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quarta-feira, 26 de junho de 2019

A FLOR DA HONESTIDADE


A FLOR DA HONESTIDADE
Larissa Oliveira – Bento Ribeiro              

"Conta a lenda que há muitos anos, na China, um príncipe ia ser coroado imperador. Mas, de acordo com a lei, ele tinha de se casar. Sabendo disso, o rapaz lançou uma disputa entre todas as jovens moças do reino que se tinham apresentado.
– Vou dar a cada uma de vocês uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, trouxer a mais bela flor será minha esposa.

O tempo passou e uma das jovens, a mais humilde delas, apesar de não ter tantas habilidades na arte da jardinagem, cuidava de sua sementinha com muita paciência e ternura, pois sabia que, se a beleza da flor surgisse na mesma extensão do seu amor, ela não precisaria ficar preocupada com o seu resultado.

Os três primeiros meses se passaram e nada germinou. Ao expirar o prazo determinado, ela nada tinha conseguido, pois a flor não brotou. Consciente do seu esforço e dedicação, compareceu ao palácio na data e hora combinadas. Ela era a única cujo vaso de flores estava vazio.

Todas as restantes pretendentes levaram, cada qual, uma flor mais bela que a outra.

O príncipe observou cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção, e anunciou que a jovem que trazia o vaso vazio era a escolhida. Ela seria a sua futura esposa.

Ninguém compreendeu o porquê de ele ter escolhido justamente aquela que nada havia cultivado! Então, calmamente, ele esclareceu:
– Esta foi a única que cultivou a flor que a fez digna de se tornar uma imperatriz, a flor da honestidade; pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.”

Você já reparou que todo ato de honestidade que cai na mídia ou na rede ganha grande repercussão e as pessoas são postas num estado de heroínas? É legal por um lado, mas por outro é meio assustador.

Honestidade tem a ver com valores adquiridos, moral, dignidade. Ser honesto é respeitar aquilo que é sagrado dentro de você.

Quando digo que determinadas repercussões me assustam é porque penso que existe uma inversão de valores que rebaixa a própria dignidade, fazendo da desonestidade algo normal e até aceitável.

Algumas vezes uso a ilustração da “flor da honestidade” para trabalhar valores em sala de aula, pois vejo uma grande ação para transformar determinados valores em demasiadas bobagens.

Certa vez, eu conversava com uma pessoa que vorazmente ofendia políticos e suas falcatruas. Até aí, compreensível. Em determinado ponto da conversa ela comentou da quantidade de condicionadores de ar que tinha em sua residência e como conseguia pagar tão pouco por aquele conforto. Em resumo, a justificativa era que o Brasil a “obrigava” a ter determinadas atitudes.

Somos seres humanos e cometemos deslizes mesmo, mas nada, absolutamente nada, pode justificar um ato desses que é absolutamente responsabilidade individual.

A honestidade nos mantém em contato com aquilo que temos e somos de melhor, nos mantém com a consciência tranquila e em conformidade com aquilo que Deus espera de nós. Existem bênçãos especiais para aqueles que, com humildade e verdade seguem esses ensinamentos.



“A luz brilha na escuridão para aqueles que são corretos,
para aqueles que são bondosos, misericordiosos e honestos.
Feliz aquele que tem pena dos outros e empresta generosamente
e que dirige seus negócios com honestidade!
Quem é correto nunca fracassará
e será lembrado para sempre.”
Salmo 112:4, 5 e 6
        
Um forte abraço!

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

CORRUPTO, EU?


CORRUPTO, EU?!
Denize Vicente - Rio de Janeiro - RJ

Três em cada quatro brasileiros... isso mesmo!, três em cada quatro, nada menos, cometeriam um ato de corrupção se estivessem no lugar dos políticos. Foi o que mostrou a pesquisa do Ibope divulgada em março de 2006. Numa reportagem minuciosa, ficou fácil perceber que os entrevistados tinham uma reação dúbia à corrupção - se por um lado condenavam as irregularidades, de outro admitiam que cometeriam atos ilícitos se tivessem oportunidade. Por exemplo, 78% deles consideraram inaceitável aproveitar viagens oficiais para lazer próprio e de familiares; no entanto, o percentual dos que afirmavam que não fariam isso foi de apenas 57%.

A cultura do “achado não é roubado, quem perdeu foi relaxado”, é outro exemplo do estilo - “brasileiríssimo”, talvez -, que se desenvolveu por aí. Malandragem, esperteza, ganância, são espécies de um mal que tem dominado mentes e corações - a desonestidade.

Se aquela pesquisa de 2006 fosse repetida hoje, qual, você acha, seria o resultado? Seria diferente? Passados quase dez anos, teriam as pessoas mudado? Estariam agora menos corruptas ou menos sinceras?

Meu pai repetia-nos sempre as palavras de Rui Barbosa: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem‑se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar‑se da virtude, a rir‑se da honra e a ter vergonha de ser honesto.[1]

Ser honrado e honesto; e não se envergonhar disto. 
É como cantava Davi... 
Afastarei de mim
Pensamentos desonestos
e não terei nada a ver com a maldade.[2]

Pensando bem, no mundo em que vivemos isso não é fácil.
Mas aceite o desafio!


[1] Citado em “O Des Cobrimento Do Brasil”, de Miguel Aparecido Teodoro, p. 110, Editora Clube dos Autores, 2010.
[2] Salmos 101:4

sábado, 29 de agosto de 2015

VILÃO

VILÃO
(Por Jackson Valoni)

Não sei muito por que, mas sempre quis ser ator. Sempre brinquei aqui em casa que, se eu fosse ator, queria ser vilão. O mocinho não tem tanto destaque quanto o vilão e, ultimamente, as pessoas se pegam torcendo pelo vilão!

Alguns atores ficam tão marcados em um papel que, às vezes, são chamados pelo nome do personagem ao qual deram vida. Há ocasiões em que são tratados com hostilidade na rua, responsabilizados pelos atos de seus personagens!

O vilão nem sempre é feio. O vilão também fala bem, seduz, conquista. Em Provérbios 16:24 está escrito que as palavras agradáveis são como mel e, curiosamente, o mel é a comida dos deuses, na mitologia grega.

Palavras agradáveis, entretanto, podem esconder verdadeiras intenções e, assim como os deuses do Olimpo, trapaceiam e nos manipulam – a nós, meros mortais.

Às vezes "esbarramos" com alguns vilões que tentam nos atrair, mas se conseguirmos tirar a máscara que eles vestem, acabarão se perdendo sozinhos, pela própria armadilha. (Provérbios 26:24-27)

Que Deus nos ajude a sermos honestos e verdadeiros; assim poderemos atrair pessoas para o bem.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

O NOSSO JEITINHO



 
O NOSSO JEITINHO
(Por Sérgio Mafra)

Alguns dizem que a corrupção está instalada em nosso país desde a sua colonização, com a vinda, para cá, dos degredados de Portugal, para a ocupação de nosso território. Podemos, porém, encarar o triste fato de que não apenas os que viviam às margens da lei eram responsáveis pelo avanço da corrupção, mas também aqueles considerados de reputação ilibada sabiam se utilizar das benesses de sua relação com o poder. Para grande parte dos historiadores, a corrupção se origina com a criação e o fortalecimento dos Estados, aumentando cada vez mais a máquina pública e fazendo com que mais e mais pessoas se sintam “donas” de um patrimônio que é comum.

Interessante que um dos primeiros indícios de corrupção em nosso país remonta ao seu descobrimento, na carta em que Pero Vaz de Caminha envia ao rei Dom Manuel contando a respeito de nossa terra. Ao final desta ele pede o “favor” ao rei de libertar seu genro que havia se envolvido em ato criminoso, afinal, ele (Pero Vaz), tantos bons serviços estava prestando à Coroa.

Podemos ver, desde muito tempo, a corrupção entranhada em nosso meio, e sinto informar, para alguns: ela não é exclusividade brasileira nem dos países pobres. É triste perceber a alegria de algumas pessoas em receber um troco a mais e não devolver, ou de entrar em transporte coletivo sem pagar passagem. Pagar menos por um produto roubado ou pirateado parece que não se inclui na lista de coisas que pessoas corruptas fazem, de tão presente que isso está em nosso meio. Não estou aqui para discutir a qualidade dos nossos serviços públicos oferecidos por um Estado muito longe do ideal - isso é tema pra outro texto -, mas para destacar o nosso papel diante de situações vivas e reais como as citadas. Dizem que o bem é uma gota no oceano do mal, mas basta uma gota para a diferença começar a ser feita. Quero remar contra a maré e não ser levado por ela; cansei de ver pessoas querendo “se dar bem” o tempo todo à custa do meu e do seu trabalho. Quero fazer diferente em meio ao meu oceano; e você?

Boa semana!