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sexta-feira, 12 de outubro de 2018

O MELHOR DO MUNDO SÃO AS CRIANÇAS - DIA DAS CRIANÇAS 2018


O MELHOR DO MUNDO SÃO AS CRIANÇAS - DIA DAS CRIANÇAS 2018
Denize Vicente – Rio de Janeiro – RJ

A elas, que merecem os melhores pais, os nomes mais lindos, a família mais unida, a melhor educação... a alimentação mais saudável, o amor mais dedicado, os abraços mais carinhosos, e os sorrisos mais frequentes... as alegrias mais vibrantes, a natureza mais viva e bem cuidada, os ares mais limpos e puros, os cantos mais afinados dos pássaros mais coloridos... a cama mais fofinha, o cobertor mais quentinho, as brincadeiras mais divertidas, os primos mais engraçados, as tias mais boazinhas, os avós mais queridinhos, e os colinhos mais fofos para deitar e ouvir histórias antes de dormir ou no meio da tarde...

Às crianças todas do mundo, que merecem menos TV, videogames e iPads, e mais pé no chão, na água, na grama, na árvore... menos indiferença e mais atenção... que merecem uma família amável, pais que não falem palavras feias, professores que as amem, adultos que as valorizem e jamais as subestimem, que as compreendam e não as assustem... adultos que as ensinem a fazer coraçãozinho com as mãos... gente que viva por elas, e por elas faça um mundo melhor, de paz e respeito, gente que as apresente a Deus como um Pai e que não precise dar explicações sobre isso, porque elas já sabem o que é um bom pai... e que sejam felizes por ter um, na Terra, e outro, igualzinho, no céu...


"Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças."
(Fernando Pessoa, Obra Poética 189)

Não à toa Jesus Cristo chamou a atenção dos adultos que estavam fazendo um cordão de isolamento pra impedir que crianças se aproximassem dEle. Seus “assessores”, os discípulos, entendiam que Ele estava cansado, depois de um dia cheio de compromissos. Ele devia estar cansado mesmo; Sua agenda não era tranquila. Ele já havia estado na Galileia, e de lá seguiu “para a região da Judeia que fica no lado leste do rio Jordão”, acompanhado de uma grande multidão que O seguia – ou seja, não pôde nem dormir na viagem.

Agora já era o final do dia. Ele já havia ensinado suas lições, havia curado pessoas que estavam doentes, num dia como tantos outros, em que ainda teve de lidar com os fariseus, loucos para pegar uma contradição em Seus ensinamentos... Isso cansa, é óbvio.

Foi depois disso tudo que algumas pessoas levaram as suas crianças para Jesus pôr as mãos sobre elas e orar, e foi aí que os discípulos repreenderam as pessoas que fizeram isso.

Sabe a coisa mais linda de Jesus? Sim, a coisa marlinda? Ele era doce. Era amável, amoroso, gentil. Mesmo sendo humano, mesmo cansado, mesmo tendo sido provocado durante o dia, Ele olhou bem nos olhos dos Seus “assessores” e disse calmamente, mas com aquela maior ênfase que você respeita:

Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam que elas façam isso, porque o Reino do Céu é das pessoas que são como estas crianças.

E aí Jesus pôs as mãos sobre as criancinhas e só depois disso Ele foi embora.

Eu não sei quantas lições a gente pode tirar desse episódio, mas sei que são muitas, e que todas as vezes que você ler essa história em qualquer uma das versões apresentadas pelos Seus próprios seguidores (Mateus 19:13-15, Lucas 18:15-17, Marcos 10:13-16) vai aprender, no mínimo, que o AMOR sempre vence. O amor vence o cansaço, a exaustão, vence o medo, as barreiras, a indiferença, o amor vence a dúvida, a ignorância... O amor abençoa.

Jesus foi um modelo de vida. Se você encontrar crianças, hoje, na rua, ponha a sua mão sobre elas e ore por elas. Dê a sua bênção. Peça a bênção de Deus para essas vidinhas.

Feliz Dia das Crianças pra nós e pra elas!




quarta-feira, 12 de outubro de 2016

UMA CRIANÇA ESPECIAL



UMA CRIANÇA ESPECIAL
Por João Octávio Barbosa

Não poderia começar falando de outra coisa, neste maravilhoso feriado, que não fosse o Dia das Crianças. Foi-se o tempo em que esse dia era aquele que meu tio Jairo me mandava R$50,00 para eu torrar em chocolate nas Lojas Americanas. Nesta minha fase atual, intermediária entre ser criança e ter crianças, o dia poderia passar em branco. Mas eu não quis assim, e falarei sobre uma criança especial desde antes de sua própria concepção.


Estou falando de João Batista, profeta ascético (bota no Google aí, não dá tempo de explicar) que deu as caras na sociedade israelita logo antes de Jesus, literalmente “preparando o caminho” para a grande ruptura nos discursos espirituais da época. Todavia, o Perfil Sem Curtidas de hoje não repousa sobre João, mas, sim, sobre seu pai, Zacarias. Não, não é o Zacarias do “Ô, Didi!”. É outro.


Leia Lucas 1:5-21. (Hoje eu não pedi, hoje eu imponho. Obedeça ou será castigado!) Enfim, Zacarias tinha o privilégio de ser considerado pelo evangelista Lucas um homem irrepreensível diante de Deus. Não só ele; sua esposa, Isabel, idem. Ambos estavam na 3ª idade, porém não tinham descendentes, uma vez que Isabel era estéril. Zacarias orava por um filho, mesmo assim.

Certo dia, ao exercer sua função de sacerdote, surgiu um lindo negro - negro anjo, anjo negro, lindo anjo (“... negra Ângela...” - momento nada a ver, desculpe... pintou um clima meio Beija-Flor no meio do meu texto. Voltando agora, em 3, 2, 1...) que afirmou enfaticamente: “Você e sua mulher terão um filho! Ele será cheio do Espírito Santo, deve ser muito bem cuidado, e chamado João!”.


Chocante demais pro velhinho! Não sei se Zacarias estava em dia com o cardiologista, mas até que ele sobreviveu. Porém, o medo da visão, e a dúvida sobre a realidade das palavras ouvidas foram responsáveis por um puxão de orelha divino: Zacarias ficou mudo, temporariamente. Todo o povo percebeu que estava acontecendo algo extraordinário. E Isabel realmente engravidou.

Passando para Lucas 1:57-80, nasce o bebê. Zacarias ainda estava mudo. Há quase um ano sem poder falar, Zacarias teve muito no que pensar. Como criar um filho tão especial num mundo de pecado? Como preservá-lo o mais santo possível para as importantes funções que deveria exercer? Se já é difícil ser pai e mãe, imagina quando isso é mais que uma fase da sua vida: é uma missão dada por Deus para você.


O bebê é a sensação do bairro. Todos os vizinhos estão lá ao redor no dia de botar o nome na criança. Quantas coisas passaram pela cabeça de Zacarias durante aquela gravidez! Ele poderia ter ficado ressentido pela punição da mudez e decidido descumprir as ordens dadas para a criação daquela criança. Mas ele preferiu o caminho contrário. Aprendeu com a repreensão, e exerceu a fé. Não mais duvidava, tinha certeza de que Deus estava com ele e faria tudo de acordo com o plano do Deus Todo-Poderoso.

Ao longo do tempo, Zacarias conseguiu de alguma forma comunicar a Isabel o que acontecera com ele dentro do Templo. Ela era uma mulher de Deus, e se orgulhou (orgulho não é, em si, algo ruim; inveja é) de fazer parte dessa história, que agora também incluía sua prima Maria, já grávida de Jesus. A marca inquestionável da obediência e gratidão do casal fica gravada na vontade da mãe e na tábua do pai: o nome João, o nome que o anjo mandara dar à criança.


O perdão é imediato. Zacarias entendeu, e pôde falar novamente. E sua boca se abre para louvar intensamente a Deus pelo privilégio de não só ser pai, mas pai do maior de todos, até Jesus (palavras do próprio Jesus).

Zacarias e Isabel cuidaram de João com cuidado. Eram idosos, e logo seu filho seria órfão. Preservaram o jovem dos perigos do mundo, o levaram para o deserto. Acostumaram-no com pouco, na Terra, e abriram seus olhos para o Céu. Funcionou como na profecia, e ele foi a voz que clama e prepara estradas para a passagem de Jesus.


Zacarias, velhinho gente fina que logo no dia em que se esqueceu de levar o Diazepan para o trabalho teve um grande susto, recebeu grandes bênçãos e foi um homem de valor para Deus. Feliz Dia das Crianças para todos nós.
        
Não peço que concordem, espero que reflitam!

terça-feira, 13 de outubro de 2015

CRISTO FEZ OS PEIXES

CRISTO FEZ OS PEIXES 
(Por Airton Sousa)

Cristo fez os peixes para o rio e o mar, Cristo fez os peixes todos a nadar. Quando brincam n’água até o fundo vão... Veja como brincam, sem cuidado eles estão...

Essa é a canção preferida da Lara minha sobrinha-neta de um ano e um mês. Ela ainda não fala nem canta, mas faz todos os gestos, no que é acompanhada por todos os marmanjos da família. “Um é pequenino, o outro, que grandão! Um é bem magrinho, outro é gorduchão...” E a Larinha olha um por um pra ver se todos estão cantando e fazendo os gestos e sinais dos peixinhos, inclusive quando todos abaixam as mãos até o chão sinalizando que os peixinhos estão lá no fundo - “quando brincam n’água até o fundo vão...”. Esse é um momento muito especial em nossas reuniões de família.

A Bíblia também comenta de um momento especial que Jesus Cristo teve com as crianças e tomou uma delas no colo e disse: “Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como criança de modo algum entrará no reino dos céus.” (Mateus 18:3).

“Ora, se Jesus disse que os adultos precisam se tornar como crianças, seria importante descobrir que qualidades são essas que as crianças têm, e que os adultos também deverão possuir se quiserem herdar a salvação. Há muitas: a capacidade de surpreender-se, de perdoar e esquecer, mesmo quando os adultos e os pais as tratam de modo injusto, como acontece com frequência; a criança tem memória curta, isto é, não guarda ressentimentos. Ela esquece, e o faz tão completamente que nem mesmo é necessário pedir perdão.”
(Com a eternidade no coração, Scheffel, Rubem M., CPB, pág. 289)

“As crianças são presentes de Deus. É através delas que somos capazes de entender melhor o infinito amor que Deus tem por nós. Sempre nos dando uma nova oportunidade. Quando lhe pedimos perdão, Ele abre Seus eternos braços de amor para receber-nos com alegria.”
(Sinfonia de Louvor - Meditação da Mulher, Stenbakken, Ardis Dick, CPB, pág. 288)

A Lara é nossa alegria, o nosso amor eterno, e enquanto o Miguelzinho, que acabou de chegar, não parar de mamar e de chorar, é ela quem vai mandar no pedaço. As outras crianças da família são o Thiago de oito anos e a Gabi de seis. E ainda tenho os meus netinhos em São Paulo, Ryan e Nicolas, e todos são como a primavera da nossa vida. Sempre que observo cada criança da minha família e mesmo os filhos e netos dos meus amigos queridos, eu vejo crianças inocentes, puras, simplesmente vivendo o amor; chorando quando caem e aceitando de pronto u’a mão para levantar. E é através desses exemplos infantis que passamos a entender melhor o reino de Deus, reino esse que, para herdar, você e eu precisamos voltar a ser puros, ingênuos, sinceros e bobos. Se você pensa como eu e tá quase chegando lá, ou pelo menos se esforçando, então eu lhe desejo um FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!