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terça-feira, 7 de maio de 2019

UMA VIDA ÚTIL

UMA VIDA ÚTIL
Airton de Sousa – Direto de Paciência – Rio de Janeiro

No domingo 23 de março os jogadores do Corinthians fizeram uma homenagem às oito vítimas da tragédia na escola Raul Brasil, em Suzano: 22 balões, com o nome dos mortos ganharam o céu da Zona Leste de São Paulo.

Um deles, com o nome de Samuel Melquíades Silva de Oliveira, de 16 anos, foi parar longe: viajou mais de 17 quilômetros, do estádio do Itaquerão até Suzano. E foi encontrado por Seu Arlindo, que fazia sua corrida diária. A história saiu no Fantástico daquela noite.

O Fantástico acompanhou o encontro entre o Seu Arlindo e o pai do jovem.

Desde aquele dia fiquei com vontade de escrever sobre o jovem Samuel Melquíades. Não o conheci pessoalmente. Ele era Desbravador, assim como eu fui, e frequentava com sua família a Igreja Adventista, como eu. E a gente sabe, né, bastou ter alguma coisa em comum, a gente já sente como se fosse da nossa família.

Samuel era um garoto amado, bondoso e talentoso. Era apaixonado pelas artes plásticas. Ele fez todas as ilustrações do livro "Como consertar um coração quebrado".

Seu lema de vida era: “Pela graça de Deus serei puro, bondoso e leal... Serei servo de Deus e amigo de todos.”.

Fiquei arrepiado quando vi a entrevista do seu pai: "Eu agradeço a Deus por ter convivido durante 16 anos com um garoto sensacional.".

Samuel deixa-nos grande legado de serviço, de amizade e de amor.


Gosto muito deste pensamento que vi na internet, atribuído a William Hersey Davis:

“As circunstâncias entre as quais você vive determinam sua reputação.
A verdade em que você acredita determina seu caráter.
A reputação é o que acham que você é, o caráter é o que você realmente é.
A reputação torna você rico ou pobre; o caráter torna você feliz ou infeliz.
A reputação é o que os homens dizem de você junto à sua sepultura; o caráter é o que os anjos dizem de você diante de Deus.”

“Não viva para impressionar e sim para influenciar”.

No sábado após o falecimento de Samuel todos os Desbravadores do Brasil usaram “o lenço” em uma homenagem muito linda e comovente. Eu também usaria.


Tenha uma boa terça!

terça-feira, 25 de agosto de 2015

REENCONTRO

REENCONTRO
(Por Airton Sousa)

Foi meu amigo Everton Vital quem disse uma vez que “Toda gente é uma mistura e nós somos uma mistura de todas as gentes que passaram pelo nosso coração. A matéria-prima de gente é gente. E a gente vai sendo feita de gente. É nosso jeito ser pegajoso, aderente e assim as pessoas se transmitem, se contagiam e se alteram umas às outras.”.

E foi exatamente no dia 04/07/15 que essas gentes se reuniram para um reencontro depois de trinta anos, lá na Igreja Adventista em Campo Grande, Rio de Janeiro. Veio gente de tudo quanto era canto do mundo - São Paulo, Estados Unidos, África, Paciência... O reencontro foi embalado por abraços, sorrisos, muita emoção, muitas lágrimas, e as lembranças do passado, “quando éramos jovens e sonhadores e corríamos e caminhávamos juntos no Clube dos Desbravadores”, lembranças do “Coral do Basílio”, do “Quarteto Atalaia”, do “Grupo Redenção”, e das poesias de Mário Barreto França, que eram divinamente declamadas pela “tia” Darci, que mais uma vez nos brindou recitando “Moça, me dá uma rosa!”. Nós nos lembramos também dos jogos de futebol aos domingos, e como não era possível divulgar o horário e local do jogo em pleno sábado, era usado um código secreto: “amanhã tem ensaio do coro”.

Essa caminhada durou algum tempo, até que a distância nos separou... até aquela tarde de sábado, que foi uma tarde de trocas, de ideias e pensamentos; uma boa desculpa para pedir um abraço ou um pedido de perdão, pra fazer uma declaração de amor ou um simples agradecimento.

Você, meu querido leitor, tem ideia de como é rever um amigo que você não vê há trinta anos e reparar que a voz é a mesma, o sorriso é o mesmo, só que um pouco mais velho, mais barrigudo?

Agora imagina uma festa em que você pode rever todos esses amigos novamente, e principalmente os queridos que já partiram!
Naquela tarde de sábado, todos nos lembramos do Maurão, que foi um dos ícones da nossa adolescência e juventude e que faleceu há alguns anos. Eu, por exemplo, gostaria de revê-lo, assim como desejo rever meu pai outra vez, ouvir sua voz. Também quero rever fisionomias que nunca esqueci de pessoas que amei... e segurar-lhes as mãos.

Li na minha Bíblia, em Apocalipse 22:1-3, que há um novo céu e uma nova terra sendo preparado para esse grande reencontro:
Então o anjo me mostrou o rio da água da vida que, claro como cristal, fluía do trono de Deus e do Cordeiro, no meio da rua principal da cidade. De cada lado do rio estava a árvore da vida.

Já não haverá maldição nenhuma. O trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade, e os seus servos o servirão.

Eles verão a sua face, e o seu nome estará em suas testas.

Não haverá mais noite. Eles não precisarão de luz de candeia nem da luz do sol, pois o Senhor Deus os iluminará; e eles reinarão para todo o sempre.

O convite é estendido a todos: “Aquele que quiser venha! Aquele que tem sede venha e receba de graça da água da vida.”. (Apocalipse 22:17)

Estou fazendo sérios planos para estar presente nesse reencontro.
Encontro você lá!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

DIVINO CONFORTO


DIVINO CONFORTO
(Por Carina Baptista)

Eu não sabia exatamente como começar este texto... faltavam palavras, dava vontade de chorar, de parar, de escrever sobre outra coisa. Algo feliz, algo que pudesse fazer você sorrir, que tornasse sua vida melhor, de alguma forma. Mas não consegui. Todas as vezes em que começava a escrever vinha a mesma coisa à minha cabeça, e então eu ficava triste, mas incrivelmente confortada.

Eu sempre amei animais. Meu primeiro desenho superelaborado e colorido foi de um tucano. Lembro até hoje, e minha mãe também, das cores, dos traços infantis que revelavam o carinho que eu tinha por uma das mais incríveis criações de Deus. Mas meu amor especial sempre foi por cachorros. Em minha casa, pelo que posso recordar, sempre teve cachorro e eu me lembro de cada um deles. A Manchinha, o Tobi, a Térky e a Mel - essa ficou conosco por 14 anos, morreu em 2013. Lembro-me da dor que senti, lembro-me de confortar a minha irmã (porque a Mel era, oficialmente, dela).

Quando a Mel morreu, minha mãe falou que não queria mais saber de cachorros, que não tinha condições de ver o bichinho ficar doente e não poder pagar veterinários e tudo que sucede a isso. Ficamos alguns meses sem nenhum bichinho em casa.

Um dia, quando minha irmã e eu voltávamos dos Desbravadores1, passamos por uma feira de adoção; não resistimos e adotamos a Brianna. Minha mãe quase colocou a gente pra fora de casa, mas acabou se apaixonando por ela. Um tempo depois nasceu, na casa de um amigo, a coisa mais fofa do mundo - era dourado, gordinho e quando os olhos abriram vimos que eram verdes: "coiso mais lindo!", o Brad!

Quando Brad tinha uns 4 meses, eu o trouxe pra casa; já era gigante. Com ele veio muita alegria, fofura e contas na pet shop. Mas, infelizmente, neste mundo passamos por aflições, e com apenas 6 meses de idade ele contraiu a doença do carrapato. Fizemos tratamento, orei muito e ele ficou bom. Foi uma alegria! Ficou quase um ano conosco, contraiu a doença novamente, fizemos o tratamento, orei muito, mas dessa vez ele não resistiu.

Só Deus sabe a dor que senti... parecia que parte de mim tinha sido arrancada. Sei que para muitos pode ser exagero, mas só quem tem um bichinho sabe o que eles fazem e a alegria que trazem. O amor que eles fazem a gente sentir. Minha mãe diz que Deus coloca os animais na nossa vida para exercitarmos o amor. Pode parecer estranho pra você, mas têm pessoas que não conseguem amar outro ser humano, pelo menos não com facilidade. Quando perdi o Brad eu tinha duas opções: culpar Deus e ficar com raiva ou acreditar que TUDO que Ele permite acontecer com seus filhos é por amor. Ainda bem que escolhi a 2ª opção. Recebi um “sim” de Deus, quando Brad ficou bom, e um “não” quando ele descansou. Nas duas vezes senti o cuidado e a mão protetora que só quem entrega a vida a Deus pode sentir...

Ainda estou triste. Quando chego da rua ele não está aqui pra pular em mim e emitir sons que só ele conseguia, não protege mais a casa nem vem pedir carinho, mas meu coração está em paz, pois recebi o amor de Cristo, que é eterno. Penso que tive mais um ano para ficar com o Brad e isso me faz ter ainda mais certeza desse amor de Deus.

Desculpem o texto enorme; eu precisava compartilhar a experiência incrível que é não ter a oração atendida e ainda assim agradecer. Não sei se você está passando por algum momento triste, mas gostaria de dizer que se você entregar sua vida nas mãos do Deus do impossível Ele sempre cuidará de você, não importando as circunstâncias.

"Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais ele fará."
Salmos 37:5

Um beijo e até semana que vem!

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Referência:
1 – O Clube de Desbravadores reúne uma vez por semana meninos e meninas com idade entre 10 e 15 anos, com o objetivo de desenvolver talentos, habilidades, percepções e o gosto pela natureza. Trabalham em equipe procurando sempre ser úteis à comunidade. O Clube de Desbravadores está presente em mais de 160 países, com 90.000 sedes e mais de dois milhões de participantes. Existe oficialmente desde 1950, como um programa oficial da Igreja Adventista do 7º Dia. Meninos e meninas de qualquer fé religiosa podem participar desse movimento que tira da diversidade o colorido da energia juvenil.
Informações disponíveis em http://www.adventistas.org/pt/desbravadores/ - Acessadas em 12.04.2015