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sexta-feira, 27 de março de 2020

MANEIRAS DE AMAR



MANEIRAS DE AMAR
Denize Vicente – Em pleno distanciamento social – Rio de Janeiro – RJ

Em tempos de isolamento e distanciamento social precisamos reinventar nossa comunicação e o jeito de distribuir afeto. As redes sociais têm estado repletas de “lives”, posts e mensagens, mas talvez a gente pudesse resgatar antigos hábitos para manter as amizades em dia e se sentir perto de quem está longe.

A maioria dos planos de telefonia conta atualmente com ligações ilimitadas; os planos pré-pagos têm pacotes de internet que permitem uso ilimitado de alguns aplicativos que, por sua vez, permitem que você faça ligações de áudio ou de vídeo gratuitamente.

Que tal telefonar para saber se alguém está bem? Que tal fazer uma chamadinha de vídeo pra ver se quem você ama está de boas? 
 

Em tempos normais eu não dou conta de responder todas as mensagens de WhatsApp. Imagina agora! Acho que isso deve acontecer com  muita gente, mas uma ligação de dois minutos só pra dizer: “Estou querendo saber como você está e se precisa de alguma coisa...” é algo retrô, mas supermoderno.

Comunicar-se com pessoas que você não conhece também vale. Nos últimos dias minha rua foi tomada de barulhos de panelas, aplausos para médicos, troca de informações sobre programas da TV, cantorias... Um vizinho grita da sua varanda: “Quem saiu?” (do BBB) e o outro responde: “Fulano!”. De outras varandas, ouvem-se risadas. 


“O meu mandamento é este: amem uns aos outros como eu amo vocês.”
(João 15:12)

Há maneiras variadas de demonstrar amor. Jesus não nos disse para amar só os idosos ou somente as criancinhas. Não pediu amor apenas por aqueles que estão em grupos de risco, muito menos para amar somente aqueles que não estão. É para amar todos, como Ele nos ama.

Ficar em casa é uma forma de amor. Orar pelos que estão na linha de frente no combate a essa pandemia é uma forma de amor. Pedir a Deus que dê sabedoria às autoridades de saúde também é amor. Expor-se aos riscos para preservar aqueles que estão nos grupos de risco, indo à farmácia pra eles, fazendo suas compras... é amor. Alimentar animais de rua e pessoas em necessidade... amor. Dispensar do serviço nestes dias (sem suspender o pagamento) aqueles que trabalham na sua casa ou no prédio em que você mora, assumindo um pouco das suas atribuições, é amor. Deixar as redes sociais de lado e dar mais atenção à sua família, cozinhar com a mulher e as crianças, brincar com seus queridos, jogar jogos de tabuleiro... tudo isso são formas de amar. Um consumo consciente, uma produção reduzida de lixo, um aceno aos garis... isso é amor. 


Ser responsável neste momento tão delicado é também uma forma de amar. Ame o seu próximo como você ama a si mesmo. O momento é de conscientização. Cada um de nós deve fazer a sua parte para ajudar a prevenir e controlar o novo corona vírus. Para que logo voltemos à vida lá fora, cheios do amor que estamos cultivando nestes dias.

Um mestre da Lei que estava ali ouviu a discussão. Viu que Jesus tinha dado uma boa resposta e por isso perguntou:
— Qual é o mais importante de todos os mandamentos da Lei?
Jesus respondeu:
— É este: “Escute, povo de Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com todas as forças.” E o segundo mais importante é este: “Ame os outros como você ama a você mesmo.” Não existe outro mandamento mais importante do que esses dois.



quarta-feira, 26 de junho de 2019

A FLOR DA HONESTIDADE


A FLOR DA HONESTIDADE
Larissa Oliveira – Bento Ribeiro              

"Conta a lenda que há muitos anos, na China, um príncipe ia ser coroado imperador. Mas, de acordo com a lei, ele tinha de se casar. Sabendo disso, o rapaz lançou uma disputa entre todas as jovens moças do reino que se tinham apresentado.
– Vou dar a cada uma de vocês uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, trouxer a mais bela flor será minha esposa.

O tempo passou e uma das jovens, a mais humilde delas, apesar de não ter tantas habilidades na arte da jardinagem, cuidava de sua sementinha com muita paciência e ternura, pois sabia que, se a beleza da flor surgisse na mesma extensão do seu amor, ela não precisaria ficar preocupada com o seu resultado.

Os três primeiros meses se passaram e nada germinou. Ao expirar o prazo determinado, ela nada tinha conseguido, pois a flor não brotou. Consciente do seu esforço e dedicação, compareceu ao palácio na data e hora combinadas. Ela era a única cujo vaso de flores estava vazio.

Todas as restantes pretendentes levaram, cada qual, uma flor mais bela que a outra.

O príncipe observou cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção, e anunciou que a jovem que trazia o vaso vazio era a escolhida. Ela seria a sua futura esposa.

Ninguém compreendeu o porquê de ele ter escolhido justamente aquela que nada havia cultivado! Então, calmamente, ele esclareceu:
– Esta foi a única que cultivou a flor que a fez digna de se tornar uma imperatriz, a flor da honestidade; pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.”

Você já reparou que todo ato de honestidade que cai na mídia ou na rede ganha grande repercussão e as pessoas são postas num estado de heroínas? É legal por um lado, mas por outro é meio assustador.

Honestidade tem a ver com valores adquiridos, moral, dignidade. Ser honesto é respeitar aquilo que é sagrado dentro de você.

Quando digo que determinadas repercussões me assustam é porque penso que existe uma inversão de valores que rebaixa a própria dignidade, fazendo da desonestidade algo normal e até aceitável.

Algumas vezes uso a ilustração da “flor da honestidade” para trabalhar valores em sala de aula, pois vejo uma grande ação para transformar determinados valores em demasiadas bobagens.

Certa vez, eu conversava com uma pessoa que vorazmente ofendia políticos e suas falcatruas. Até aí, compreensível. Em determinado ponto da conversa ela comentou da quantidade de condicionadores de ar que tinha em sua residência e como conseguia pagar tão pouco por aquele conforto. Em resumo, a justificativa era que o Brasil a “obrigava” a ter determinadas atitudes.

Somos seres humanos e cometemos deslizes mesmo, mas nada, absolutamente nada, pode justificar um ato desses que é absolutamente responsabilidade individual.

A honestidade nos mantém em contato com aquilo que temos e somos de melhor, nos mantém com a consciência tranquila e em conformidade com aquilo que Deus espera de nós. Existem bênçãos especiais para aqueles que, com humildade e verdade seguem esses ensinamentos.



“A luz brilha na escuridão para aqueles que são corretos,
para aqueles que são bondosos, misericordiosos e honestos.
Feliz aquele que tem pena dos outros e empresta generosamente
e que dirige seus negócios com honestidade!
Quem é correto nunca fracassará
e será lembrado para sempre.”
Salmo 112:4, 5 e 6
        
Um forte abraço!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

O SANGUE DELES AINDA CLAMA


O SANGUE DELES AINDA CLAMA
Jackson  Valoni - Angra dos Reis/RJ

Os meninos estão calados. A chama não veio a pedido deles. O fogo invadiu o futuro promissor. O foto eterno, que calou os jovens da Boate Kiss, que calou os garotos do time do Flamengo, que destruiu o centenário Museu Nacional.

Quem é o responsável? Quem é o culpado de tudo? Eram meninos, eram jovens, era a História.

Quem mata no peito e assume o erro?

6 anos desde o acidente na Boate Kiss, 6 meses desde a destruição do Museu Nacional, uma semana desde a tragédia com os garotos do futebol.
Tragédias vêm e vão e o curso das notícias abafa o grito das vítimas.
Há tristeza e indignação quando tragédias como essas se repetem, consumindo preciosidades. 

Havia tantas leis, normas regulamentadoras, alvarás, portarias que trariam a segurança de toda essa riqueza que se perdeu... Qual o objetivo da lei senão proteger?

"Sabemos que a lei é boa, se alguém a usa de maneira adequada."

I Timóteo 1:8

Séculos antes de Cristo, Moisés instruiu as pessoas de seu país sobre como ensinar seus filhos:

"Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar. Amarre-as como um sinal nos braços e prenda-as na testa. Escreva-as nos batentes das portas de sua casa e em seus portões."
Deuteronômio 6:7-9

O sangue dessas pessoas gritará para sempre como um pedido de socorro às futuras gerações. A má administração da vida gera esse tipo de tragédia.

Torcemos para que haja um ponto final nesses crimes causados pela negligência dos (ir)responsáveis. Medo de um dia ser mais uma vítima da negligência de quem deveria cuidar de mim.

Eu convido você, hoje, a conhecer um pouco da lei de Deus, editada para proteger sua vida pela eternidade. Leia em qualquer Bíblia o capítulo 20 do livro de Êxodo. Administre a sua vida diante de Deus, porque com Ele, ainda que venham tragédias por questões alheias às nossas, viveremos. (João 11:25)

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

DICA DO SOGRÃO

DICA DO SOGRÃO
Por João Octávio Barbosa

18 de Brumário foi o nome que se deu à ascensão de Napoleão Bonaparte ao poder, na França, há exatos 217 anos. O novo imperador foi escolhido para ser o líder que traria de volta a estabilidade à nação, em meio à Revolução Francesa. Seu estilo de liderança militar era vanguardista. Entre suas tropas, implementou a concessão de vantagens, a motivação e a profissionalização.


Houve um homem que também revolucionou a sociedade por meio de ideias simples sobre estrutura de poder. Jetro, sogro de Moisés, aquele dos 10 mandamentos, é nosso Perfil Sem Curtidas de hoje.

Moisés surge na vida de Jetro quando encontra suas sete filhas ao lado de um poço. As meninas estavam sendo maltratadas, lá, quando heroicamente Moisés as defendeu. Em retribuição, Jetro foi logo dando uma das suas filhas em casamento a Moisés. Afinal de contas, ele tinha mais seis em casa; então, não seria um sacrifício tão grande. Se bobear, Jetro pode ter repassado outra para quitar uma dívida com um banqueiro, outra para trocar de camelo e, de repente, mais uma para tirar o nome do SPC.


Jetro tinha nome artístico. Em Êxodo 2:18 ele é chamado de Reuel. Com Moisés já dentro de sua casa, e casado com sua filha, contratou-o como pastor de suas ovelhas (Êxodo 3:1). Ainda que líder espiritual da região em que morava (era sacerdote de Midiã), Jetro reconhece a Divindade do Senhor que visitou Moisés e o libera para voltar ao Egito, mesmo que para isso ele levasse junto sua filha e seus dois netinhos pequenos.

Jetro era gente fina. Em meio a todo rebuliço - que talvez você tenha acompanhado na novela da Record, “Os 10 Mandamentos”, em que Moisés lidera o povo judeu no confronto com o Egito, na travessia do Mar Vermelho, e lida com as revoltas internas -, sua família (esposa e filhos) é mandada de volta para Midiã, para a calmaria da casa de Jetro. O sogrão cuida de todos carinhosamente.

Passada a tempestade, Jetro conduz uma empreitada, e atravessa o deserto para visitar o genro, levando junto a mulher de Moisés e seus filhos. Lemos sobre isso em Êxodo 18. Que dia feliz para Moisés! Reencontrar sua família amada! Foi uma longa conversa com Jetro, que ao ouvir todos os detalhes das incríveis histórias que já ressoavam em Midiã e em todo o mundo, enaltece mais uma vez a Deus, adorando o Seu nome em meio ao povo.


O que Jetro não sabia era que para estar com ele naquele dia Moisés tinha tirado uma folga do seu enfadonho trabalho. No dia seguinte, de volta à labuta, ele tem o sogro como observador de suas práticas. Então, no final, Jetro dá suas dicas.

Jetro viu como Moisés trabalhava sozinho, e julgava todas as mínimas questões da população, desperdiçando o dia todo com isso. Ele era a única pessoa à qual o povo recorria para resolver seus problemas. Todos os tipos de problema. Briga de vizinhos, assassinato, doutrinas bíblicas, casais em crise, tratamentos médicos, dilemas filosóficos, o brasileirão tem ou não cheirinho de hepta, enfim, tudo, eu enfatizo TUDO ia para o julgamento de Moisés como representante da vontade de Deus para Israel.


Então, o sogrão aconselha: divida suas tarefas, delegue seu poder, pois você e o povo não vão aguentar isso por muito tempo. E assim Moisés fez. Dividiu todo o povo (eram milhões!, contando só os homens adultos) em grupos e subgrupos, elegendo líderes de diversas categorias, e com essa nova roupagem seu trabalho ficou muito mais simples.


Agora Moisés tinha bem mais tempo para se dedicar a causas espirituais, e, coincidência ou não, foi bem pouco depois dessa nova organização de toda a sociedade de Israel, aconselhada por Jetro, que Deus concedeu a eles (e a todos nós) a sua “constituição espiritual”, ou seja, os 10 mandamentos e as demais ordenanças menores.

Jetro foi-se feliz para casa, sabendo que fez o bem pelo povo. De forma sábia, mesmo estrangeiro, mesmo “apóstata” (não era da religião judia), mesmo velho, mesmo cheio de estereótipos contrários a se meter na coisa toda, foi lá, apontou o erro e deu a solução. E escreveu seu nome para sempre no hall dos grandes líderes.

As faculdades de administração deviam estudar sobre esse cara. Eu fiz uma, e morreria sem saber que ele existiu. Mas ainda bem que existe a Bíblia, né? E sua grande fonte de sabedoria.

Por hoje é só.


Não peço que concordem, espero que reflitam!