terça-feira, 21 de agosto de 2018

MISSÃO DAMASCO - II

MISSÃO DAMASCO - II
Airton Sousa – Direto de Paciência – Rio de Janeiro

Na semana passada conversamos sobre o encontro de Paulo com Jesus em Damasco e terminamos com a pergunta de Paulo, depois de reconhecer que estava perseguindo a Jesus:
- Senhor que queres que eu faça?

Paulo percebe rapidamente seu erro e sem hesitar já se coloca à vontade de Jesus para fazer o que deveria fazer a partir daquele momento. As coisas foram rápidas. A missão era urgente. Deus fala pra ele entrar na cidade onde pessoas instruídas diriam o que ele deveria fazer.

Depois que aquela luz o envolveu, Paulo ficou cego durante três dias.

Havia em Damasco, um homem de Deus chamado Ananias (Atos 9:10) E a história continua a partir daí.
Deus disse a Ananias:
- Vai à Rua Direita, e na casa de Judas, procura por Paulo. Ele já sabe que você vai procurá-lo. Quero que você o encontre e ore por ele.
Ananias tremeu.
- Senhor! Esse Paulo é um homem violento, ele veio a Damasco para perseguir, prender e matar os crentes...

Ananias parece que está querendo dar informações para Deus. Ou então ele achava que Deus havia esquecido algumas coisas importantes sobre aquele homem e achava que deveria relembrá-lo.

Mas Deus não vê como vemos. Por mais que tenhamos nossas próprias opiniões, Deus tem o seu jeito de olhar a cada um.

Deus não está à procura de pessoas capacitadas e experientes ou de boa aparência e ótimas qualidades. Ele está procurando pessoas que tenham um coração livre e excelente e que estejam dispostas a dizer um SIM bem grande para Ele. É aí que ele quer fazer a diferença.
- Vai lá, Ananias, escolhi esse homem com um instrumento muito importante para levar meu nome perante reis e todos os filhos desta terra.

Então Ananias foi e orou por Paulo, e escamas caíram dos seus olhos e ele passou a enxergar novamente. Também foi batizado e apresentado à comunidade cristã.

Se Paulo fosse falar sobre ele mesmo nos dias hoje talvez ele diria como falamos às vezes: “Eu me tornei o que mais temia...”. Mas veja o que ele falou sobre si mesmo:


“Eu mesmo pensava que devia fazer tudo o que pudesse contra a causa de Jesus de Nazaré. E foi o que fiz em Jerusalém. Recebi autorização dos chefes dos sacerdotes e prendi muitos seguidores de Jesus. Quando eram condenados à morte, eu também votava contra eles. Durante muito tempo eu os castiguei em todas as sinagogas e os forcei a negar a sua fé. Tinha tanto ódio deles, que até fui a outras cidades para persegui-los.”
(Atos dos Apóstolos 26:9-11).

Assim como Deus tinha uma missão para Paulo, ele tem para cada um de nós. Por isso é importante guardar o coração, deixá-lo livre de todo sentimento egoísta, para que Deus o tome.

Bom dia, boa terça!


sexta-feira, 17 de agosto de 2018

AS MÚSICAS QUE ACOMPANHAM A GENTE


AS MÚSICAS QUE ACOMPANHAM A GENTE
Denize Vicente - Rio de Janeiro-RJ

Tenho uma memória musical muito boa. Muito boa mesmo! Eu me lembro de letras e melodias que ouvi ou cantei uma única vez. Geralmente jamais esqueço; especialmente se cheguei a ler a letra escrita em algum lugar, se eu mesma a anotei ou se acompanhava pela partitura. Junte-se a isso a relação emocional que eu estabeleci com a música, e aí, pronto!, eu não esqueço mesmo.

Sabe-se lá por que, ontem eu me peguei olhando o mar de Búzios, as embarcações na praia, essa imensidão de águas... E num resgate da minha memória musical vou pensando naqueles versos que dizem: "Se tomar as asas da alva / Se habitar nos extremos do mar / Até ali a Tua mão me guiará / Tua destra me susterá..."


A conclusão é que não importa por onde eu vou, seja lá onde eu estiver, estarei nos braços de Deus.

"Senhor, Tu me sondaste e me conheces
Conheces o meu deitar e o meu levantar
Por onde eu irei do Teu Espírito?
E pra onde fugirei da Tua face?

Se tomar as asas da alva
Se habitar nos extremos do mar
Até ali a Tua mão me guiará
Tua destra me susterá

Se disser que as trevas me encobrirão
E a noite escurece ao redor
As trevas e a luz são iguais pra Ti
Noite brilha como o dia

Se tomar as asas da alva
Se habitar nos extremos do mar
Até ali a Tua mão me guiará
Tua destra me susterá

Eu te louvarei, louvarei
Eu te louvarei Senhor
Oh! Pai, Te louvarei, louvarei
Louvarei

Tu criaste-me Senhor
Formaste-me antes de nascer
Te louvo porque de um modo maravilhoso
Tu me formaste

Se tomar as asas da alva
Se habitar nos extremos do mar
Até ali a Tua mão me guiará
Tua destra me susterá

Estarei nos braços de Deus..." 





quinta-feira, 16 de agosto de 2018

GUARDANDO RANCOR



GUARDANDO RANCOR
Nilton Amorim – Oshawa/ON – Canadá

“Não procurem vingança, nem guardem rancor contra alguém do seu povo, mas ame cada um o seu próximo como a si mesmo.” (Levítico 19:18)

É interessante notar que o mesmo texto que nos sugere amar o nosso próximo, começa nos advertindo a não guardar rancor. O rancor é um intenso ressentimento provocado por uma afronta ou ofensa sofrida no passado. Ele é caracterizado, muitas vezes, por uma raiva oculta e profunda.

Atribuído a diversos autores, de Buda a Nelson Mandela, é o pensamento que diz: “Guardar rancor é beber veneno na esperança de que a outra pessoa morra.”. Rancor funciona como uma seringa que injeta mais uma dose de veneno, cada vez que o insulto sofrido vem à tona.

Mitchell Zuckoff em seu livro “Lost in Shangri-La” (Perdidos em Shangri-La), conta a história de um avião que, em 1945, se esmagou contra uma montanha que contornava um vale da Papua Nova Guiné. A existência desse vale era, até então, ignorada. Nele viviam grupos tribais que nunca tinham tido contato com a civilização.

Das 24 pessoas a bordo, apenas três sobreviveram. Os nativos fizeram amizade com elas e esforços de resgate foram enviados para localizá-las. Quando foram, finalmente, localizadas, receberam provisões lançadas de um avião. Uma das tradições dos indígenas locais consistia em dar um porquinho a toda menina que atingia a puberdade. O porco era cuidado como um tesouro precioso. A adolescente Yunggukwe Wandik tinha acabado de ganhar seu precioso porquinho. E entre os muitos pacotes contendo provisões jogados do avião, um deles caiu bem em cima do porco de Yunggukwe e o matou. Ela ficou furiosa, cheia de rancor. Zuckoff escreveu: "Yunggukwe nunca recebera um pedido de desculpas nem compensação; e ela nunca esqueceu nem perdoou.".

Sessenta e cinco anos depois, quando Zuckoff estava escrevendo seu livro, ele visitou o vale Shangri-La.  Yunggukwe estava viva e ainda guardava um profundo rancor pela perda do seu porco. Por mais de uma hora ela se recusou a falar com o escritor. Depois de muita insistência, ela aceitou encontrá-lo. "Ela não solicitou dinheiro" – escreveu ele – "mas depois de relatar aquilo de que se lembrava, aceitou alguns dólares como compensação atrasada pela perda do seu primeiro porco.". Yunggukwe guardara seu rancor por 65 anos. Ninguém mais estava sofrendo por causa daquele incidente. Somente ela.

O rancor envenena a vida. Muitas vezes, a pessoa que causou o rancor nada soube, ou, se sabia, já superou o passado. Só quem guarda o rancor é que está sofrendo. Isso acontece entre antigos amigos, pessoas da família, e mesmo entre membros de igreja.

Se você guarda algum rancor de alguém, é tempo de falar com Jesus. Só Ele pode ajudá-lo a perdoar e esquecer. Pare de injetar veneno em seu corpo. Recupere a alegria da salvação.


quarta-feira, 15 de agosto de 2018

ESPLENDOR


ESPLENDOR
João Octávio Barbosa – Bangu – RJ

A palavra do dia é ESPLENDOR.
Essa é uma palavra que descreve coisas maravilhosas. Colecionei algumas frases com referências ao conceito de esplendor; veja se você concorda com elas:
“A mentira iluminada pela inteligência tem um esplendor que a verdade não possui.”
Tem mais visão todo aquele que, cego, cria sonhos e chega mais além, do que quem no esplendor do brilho dos seus olhos não enxerga mais do que um palmo à frente do seu nariz.”
“Do esplendor das cores à simplicidade do preto e branco. Assim é amor, cheio de entrelinhas.”
“Amor e fé são os óculos bifocais que nos fazem enxergar a realidade em todo o seu esplendor.”
“O belo é o esplendor da ordem.”

Esplendor é uma palavra que nos remete a um sentimento de plena satisfação, algo que nos dá alegria. Só que esplendor, para mim, é mais do que uma palavra. Eu acredito que a esplendor é Deus. Não UM deus. O Deus. O meu Deus. Possivelmente, aquele que você também conhece como Deus, mesmo que não o considere assim. O Deus da Bíblia. E nesse livro, a Bíblia, que Deus chama de “sua palavra”, vemos o seguinte sobre a nossa palavra de hoje, esplendor:

“(...) eles verão a glória do Senhor, o esplendor do nosso Deus.”

O esplendor é uma característica de algo belo e insuperável. Você leu o versículo de Isaías? Deus possui um esplendor, provindo da sua glória. Deus é muitas coisas, entre elas é o esplendor. Sem Deus não há esplendor. Se você acredita que precisa de esplendor no seu dia hoje, ponha Deus na sua vida agora!

Hoje é dia de esplendor.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

MISSÃO DAMASCO - I


MISSÃO DAMASCO - I
Airton Sousa – Direto de Paciência – Rio de Janeiro

Damasco é a cidade mais antiga do mundo. Capital da Síria e citada na Bíblia desde o início da história. Damasco é também o lugar onde Paulo, o grande apóstolo do evangelho teve um encontro com Deus - conforme relato de Atos 9:1-6.
Eu me amarro nessa história e estou viajando nisso, nestes últimos dias...

Paulo era inimigo do evangelho. E achava que estava fazendo a coisa certa, quando pediu carta branca para perseguir os cristãos. Ele era um menino bom. Era sábio. Era um cara que dedicou sua vida a Deus. Todo focado na lei, na Bíblia. Mas apesar de saber tudo sobre Deus, ele não sabia quem era Deus. E nem imaginava que Deus tinha andado, recentemente, bem próximo a ele.

Paulo sente muita raiva de quem se opõe a ele. Ele se alimenta de ódio e começa a skaltear os cristãos e resolve ir atrás deles. Mas Deus tinha um plano para ele. Deus deve ter imaginado: “Deixa esse Saulo comigo... Eu vou pegar esse rapaz no caminho para Damasco.”.

E algo começa na mente de Paulo: “Vai pra Damasco, vai pra Damasco, vai pra Damasco...”. E isso começa a fazer força na sua mente: “Está cheio de crente em Damasco...”.
E lá vai Paulo, fazer a “obra de Deus” em Damasco.

Algo acontece no caminho de Damasco. Uma luz vinda do céu ofusca os seus olhos. E aquele homem, pela primeira vez na sua vida, está tendo um encontro com Deus. E ele ouve uma voz chamando seu nome:
- Paulo, Paulo...

Caramba, ele pensa, Deus está me chamando...
- Paulo, por que me persegues?

Epa! Tem algo errado aí, ele pensa. Eu não tô perseguindo Deus, eu tô fazendo o trabalho dEle. Então vem a dúvida:
- Quem és tu, Senhor?
- Eu sou Jesus, a quem tu persegues.


E assim começa o grande encontro. Paulo e Jesus.

Já imaginou que louco é isso? Ele estudou sobre Deus a vida inteira e quando finalmente Deus aparece pra ele, ele nem sabe quem é? E o pior: ainda é chamado de perseguidor.

Jesus se apresenta:
- Eu sou Jesus a quem você persegue. Esse mal que você está tentando fazer aos cristãos é contra Mim. E Eu Sou Deus.

Ainda hoje Deus age dessa maneira. Todos vivemos do jeito que achamos certo, do jeito que aprendemos dos nossos pais, da nossa cultura, da nossa educação. Mas Deus tem outra ideia. Ele interfere em nossa história e nos envolve e nos derruba. E nos faz compreender que o que estamos fazendo com a nossa vida não é o que Ele, efetivamente, escolheu para nós.

Deus pode fazer o que Ele quiser com quem Ele quiser. Ele pode, porque Ele é Deus. Coloque sua vida em Suas mãos e fique à Sua disposição para fazer o trabalho que Ele deseja.

E Paulo, depois de ter compreendido o encontro e todo seu significado, exclamou:
- Senhor, que queres que eu faça?

Continua na próxima semana...