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quarta-feira, 13 de julho de 2016

TRATAMENTO DE CHOQUE



TRATAMENTO DE CHOQUE
Por João Octávio Barbosa

Todo mundo tem um tipo de música preferido, né? Eu não faço questão de esconder que o meu, falando de forma genérica, é o rock. Isso não significa que eu gosto de tudo que associam à palavra “Rock’n’Roll”, tampouco que eu me limite a só ouvir isso. Toquei no assunto por dois motivos. O primeiro é porque hoje é o Dia Internacional do Rock, como uma data ligada à gravação de um LP do Elvis Presley, na década de 50. O segundo é porque nesse dia, 13 de julho, do ano de 1985, foi realizado o “Live Aid”, show beneficente histórico, realizado simultaneamente nos EUA e na Inglaterra, organizado por Bob Geldof, em favor dos famintos da África.


Ah... os pobres africanos famintos. Os miseráveis. Os sofredores. Como Jesus reagiria a eles se estivesse em seu meio? Iria ignorá-los ao máximo, desprezá-los, humilhá-los, e chamá-los de cachorrinhos. “Oh! Que ultraje! Que blasfêmia é essa?!” Bom, foi o que aconteceu em Mateus 15:21-28. Convido você a clicar no link e ler os versos por um único minutinho, para conferir que não estou exagerando. Realmente, é difícil imaginar Jesus agindo assim; um tratamento de choque.


Como vemos, Jesus foi passear pelos países vizinhos e, pelo que parece, ele queria sossego. Era como uma celebridade nacional que visita um lugar distante onde poderia ser tratada como um desconhecido qualquer. Mas o poder de Jesus já tinha fama internacional. Aí, surge nosso “Perfil Sem Curtidas” de hoje. A anônima mulher Siro-Fenícia, que ouviu as palavras mais duras que uma mulher já ouviu de Cristo.

Contextualizemos: mulheres não tinham o costume de se dirigir a homens (nem a seus maridos), publicamente. Ela foi a Jesus gritando (os discípulos, meio machistas, nem tiveram dó, e queriam que Jesus a expulsasse aos berros também). Estrangeiras eram desprezadas por judeus (como Jesus). E, para piorar, sua filha estava endemoninhada, e isso era visto como uma punição a ela própria ou à sua mãe, por algum pecado.

Aí vem você, com todas essas barreiras para enfrentar, a fim de conseguir o favor de Jesus. E, no primeiro momento, é sumariamente ignorada. Depois, vê os “comparsas” do Chefe o mandarem escorraçar você. Depois você insiste, e ele a compara a animais, dizendo que não vai ajudar você. Batoré diria: “Ah, para, ô!”.


Que mulher! Que humildade! Ela enfrentou isso tudo e não chiou! Que inteligência e controle emocional! Ela ouviu o último desaforo e respondeu com toda a classe e sagacidade! Que fé! Ela passou em todos os testes de resistência e recebeu a bênção! Que mulher!

Recebeu elogios de Jesus, e quão raro isso é! Se você analisar o texto de Marcos 7:24-30, verá no verso 29 um detalhe interessante. Jesus diz “o demônio JÁ SAIU da tua filha”. Isso, antes de Jesus proferir qualquer promessa de cura. A cura, de fato, foi declarada pela mãe. Foi quando ela manteve a fé, apesar dos foras que havia levado, que sua filha foi curada! Jesus apenas avisou o que já tinha acontecido. Acontecido pela sua fé no poder de Deus.


Por que Jesus foi tão grosso? Bom, pode ser que Ele não tenha sido tanto assim, e o texto passa uma frieza no olhar que pode não ter acontecido. Pode ser que Ele tenha falado de forma rude porque já sabia como ia acabar. Pode ser que fosse um mero teste de fé. Pode ser que a ideia fosse registrar na Bíblia um exemplo de como nossa fé deve ser resistente e resiliente. Pode ser que só assim soubéssemos quão louvável foi essa mulher. Pode ser outra coisa. Vai saber...

Mas, no fim, tudo deu certo. E fez sentido. Se nós aprendermos, faz sentido. Preparado para um tratamento de choque na sua vida também? Aproveite o poder da fé na Rocha.
It’s Rock.



 
Não peço que concordem, espero que reflitam!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

DIVINO CONFORTO


DIVINO CONFORTO
(Por Carina Baptista)

Eu não sabia exatamente como começar este texto... faltavam palavras, dava vontade de chorar, de parar, de escrever sobre outra coisa. Algo feliz, algo que pudesse fazer você sorrir, que tornasse sua vida melhor, de alguma forma. Mas não consegui. Todas as vezes em que começava a escrever vinha a mesma coisa à minha cabeça, e então eu ficava triste, mas incrivelmente confortada.

Eu sempre amei animais. Meu primeiro desenho superelaborado e colorido foi de um tucano. Lembro até hoje, e minha mãe também, das cores, dos traços infantis que revelavam o carinho que eu tinha por uma das mais incríveis criações de Deus. Mas meu amor especial sempre foi por cachorros. Em minha casa, pelo que posso recordar, sempre teve cachorro e eu me lembro de cada um deles. A Manchinha, o Tobi, a Térky e a Mel - essa ficou conosco por 14 anos, morreu em 2013. Lembro-me da dor que senti, lembro-me de confortar a minha irmã (porque a Mel era, oficialmente, dela).

Quando a Mel morreu, minha mãe falou que não queria mais saber de cachorros, que não tinha condições de ver o bichinho ficar doente e não poder pagar veterinários e tudo que sucede a isso. Ficamos alguns meses sem nenhum bichinho em casa.

Um dia, quando minha irmã e eu voltávamos dos Desbravadores1, passamos por uma feira de adoção; não resistimos e adotamos a Brianna. Minha mãe quase colocou a gente pra fora de casa, mas acabou se apaixonando por ela. Um tempo depois nasceu, na casa de um amigo, a coisa mais fofa do mundo - era dourado, gordinho e quando os olhos abriram vimos que eram verdes: "coiso mais lindo!", o Brad!

Quando Brad tinha uns 4 meses, eu o trouxe pra casa; já era gigante. Com ele veio muita alegria, fofura e contas na pet shop. Mas, infelizmente, neste mundo passamos por aflições, e com apenas 6 meses de idade ele contraiu a doença do carrapato. Fizemos tratamento, orei muito e ele ficou bom. Foi uma alegria! Ficou quase um ano conosco, contraiu a doença novamente, fizemos o tratamento, orei muito, mas dessa vez ele não resistiu.

Só Deus sabe a dor que senti... parecia que parte de mim tinha sido arrancada. Sei que para muitos pode ser exagero, mas só quem tem um bichinho sabe o que eles fazem e a alegria que trazem. O amor que eles fazem a gente sentir. Minha mãe diz que Deus coloca os animais na nossa vida para exercitarmos o amor. Pode parecer estranho pra você, mas têm pessoas que não conseguem amar outro ser humano, pelo menos não com facilidade. Quando perdi o Brad eu tinha duas opções: culpar Deus e ficar com raiva ou acreditar que TUDO que Ele permite acontecer com seus filhos é por amor. Ainda bem que escolhi a 2ª opção. Recebi um “sim” de Deus, quando Brad ficou bom, e um “não” quando ele descansou. Nas duas vezes senti o cuidado e a mão protetora que só quem entrega a vida a Deus pode sentir...

Ainda estou triste. Quando chego da rua ele não está aqui pra pular em mim e emitir sons que só ele conseguia, não protege mais a casa nem vem pedir carinho, mas meu coração está em paz, pois recebi o amor de Cristo, que é eterno. Penso que tive mais um ano para ficar com o Brad e isso me faz ter ainda mais certeza desse amor de Deus.

Desculpem o texto enorme; eu precisava compartilhar a experiência incrível que é não ter a oração atendida e ainda assim agradecer. Não sei se você está passando por algum momento triste, mas gostaria de dizer que se você entregar sua vida nas mãos do Deus do impossível Ele sempre cuidará de você, não importando as circunstâncias.

"Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais ele fará."
Salmos 37:5

Um beijo e até semana que vem!

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Referência:
1 – O Clube de Desbravadores reúne uma vez por semana meninos e meninas com idade entre 10 e 15 anos, com o objetivo de desenvolver talentos, habilidades, percepções e o gosto pela natureza. Trabalham em equipe procurando sempre ser úteis à comunidade. O Clube de Desbravadores está presente em mais de 160 países, com 90.000 sedes e mais de dois milhões de participantes. Existe oficialmente desde 1950, como um programa oficial da Igreja Adventista do 7º Dia. Meninos e meninas de qualquer fé religiosa podem participar desse movimento que tira da diversidade o colorido da energia juvenil.
Informações disponíveis em http://www.adventistas.org/pt/desbravadores/ - Acessadas em 12.04.2015