTOS PODEM SE TORNAR SÁBIOS
(Por Denize Vicente)

Minha mãe alfabetizou os três filhos. E mais a criançada toda da vizinhança.
Aprendemos em casa a ler, a escrever e a fazer as quatro operações matemáticas: somar, diminuir, dividir, multiplicar. Todo mundo devia aprender isso em casa...

Lembro-me de ter entrado na escola aos seis anos, na primeira série. Meus irmãos foram mais adiantados, mas eu fui para a escola só aos seis anos e para a primeira série porque tinha dor de ouvido, segundo reza a lenda familiar.

Eu me lembro também de um texto. E aí já não sei se era de alguma das cartilhas que minha mãe usava, se era de algum livro da escola dos meus irmãos; acho que era mesmo de um livrinho de Português, da escola; do que eu me lembro muito bem é que o texto, durante muitos anos, foi recitado lá em casa, nas implicâncias entre os irmãos. Quando um de nós não queria alguma coisa que a mamãe oferecia, os outros, pra implicar, começavam a recitar e rir, como se assim pudéssemos dar à mamãe a ideia brilhante de pôr em prática os versos do poeminha.
Pra quem não conhece, lá vai:

Menino luxento
  “Menino luxento, você quer pudim?
  Não, mamãezinha, está muito ruim.

  Menino luxento, você quer empada?
  Não, mamãezinha, está muito salgada.

  Menino luxento, você quer assado?
  Não, mamãezinha, está muito tostado.

  Menino luxento, você quer salada?
  Não, mamãezinha, está muito aguada.

  Menino luxento, você não quer nada?
  Menino luxento, pois tome palmada.”

Você já reparou no tanto de vezes que recusa as coisas que Deus lhe oferece? Você acorda, Deus oferece o Sol e você reclama, dizendo que prefere a chuva; Ele oferece um café da manhã com frutas tropicais e você dispensa, pra tomar só um café e sair rapidinho pro trabalho; Deus então lhe apresenta uma criança na rua, com uma carinha triste e você não faz nenhuma gracinha para ver se ela consegue sorrir. Deus manda uma chuva no final da tarde e você só consegue lamentar o transtorno no trânsito... Diariamente, quantas oportunidades Ele dá pra você curtir e para que exercite a paciência, a generosidade, a simpatia, e o contentamento, e você não aceita nada! Como um menino luxento, cheio de melindres, nada lhe satisfaz nem atrai. Tudo tem seu defeito, nada lhe apraz, nada tem o sabor que você quer...

Algumas vezes eu recusei as delícias que minha mãe oferecia, colocando defeito onde não tinha; e também já deixei de aproveitar os presentes diários de Deus, querendo outras coisas. Salomão, o homem mais sábio do mundo, deu a dica, dizendo que a gente deve comer com prazer a comida que a gente tem e beber alegremente; aproveitar a vida com quem a gente ama, nesse mundo cheio de ilusões; que a gente deve procurar sempre parecer feliz e satisfeito. Ir em frente. A vida, ele diz, é dura; e essas são as coisas que recebemos. Esse é o segredo. Deixemos de ser luxentos. Sejamos sábios.

______________________________ 
Referência:  
Eclesiastes 9:7-8 (NTLH)

quinta-feira, 9 de abril de 2015

QUE DOR DE CABEÇA!


QUE DOR DE CABEÇA!
(Por Carina Baptista)

Oi pessoal, tudo bem com vocês?

Quem já teve dor de cabeça levanta a mão! Eu sentia fortes dores na cabeça desde a minha adolescência. Fiz vários exames, como tomografia, exames de vista e (graças a Deus) nunca dava nada. Mesmo assim, as dores continuavam; até que fui a um neurologista, na época eu tinha 18 anos, e ele me disse que a cada 10 adolescentes que iam até ele 10 reclamavam de dor de cabeça. Animador, não é?! Ele perguntou se eu bebia bastante água (na época, eu só bebia quando sentia sede; um erro!), falou para eu praticar exercícios físicos regulares, cuidar da alimentação... tudo que eu já sabia, mas não colocava em prática.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, a enxaqueca atinge 20% das mulheres e de 5% a 10% da população masculina. A enxaqueca é uma doença crônica e, na prática, muito mais forte que a cefaleia (dor de cabeça comum). A primeira coisa que você deve fazer ao sentir fortes dores de cabeça é procurar um médico. A automedicação pode trazer problemas futuros. É importante tentar identificar de onde vem a dor. Por exemplo, eu aprendi, com o tempo, que ficar com sono, fome e estressada me deixa com dor de cabeça (não sei se é assim com todo mundo), e o mais importante, as dores são em regiões diferentes da cabeça.

Conhecendo isso, posso buscar soluções que não necessariamente sejam medicamentosas. É bem óbvio que, se estou com dor de cabeça e ainda não comi, procuro comer o quanto antes; espero um tempo, e geralmente a dor passa. Praticar exercícios regularmente e beber bastante água ajuda a não ter a dor.

Há umas três semanas, fui parar na emergência de um hospital, com muita dor de cabeça. Tinha sido um dia cheio no trabalho; e eu também estava com dor no estômago. Já tinha almoçado, já tinha bebido quase 2 litros d'água e nada de passar. Como o estômago também doía, achei melhor não tomar remédio antes de passar pelo médico. Enfrentei uma fila horrível e após quase 2 horas fui atendida. A médica passou medicação na veia, para o efeito ser mais rápido, tanto para a dor de cabeça quanto para a do estômago. Após alguns minutos, a dor havia passado. Daquela vez, a minha dor vinha do dia estressante e, infelizmente, só remédio para aliviar.

Na semana seguinte, entrei de férias e voltei para a academia. Não senti mais dores!

O que deu certo pra mim pode funcionar com você também; na verdade, não é nenhum segredo, são princípios básicos para ter saúde. Mas a vida agitada acaba nos privando de viver com qualidade. Mesmo com a agenda lotada precisamos arrumar tempo para tratar bem o nosso corpo!

Um beijo e até semana que vem!

____________________________________________
Fonte: http://www.sbce.med.br/

quarta-feira, 8 de abril de 2015

DEIXE DEUS SER DEUS

DEIXE DEUS SER DEUS
(Por Eduardo Santos)

“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor.
Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.”  (Isaías 55:8-9).

Desde que me lembro, sempre gostei muito daquelas histórias bíblicas em que Deus fala ao homem diretamente, não através de profetas. Mas, ultimamente, tenho desenvolvido um apreço enorme pelo livro de Jó. Creio que o motivo seja o fato de encontrar similaridades variadas com a vida de todo ser humano. No entanto, não é isso que me encanta, não mesmo. Vamos a uma rápida passagem pela história, acho que me farei entender melhor ao fim.

Jó era um homem rico, digo, riquíssimo e muito respeitado no Oriente, em seu tempo. Era um homem íntegro, temente a Deus e que se desviava do mal (Jó 1:1). Em um dado momento, houve uma reviravolta em sua vida e, aos seus olhos, sem motivo nenhum ele perde tudo, ou quase tudo. O interessante dessa parte é que as catástrofes vêm em sequência, sem dar-lhe a oportunidade, sequer, de respirar. Jó, sem entender coisa alguma, vê sua bela vida sendo transformada em motivo de zombaria e desgosto.

Por um longo tempo, permaneceu paciente e, de maneira nenhuma, blasfemou. A ponto de dar origem à famosa expressão que faz menção à sua paciência e irritar sua própria esposa, recebeu dela o desajuizado conselho: “(...) Amaldiçoa a Deus, e morre.” (Jó 2:9). Felizmente, ele não o seguiu! Mas é possível notar aquele ser, outrora silente, bastante questionador.

O intrigante é que passamos a ver Jó tentando encontrar as respostas para sua situação, questionando como as coisas ocorriam para as pessoas corretas e para as corruptas, convocando Deus para o tribunal a fim de apresentar sua própria defesa. Digo “intrigante” por já ter-me visto nessa situação, mas poderia poupar esse adjetivo para classificar a atitude Divina...

Encontramos a resposta de Deus a Jó nos capítulos 38-41. Pensando como um ser humano, poderíamos esperar que a resposta viesse detonando Jó por ter falado sobre coisas que ele nem mesmo tinha noção. Mas Deus, gentilmente, lhe faz alguns questionamentos que o levam à conclusão de que não sabia do que estava falando. Então ele se expressa numa das falas mais sábias da história bíblica: “(...) ‘Estou sem palavras, pasmado ─ fogem-me as palavras. Não deveria nunca ter aberto a boca! Falei demais, muito mesmo. Estou pronto para me calar e ouvir’.” (Jó 40: 3-5, Bíblia – Versão “A mensagem”).

Todos passamos por situações difíceis e devemos saber que, assim como na história de Jó, a causa de tanto sofrimento é o pecado e seu originador (Satanás). Mas aprendemos, nessa mesma história, que Deus está atento a tudo e não nos desampara nunca; Ele está sempre no controle. E, se aos nossos olhos, as coisas parecem desandar, fica a resposta Divina encontrada em Isaías 55: 8 e 9.

Se permitirmos que Ele nos guie, nossa história será escrita da forma certa. Isso me lembra daquele ditado: “Deus escreve certo em linhas tortas.”. Eu penso um pouquinho diferente. Se as vemos tortas, é porque nos faltam óculos para enxergá-las paralelas!

terça-feira, 7 de abril de 2015

ESTE TEXTO É DEZ

ESTE TEXTO É DEZ
(Por Airton Sousa)

Tenho amigos que me ligam de madrugada, ou mandam mensagens eletrônicas iniciando papos intermináveis noite adentro, e é tão comum ligarem que nem me importei quando em uma dessas madrugadas de sono pesado acordei com o barulho de mensagem no meu celular.

- Oi, você está acordado?
- ...
- Ah, tá sim, eu sei que tá.
- Estou acordado sim, pode falar.
- Tenho uma proposta, um projeto, e gostaria que você participasse.
- Eu topo.
- Mas você nem sabe o que é.
- Mas eu topo. “Super  topo”!

Foi assim que acabei entrando para este projeto e hoje você está lendo o meu décimo texto neste blog. A cada texto destes que escrevi fui desafiado a estar na presença de Deus e sentir cada palavra que escrevia. Orei antes de escrever cada texto pedindo que cada um deles tivesse um endereço certo.

Não foi muito fácil essa pequena jornada; às vezes os resultados, as visualizações, os comentários e as curtidas de cada texto não foram satisfatórios. Em outras vezes superaram as expectativas, mas o foco não era esse e eu sempre tive na cabeça a história que li ano passado no meu livrinho de meditações diárias.

Conta a história de um rabino que foi a um hospital fazer visitas a membros de sua congregação que estavam internados. Lá descobriu que dois pacientes haviam tido alta na tarde anterior. Provavelmente, estivessem irados com ele, porque não os visitara antes. Dois outros estavam dormindo. Um outro tinha o quarto cheio de visitantes, e a visita do rabino seria considerada uma intrusão. A última paciente tomou-lhe 20 minutos queixando-se de Deus. Muito frustrado, concluiu que estava perdendo seu tempo com aquele trabalho. Enquanto caminhava para o estacionamento, passou por um prédio de escritórios. O guarda de segurança o cumprimentou. O rabino parou e perguntou o que ele estava fazendo ali. Era domingo. Tudo estava fechado; os prédios vazios. O segurança informou que era pago para ficar de guarda e perguntou o que ele estava fazendo, vestido de terno e gravata, em uma tarde tão quente. - “Para quem você trabalha?”, quis saber. O rabino quase disse que era rabino de uma congregação local; em vez disso, tirou do bolso um cartão e disse: - “Aqui estão meu nome e telefone. Eu lhe pagarei cinco dólares por semana para você me telefonar toda segunda-feira de manhã, lembrando-me de perguntar a mim mesmo para quem eu trabalho” (Encontros com Deus, página 125).

Para quem você trabalha? Essa pergunta me motiva cada vez que quase perco o foco; aí eu lembro que a missão não é receber elogios ou milhões de curtidas e comentários, mas agir em gratidão Àquele que fez seu melhor por nós e nos pergunta a cada dia: Quer servir? Então serve!

segunda-feira, 6 de abril de 2015

O MAR


O MAR
(Por Sérgio Mafra)

Remonta à Idade Média a relação de medo e fascínio do homem com o mar. Naquela época, o homem era essencialmente terrestre e, apesar de haver certo fluxo comercial fluvial, e até marítimo, o homem médio tinha muito receio do mar com sua vastidão, infinita aos olhos. O que percebemos, desse período, é a formação de colônias de pescadores convergindo homens que tinham sua vida voltada para o mar, separadas das colônias de camponeses, com homens que viviam da terra. Durante muito tempo, os conhecimentos da pesca, navegação etc. ficaram distantes do homem em geral, em virtude dessa distância mantida das águas profundas e indomáveis.

Hoje muita coisa mudou nessa relação, mas o mar não deixa de continuar exercendo fascínio e assombração com suas ondas fortes e intensas num volume sem fim. Mesmo com toda a tecnologia disponível, uma coisa me chama a atenção: a nossa incapacidade; a de controlar a subida da maré, por exemplo. Você já observou como esse evento acontece? Lentamente, minuto após minuto, as águas vão subindo num crescente volume, e uma bela praia, em instantes, deixa de existir, submersa em águas profundas. O fenômeno se repete e, vez após vez, a bela praia disputada num dia de verão some ao cair da tarde.

Também o mar, com esse fenômeno tão cotidiano nos faz lembrar das maravilhas de um Deus criador. As ondas vêm e vão, o mar pode até nos submergir em alguns momentos, mas Deus nos faz permanecer firmes. Meu amigo, não se esqueça, durante esta semana, de que, esteja sua vida como uma bela praia num dia de verão ou submersa em águas profundas e aparentemente sem fim, Deus está com você. Em meio às alegrias, mas também enfrentando as lutas e dificuldades, Ele não o abandona. As águas podem parecer acabar com tudo, mas uma grande alegria, para mim, é voltar no dia seguinte, vislumbrar e desfrutar a bela praia que novamente apareceu após uma longa noite submersa.