Mostrando postagens com marcador mar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mar. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

IMPOSSÍVEL É RESISTIR

IMPOSSÍVEL É RESISTIR
Denize Vicente – Rio de Janeiro – RJ

Minha ligação com o mar é antiga. Lembro que sempre gostei de praia, e também me lembro, perfeitamente, da minha mãe me advertindo: "Cuidado... você é afoita!". Ela costumava dizer que "o mar não tem cabelo". Essa era uma informação preciosa, e eu, criança, fantasiava o mar como um homem imeeeeenso, grandão, careca... e eu tentando alcançá-lo sem conseguir, porque não havia cabelos para eu me agarrar. Cresci fascinada pelos rios e mares e aprendi muito cedo a me encantar com céus azuis e com o verde das matas.

E é assim que todas as vezes que eu tenho a chance de me encontrar no meio desses detalhes extasiantes da Natureza há sempre um quê de fascinação, encantamento e admiração tomando conta de mim...

Fico pensando que Deus planejou cuidadosamente cada coisa, cada tom, cada variação de cor, cada contraste, cada som. Acho mesmo que, como um bom Pai, Ele queria que tudo fosse perfeito. E embora o homem continue tentando destruir a criação, eu ainda vejo primor e requinte em cada amanhecer, em cada noite que cai, em cada pedacinho de céu azul, em cada onda do mar, em cada barulho dos rios...

(Foto: Ana Paula Pina Correia)
Era um dia desses, lindo. Janeiro de 2010. Acordei e pude ver o sol brilhando no Rio da Prata, de manhã cedinho. Um espetáculo que admirei seduzida pela beleza, reconhecendo que havia sido mesmo preparado para minha alegria... Era a primeira vez que eu iria pisar em terra firme depois de três noites navegando pelo Oceano Atlântico e pelo Rio de La Plata. Respirei fundo, sentei ali, olhando o espelho d'água que se formava naquela manhã gostosa... e pensei comigo: por que às vezes me deixo abater por coisas tão pequenas, comparadas à imensa beleza e precisão daquilo que realmente me faz feliz?

No meio daquele espetáculo, eu me levantei e vivi um dia incrível!

Procure alguma coisa bonita de ver, hoje. Como eu costumo dizer: nem que seja uma flor num copo de geleia. Mas procure, sim, alguma coisa para admirar, mesmo antes de colocar seus pés na rua, antes de interagir com alguém. Pare, veja, admire.

Deixe-se encantar por alguma coisa, hoje. Só depois encare o dia e a vida que lhe aguardam lá fora. Agradeça a Deus a beleza daquilo que lhe encantou. Agradeça, reconhecendo ter sido um presente para alegrar sua vida. Respire fundo. 

Amanhã é sábado. “Repita o procedimento.” Faça isso de novo. Levante-se, procure e viva! Faça a mesma coisa nos dias seguintes. E depois me conte se você estará vivendo ou não dias incríveis!

Não se deixe abater por coisas menores...
Detenha-se naquilo que pode, realmente, fazer você feliz.

"Só consegue achar quem tenta procurar
Só consegue ver quem tenta perceber
A vida tem mistérios, sim,
Mas somos livres pra sonhar
Só consegue amar quem tenta conhecer
Impossível viver sem perdoar
Impossível morrer sem amor
Impossível é resistir..."
(Evaldo Vicente)


FELIZ SÁBADO!


terça-feira, 9 de junho de 2015

O NÁUFRAGO

O NÁUFRAGO
(Por Airton Sousa)

Semana passada escrevi sobre o GPS e me lembrei de um texto que escrevi em 2008 sobre o filme "O Náufrago”. Usei o texto para um post, num blog pessoal, e na época em que o escrevi eu só tinha oito leitores; logo, acho que pode ser novidade por aqui:

“O Náufrago” não é nenhuma novidade na telinha, parece que já até virou filme inédito da “Sessão da Tarde”. Pra mim é um clássico. Definição de clássico é: filme + Tom Hanks = Clássico.  É um filme americano lançado em 2001 que narra a história de um empregado da Fedex que sofre um acidente aéreo e vai parar numa ilha desabitada no meio do Pacífico Sul.

Em seu isolamento, Chuck tinha duas grandes companhias: a sua bola Wilson e o relógio com a foto de sua noiva. Wilson, a bola de basquete, torna-se um amigo imaginário, mas que na verdade representa uma parte dele mesmo. Antes mesmo de cair no mar ele já era um náufrago. Como todos nós. O que mantinha Chuck vivo era sua esperança de um dia sair com vida dali. Eram as conversas com o Sr. Wilson que o animavam e divertiam.

Quando cheguei naquela ilha, logo depois de um tempo, tinha certeza que jamais sairia de lá, que tinha perdido tudo, que nunca mais retornaria e que meu grande amor estaria perdido para sempre. Tentei me matar, pois nos meus cálculos, invariavelmente, isso aconteceria, mais cedo ou mais tarde, fosse por um ferimento ou doença, mas sem recurso... era inevitável. Resolvi então dar cabo de minha vida para evitar maiores sofrimentos. Escolhi no alto de uma rocha uma árvore, para poder enforcar-me, porém, antes de colocar meu próprio pescoço, fiz um teste para ver se a árvore suportaria meu peso. Não suportou e a árvore espatifou-se lá embaixo. Daquele ponto em diante, percebi que não tinha controle nenhum sobre a minha própria vida, pois nem morrer como gostaria era possível; mas que, diante disto só restava uma coisa a fazer: manter-me vivo, respirar. Simplesmente respirar”.

Um dia, aconteceu o livramento. Ao amanhecer, depois de um longo tempo, Chuck finalmente fora salvo. O que o manteve vivo durante todo o tempo e foi seu guia e GPS, naquela ilha deserta, foi o “Senhor Wilson”, a bola.

Um amigo meu, chamado Wilson Vilela, um dia me disse: "Perdi várias ondas, mas eu tenho a impressão de que a próxima onda virá bem melhor e cheia de oportunidades. Estou esperando a próxima onda.".

Quando acordei, agora pela manhã, pensei que, às vezes, até um amanhecer como este pode brilhar diferente para uns e outros. Como se sobrevive a isso? A mensagem do dia é: "Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: 'De onde me vem o socorro?'. O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra. O Senhor o protegerá de todo o mal, protegerá a sua vida". (Salmo 127:1, 2, 7).

A certeza de que temos um Deus que nos protegerá durante essa fase ruim é o que nos mantém em pé e confiantes. Esta é a senha para sair de casa hoje, animado e cheio de confiança: “O Senhor é bom para com aqueles cuja esperança está nele, para com aqueles que o buscam; é bom esperar tranquilo pela salvação do senhor.”. (Lamentações 3:25-26)

Quem sabe o que a maré poderá trazer hoje? No caso de Chuck, a maré trouxe a sua salvação.
Tenha um bom dia e boas marés.



segunda-feira, 6 de abril de 2015

O MAR


O MAR
(Por Sérgio Mafra)

Remonta à Idade Média a relação de medo e fascínio do homem com o mar. Naquela época, o homem era essencialmente terrestre e, apesar de haver certo fluxo comercial fluvial, e até marítimo, o homem médio tinha muito receio do mar com sua vastidão, infinita aos olhos. O que percebemos, desse período, é a formação de colônias de pescadores convergindo homens que tinham sua vida voltada para o mar, separadas das colônias de camponeses, com homens que viviam da terra. Durante muito tempo, os conhecimentos da pesca, navegação etc. ficaram distantes do homem em geral, em virtude dessa distância mantida das águas profundas e indomáveis.

Hoje muita coisa mudou nessa relação, mas o mar não deixa de continuar exercendo fascínio e assombração com suas ondas fortes e intensas num volume sem fim. Mesmo com toda a tecnologia disponível, uma coisa me chama a atenção: a nossa incapacidade; a de controlar a subida da maré, por exemplo. Você já observou como esse evento acontece? Lentamente, minuto após minuto, as águas vão subindo num crescente volume, e uma bela praia, em instantes, deixa de existir, submersa em águas profundas. O fenômeno se repete e, vez após vez, a bela praia disputada num dia de verão some ao cair da tarde.

Também o mar, com esse fenômeno tão cotidiano nos faz lembrar das maravilhas de um Deus criador. As ondas vêm e vão, o mar pode até nos submergir em alguns momentos, mas Deus nos faz permanecer firmes. Meu amigo, não se esqueça, durante esta semana, de que, esteja sua vida como uma bela praia num dia de verão ou submersa em águas profundas e aparentemente sem fim, Deus está com você. Em meio às alegrias, mas também enfrentando as lutas e dificuldades, Ele não o abandona. As águas podem parecer acabar com tudo, mas uma grande alegria, para mim, é voltar no dia seguinte, vislumbrar e desfrutar a bela praia que novamente apareceu após uma longa noite submersa.