terça-feira, 24 de outubro de 2017

A CRUZ DE SAVOIA


A CRUZ DE SAVOIA
Airton Sousa - Direto de Paciência - Rio

Escrever sobre as 28 crenças fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia me deu uma alegria muito grande! Eu vibrei muito quando terminei. Vibrei por cada pesquisa feita, por todo ensinamento que tive, e agradeci a Deus por ter me trazido de volta a essa igreja, da qual fiquei afastado por quase trinta anos. Se você me perguntar por que estou nessa igreja, eu respondo sem pestanejar: é essa igreja que mais me aproxima de Deus.

Quando morei em São Paulo, passei a torcer pelo Palmeiras (sim, aquele time que todo mundo diz que não tem Mundial, ignorando o título de 1951. “Me respeite!”). Essa paixão quase me levou a tatuar a “cruz de Savoia” no meu braço.

Estava decidido. Eu tinha o dinheiro e havia escolhido o estúdio onde faria a tatuagem. O cara me cobrou na época “trezentos paus”, na gíria paulistana. Eu fui. No caminho comecei a pensar: se um dia eu voltasse para a igreja, como faria para remover a tatuagem? Esse pensamento se misturou ao medo e eu desisti. Mas antes de continuar com a resenha, deixe eu falar uma coisa: ninguém é obrigado a remover a tatuagem quando volta para a igreja. Esse era um pensamento meu, coisa pessoal, entende? Voltei para casa sem ter feito a tal tatoo, mas eu achava, acho ainda, aquele símbolo lindo.

A cruz de Savoia é um brasão de origem italiana, que representava uma dinastia do século XVI e é representado por uma cruz branca sobre um fundo vermelho. O branco significa a paz e o vermelho significa sangue. Ou seja, para que haja paz, é preciso haver luta. A cruz de Savoia foi símbolo do Palestra Itália, primeiro nome do Palmeiras. Em 2014 voltou a estar estampada na camisa do centenário do clube. Eu tenho essa camisa até hoje.

A cruz de Savoia simboliza também luta e fervor.

Passado algum tempo, a vontade de tatuar a cruz de Savoia voltou e eu não lembrava por que não havia feito, da última vez, e lá fui novamente; e novamente no caminho lembrei o motivo... e mesmo com todo o incentivo do meu filho, que já tinha seu corpo inteiro tatuado com os mais diversos símbolos e brasões, eu voltei para casa. Um dia eu iria voltar para a igreja e não queria voltar com aquela tatuagem.

Mas este não é um texto da cruz de Savoia.


Um dia, eu estava descendo ali no calçadão de Campo Grande, aqui no Rio, quando ouvi de longe os sons do saxofone. Era um músico de rua mostrando seu talento ao tocar “A Mensagem da Cruz”, em troca de uns trocados. O sax é um dos mais belos e inspiradores instrumentos musicais. O hino é o mais lindo do Hinário Adventista, da Harpa Cristã e do Cantor Cristão. Parei pra ouvir e saí dali cantando baixinho “Rude cruz se erigiu / Dela o dia fugiu / Como emblema de vergonha e dor / Mas contemplo essa cruz / Porque nela Jesus / Deu a vida por mim, pecador...”.

Enquanto ele tocava o hino, de forma calma e expressiva, eu pensava na letra e me emocionava com as verdades que se tornavam mais evidentes e convincentes. Sempre que ouço e também quando começo a cantar essa música, meus olhos se enchem de lágrimas ao me lembrar do símbolo de liberdade e de perdão que a cruz passou a representar para mim.

Liberdade!
Salvação!
Vitória!

“Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.” (Gálatas 2:20)



Um dia eu voltei para a igreja. Voltei sem a tatuagem da cruz no meu braço, mas, em compensação, voltei com a cruz de Jesus Cristo gravada no meu coração, para sempre.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

DESPRESTIGIADOS, PORÉM SALVOS.

 

DESPRESTIGIADOS, PORÉM SALVOS.
Maria Paula – Niterói/RJ

Eu gosto do que é leve. Eu não sei vocês, mas eu gosto. Gosto muito. E se tem uma coisa que eu acho leve é uma boa história. Eu me amarro em histórias. Gosto de contá-las e de ouvi-las (e depois reinventá-las... Quem nunca?). Mas as histórias, para serem histórias, precisam de algumas características presentes. Primeiro, precisam ter sequencialidade. Em segundo, precisam de uma excepcionalidade. Ninguém narra um evento comum. Depois, ela tem um desfecho e, em algum momento, algum tipo de avaliação ("foi bizarro", "inacreditável", por aí em diante).


Estou falando isso porque, hoje, vou contar uma história. Mas antes de contá-la, quero fazer só mais uma observação sobre histórias. É que eu acho interessante como a história pode ser uma metonímia da vida. A nossa vida tem uma sequencialidade e a gente passa o tempo todo em busca do excepcional, para que nossa história possa ter um desfecho com alguma avaliação positiva. Nesse sentido, não seria surpreendente saber que o Autor da Vida, quando pisou aqui, se apresentou como um grande contador de histórias.

Vamos à história. Está em Lucas 14:8-11.

“(...) Quando alguém o convidar para um banquete de casamento, não ocupe o lugar de honra, pois pode ser que tenha sido convidado alguém de maior honra do que você. Se for assim, aquele que convidou os dois virá e dirá: ‘Dê o lugar a este’. Então, humilhado, você precisará ocupar o lugar menos importante. 0Mas quando você for convidado, ocupe o lugar menos importante, de forma que, quando vier aquele que o convidou, diga: ‘Amigo, passe para um lugar mais importante’. Então você será honrado na presença de todos os convidados. Pois todo o que se exalta será humilhado, e o que se humilha será exaltado”.

Essa história me faz lembrar algumas histórias - como toda boa história, naturalmente, faz com a gente. Mas vou escolher só uma pra contar. Eu me lembro do aniversário de uma menina. Minha amiga. Muito amiga. Até já falei dela aqui. Ela estava fazendo nove anos, e eu também era criança nessa época. Naquele dia, ou melhor, naquela noite de aniversário, ela decidiu sair pela rua, sem que os pais vissem, procurando os moradores de rua para convidá-los para sua festa. Em sua mente, a ideia parecia genial: tem comida e eles têm fome. Seus pais estavam muito ocupados com os preparativos da festa e, quando olharam pela janela, só viram pessoas entrando pelo portão, mas não eram os convidados que estavam esperando. A menina, então, teve que explicar que os havia convidado. Os pais não acharam tão bom assim, mas, de alguma maneira, negociaram com ela. Acho que dariam comida e, em seguida, eles teriam que ir embora.

O desfecho dessa história foi assim: comida e fim. Mas, bem, em algum ponto essa narrativa e a bíblica se entrelaçam e me fazem lembrar o Reino. Somos nós, os pobres, os moradores de rua, os sem prestígio algum diante da grandiosidade de Deus. Somos nós os que, olhando pra nós mesmos, devemos saber que o lugar que nos cabe é o último. Se entendermos isso, então Jesus, com sua graça, chegará até nós e nos chamará para sentar em um lugar melhor, em lugar de salvação, misericórdia e amor. E esse lugar transformador mudará o nosso ego, fazendo com que, agora, ele saia e leve o Reino a outros desprestigiados, que não podem nos retribuir, como nós não podemos retribuir o que Cristo fez por nós. O Reino chegará a eles, talvez, em forma de comida, de abrigo, de abraço ou de palavra, porque, por serem humanos (como nós somos), são desprestigiados, carentes da graça de Deus, assim como toda a humanidade. 

Mas a boa notícia é que a graça dEle nos alcança para que sejamos o Reino, desde agora e para sempre. 


domingo, 22 de outubro de 2017

SOZINHO


SOZINHO
Pamela Henriques Moreira - Angra dos Reis/RJ

Era nosso primeiro jantar como casados. Eu e meu marido estávamos em um restaurante e na mesa ao lado, sozinho, estava um rapaz do Oriente Médio. Em determinado momento, começamos a conversar com ele.

Entre um assunto e outro, acerca de viagens, crenças e até relacionamentos, ele falou sobre sua futura noiva, a qual ainda viria a conhecer. Em sua religião, as mulheres andam quase totalmente cobertas e os noivos se conhecem em um encontro previamente marcado - onde terão sua primeira conversa e a chance de se conhecer um pouco. Entre alguns detalhes, o que me chamou atenção foi a forma como ele falava sobre as mulheres. Havia carinho em seu olhar - o que para nós pode parecer machismo ou exclusão das mulheres na sociedade, no que diz respeito a sua religião, para ele era proteção.

Durante a conversa, outro assunto interessante: segundo o rapaz, o homem ao orar curva sua fronte e a encosta no chão conectando-se à terra, da qual foi criado pelas mãos de Deus (ou Alah, como ele mencionou); dessa forma o homem se sente em paz. A mulher, em intimidade com o homem, tem o hábito de encostar a cabeça no tronco dele, sentindo-se, assim, segura por estar perto de suas costelas, da qual foi criada (Gênesis 2:21-23). Uma forma até poética de enxergar tais comportamentos, mas que mostra a relação do homem (me refiro a homem e mulher) com Aquele que o criou.


"Ouvindo o homem e sua mulher os passos do Senhor Deus, que andava pelo jardim quando soprava a brisa do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus entre as árvores do jardim." Gênesis 3:8

No relato da criação, vemos que Deus era íntimo e andava junto de Adão e Eva. Mesmo após a entrada do pecado no mundo, Deus manteve contato com os homens e Seu maior desejo é nos levar para morar ao lado dEle. Deus não nos quer nos deixar sozinhos ou longe de Sua presença.


"E eu pedirei ao Pai, e ele dará a vocês outro Conselheiro para estar com vocês para sempre, o Espírito da verdade. O mundo não pode recebê-lo, porque não o vê nem o conhece. Mas vocês o conhecem, pois ele vive com vocês e estará em vocês." João 14:16-17

Deus deseja fazer parte de nossa vida e promete nunca nos deixar sós. Assim como o homem procura uma companheira e, a mulher, um companheiro.

"Então o Senhor Deus declarou: ‘Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda’." Gênesis 2:18

Temos, mesmo que inconscientemente, o desejo de alguma companhia. E, quando sozinhos, podemos sentir que não estamos abandonados, pois Deus sempre está presente na vida daqueles que O buscam.

sábado, 21 de outubro de 2017

TENDÊNCIAS


TENDÊNCIA
Jackson Valoni - Angra dos Reis - RJ

Li uma matéria que comparava o tempo que as pessoas levavam nos restaurantes – há 30 anos e hoje em dia. A conclusão foi que, atualmente, as pessoas ficam pouco mais que o dobro do tempo nos restaurantes, se comparado ao que acontecia há décadas. O motivo é simples: o uso do celular.

Com trocas de mensagens no WhatsApp, “selfies” e retratos da comida pra postar em alguma rede social, as pessoas consomem mais tempo do que com a própria refeição. O ruim para os donos dos estabelecimentos é que as mesas ficam ocupadas por mais tempo, impedindo a chegada de novos clientes.

As tendências nos tornam reféns (lato sensu). Periodicamente, surge a música que vai "estourar" no verão, a roupa que as pessoas querem copiar de algum personagem da novela, uma nova versão de algum aparelho eletrônico, um novo jeito de tirar fotos, um vídeo viral do YouTube...

Não posso negar... a criatividade das pessoas que fazem as tendências é invejável. Queria ter essa fórmula mágica!!!

Mas sabe o que mais me impressiona? Se a ideia de alguém é capaz de se espalhar pelo mundo, qual é a dimensão do Ser mais criativo do Universo!?

Deus é o grande inventor do mundo! Ele estava com a Sabedoria na criação do mundo! Eu acho lindo quando leio que a Sabedoria era o arquiteto de Deus durante a criação! (Provérbios 8:30)

Ei, não se engane! Jesus é a própria Sabedoria de Deus. (I Coríntios 1:30)

Meu desejo é que saibamos aproveitar com inteligência o que é oferecido a nós, mas que tenhamos ainda mais vontade de aproveitar mais dAquele que produz toda a criatividade e sabedoria!

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

DESPEDIDAS NUNCA MAIS


DESPEDIDAS NUNCA MAIS
Denize Vicente - Toronto/ON - Canada # Guarulhos/SP - Brasil

Ontem à noite eu estava no aeroporto de Toronto, no Canadá. Meu destino era o Rio de Janeiro. Agora estou em Guarulhos, São Paulo, fazendo conexão. Eu estou indo de volta pra casa.

Ter que deixar os queridos lá, mesmo com data certa pra voltar, sempre dói. Sempre tenho vontade de chorar, sempre quero abraçar dez vezes, beijar muito, reunir pra fotos...

No aeroporto, meu irmão foi comigo até a última portinha. E eu o abracei e beijei de novo, muitas vezes, como se não tivesse feito isso em casa... 


Aeroportos são cenários típicos das histórias de amor, em qualquer lugar do mundo, mesmo em São Paulo, onde parece que os aeroportos foram feitos somente para o embarque e desembarque de pessoas que vêm ou vão trabalhar, apenas. 

Mas até mesmo aqui a gente consegue ver cenas de amor, histórias de amantes, gentes que amam.

São telefones que tocam, ligação que se faz, abraços de reencontro, beijos de despedida...

A verdade é que todos nós desejamos alguém que sinta a nossa partida, e esperamos alguém que anseie pelo nosso retorno.


Minha família daqui me espera. A tecnologia permitiu que a gente se visse e se falasse, mesmo com toda a distância. Mas nada substitui o toque. Estou ansiosa para o abraço...

É mesmo paradoxal. A gente tá aqui, vê e fala com os que estão lá, mas sente falta de estar junto com eles, brincar e se abraçar; e quando está lá sente falta do abraço, do riso, das brincadeiras dos que ficaram aqui.

A realidade é que a gente nasceu pra viver junto, e a separação, não importa a razão, nos incomoda...

Eu sonho com o dia em que estaremos todos juntos para sempre, num lugar de paz e muito amor. Onde haverá abraços e beijos, mas nunca de despedida. Final feliz e sem fim.

Quando eu era criança, a gente fazia parte da Igreja Adventista do 7º Dia, em Olaria, no Rio, e lá se costumava cantar uma linda música. Eu saí de lá aos seis anos de idade, mas aquela música nunca saiu da minha cabeça. 

Com autoria de J.H. Tenney, ela teve mais de uma versão em Português, e eu queria compartilhar com você a versão mais recente dela:

1. Quão bom, amigos meus, 
É termos encontro aqui feliz, 
Mas sempre vem a hora triste 
Em que adeus se diz. 

Jamais se diz adeus ali, 
Jamais se diz adeus; 
No eterno lar de amor e paz, 
Jamais se diz adeus. 

2. Quão doce é lembrarmos 
Que quando Cristo aqui voltar, 
Nós juntos viveremos 
Para nunca mais nos separar. 

3. Não mais teremos dor 
E nem despedida lá no lar, 
Mas grata união e paz 
Iremos pra sempre desfrutar.


Bom retorno pra quem tá voltando, boa viagem pra quem tá de partida, e muito sonho pra todos nós que queremos viver a experiência do "despedidas nunca mais". Eu sonho com o Novo Céu e a Nova Terra, onde as lágrimas e as despedidas não existirão. Clique AQUI e veja que versinhos fofos! Coisa mais linda de se ler!!

Maxine Dowd Jensen escreveu: “Gosto de sonhar. Tenho certeza, agora mesmo, de que Deus tem um pequeno lugar no Céu com aquele cheirinho gostoso que eu sentia quando minha mãe fazia pão.”.

Sonhar é bom. Vamos combinar... o que você tem a perder?

Então pode começar a viajar... imaginando o cheirinho gostoso que vai fazer você se sentir em casa!

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

LIVRO: MIL CAIRÃO AO TEU LADO

LIVRO: MIL CAIRÃO AO TEU LADO
Carina Baptista - Texas - USA

Oi pessoal, tudo bem??

Qual foi a maior prova que você já teve em sua vida? Pensando rapidamente, o que foi mais difícil de suportar, para o que você achou que não teria força? Eu, honestamente, após a leitura deste livro, sinto vergonha em apenas pensar em chamar de provação alguma cosa difícil pela qual passei (ou até mesmo dizer que foi difícil).

O livro "Mil cairão ao teu lado" conta a incrível história de um homem de 40 anos e sua família, após ter sido convocado a participar na companhia Pioneira de Adolph Hitler. Como Adventista do Sétimo Dia, vegetariano e guardador do sábado¹ ele era constantemente alvo de zombaria dos seus colegas de batalha, mas sua fidelidade, inteligência e confiança em Deus ficaram evidentes a todo o tempo e fizeram toda diferença.

Como pessoas de bem, independentemente da religião que tenhamos, não desejamos a guerra. Acontece que também estamos, o tempo todo, no campo de batalha da guerra do Bem contra o Mal. Precisamos nos preparar a cada dia para enfrentar o inimigo que almeja não só, inutilmente, vencer a guerra, mas aumentar o seu exército.

Eu recomendo a leitura desse livro, primeiro porque a história é incrível, segundo porque foi muito bem escrito e a leitura é atrativa, e, por último, para você aprender a desenvolver a gratidão pelo que você tem e por ainda vivermos num período em que não vivenciamos uma grande guerra física. Espero que você aprenda, assim como eu, por meio da história dessa fiel família, que Deus sempre está conosco, até mesmo quando acreditamos que não está.

"Caiam mil homens à tua esquerda e dez mil à tua direita, tu não serás atingido." Salmos 91:7

Leia e depois me conte o que achou! Que você tenha um dia lindo!
Um beijo e até semana que vem!

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Referência:

1 - Êxodo 20:8 

      

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

O REGRESSO

O REGRESSO
João Octávio Barbosa – Bento Ribeiro City – RJ

“O Regresso” foi o ganhador do Oscar de Melhor Filme de 2016. Quem assistiu sabe o porquê. A história contada é de Hugh Glass, explorador americano que viveu entre 1780 e 1833, e durante uma de suas jornadas pelo desconhecido velho oeste americano, foi atacado por um urso e ficou próximo da morte.


Interpretado por Leonardo di Caprio (que por isso recebeu seu primeiro Oscar como ator), Hugh teve a caridade do líder da sua expedição para ser levado, mesmo moribundo, até onde se pôde andar sem que ele se tornasse um fardo intolerável. Então, ele é deixado para trás, com a guarda de seu filho e mais dois expedicionários a fim de primeiro se recuperar um pouco antes de seguir caminho.

A película dirigida por Alejandro Iñárritu (que, adivinha, também ganhou um Oscar!) é realmente muito bonita. Toda gravada em luz natural, em lugares que geram visuais sensacionais. Rios, campos cobertos de neve, florestas naturais.


O filme faz importantes críticas sociais sobre exploração da natureza e o tratamento indevido aos indígenas e grupos minoritários. Além disso, ele vai gradativamente se tornando num thriller alucinante de ação, enquanto o protagonista vai vencendo todas as barreiras e traçando um caminho de perseguição a quem o abandonou.

Não vou considerar um spoiler avisar que Hugh Glass volta para se vingar (mais à frente, sim, darei spoliers adoidado, mas com alerta). Afinal, o título do filme já avisa que ele vai voltar. “Ele vai voltar”... Você já ouviu essa frase antes, né?

Os quais lhes disseram: Homens, por que estão olhando para o céu? Esse Jesus (...) há de voltar assim como para o céu vocês o viram ir.
Atos 1:11

A volta de Hugh Glass para a civilização, após passar pelo carinho do urso da floresta, a perseguição de índios e outros exploradores da fome, do frio, das feridas, da dor emocional da perda do filho e da solidão do abandono dos amigos é realmente incrível. Mas o regresso de Jesus à Terra é, sem dúvidas, a volta mais incrível que veremos;  afinal, Ele não superou uma “quase morte”, mas, sim, uma morte plena. 


SPOILER FINAL. Hugh Glass consegue bem mais que sobreviver, é verdade. Recupera a saúde, vence seu inimigo principal, e tem sua vida recuperada quase por completo. A dor da perda de sua esposa e de seu filho permanecerá para sempre, porém, agora, ele tem esperança.

Todos nós deveríamos ter também. A morte e ressurreição de Jesus são duas partes primordiais da salvação que temos garantida no nome de Jesus. Não obstante, isso seria incompleto sem a volta dEle, que está mais perto de acontecer do que nunca. Os eventos catastróficos ao redor são prenúncios disso, profetizados há milhares de anos.

Vou dar um exemplo real, para não parecer discurso de boteco: “Guerras sempre existiram, não tem nada demais em haver agora”, podem dizer os céticos, e é verdade. Mas, quando os exploradores europeus massacravam os índios americanos no século XVI, o mundo não estava ameaçado de destruição. Hoje, a qualquer momento em que Trump ou Kim Jong-Un acordarem de mau humor e... você sabe.

A frase é batida, mas ainda vale: Jesus está voltando. Volte para Ele antes.


Porque o mesmo Senhor Jesus descerá do céu com pompa, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.
Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.
Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras. 
I Tessalonicenses 4:16-18 (Tradução livre)

Não peço que concordem, espero que reflitam!

terça-feira, 17 de outubro de 2017

CRENÇAS - 28 - PARTE FINAL

 
CRENÇAS - 28 - PARTE FINAL
Airton Sousa – Direto de Paciência – Rio de Janeiro
 
Eu gostava muito de uma canção chamada “Balada de um homem sem rumo”. Era um bolero meio tristonho, mas que me chamava muito atenção:
 
“Deve haver um lugar bem distante
Outro céu, outra terra, outro mar
Onde a vida não para e nada se transforma
Onde tudo é paz e ninguém viva a chorar
 
Caminhando, sem rumo, eu vou sem destino
Procurando encontrar um mundo melhor
Onde eu possa viver sem sofrer nem chorar
E que a paz e o amor eu consiga encontrar”
 
Essa letra de Francisco Petrônio me tirava o fôlego e os meus olhos se enchiam de lágrimas quando eu cantava sozinho... mesmo sem entender o seu significado eu chorava. Sabe quando você anseia por um lugar, onde você possa viver seguro, em paz e com muito amor? Esse lugar existe, sim. Quer se arrepiar de verdade? Então leia esta passagem bíblica:
 
“Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam” (I Coríntios 2:9).
 
Tente imaginar um lugar perfeito. Existe um lugar onde o amor não tem limites? Existe um mundo perfeito?
 
Seja o que for o que você imaginar será inadequado. Você não conseguirá imaginar. O céu é mais que um lugar. Fixe-se no céu. Sonhe com o céu. Deseje o céu. Feche os olhos mais um pouquinho só: “Ninguém jamais imaginou o que Deus tem preparado para aqueles que o amam”. Não... você não consegue. Nenhuma música, nenhuma imagem do céu, nenhum quadro pintado pelo artista mais famoso e talentoso conseguiria descrever a beleza do céu.
 
 
“Vi novos céus e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra, passaram. O mar já não existe.”. (Apocalipse 21:1).
 
A nova terra é o lugar onde habitaremos. Estaremos lá fisicamente, mas glorificados. O conceito de que o céu é nas nuvens e que nós seremos espíritos flutuantes não é bíblico. O Céu é um lugar físico onde os que creem viverão. Será um novo e perfeito planeta. Livre de pecado, maldade, enfermidade, sofrimento e morte. “A única lembrança que teremos do pecado, serão os sinais de crucifixão em nosso Redentor. Em sua fronte, em seu lado, em suas mãos e pés, estão os únicos vestígios da obra cruel que o pecado efetuou.” (História da Redenção, CPB, página 430)
 
Deus estará conosco. Habitará conosco Ele será nosso Deus e nós seremos seu povo. ”E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” (Apocalipse 21:3 e 4)
 
“Na cidade de Deus, não haverá noite. Ninguém necessitará ou desejará repouso. Não haverá cansaço em fazer a vontade de Deus e oferecer louvor a Seu nome. Sempre sentiremos o frescor da manhã e sempre estaremos longe do seu termo”. (História da Redenção, página 431).
 
Jesus está aguardando ansiosamente para dar a cada pessoa maravilhas nunca contadas nem imaginadas. Alegria perfeita para toda a eternidade. Eu creio que ele foi preparar um lugar e anseio morar nessa nova Terra com Ele.
 
Agora, sim, “eu sei que existe outro céu, outra terra, outro mar. Onde a vida não para e nada se transforma. Onde tudo é paz e ninguém vive a chorar.”
 
Se você também deseja participar disso, torne Jesus seu amigo e planeje estar com Ele eternamente. Ele tem um convite especial para você.
 
O pecado e os pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado, e o grande conflito terminou.
 
Fim.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

SOBRE NÓS


SOBRE NÓS
Maria Paula Guimarães - Niterói - RJ

Eu queria que vocês soubessem de todas as desgraceiras que acontecem comigo. Na real, não queria não. Por isso que não lhes conto. Mas se vocês soubessem, veriam que não existe nenhuma grama mais verde do que a outra. Somos todos essas gramas secas em busca de água fresca.

Somos todos feitos de indecisões e frustrações. Viver dói à beça. Não dói só pra você que tá tendo um ano punk rock federal, não. Dói pra mim também, que sofri aos montes e não lhe contei. Dói porque eu também não sei o que quero da vida. E eu também não sei quem sou.


Ninguém contou pra gente que a indecisão faria parte, né? Ninguém chegou ao pé do nosso ouvido e sussurrou que o início da vida adulta seria cheio de crise existencial. Eles nos falaram sobre sonhos, mas não sobre frustrações. Disseram para sermos alguém, mas não explicaram que, às vezes, precisamos saber ser ninguém. Eles disseram que seríamos grandes, mas não deixaram claro que tudo depende dos olhos de quem vê. E, às vezes, a gente se vê pequeno demais pra enxergar o que vem pela frente e pequeno demais pra entender que o que vem pela frente tanto faz. Os intervalos é que são os momentos mais importantes da vida. São, dela, uma metonímia. Viver é um grande "enquanto". A vida é, enquanto isso. E, enquanto isso, a gente conhece gente legal que divide, generosamente, um pouco de si conosco. E isso basta pra ser feliz.



Quanto aos nossos planos, eles vão dando certo aos poucos. Não esquente.
Até hoje sempre deu tudo certo. É que Ele cuida.
E se Ele vai cuidar, então, enquanto isso, se ocupe em amar.
Mas se estiver pesado demais, você tem a mim, pra chorar as suas pitangas comigo.
E eu tenho você, pra chorar as minhas.

Que sejamos sempre nós e que nossos nós não desatem.


Bjs no córe.