domingo, 23 de dezembro de 2018

O BEBÊ MAIS ESPERADO

O BEBÊ MAIS ESPERADO
Pamela Henriques Moreira - São Pedro D'Aldeia/RJ

Era sexta-feira, 20h15. Eu estava deitada numa cama de hospital em meio a forças e ajuda de uma equipe médica maravilhosa... quando pude ver o rosto mais lindo: nascia Joana! No dia 14 de setembro vi meu presente de Natal chegar antecipadamente. Momentos antes: dor, ansiedade, preocupação, mas fui atendida por ótimos profissionais em uma maternidade referência. Eu sabia que estava bem amparada! Foram algumas horas de dor que se transformaram em muita alegria.


Em um determinado dia, há mais de dois mil anos, uma mulher chamada Maria foi agraciada, escolhida para carregar em seu ventre o homem mais poderoso que viveria na Terra. Diferentemente de mim, o parto seria num lugar muito simples, não haveria médicos, não haveria um quarto aconchegante nem enfermeiras para orientar quanto aos cuidados com o bebê... mas aquela mulher teve o melhor amparo do mundo: Deus estava com ela (Lucas 1:28), Seus anjos a guardavam. Mesmo após uma viagem penosa, sem ter um lugar confortável para ficar, Jesus nasceu como Rei.

“Enquanto estavam lá, chegou o tempo de nascer o bebê, e ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.”  Lucas 2:6-7

Meu presentinho com o pai.

Não sabemos o dia, certamente não foi em dezembro, mas Jesus nasceu de forma bem modesta, mostrando ao mundo inteiro que se preocupa com todos, pois compreende cada dificuldade.

A história de Jesus é maravilhosa desde antes de Seu nascimento. Ele sempre foi uma promessa, promessa de esperança, de salvação. Jesus veio para nos reconectar a Deus, nos salvar do pecado (Mateus 1:21). Somente por intermédio dEle podemos ter certeza de que um dia vermos Deus face a face. O maior presente dado à humanidade veio ao mundo de forma tão singular e inesperada pelos que o aguardavam; Jesus – rei dos reis, criador do mundo, Deus poderoso, o maior e melhor homem já existente – foi humilde desde o Seu nascimento.

Esse Deus tão maravilhoso deseja para mim e para você uma vida plena, deseja fazer parte do nosso dia a dia, deseja participar da ceia conosco.

O Natal lembra tudo o que Deus sonha para nós. Que nos lembremos também desse amor tão grande que ultrapassa até mesmo nosso entendimento. Esse amor infinito que é capaz de nos dar vida eterna. Esse amor que entra em nosso coração e nos faz pessoas melhores.

Um Feliz Natal!


sábado, 22 de dezembro de 2018

A ORIGEM DE TUDO


A ORIGEM DE TUDO
Jackson Valoni - São Pedro da Aldeia/RJ

Houve um tempo em que me interessei pela origem do sobrenome que mamãe passou pra mim. Valoni.

Ouvi dizer que era italiano e eu achava essa ascendência europeia uma coisa muito chique. Meu tio-avô, Paulo Valoni, tinha uma foto em preto e branco, de mil oitocentos e tantos, de um imigrante chamado João Vallonne (o sujeito italiano que teria "colonizado" o Brasil até você poder ler este texto). 


Eu, inocente, pensei que a família tivesse algum contato com o povo da Itália. Mas ninguém conhece ninguém e o significado do sobrenome é incerto, podendo remontar a um "vale" ou a uma deprimente "valeta".
Vergonhoso. 
Apesar da decepção com a origem do meu sobrenome "italiano", gosto de conhecer a história da família. Gosto de saber o que teve que acontecer pra eu chegar até aqui. Senti inveja de um primo que viajou até Portugal para conhecer mais sobre seus avós. A propósito, ele escreveu sobre essa experiência aqui no blog: 

Se tem algo que combina com a origem de tudo o que conhecemos hoje é o Natal. Dia de comemorar o nascimento do menino que já existia desde antes de o mundo ser criado. Confuso, né?

Pois é. Para os desatentos, fica a informação: Jesus criou o mundo!
"Ele [Jesus] é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste." Colossenses 1:15-17

Olha que Deus admirável! Cria o mundo e torna-se como uma de suas criaturas (sem, contudo, perder sua divindade) para mostrar a todos que é possível enfrentar as dificuldades do mundo. Ele testemunha o extremo de toda a luta que o ser humano pode viver chegando à humilhante morte na cruz. 

Jesus tornou-se um de nós para dizer a você que Ele entende toda dor que você sofre. O nascimento de Jesus foi um marco na história de todo o Universo: um Deus que se fez homem. 

Que Deus faria isso?

O meu Deus fez, porque possui um amor que ninguém consegue explicar. 

Tenha um excelente Natal. Jesus se tornou como você para lhe dizer: “Venha até mim.”.

"Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo." 
Apocalipse 3:20

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

NATAL NA ILHA DO NANJA

NATAL NA ILHA DO NANJA
Denize Vicente – Rio de Janeiro – RJ

Qual foi a última vez que você leu Cecília Meireles? 
Hoje é dia!
Crônica extraída do livro “Ilusões do Mundo”, Editora Global:

Na Ilha do Nanja, o Natal continua a ser maravilhoso. Lá ninguém celebra o Natal como o aniversário do Menino Jesus, mas sim como o verdadeiro dia do seu nascimento. Todos os anos o Menino Jesus nasce, naquela data, como nascem no horizonte, todos os dias e todas as noites, o sol e a lua e as estrelas e os planetas. Na Ilha do Nanja, as pessoas levam o ano inteiro esperando pela chegada do Natal. Sofrem doenças, necessidades, desgostos como se andassem sob uma chuva de flores, porque o Natal chega: e, com ele, a esperança, o consolo, a certeza do Bem, da Justiça, do Amor.

Na Ilha do Nanja, as pessoas acreditam nessas palavras que antigamente se denominavam "substantivos próprios" e se escreviam com letras maiúsculas. Lá, elas continuam a ser denominadas e escritas assim.

Na Ilha do Nanja, pelo Natal, todos vestem uma roupinha nova — mas uma roupinha barata, pois é gente pobre — apenas pelo decoro de participar de uma festa que eles acham ser a maior da humanidade. Além da roupinha nova, melhoram um pouco a janta, porque nós, humanos, quase sempre associamos à alegria da alma um certo bem-estar físico, geralmente representado por um pouco de doce e um pouco de vinho. Tudo, porém, moderadamente, pois essa gente da Ilha do Nanja é muito sóbria.

Durante o Natal, na Ilha do Nanja, ninguém ofende o seu vizinho — antes, todos se saúdam com grande cortesia, e uns dizem e outros respondem no mesmo tom celestial: "Boas Festas! Boas Festas!".

E ninguém pede contribuições especiais, nem abonos nem presentes — mesmo porque se isso acontecesse, Jesus não nasceria. Como podia Jesus nascer num clima de tal sofreguidão? Ninguém pede nada. Mas todos dão qualquer coisa, uns mais, outros menos, porque todos se sentem felizes, e a felicidade não é pedir nem receber: a felicidade é dar.

Pode-se dar uma flor, um pintinho, um caramujo, um peixe — trata-se de uma ilha, com praias e pescadores! — uma cestinha de ovos, um queijo, um pote de mel... É como se a Ilha toda fosse um presepe. Há mesmo quem dê um carneirinho, um pombo, um verso! Foi lá que me ofereceram, certa vez, um raio de sol!

Na Ilha de Nanja, passa-se o ano inteiro com o coração repleto das alegrias do Natal. Essas alegrias só esmorecem um pouco pela Semana Santa, quando de repente se fica em dúvida sobre a vitória das Trevas e o fim de Deus. Mas logo rompe a Aleluia, vê-se a luz gloriosa do Céu brilhar de novo, e todos voltam para o seu trabalho a cantar, ainda com lágrimas nos olhos.

Na Ilha do Nanja é assim. Árvores de Natal não existem por lá. As crianças brincam com pedrinhas, areia, formigas: não sabem que há pistolas, armas nucleares, bombas de 200 megatons. Se soubessem disso, choravam. Lá também ninguém lê histórias em quadrinhos. E tudo é muito mais maravilhoso, em sua ingenuidade. (...)
É assim que se pensa na Ilha do Nanja, onde agora se festeja o Natal.



Cecília Meirelles descreveu o Natal na Ilha. E você, como descreveria o Natal na sua vida? A felicidade é dar? Mesmo uma flor, uma fatia de bolo, um quilo de feijão, uma lata de óleo, um pote de doce de abóbora, um abraço, um bilhetinho? Dar amor, dar um pedaço de pão, dar a quem tem fome, a quem tem sede, a quem tem frio, a quem pouco ou nada tem. Dar o melhor sorriso, o maior abraço. Dar de coração. Dar o coração.

Eu queria que todos, no mundo inteiro, os bondosos, e até mesmo os que não têm amor no coração, tivessem uma noite de paz e um dia de Natal onde a bondade e a felicidade reinassem soberanas. Para que os benfeitores tivessem a bênção da recompensa por toda a vida de bondade que vivem, e os malfeitores, sem amor, vissem como é maravilhoso um mundo de paz. Mas não é assim que acontece...

Da primeira vez em que reproduzi esse texto da Cecília Meireles e lamentei o tanto de ódio e desamor perto de nós, mesmo numa época em que deveria haver mais amor e harmonia entre as gentes, o Amigão (sim, aquele que escreve aqui no blog às terças-feiras) comentou assim:
“Aqui não é a Ilha do Nanja. Mas bem poderia ser Natal o ano todo. Pensando bem, pode. Depende de mim e de você, né não? E já que vai começar um ano novo talvez a gente possa fazer. bjs”.

Naquela época ele nem desconfiava que eu teria uma coluna neste blog chamada “Pensando Bem”, mas já sabia que a gente pode, sim, alterar o curso das coisas e fazer um mundo diferente, transformado, a começar por mim. Mais amor, mais perdão, mais abraços e olhares de aceitação... 

E se você também pensar assim e quiser começar a fazer a diferença, repita para si mesmo: “um mundo com mais amor, a começar por mim”. E é desse jeitinho que a gente pode ter um feliz Natal o ano inteiro.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

SUCESSO


SUCESSO
João Octávio Barbosa – Bangu – RJ

A palavra do dia é SUCESSO.
Muito já se falou sobre o sucesso. Vou citar aqui algumas frases famosas sobre esse tema:
“O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.”
“Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade.”
“O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo.”
“Procure ser um homem de valor, em vez de ser um homem de sucesso.”
“O sucesso é um professor perverso. Ele seduz as pessoas inteligentes e as faz pensar que jamais vão cair.”

Sucesso é o objetivo de todos, não é? Sucesso não significa apenas e necessariamente ser a pessoa mais famosa do mundo, mas é também uma realização pessoal. Quem não quer ser bem sucedido no seu emprego, no seu casamento, com seus filhos, na vida financeira, em tudo?!

Mas quem pode ser considerado um sucesso? Quando essa palavra me vem à mente penso num nome: Deus. Não UM deus. O Deus. O meu Deus. Possivelmente, aquele que você também conhece como Deus, mesmo que não o considere assim. O Deus da Bíblia. E nesse livro, a Bíblia, que Deus chama de “sua palavra”, lemos o seguinte sobre uma pessoa de grande sucesso, a nossa palavra do dia:

“E, passando Jesus outra vez num barco para o outro lado, ajuntou-se a ele uma grande multidão; e ele estava junto do mar.”

Reparem que nesse trecho do Evangelho de Marcos, Jesus tinha uma grande multidão que o perseguia. Típico daquelas celebridades que são sempre cercadas por inúmeros fãs em busca de alguma atenção. Jesus foi uma pessoa de sucesso, por um motivo nada artístico: ele fazia bem as pessoas. Curava os problemas físicos e trazia paz ao coração.

Isso ainda é uma verdade para nós hoje. Deus é muitas coisas, entre elas é o sucesso. Sem Deus não há sucesso. Se você quer sucesso para o seu dia hoje, ponha Deus nele agora!

Hoje é dia de sucesso.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

ENTÃO É NATAL!


ENTÃO É NATAL!
Airton Sousa - Direto de Paciência - Rio de Janeiro

Na minha família somos oito irmãos, totalmente conduzidos com mãos de ferro pela minha mãe. A chibata ainda estala até nos dias de hoje.

Meu pai faleceu alguns dias antes do Natal e aquele foi um Natal muito triste, mas não deixamos de comemorar, pois a Bruna já estava com a gente. Pouco tempo depois veio o Luciano, e então veio a Camila, a Carol, a Suelen, a Carina e a Bia...

Foram vindo... E a cada vida que vinha o Natal mudava. Mudava a vida, mudava o Natal, mudávamos nós. Agora temos em nossos Natais, o Thiago, a Gabi, a Lara e o Miguel. O Natal sempre se renova.

O fato é que nós sempre fomos muito unidos. E o Natal... Natal é alegria, confusão, festa, mas acima de tudo é a festa da família. E no Natal cada família é feliz à sua maneira.

Lembro que já passei alguns Natais longe da minha família. E naquelas ocasiões eu sempre procurava uma família que me adotasse em sua festa.

É bom e ruim. O bom é a comida. Muita comida. E aí eu comia como se não houvesse amanhã. O ruim é que a gente se sente deslocado, meio perdido, e não ganha presente - mesmo que você leve um presentinho para agradar os donos da casa. 

E tem aquelas famílias que não são de orar, nem de rezar, e aquelas que bebem muito, e ainda aquelas que brigam muito... Mas não podemos esquecer: a comida ainda é a única coisa que vale a pena quando a gente está longe de casa.


Quando Jesus nasceu, um anjo apareceu para alguns pastores e disse:
- Não tenham medo! Estou aqui para trazer uma boa notícia para vocês, e essa notícia será motivo de grande alegria para todo o povo! Hoje mesmo na cidade de Davi, nasceu o salvador de vocês, o Messias, o Senhor!
De repente, uma grande multidão de anjos apareceu nos céus cantando, e dizendo: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade!” (Lucas 2: 8 -14)

A gente sabe que Jesus não nasceu em dezembro e muito menos no dia 25, mas eu não estou aqui para estragar a festa de ninguém; só queria mesmo aproveitar que a minha família está toda reunida, para dizer que Jesus Cristo veio! 

E veio para trazer paz, amor, perdão. E essa é a melhor notícia que alguém pode receber. Ele não nasceu em dezembro, mas sem Ele não haveria Natal em dezembro; tampouco teríamos um caminho para voltar, e nosso coração continuaria incrédulo.

Então, família, é bom estar aqui com vocês neste Natal, e a noticia é boa. Na verdade, é a melhor notícia que eu já dei para vocês, e é boa para todo mundo:

O salvador de vocês nasceu!
E Ele veio para tirar nossas dívidas e dúvidas.
Não há mais motivos para tristezas nem incertezas.

Feliz Natal, família!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

O DESAMOR É UMA FACE DA MALDADE


O DESAMOR É UMA FACE DA MALDADE
Denize Vicente - Rio de Janeiro - RJ

As fábulas são pequenas histórias, narrativas breves, de feição popular, um misto de alegoria, lenda, verso ou prosa, com traços da mitologia, às vezes, em outras trazendo animais como personagens, enfim, uma narração imaginária, uma ficção; tudo para ilustrar um princípio, um preceito, um ensinamento. E foi assim que um dia eu ouvi "a fábula da convivência":

Há muitos e muitos anos, durante uma era glacial, quando parte de nosso planeta esteve coberto por grandes camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos, por não se adaptarem às condições.
Foi, então, que uma grande quantidade de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir, juntar-se mais e mais. Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, agasalhavam-se uns aos outros, aqueciam-se mutuamente, enfrentando por mais tempo aquele frio rigoroso.
Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte. E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus semelhantes. Doíam muito... 
E aconteceu que essa não foi a melhor solução... Afastados, separados, logo começaram a morrer de frio, congelados. Os que não morreram, voltaram a se aproximar pouco a pouco, com jeito, com cuidado, de tal forma que, mesmo unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem magoar, sem causar danos e dores nos outros.Assim, suportaram-se, resistindo à longa era glacial. Sobreviveram.

Os tempos estão difíceis. Hoje vivemos uma espécie de “era glacial”, quando o amor de muitos esfriou (A maldade vai se espalhar tanto, que o amor de muitos esfriará)... É preciso corrigir isso antes que todos morram como resultado desse desamor. Antes que o ódio prevaleça.

Ontem eu li a notícia de que foi descoberto um plano para tirar a vida de uma pessoa neste sábado, dia 15. A Polícia conseguiu descobrir a tempo de evitar o assassinato. E enquanto isso as pessoas, muitas pessoas, faziam piadas, diziam “bem feito”, lamentavam a interrupção do planejamento, a impossibilidade de execução do plano. Não eram os “planejadores” lamentando. Não eram os marginais. Eram as pessoas “normais”, sabe? Elas riam, zoavam. Pessoas “normais”. Aquelas com quem convivemos no dia a dia. Gente normal, que vai pro trabalho de manhã, que brinca com o filho na pracinha, que vai ao mercado comprar tomates, como eu e você... mas que deixou o amor esfriar no coração.

Chegamos a uma era em que a vida do outro não tem valor nem mesmo para as pessoas “normais”... É a maldade se espalhando. O amor de muitos esfriando.

Convido você a repensar. Nossas palavras e nossos gestos estão misturados ao desamor que anda imperando no mundo? Ainda somos mensageiros de esperança ou nos tornamos juízes e carrascos pretendendo definir o destino dos outros?

Precisamos viver um pouco mais do amor que move e comove. O amor do Cristo que deu Sua vida por quem não merecia; que intercedeu por quem o maltratava. Precisamos de sentimento e ação, sensibilidade, empatia. A gente se distanciou do próximo. “Mas quem é o meu próximo?” (a resposta está AQUI, se você quiser saber...).

Amar, ser solidário, ter compaixão, misericórdia, respeito e carinho por quem faz parte da “nossa panelinha” é bem fácil. O que exige de nós um pouco mais de reflexão é nosso comportamento distante, indiferente e até odioso em relação aos demais. 

Quero me despedir, hoje, com a mensagem deste vídeo que circulou nos últimos dias pelas redes sociais. Que a gente descubra o quanto antes a importância de viver mais uns pelos outros, mesmo que eles não sejam exatamente como a gente gostaria que fossem. Chega de ódio. Chega de indiferença pela dor do próximo.

#maisamorporfavor.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

SOSSEGO

SOSSEGO
João Octávio Barbosa – Bangu – RJ

A palavra do dia é SOSSEGO.
Muito já se falou sobre o sossego. Vou citar aqui algumas frases famosas sobre esse tema:
“Angústia é um nó muito apertado bem no meio do seu sossego.”
“O que eu ando fazendo? Investindo no sossego do meu próprio coração!”
“O meu maior presente é ficar ao lado dos meus pais na plenitude do sossego.”
“Se não tiver sossego, não é amor, é apego.”
“Como nos falta tempo para pensar e ter sossego no pensar!”

O sossego, pelo jeito, está em falta. Quem sente paz por aí? Aliás, onde encontrá-la? Eu tenho um segredo: sossego para mim é mais do que uma palavra. Sossego é Deus. Não UM deus. O Deus. O meu Deus. Possivelmente, aquele que você também conhece como Deus, mesmo que não o considere assim. O Deus da Bíblia. E nesse livro, a Bíblia, que Deus chama de “sua palavra”, vemos o seguinte sobre a nossa palavra de hoje, sossego:

Não temas, pois, tu, ó meu servo Jacó, diz o Senhor, nem te espantes, ó Israel; porque eis que (...) ficará em sossego, e não haverá quem o atemorize.”

Reparem que nesse trecho de Jeremias Deus afirma que tem o poder de deixar em sossego aquele a quem Ele quer conceder essa paz. Isso ainda é uma verdade para nós hoje. Deus é muitas coisas, entre elas é o sossego. Sem Deus não há sossego. Se você quer sossego para o seu dia hoje, ponha Deus nele agora!

Hoje é dia de sossego.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

A FESTA TÁ QUASE PRONTA

A FESTA TÁ QUASE PRONTA
Airton Sousa – Direto de Paciência – Rio de Janeiro

Começou a temporada de festas e almoços de final de ano. Quem não arrumou tempo para aquele almoço com o amigo durante o ano, agora vai ter que achar um tempo. E as festas? Bem, as festas também estão ai. Tem muita festa pra ir neste final de ano, mas acho que não vou comparecer a nenhuma.

Lembro que essas festas sempre foram muito comuns no meio publicitário, que é o meio em que vivo e convivo, principalmente no final do ano, época em que os veículos de comunicação promovem vários eventos e shows para os seus parceiros publicitários. Todos fazem questão de participar, pois é uma boa oportunidade de rever colegas e fazer contatos, sem contar a boca livre, ou “0800”, ou “tudo no Vasco”, que quer dizer tudo “de grátis”.

Nessas festas, o que mais se ouve, é  “e aí, como é que tá lá?” (referindo-se à agência em que o perguntado está trabalhando). Os convites são pessoais e distribuídos individualmente.

Lembro que uma vez não fui convidado para uma festa que eu desejava muito ir; eu soube que uma diretora de mídia não iria comparecer e tinha convite sobrando; pedi que me repassasse o convite:

- Mas, amigão, você não recebeu o convite?
- Não, e eu quero muito ir a essa festa.
- Se você não recebeu o convite é porque você não foi convidado, então não faz sentido eu repassar meu convite pra você...

E nada mais foi dito nem perguntado.
Agora você imagina a minha cara de bobo...

Bem, encurtando a conversa, eu acabei indo àquela festa. Liguei para um contato do departamento comercial da emissora e ele colocou meu nome numa lista de convidados que estaria disponível na recepção, e ainda me passou o celular pra eu ligar caso houvesse algum problema.

Esse é outro hábito: não ter convite, mas ter o nome na lista. Um hábito bem arriscado, diga-se de passagem.

O meu texto de hoje fala de um personagem que pode estar em todas as festas sem precisar de convite nem nome na lista. Ele pode estar, aliás, em qualquer lugar. No entanto, ele espera pacientemente ser convidado. Ele é muito gentil.  Ele bate suavemente à porta e espera. E espera, e espera e bate. Poderia usar do seu poder e entrar, e arrombar a porta do mais duro e empedrado coração, mas não o faz. Ele bate e espera. 

Que cena impressionante é essa! Jesus Cristo parado na porta do seu coração, batendo suave e insistentemente para que você abra.

“Eis que estou à porta e bato... se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, eu entrarei e cearei com ele e ele comigo.” (Apocalipse 3:20)


Mas há tanto brilho, tanto barulho que a gente nem percebe Jesus batendo.

Ainda faltam alguns dias para a festa de Natal. Tá fazendo a lista? Vê lá, hein? Não vá se esquecer de pôr o nome mais importante na sua lista de convidados!