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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

QUEM TEM O FILHO TEM TUDO - PARTE 1



QUEM TEM O FILHO TEM TUDO - PARTE 1
Larissa Oliveira – Bento Ribeiro              

Quero compartilhar hoje com você parte de uma narrativa alegórica que ouvi há alguns dias. Pretendo iniciar uma reflexão a respeito do quanto valorizamos o amor e a dedicação dos outros para conosco. Leia com atenção.
        
“Um homem muito rico e seu filho tinham grande paixão pela arte.

Tinham de tudo em sua coleção, desde Picasso até Rafael.

Muito unidos, sentavam-se juntos para admirar as grandes obras de arte.

Por obra do destino, seu filho foi para guerra. Foi muito valente e morreu numa batalha, quando resgatava outro soldado. O pai recebeu a notícia e sofreu profundamente a morte de seu único filho.

Um mês mais tarde, justo antes do Natal, alguém bateu à porta. Um jovem com uma grande tela em suas mãos disse ao pai:

- Senhor, você não me conhece, mas eu sou o soldado por quem seu filho deu a vida. Ele salvou muitas vidas naquele dia e estava me levando a um lugar seguro quando uma bala lhe atravessou o peito, levando-o a morrer instantaneamente. Ele falava muito do senhor e de seu amor pela arte.

E o rapaz estendeu os braços para entregar-lhe a tela:
- Eu sei que não é muito, e eu não sou um grande artista, mas sei também que seu filho gostaria que você recebesse isto.

O pai abriu a tela. Era um retrato de seu filho, pintado pelo jovem soldado.

Ele olhou com profunda admiração a maneira com que o soldado havia capturado a personalidade de seu filho na pintura. O pai estava tão atraído pela expressão dos olhos de seu filho, que seus próprios olhos se encheram de lágrimas.

Ele agradeceu ao jovem soldado e ofereceu pagar-lhe pela pintura.

- Não, senhor, eu nunca poderia pagar-lhe o que seu filho fez por mim. Esta pintura é um presente.

O pai colocou a tela à frente de suas grandes obras de arte. Cada vez que alguém visitava sua casa ele mostrava o retrato do filho antes de mostrar sua famosa galeria.

O homem morreu alguns meses mais tarde e se anunciou um leilão de todas as suas obras de arte. Muita gente importante e influente compareceu com grandes expectativas de comprar verdadeiras obras de arte. Em exposição estava o retrato do filho.

O leiloeiro bateu seu martelo para dar início ao leilão.

- Começaremos o leilão com o retrato 'O FILHO'. Quanto me oferecem por este quadro?...”


Na próxima semana descobriremos o final desse leilão surpreendente e qual a relação de tudo isso com a nossa vida e com o Salmo 22.

Um forte abraço!    

quarta-feira, 29 de junho de 2016

NOS GALHOS SECOS DE UMA ÁRVORE QUALQUER


NOS GALHOS SECOS DE UMA ÁRVORE QUALQUER
Por João Octávio Barbosa

Era inverno em Santa Catarina. Se você tem boa memória, e acompanha nossos posts, deve lembrar que na semana passada comecei o texto falando do verão. A época do mês é a mesma, mas o Hemisfério é outro, por isso o contraste. E um baita inverno, diga-se de passagem. O que você acha de -17,8°C? NEGATIVOS! Sim, essa temperatura foi registrada no Brasil, há exatos 20 anos, no Morro da Igreja, município de Urubici*. Árvores congeladas por todos os lados. Mortas e sem verde.


Uma árvore em especial é o tópico de hoje. A figueira. Eu nunca comi um figo na minha vida. Nem sei como é. Não sou muito parâmetro, também. Num hortifrúti sem legenda só vejo mato. Enfim, mas se eu aprendi alguma coisa de Biologia na escola (que grande mentira, não me lembro de um nada da Biologia que tive na escola!), é que figueiras dão figos, que são frutas saborosas para muitos.

Certa vez, certo homem, em certo lugar, passando por certa árvore, decidiu catar e comer certo fruto. Ganhou um figo (deixar endereço nos comentários) quem adivinhou que estamos falando de Jesus e uma figueira. O relato desse encontro está no livro de Mateus 21:18-22, e você pode ler clicando AQUI.


O Perfil Sem Curtidas de hoje é o da pobre arvorezinha cheia de folhas, mas nenhum fruto, que deixou Jesus frustrado e com fome. Jesus já tinha passado por um momento tenso no templo, expulsando os mercadores, e agora essa! Disse palavras duras, e a figueira seca; agora, já nem mais verde se via nela. Mateus diz que isso ocorre imediatamente, Marcos diz no dia seguinte. Os discípulos ficam surpresos, e Jesus aproveita a deixa para incentivá-los a desenvolver fé, pois, palavras dEle, com apenas um pouco de fé, eles moveriam até montanhas.

Beleza, mas e eu com essa figueira aí? A metáfora das árvores é muitas vezes usada na Bíblia para descrever o caráter do homem. Afirma Paulo, em Gálatas, que pessoas conectadas com Jesus (como galhos ligados ao caule, que é Cristo) dão frutos. Frutos do Espírito. Às quintas-feiras, nós tivemos o privilégio de ler sobre cada um deles, aqui no blog, pelas palavras bem escolhidas da Carina Baptista (Dicas de Cah). A figueira sem frutos representa as pessoas que não geram resultados.


Sim, os discípulos de Jesus têm metas a bater! Não é só o seu amigo lá do banco que tem que bater metas (P.S.: dia 29, hoje, fim do mês às portas, ajude seu amigo bancário!). Àqueles que se consideram cristãos não basta internalizar a presença de Jesus no coração; isso tem que transbordar, tem que transparecer, tem que culminar em frutos, não só em plantas que são só aparência, mas não alimentam, que não “sustentam” um mundo que precisa ver no “crente”, uma vida correspondente a valores cristãos.

Mas antes de encerrar a coluna de hoje e o assunto “figueira”, tenho mais uma coisa para apontar: não façamos da figueira um bode expiatório bíblico; afinal, foi em cima da figueira que Zaqueu achou Jesus (Lucas 19:4). E foi embaixo da sombra da figueira que Jesus achou Natanael (João 1:48).


Aliás, se você achou rude da parte de Jesus “amaldiçoar” a figueira, principalmente se você transfigurar a metáfora para a vida real (Jesus amaldiçoou o cristão que não dá frutos?), lembre-se de outra figueira, em outra parábola. Lucas 13:6-9. Antes de haver a figueira real, havia a história da figueira, sendo que nesse exemplo de Jesus ela teve mais sorte. E essa é a lição da vida real: a figueira recuperada e renascida; não a que foi morta.

Quando o homem já havia perdido a esperança de haver vida naquela figueira, naquela pessoa desacreditada pela sociedade, vem outro, representado Jesus, e decide dar mais uma chance. A quarta vez. Ou a sétima. Ou a setenta vezes sete (não sei escrever isso em ordinário).

Somos nós figueiras que, em anos, não demos frutos bons para o mundo ao redor, a ponto de sermos chamadas de inúteis? Deus está disposto a nos ajudar mais uma vez. Trabalhar em nós mais uma vez. Nosso galho não vai secar. O fruto vai nascer.

Brote.



Não peço que concordem, espero que reflitam!


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Referência:

Temperatura mais baixa registrada no Brasil. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/29_de_junho - acessado em 13.06.2016.

domingo, 22 de novembro de 2015

NEM TUDO QUE PARECE É

NEM TUDO QUE PARECE É 
(Por Lucileide Santos)

Hoje eu gostaria de nos transportar para uma história bem antiga. Uma história que fala sobre um pai e um filho, que conta sobre como esse filho deixou seu lar e foi viver a vida da maneira como julgava ser melhor. Já identificaram? Isso mesmo! A história do filho pródigo.

Bem, antes de começarmos, queria que prestássemos atenção a um pequeno verso: “Compadecido dele, correndo, o abraçou e beijou.” (Lucas 15:20).

Esse verso me chama bastante atenção, porque já se fizeram bastantes leituras sobre ele!  Em nosso papo vamos trabalhar com linguagem corporal!  O que vejo na atitude do pai é a linguagem corporal do amor, pois braços abertos comunicam aceitação! Vocês conseguem imaginar a atitude do irmão mais velho? Posso vê-lo com os braços e pernas cruzados comunicando reprovação, além de um olhar bastante carrancudo.

É engraçado notar que comunicamos rejeição ou aceitação através de pernas e braços cruzados ou não.  Muitas vezes, pessoas tímidas são mal interpretadas, pois assumem certos comportamentos corporais - não por não gostarem de companhia, mas, possivelmente, por não estarem muito confortáveis com a situação.

Quando vemos essas confusões acontecendo, percebemos que, para não nos enganarmos em uma situação, precisamos conhecer verdadeiramente as pessoas ou, pelo menos, nos permitir isso, certo?!

Pois suponhamos que você receba um bilhete alegadamente enviado por seu melhor amigo, ou por algum familiar querido, e seu teor contraria tudo o que você conhece sobre a pessoa. Provavelmente, você duvidaria da origem, não é mesmo?

Existe um tipo de pássaro na América do Norte que é conhecido por sua habilidade de imitar o canto de outras espécies de aves. Uma vez, ouvi uma história que contava sobre um cientista que gravou o canto desse pássaro imitando o canto de uma espécie dos melros, e gravou também os melros verdadeiros. Após isso, expôs o som a um grupo de melros e eles não perceberam a diferença entre o falso e o verdadeiro.

O que eu gostaria de destacar é que, assim como nem sempre o que não conhecemos é aquilo que realmente parece, até aquilo que já conhecemos é preciso ser conhecido cada dia mais.

Deus se faz conhecer! Ele se coloca à disposição para que todos aqueles que O enxergam de maneira distorcida possam olhar mais uma vez e perceber que não é bem aquilo que pensam, assim como está à disposição para aqueles que já O conhecem, mas que devem continuar sua busca para não ser enganados.

Que tenhamos sabedoria para ter um novo olhar sobre as coisas e discernimento para não sermos enganados como os melros.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

SOBRE MENINOS E OVELHAS


SOBRE MENINOS E OVELHAS
(Por Eduardo Santos)

Andei relembrando, dia desses, de algumas histórias da infância e me recordei de uma que ocorreu há, mais ou menos, 18 anos. Eu devia ter 4 ou 5 anos e era como toda criança nessa idade: superdesatento.

Fomos ao Parque Shanghai, certa vez, com uns amigos (era um parque de diversão de alta qualidade, na época; hoje, já nem sei mais se ele ainda existe). De início, aquilo parecia um mundo a ser explorado, diante dos meus olhos. Mas aquelas luzes piscando, o barulho e toda aquela movimentação de pessoas freavam meu instinto de explorador.

Claro que toda essa cautela não durou o tempo todo... logo estava eu querendo me desvencilhar das mãos dos meus pais para começar a ver o que tinha de bom naquele parque. Até que, distraído, comecei a andar numa direção diferente do grupo e me perdi. Levei um tempo pra me dar conta de que estava sozinho, mas, quando percebi, já devia estar bem longe.

Um fato curioso é que minha história se parece muito com outra, a de Lucas 15, a parábola da ovelha perdida. Uma vez, numa conversa sobre essa parábola, acabei sendo apresentado aos costumes judaicos relacionados à pratica de pastoreio.

Diz-se que a distância entre o aprisco e o oásis onde as ovelhas pastam é em torno de 3 a 4 km. Ou seja, um rebanho chega a andar por dia uns 8 km e isso é muito chão, um percurso grande o suficiente para uma ovelha desatenta se perder! E foi exatamente isso que aconteceu: das 100 ovelhas, apenas 99 retornaram, ao final do dia.

Não sei dizer se a ovelha percebeu ou não que estava perdida. Talvez tenha demorado, mas, como eu, acabou vendo que algo estava meio diferente. O que sei dizer é que o pastor sentiu falta do animal desgarrado da mesma forma que meus pais sentiram falta de mim!

O fim da história da ovelha eu não preciso lhe contar para você saber, é só ir conferir na Bíblia. Mas está curioso para saber o desfecho da minha história? Algo que já está evidente é que terminou tudo bem, ou quase isso. Afinal, sou eu mesmo que estou contando essa história. O que não foi nada legal foi que, após ser achado, não tinha mais aquela liberdade de correr para onde desse na telha. Sempre tinha a mão de um adulto agarrada a minha e não demorou muito para irmos embora.

Confesso que, até hoje, guardo a impressão de ter estragado o passeio por ter sumido por alguns instantes, mas o que mais me marcou foi a sensação de estar acompanhado o tempo todo. O adulto que me dava a mão não me impedia de ir até os brinquedos e aproveitar a brincadeira, mas estava lá comigo em todas elas.

E pelo que soube dos pastores judeus, é mais ou menos assim que funciona para as ovelhas que se extraviam. Elas são acompanhadas a todo momento, em todas as atividades, são carregadas nos ombros e nunca saem do alcance da vista do pastor.

Somos como ovelhas distraídas percorrendo grandes distâncias a cada dia. Passando por vales e desertos, caminhos tortuosos, planícies e oásis. Temos a péssima mania de não prestar atenção ao caminho do Pastor e nos perdemos, às vezes. Mas Ele nunca nos deixa para trás. Sai em nossa busca onde quer que estejamos e, quando nos encontra, nos dá um tratamento VIP.

Hoje, tenha a certeza de que, independentemente dos caminhos que tomamos, ao menor sinal de necessidade nossa, Deus estará pronto a nos encontrar e ajudar, pois "O Senhor olha desde os céus e está vendo a todos os filhos dos homens." (Salmos 33:13).