Mostrando postagens com marcador tempo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tempo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de junho de 2020

ORAR É FALAR COM DEUS


ORAR É FALAR COM DEUS
Airton Sousa – Direto da quarentena

Todo mundo tem um melhor amigo, e o meu se chama William Lopes. Não somos assíduos... A última vez que nos vimos foi em agosto do ano passado. Nosso encontro foi rápido, pois eu estava na cidade para participar de um casamento.

Eu deveria informar ao meu amigo que estaria em São Paulo, mas eu me esqueci dele, e em lugar de avisar eu coloquei um post no meu Facebook: “Estou em São Paulo, agenda aberta para almoço.”.

Ele respondeu imediatamente:  “Tem um espaço para mim?”.

Envergonhado, respondi: “Claro que sim!”

Reservei a tarde de Sábado para encontrá-lo. Eu falava sem parar e nem percebi que ele já havia feito o pedido ao garçom. Fiquei surpreso quando a prato chegou, e emocionado também, pois a gente era viciado naquela porção de provolone à milanesa.

Quando estamos juntos, ou mesmo no aplicativo, nossas conversas se completam. Impressionante como nossas ideias nunca mudam. E apesar da distância e da ausência estamos sempre em sintonia. Por exemplo, um dia eu acordo pensando: “Tenho que ligar para o William, faz tempo que a gente não se fala...”; não dá outra: ele me liga no mesmo dia.

Orar a Deus é a mesma coisa é “como abrir o coração a um amigo”. Já ouvi alguém falando que a oração é “a respiração da alma”, mostrando a importância de criar esse hábito diário de falar com Deus.

Falar com Deus é um privilégio. Ele está sempre disposto a ouvir e nos atender.

Deus não quer um espaço em sua agenda, Ele quer a agenda inteira. Você está disposto a deixar que Ele tenha esse controle total?

Tem coisas que Deus vai lhe falar, outras Ele vai lhe mostrar. Mas haverá momentos silenciosos em que a única coisa que você terá que fazer é crer. Sem ver, sem sentir, sem ouvir. E é nesses momentos que Deus estará testando sua fé e o seu crescimento espiritual.


“Aproximem-se de Deus, e ele se aproximará de vocês!(...)” Tiago 4:8



quarta-feira, 29 de abril de 2020

FALÊNCIA DO TEMPO


FALÊNCIA DO TEMPO
Larissa Oliveira – Bento Ribeiro             

Um texto de Julián Fuks

Ensaio: Falência do tempo - Pandemia provoca a ilusão de um futuro desfeito

Este é um tempo de falências. Por toda parte nos chegam notícias de uma falência múltipla: de órgãos corporais, de sistemas de saúde, de famílias, de empresas, da razão, da presidência. E de todas as falências que compõem este tempo, talvez a mais discreta, embora manifestada em tantos detalhes e sentida por muita gente, seja a falência do próprio tempo.

Ouço dos amigos, dos parentes, ouço dos desconhecidos que me alcançam em vídeos cômicos ou melancólicos: isolado em quarentena, o tempo estancou e se recusa a exercer o seu efeito. As horas se repetem, indistinguíveis, indiferentes, e revelam sua absoluta inutilidade, dispostas apenas a expor o cortejo das nossas tragédias. Às notícias interminavelmente tristes, somam-se a impotência, o temor, o tédio, o desalento, e assim vão produzindo algo como um inchaço do presente - que ofusca até mesmo o passado mais próximo, e parece bloquear a vista do futuro inteiro.

Não será a primeira vez que se revela a maleabilidade do tempo, sua subjetividade, sua submissão às leis da incerteza. Sobre a relatividade do tempo, aliás, a tão atacada ciência já cuidou de oferecer fórmulas convincentes. Em situações críticas, porém, não é absurdo dizer que a imprecisão se agrava, que relógios e calendários se mostram ainda mais descartáveis, arbitrários, infames.

O alemão W. G. Sebald devotou quase toda sua obra literária, das mais potentes da nossa época, a compreender as nuances do trauma histórico. É na boca de Austerlitz, seu personagem mais emblemático, que ele situa palavras sobre o tempo, que "não avança de forma constante, mas se move em redemoinhos", que é marcado por "estagnações e irrupções", que "evolui sabe-se lá em que direção". Habitado pelo trauma desde a infância, Austerlitz por vezes se deixa tomar pela esperança de que o tempo não passe, para que nada tenha se passado, para que não seja verdade o que conta a História.

Imersos como estamos no âmago de um possível trauma, coletivo e disperso, não é fácil decifrar o sentido da paralisia temporal que nos toma. Não é o passado o que tentamos negar agora, pelo contrário: a maioria de nós parece contemplar até com certa nostalgia os meses, as semanas, os dias que antecederam este presente atípico. Eram dias de liberdade e inocência: saíamos às ruas, fazíamos festas, abraçávamos os amigos, desconhecíamos a medida da contenção que logo tomaria conta de tantas vidas. Vivemos agora uma ausência desse passado, como se ele tomasse distância e já não nos pertencesse.

"Os mortos estão fora do tempo, os moribundos e todos os doentes nos leitos das suas casas ou dos hospitais, e não são só eles, pois um tanto de infelicidade pessoal já basta para nos cortar de todo o passado e de todo o futuro", descreve Austerlitz. Nós, em nosso tempo, percebemos que basta a iminência da dor e da infelicidade, ou basta que adquira um caráter amplo e social, para que toda a ordem temporal colapse.

O futuro é o que mais estremece, o que mais gera desconfiança. Por toda parte se propaga o discurso de que o mundo mudou para sempre e jamais seremos os mesmos. Em tal discurso, o futuro é estreito, não se estende além dos próximos meses, do próximo ano, desconsidera a possibilidade dos anos plurais, das décadas. Nessa ausência de horizonte, a paralisia do tempo se torna paralisia geral, se torna pandêmica. Tantos de nós vamos cancelando projetos, e nos parecem insensatos os trabalhos que faríamos, as festas que daríamos, inúteis as aulas que poderíamos cursar, fúteis os livros que escreveríamos.

Contra toda a paralisia, entre as muitas ações que o presente nos exige, talvez não seja pouco importante a luta contra a falência do tempo. Ou melhor, a luta contra a ilusão de que já não há tempo, de que o passado não nos pertence, de que o futuro caducou ou inexiste. Não deixemos que a obscuridade do presente nos cegue: é amplo o horizonte do tempo e é em direção a ele que avançamos. Todo projeto, todo trabalho, todo livro encontrará ainda o seu momento.

Pois o tempo, é Borges quem diz, não é mais que a sucessão, a incontível cadeia de acontecimentos. Enquanto todos dormem, ou batem panelas, ou ouvem inertes os estúpidos pronunciamentos, o silencioso rio do tempo está fluindo nas ruas, nas praças, nos campos, no espaço, está fluindo entre os astros. Não há de demorar o dia em que as notícias ruins serão esparsas, e em que saberemos contar outras histórias. Não há de demorar o dia em que despertaremos para ver que o presente virou passado, e que um futuro inteiro nos aguarda.
Publicado em: 24/04/2020


Só eu conheço os planos que tenho para vocês: prosperidade e não desgraça e um futuro cheio de esperança. Sou eu, o Senhor, quem está falando.” Jeremias 29:11

Um forte abraço!




_______________________________________

Fonte/Referência:

Falência do tempo - Pandemia provoca a ilusão de um futuro desfeito” - disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/opiniao/2020/04/24/ensaio-falencia-do-tempo---pandemia-provoca-a-ilusao-de-um-futuro-desfeito.htm - acessado em 25.04.2020.

terça-feira, 10 de março de 2020

O TEMPO DE DEUS

O TEMPO DE DEUS
Airton Sousa – Direto de Paciência – Rio de Janeiro - RJ

Em janeiro estava todo mundo reclamando que o mês não acabava nunca, já estava no dia 122 e nada de o mês acabar. Depois veio fevereiro e passou rápido demais e já estamos na metade março.

O mês de março é muito significativo na minha vida. Parece que todas as coisas boas ou ruins esperam esse mês para acontecer.

Vejamos: em março de 2017 eu estava muito tranquilo e satisfeito, pois estava trabalhando e faltava apenas um ano para me aposentar. Essa tranquilidade toda durou só até o final do mês, pois em março de 2017 fui dispensado do trabalho. Eu só precisava trabalhar mais um ano para me aposentar... O mundo caiu... Que dia triste!

Eu havia batalhado muito por isso. Agora estava ali, simplesmente igual a um lápis quando cai no chão e quebra a ponta: desapontado...

Sabe, algumas vezes perdemos uma batalha a fim de ganhar a guerra, mas na hora que acontece não sabemos o que pensar nem para onde correr.

Em alguns casos, Deus abre as portas imediatamente; em outros demora algum tempo para a gente entender como Ele está agindo; e em outros casos nunca entenderemos o que de fato ocorreu; mas na hora certa Deus chega, do jeito certo.

Mas então, meu amigão, me diga: o que Deus faz quando estamos decepcionados, quando estamos sofrendo ou quando choramos?

Você gostará de saber: Ele cuida de nós.

É importante você saber que Deus não age sempre prontamente, no tempo que você e eu queremos. Talvez as respostas que precisamos não cheguem logo, mas sabendo que Ele sabe, sabendo que Ele vê e, principalmente, sabendo que Ele ouve, podemos ter paz e esperança.

Ele age no tempo que Ele, em Sua sabedoria infinita, determina que seja o melhor tempo. Algumas respostas vêm logo. Outras não.

“Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas e não te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde andares.” (Josué 1:9)

As promessas de Deus não falham! Se por um acaso você está desanimado, cansado de todo o esforço e trabalho duro, preste atenção ao que foi dito acima, pois é Deus quem promete!

Minha mensagem para hoje é um convite para você confiar em Deus. Saiba que Ele cuida de tudo. Mesmo que você não sinta, não veja e não entenda, Deus está no controle.



quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

CHEGOU O ANO VINTE VINTE


CHEGOU O ANO VINTE VINTE
Direto da Redação.

Um novo ciclo se inicia.
O homem decidiu separar o tempo em fatias e chamar cada fatia de “ano”. E assim fazemos o que de melhor podemos fazer, como humanos: recomeçar sempre.

CORTAR O TEMPO
Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente… (1)


E então, nessa vibe, a gente, do #entaoserve, quer deixar com você, querido leitor, 14 dicas pra fazer esta fatia muito mais saborosa do que você poderia imaginar. São conselhos pra se colocar em prática, de verdade e com vontade. Um novo começo, onde a mudança que você espera do mundo pode começar com você:

1) Não prometa o que não vai cumprir.
“Seja o seu ‘sim’, ‘sim’, e o seu ‘não’, ‘não’; o que passar disso vem do Maligno.”

2) Organize o seu tempo.
“Tudo neste mundo tem o seu tempo; cada coisa tem a sua ocasião.”

3) Seja gentil e educado com todos.
“Mas façam como dizem as Escrituras: ‘Se o seu inimigo estiver com fome, dê comida a ele; se estiver com sede, dê água. Porque assim você o fará queimar de remorso e vergonha.’ Não deixem que o mal vença vocês, mas vençam o mal com o bem.”

4) Controle suas palavras.
“Não digam palavras que fazem mal aos outros, mas usem apenas palavras boas, que ajudam os outros a crescer na fé e a conseguir o que necessitam, para que as coisas que vocês dizem façam bem aos que ouvem.”

5) Valorize o seu dinheiro.
(não gaste mais do que ganha nem desperdice)
“Durante os sete anos de fartura a terra produziu cereais em grande quantidade. E José ajuntou todos os cereais e os guardou em armazéns nas cidades, ficando em cada cidade os cereais colhidos nos campos vizinhos. José ajuntou tanto mantimento, que desistiu de pesar, pois não dava mais: parecia a areia da praia do mar. (...) Então acabaram-se os sete anos de fartura no Egito, e, como José tinha dito, começaram os sete anos de fome. Nos outros países o povo passava fome, mas em todo o Egito havia o que comer. Quando os egípcios começaram a passar fome, foram pedir alimentos ao rei. Ele disse: — Vão falar com José e façam o que ele disser. Quando a fome aumentou no país inteiro, José abriu todos os armazéns e começou a vender cereais aos egípcios. E de todos os países vinha gente ao Egito para comprar cereais de José, pois no mundo inteiro havia uma grande falta de alimentos.”

6) Encontre alguém para ajudar.
“Empregue o seu dinheiro em bons negócios e com o tempo você terá o seu lucro. Aplique-o em vários lugares e em negócios diferentes porque você não sabe que crise poderá acontecer no mundo.”

7) Honre e respeite a sua família.
“E José deu ao pai e aos irmãos terras na melhor região do Egito, perto da cidade de Ramessés, como o rei havia ordenado. Essas terras se tornaram propriedade deles, e eles ficaram morando ali. José dava mantimentos ao pai, aos irmãos e aos parentes, conforme as necessidades de cada família.”
“Porém aquele que não cuida dos seus parentes, especialmente dos da sua própria família, negou a fé e é pior do que os que não creem.”

8) Persevere e não abandone os projetos pela metade.
“Quanto a você, siga o seu caminho até o fim. Você descansará e, então, no final dos dias, você se levantará para receber a herança que lhe cabe.”

9) Seja otimista; veja o lado bom da vida e tire lições dos desafios.
”Lembrem-se dos profetas que falaram em nome do Senhor e os tomem como exemplo de paciência nos momentos de sofrimento. E nós achamos que eles foram felizes por terem suportado o sofrimento com paciência. Vocês têm ouvido a respeito da paciência de Jó e sabem como no final Deus o abençoou. Porque o Senhor é cheio de bondade e de misericórdia.”
“Eu disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”.
“Esta é minha ordem: Seja forte e corajoso! Não tenha medo nem desanime, pois o SENHOR, seu Deus, estará com você por onde você andar”. 

10) Assuma um verdadeiro compromisso com o seu Deus.
“Busquem, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão dadas.”

11) Seja ético. Respeite o limite dos outros.
“Depois de muita discussão, Pedro se levantou e disse: — Meus irmãos, vocês sabem que há muito tempo Deus me escolheu entre vocês para anunciar o evangelho aos não judeus a fim de que eles pudessem ouvir e crer. E Deus, que conhece o coração de todos, mostrou que aceita os não judeus, pois deu o Espírito Santo também a eles, assim como tinha dado a nós. Deus não fez nenhuma diferença entre nós e eles; ele perdoou os pecados deles porque eles creram. Então por que é que vocês estão querendo pôr Deus à prova, colocando uma carga nas costas dos que agora estão crendo? E essa carga nem nós nem os nossos antepassados pudemos carregar.”

12) Não perca tempo com a inveja.
“A paz de espírito dá saúde ao corpo, mas a inveja destrói como câncer.”

13) Seja criativo, procure inovar e não se acomode.
“Não se conformem com o padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente”.

14) Tenha empatia. Coloque-se no lugar do outro e seja respeitoso.
Não amaldiçoe um surdo, nem ponha na frente de um cego alguma coisa que o faça tropeçar. Tenha respeito para comigo, o seu Deus. Eu sou o Senhor. (2)

Feliz Ano Novo!
Feliz Vida Nova!

Em fevereiro a gente volta, com novos textos pra você, com a ideia de sempre levar esperança para o seu coração. A gente está aqui pra isso.
Até lá, releia alguns textos já publicados neste blog. De repente, nessa releitura, você encontra a mensagem que precisa para seus dias de janeiro...



_______________________________

Referências/Fontes:

(1)  Até esta data não há fontes seguras sobre a autoria do texto, mas já se pode afirmar com segurança que não é de Carlos Drummond de Andrade nem de Mario Quintana.
(2)  Seleção de conselhos publicados na internet, sem fonte segura de autoria, com adaptações da redação deste blog.