sexta-feira, 26 de agosto de 2016

DEUS ODEIA... DEUS DETESTA...


DEUS ODEIA... DEUS DETESTA...
Por Denize Vicente

Todo mundo ouviu a história do nadador americano que veio para a Olimpíada do Rio, mentiu para a namorada, para a imprensa e para a Polícia, e perdeu todos os seus patrocinadores...

Todo mundo já ouviu da mãe, na escola ou na igreja: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.”.

Todo mundo sabe que mentir é feio e Deus não gosta.

Mas o que talvez nem todo mundo saiba é que não é só a mentira que deixa Deus desgostoso...


Há seis coisas que o Senhor odeia, e a sétima ele detesta: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que traça planos perversos, pés que se apressam para fazer o mal, a testemunha falsa que espalha mentiras e aquele que provoca discórdia entre irmãos.“ (Provérbios 6:16-19)

Talvez você não tenha o costume de mentir. Que bom! Mas talvez tenha olhos altivos, nariz em pé. Talvez não seja assim, mas goste de planejar uma vingança ou um castigo pra alguém que não foi legal com você... Talvez costume pagar o mal com o mal... Ou goste de ver o circo pegar fogo, provocando discórdia entre as pessoas, colocando lenha na fogueira.

Eu sei... nós somos humanos e temos nossas falhas, cada um a sua (ou as suas), e às vezes fazemos essas coisas não por gosto, mas porque somos humanos e erramos e pecamos, mesmo sem querer. “Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer esse eu continuo fazendo.” (Romanos 7:19)


É... É bem assim.

“[...] Eu sou humano e fraco e fui vendido ao pecado para ser seu escravo. Eu não entendo o que faço, pois não faço o que gostaria de fazer. Pelo contrário, faço justamente aquilo que odeio. Se faço o que não quero, isso prova que reconheço que a lei diz o que é certo. E isso mostra que, de fato, já não sou eu quem faz isso, mas o pecado que vive em mim é que faz. Pois eu sei que aquilo que é bom não vive em mim, isto é, na minha natureza humana. Porque, mesmo tendo dentro de mim a vontade de fazer o bem, eu não consigo fazê-lo. Pois não faço o bem que quero, mas justamente o mal que não quero fazer é que eu faço. Mas, se faço o que não quero, já não sou eu quem faz isso, mas o pecado que vive em mim é que faz. Assim eu sei que o que acontece comigo é isto: quando quero fazer o que é bom, só consigo fazer o que é mau. Dentro de mim eu sei que gosto da lei de Deus.” (Romanos 7:14-22)

Se você também se sente assim, se vê assim, e age assim, eu tenho uma boa notícia pra você: é sobre amor e sobre graça (com a devida licença do nosso colunista das terças-feiras, porque esse tema “graça” é muito dele... rs):

“A mesma coisa também acontece agora, isto é, por causa da graça de Deus, ainda existe um pequeno número daqueles que ele escolheu. Essa escolha se baseia na graça de Deus e não no que eles fizeram. Porque, se a escolha de Deus se baseasse no que as pessoas fazem, então a sua graça não seria a verdadeira graça.”
(Romanos 11:5-6)

Isso não quer significar que você pode continuar, deliberadamente, fazendo todas as coisas que são feias e você sabe que são erradas, que aborrecem o seu Deus e causam o mal ao seu semelhante, que tá tudo certo. Isso apenas quer dizer que não há nada que você faça ou que deixe de fazer que vá aumentar ou diminuir o amor que Deus tem por você.

“Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte, nem a vida; nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais; nem o presente, nem o futuro; nem o mundo lá de cima, nem o mundo lá de baixo. Em todo o Universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus, que é nosso por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor.”
(Romanos 8:38)

Em síntese, Ryan Lochte vacilou feio, eu vacilo, você também. E talvez a gente pise na bola mesmo quando deseja fazer a coisa certa... Mas graças a Deus, que pode nos alcançar assim mesmo, e trabalhar em nós o querer e o efetuar, com Sua graça e Seu amor, até o dia em que seremos perfeitos. Porque “a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.”. Chegaremos lá!

https://www.bible.com/bible/212/pro.4.18


quinta-feira, 25 de agosto de 2016

O QUE FICOU DE BOM?

O QUE FICOU DE BOM?
Por Carina Baptista

Oi pessoal, tudo bem??

A Olimpíada acabou! Para quem teve a rotina alterada por conta dos Jogos, tudo já deve estar voltando ao normal. Nossos amigos gringos retornaram aos seus países, as festas espalhadas pela cidade começam a diminuir, não tem mais feriado, tudo começa a ficar como era antes. Será?

Alguma coisa mudou. Li um texto, recentemente, não recordo o autor, mas dizia algo referente ao comportamento do carioca frente a tudo que vem acontecendo. Tenho muitos motivos, assim como você também pode ter, para olhar os Jogos, aqui no Rio, de forma negativa. Mas não posso negar que cada vez que eu passava pela TV e tinha um brasileiro competindo, algo no coração aquecia. Incontrolável.


Os relatos de quem foi a pelo menos um jogo eram sempre os mesmos. Diziam que tinham sentido algo incrível, uma emoção muito forte! Era o tal "espírito olímpico". Não posso opinar sobre isso - não tive a oportunidade de ir a nenhum dos jogos, mas, mesmo sem ter sentido o calor da torcida de perto, sinto que, de fato, algo mudou.

Percebi que é possível ser feliz ou ficar feliz com as coisas boas mesmo tendo muitas ruins. Digo, com propriedade, que é possível decidir se você vai se martirizar diante das situações adversas ou olhar para o lado bom. Muita gente era e continua sendo contra a realização dos Jogos no Rio - com tanto desemprego, educação e saúde precárias, não é de se estranhar.

Já que o time do "Não Vai Ter Olimpíada" não levou ouro e o evento foi concluído, a questão que fica é: o que ficou de bom? Os estádios? Programas de incentivo ao esporte? Investimentos em outros esportes além do futebol? Bom, o que eu destacaria, na verdade, tem mais a ver com o comportamento do povo, que se mostrou alegre mesmo com seus problemas, e que abraçou e recebeu o mundo de braços abertos. Somos bons nisso e não podemos nos esquecer nunca! 


Jesus, quando esteve aqui na Terra, era conhecido por sua forma de tratar as pessoas; e nós, como pessoas que querem ser melhor a cada dia, devemos seguir o Seu exemplo todos os dias.
 
Um beijo e até semana que vem!

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

REBAIXAMENTO


REBAIXAMENTO
Por João Octávio Barbosa

Assunto dramático para um vascaíno. Aqui no blog somos maioria. De quarta a domingo, você lê textos de torcedores do Vasco (com uma exceção, já falo dela). Terça escreve um palmeirense (!) e na segunda e sexta, flamenguistas. Porém, essa de sexta (a exceção na sequência de vascaínos) é a torcedora mais ativa na arte da zoação de todos os sete integrantes. E, mesmo assim, eu vou falar de rebaixamento.

Mas não é o do Vasco. Nenhum dos três. É de Plutão. Há exatos 10 anos, Plutão virou um planeta anão. Um “minimundo”, sem estar no mesmo nível dos demais do Sistema Solar, como Marte, Júpiter e Urano. Inferiorizado.


Socialmente, certas pessoas classificam outras “certas pessoas” em categorias hierárquicas. Quero falar sobre a história de dois homens de uma parábola de Jesus. Eles eram vistos como de classes diferentes. E eles mesmos incorporavam essa visão em sua vida. Veja o texto:


"E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:

Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano.
O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.

Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.
O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!"


Em suas casas, as orações foram mais completas:

“Grande e Todo Poderoso Deus, Senhor de todas as galáxias e do Infinito Universo, Ser Criador e Mantenedor deste mundo, Nome que eu exalto e glorifico de pé, agora ajoelhado, e agora ajoelhado com o rosto no chão! Levantei. Ouve-me, ó Deus, ouve-me mais uma vez, como o Senhor sempre faz!"

“Ó Deus! Agradeço por me abençoar tanto! Claro que eu faço por merecer, e assim até ficar fácil me amar, mas mesmo assim és bom, muito bom, tão bom para mim! Eu te louvo com música, até porque canto maravilhosamente, e te enalteço com orações belíssimas (as mais belas da sinagoga, como fui eleito mês passado)."


“Quero engrandecer seu Santo Nome por me fazer uma pessoa tão feliz e maravilhosa! Por estar me tornando cada vez mais santo, puro, imaculado, invencível e impecável! A cada dia sinto que sua Mão Poderosa vai me tornando uma pessoa cada vez melhor, atingindo níveis de santidade nunca antes vistos, algo digno de nota, talvez de alguma placa comemorativa, uma menção honrosa no Céu, uma coroa especial na Nova Jerusalém, não sei, qualquer coisa, confio na sua criatividade, estamos aí aceitando qualquer brinde!"

“E acima de tudo quero enaltecer a Ti acima das estrelas por ser tão, mas tão, mas tão, tão, tão melhor que a maioria dos que estão por aí, pecando, errando, empobrecendo, se alienando, se enlameando na miséria de espírito!"

“Agradeço por estar tão parecido com o Senhor, que já estou quase sendo confundindo nas ruas! Obrigado por toda a exaltação que eu recebo dos homens, e certamente recebo dobrado de Ti! Amém.”


“Deus, sou eu de novo. Não sei como tenho coragem de falar com o Senhor novamente. Ao meu redor só enxergo os meus pecados. Falho em tudo que faço. Soa tão hipócrita te pedir perdão. Mas peço. Não porque eu mereça, mas porque sei que estás disposto a ter misericórdia de mim, mesmo sendo quem eu sou. Só Tu podes me amar, mesmo sabendo quem eu sou. Cheio de erros, ignorâncias, ingratidões, fraquezas e mentiras."

“Não enxergo o que fazer para me salvar. A menos que eu olhe para Ti. Não peço que melhores a minha vida, peço apenas que estejas disposto a me perdoar mais uma vez. Tenho fé que me aceitarás de novo. Não tenho nem sou nada, mas em Ti tenho e sou tudo. Bato no peito e peço: entra e muda meu coração. Amém”.

Digo-vos que este desceu justificado (livre, inocente, perdoado!) para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.

Lucas 18:14, palavras de Jesus.

Não peço que concordem, espero que reflitam!

terça-feira, 23 de agosto de 2016

A PIRA IMPROVÁVEL


A PIRA IMPROVÁVEL
Por Airton Sousa

“- É bem maior do que ganhar uma medalha. É a primeira vez que participo de uma abertura de Jogos.” - contou Vanderlei Cordeiro de Lima.


Até chegar a Vanderlei, a tocha passou pelas mãos de Guga, o dono do saibro e maior tenista da história do país, que, emocionado, passou para Hortência, a Rainha do basquete, que, celebrando muito, levou a chama até Vanderlei Cordeiro de Lima. Ele a recebeu, subiu as escadas e foi até a pira olímpica, no ponto alto da festa. Ele tocou a chama no caldeirão que subiu e a levou até a pira principal, que, então, se abriu para receber o fogo olímpico. Vanderlei garantiu que não sabia que seria o encarregado de acender a pira.

“- Foi uma surpresa muito grande. Eu não esperava. O meu grande momento nos Jogos, sem dúvida, era conduzir a tocha olímpica, como conduzi (em Brasília). Foi uma grande surpresa. Os deuses do Olimpo, mais uma vez, me presentearam. Tenho uma enorme gratidão!” – contou. (1)

Neste mês de agosto comecei esta série de textos sobre os Jogos Olímpicos mencionando as medalhas olímpicas, e no primeiro texto falei sobre Vanderlei Cordeiro e o comparei a Salomão. (Você pode ler o primeiro texto da série clicando AQUI). Qual não foi minha surpresa quando o vi recebendo a tocha e acendendo a pira!

Mesmo com aquela atrapalhada, mencionada no meu primeiro texto, Vanderlei não se tornou uma pessoa amarga, não deixou de sorrir. E naquela noite de abertura da Rio 2016 todos os presentes e os telespectadores puderam ver, emocionados, a História se reencontrando com Vanderlei.

Mas o que você não percebeu foi que Vanderlei Cordeiro de Lima saiu direto do meu texto para a abertura dos Jogos Olímpicos de 2016. O improvável acontece mais uma vez. Ali, naquele momento, eu pensei: “Pronto, meu texto de número 30/2016 está prontinho!”. O problema é que diante de tanta emoção acabei ficando sem palavras...

O que é só emoção também serve para reflexão. Quando um herói do povo afirma, alguns anos depois, que, finalmente, recebe sua medalha de ouro e tem seu dia de glória, a gente para pra pensar...

"Recebi minha medalha de ouro!", diz Vanderlei após cerimônia em encontro improvável.

Eu penso no improvável. Nos improváveis.

Sou membro do clube dos improváveis. Deus é especialista em improváveis. É por essas e outras que hoje venho aqui expressar mais uma vez todo meu assombro com a grandiosidade do amor de Deus “e sua inexplicável, impressionante, maravilhosa, incompreensível, inefável, incrível graça por aqueles que nasceram aqui. Entendo que me coloco numa posição vulnerável, mas prosseguirei.” (Graça Surpreendente – Philip W. Dunham, Ed. CPB, página 151). É inexplicável.

Mas, amigão, tudo isso por causa da cena improvável do Vanderlei Cordeiro de Lima?  Pode ser, mas veja o que descobri:

Nem sempre são os corredores mais velozes que ganham as corridas; nem sempre são os soldados mais valentes que ganham as batalhas. Notei ainda que as pessoas mais sábias nem sempre têm o que comer e que as mais inteligentes nem sempre ficam ricas. Notei também que as pessoas mais capazes nem sempre alcançam altas posições...” (Eclesiastes 9:11).

Eu gosto de parafrasear uma declaração do Homer Simpson: “Existem três jeitos de resolver as coisas: O jeito certo, o jeito errado e o meu jeito, que é igual ao errado, só que diferente.”.

Este é o mundo dos improváveis de que falei; e, por falar nisso, eu vou. Vou continuar meu caminho, louvando e amando a Deus. Obedecendo e servindo. Tudo de maneira imperfeita, do meu jeito, nas minhas limitações e fracassos, mas sempre debaixo da sua graça, desejando ser como Ele e fazendo o meu melhor a cada dia.

Pela graça, eu sou de Jesus. Ele é meu e sou candidato ao seu time pronto a receber a medalha de ouro, mesmo que demore muito tempo.