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domingo, 18 de fevereiro de 2018

NÃO SE ATRASE


NÃO SE ATRASE
Pamela Henriques Moreira – Angra dos Reis/RJ

Nas últimas férias, já voltando para casa, eu e meu marido fizemos um voo com conexão. Descemos do primeiro avião e ficamos perambulando pelo aeroporto. Naquele dia nós nos superamos no quesito “trapalhadas”. No primeiro voo nos atrasamos dentro do aeroporto, depois de enfrentar uma fila gigantesca, com direito a nos anunciarem pelo rádio. Durante a escala em outro aeroporto, confundimos a hora do voo com o horário de embarque. Entramos mansinhos na aeronave para não chamar mais atenção – afinal, estávamos entrando na hora que era para estarmos decolando...

Eu me lembro da época de escola, quando havia aquelas cadernetas que eram carimbadas todos os dias (ainda existem?). Na escola em que estudei, o limite era de três atrasos no mês; depois, o aluno era proibido de entrar e tinha que voltar para casa. Quase todo mês eu tinha três atrasos na minha caderneta. Várias vezes tive que correr atrás de ônibus para tentar compensar meu atraso ao sair de casa.


Tem alguns atrasos clássicos. Quem nunca viu matérias a respeito dos atrasados para a prova do Enem? Eu me lembro de presenciar, em dia de prova de concurso público, as pessoas correndo desesperadas, pois restavam pouquíssimos minutos pro portão fechar. O portão fechou depois do previsto e mesmo assim tinha gente que reivindicava a sua reabertura.

Interessante quando pensamos no quanto muitos se preparam com antecedência, mas não ficam prontos para o grande dia!

Já leu a história das dez moças virgens que iam se encontrar com o noivo pra festa de casamento? Um dia Jesus a contou. Veja que interessante:
As dez moças, cada uma com sua lamparina, aguardavam o noivo. Umas eram sem juízo, e outras eram ajuizadas. Cinco delas, chamadas de “prudentes”, tinham óleo de reserva. Mas as outras cinco, as sem juízo, não tinham provisão de óleo. Com a demora do noivo, todas dormiram. Ao chegar o noivo, as prudentes acenderam suas lamparinas; já as outras não puderam, por falta de óleo, e saíram para comprar; mas, ao voltar, o portão já estava trancado e elas perderam a festa de casamento. (Mateus 25:1-12)

Assim acontece conosco; às vezes achamos que estamos prontos, mas nos esquecemos do essencial, que é estar preparado para o Grande Dia.

Ao final dessa parábola, Jesus deixa bem clara a lição: “Portanto, fiquem vigiando porque vocês não sabem qual será o dia e a hora.” Mateus 25:13

Se nos atrasamos e nos enrolamos para ocasiões com data e hora marcadas, imagine para o maior evento deste mundo, que não sabemos quando vai acontecer?


E que Grande Dia é esse? Será a volta de Jesus a esta Terra. Um dia de muita alegria, fim dos nossos sofrimentos e a certeza de ter vida eterna ao lado de nossos queridos. Não sabemos o dia nem a hora, mas a Bíblia nos ensina que devemos buscar a Deus diariamente, conhecer e aplicar as vontades dEle em nossa vida.

Se nos prepararmos desde já, não seremos pegos de surpresa, e teremos motivos para sorrir, pois poderemos ver Jesus face a face e ter a certeza de que viveremos pra sempre com Ele. 

O maior erro das moças sem juízo não foi dormir; foi não terem se preparado, "zero comunhão" com Deus, que na história foi representado pelo óleo.

Muitos sonham com o Céu, mas negligenciam o Único que pode nos levar até lá. 

Quem não quer ir para o Céu?
Vamos juntos?




quarta-feira, 7 de outubro de 2015

QUANTO MAIS SAL, MELHOR - Parte final

QUANTO MAIS SAL, MELHOR - Parte final
(Por Eduardo Santos)

Continuando nossa conversa de duas semanas atrás, voltaremos a falar sobre sal. Mas não me sinto muito à vontade falando sobre algo ou alguém que não apresentei. Então, farei uma breve apresentação de algumas características importantes para a nossa reflexão. Não se preocupe, a apresentação será seguida de explicação!

O sal de cozinha, quimicamente conhecido como cloreto de sódio, é um sólido branco em forma cristalina definida. É composto por dois íons provenientes de elementos químicos diferentes (Na+- vindo metal sódio; e Cl-- vindo do gás cloro;) que estão ligados por uma força atrativa de ordem eletrostática. É um sólido sem odor, mas com paladar agradável. Quanto a sua estrutura cristalina, pode-se dizer que apresenta um número de coordenação igual a 6 e sua disposição espacial dentro de seu retículo cristalino adota a estrutura cúbica de face centrada.

Hora certa para começar com as explicações?!
Antes de começar, quero dizer que algumas coisas eu vou explicar com texto, e uma outra será explicada por uma imagem. Vale lembrar, agora, que ainda estamos falando sobre a metáfora usada por Jesus em Mateus 5:13.

O primeiro detalhe que me chamou a atenção reside na própria composição do sal. Eu lhe disse que ele tem dois constituintes que são íons. A definição de íons, de forma resumida, é: qualquer espécie que esteja em desequilíbrio elétrico. É isso que os sinais “positivo” e “negativo” simbolizam. Explicando um pouquinho melhor, já utilizando o exemplo do sal de cozinha: o sódio tem um elétron que é disponibilizado no momento da reação (por isso o sinal positivo próximo ao seu símbolo químico) e o cloro capta esse mesmo elétron (por isso o sinal negativo). A criação das cargas elétricas distintas faz com que ambos se atraiam com uma força intensa. É como diz o ditado: “Os opostos se atraem!”.

Que tal aplicarmos esse conceito à temática da distribuição de dons?
Deus concedeu caraterísticas (elétrons) diferentes aos Seus filhos. Características que, ao disponibilizarmos, faz com que nos liguemos a pessoas que possuem outras qualidades. Paulo fala um pouco sobre isso em I Coríntios 12. Assim sendo, quando compartilhamos nossos traços de personalidade na missão de “ser sal”, complementamos e somos complementados. Características nossas passam a trabalhar em cooperação com as de outras pessoas e vice-versa.

Tem ainda outra observação muito legal que não foi mencionada; ela tem a ver com o tal retículo cristalino. Para entender melhor, imagine um único cristal de sal. Nesse cristal existe um número imenso desse par que estamos falando (Na+ e Cl-) e, acredite você ou não, eles estão milimetricamente organizados espacialmente, em uma estrutura cúbica de face centrada, lembra? Olhando em um microscópio, pode-se notar que essa arrumação é baseada na repetição da estrutura cúbica, como se um único cubo original tivesse sido repetido milhões de vezes, o que chamamos de retículo cristalino ou célula unitária. No centro e na metade de cada aresta, está um íon Na+ e, nos vértices e em cada face, um íon Cl-, ou vice-versa. Dessa forma, cada íon Na+ é rodeado por 6 íons Cl- e o inverso também ocorre. Daí o número de coordenação ser 6. (Acho que a imagem abaixo vai fazer você entender um pouco melhor!)



É interessante notar que, olhando o sal em si ou os íons constituintes, nunca se fala de um isoladamente, sempre se fala de um íon rodeado por outros ou um cristal sendo formado por uma junção de pares dos íons. Pensando na questão da atração eletrostática, conseguimos visualizar melhor esse conceito. A atração elétrica não é unidirecional; na verdade, ela é uma força que age nas três dimensões atraindo tudo (de carga contrária ao atrator) que esteja até certo limite de distância. Discretamente, essa percepção me mostra uma profunda lição!

A lição de “ser sal” ensina que isso não é tarefa para ser feita sozinho. Pelo contrário, ensina que devemos dedicar nossos dons conjuntamente com outras pessoas a fim de que a missão seja desempenhada. De uma forma mais profunda, ela transmite que, ao nos tornarmos sal como Cristo nos ensinou a ser, contagiaremos outras pessoas a agirem da mesma forma. E, se fosse resumir isso tudo em apenas uma frase, eu diria que a missão de “ser sal” requer intensa união!

É nossa escolha agir dessa forma e tornar nosso mundo um pouco diferente do que vemos hoje em dia. É uma realidade viver um pouquinho do céu aqui, se aplicarmos seus princípios aqui na Terra, “viralizando o bem”, como costumam dizer por aí. Essa hipertensão eu apoio. Então, o que vai ser a partir de agora?

Forte abraço e boa quarta-feira!

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

QUANTO MAIS SAL, MELHOR - Parte 1


QUANTO MAIS SAL, MELHOR - Parte 1
(Por Eduardo Santos)

Sei que o título de hoje é bastante intrigante; mas, para evitar que você abandone a leitura, eu me explico logo de início: o texto, apesar de falar de sal, não trata sobre alimentação. Em outras palavras, não estou fazendo nenhum tipo de apologia a uma rotina alimentar desregrada que conduza à hipertensão, pedras nos rins e outras tantas doenças - mesmo porque não pretendo arranjar problemas com a colega de blog do dia seguinte (Carina Baptista, a Cah), que tanto preza por nossa saúde!

Mas devo dizer que, ainda assim, o título deste texto continua bem misterioso...  Sendo legal com você, adianto que, para entender bem, será necessário que acompanhe esta microssérie de dois textos com um pequeno intervalo de uma semana entre eles. Deixei você curioso? Era a intenção! Mas, se não deixei, permita-me lhe pedir que leia mesmo assim; prometo que o tempo empregado aqui será um ótimo investimento.

Estava conversando com minha irmã (Lucileide Santos, a Lu) há um tempo sobre algumas metáforas bíblicas e a profundidade delas, quando tive um momento de imensa admiração, seguido da exclamação: “Como Jesus foi genial!” Isso tudo foi consequência da lembrança do ensinamento que Cristo transmitiu aos seus discípulos: ”Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.” (Mateus 5:13).

É sempre meio complicado falar de sal com um Químico, pois sempre rola aquela pergunta, mesmo que por pouquíssimos instantes: “De que sal estamos falando?”. O conceito de sal na Química é muito mais abrangente do que o conceito cotidiano, o que nos dá certa permissão para viajar um pouco. No entanto, Jesus falava sobre o sal que usamos na cozinha - isso fica mais evidente quando a gente se lembra de que esse era um artigo de muito valor nos tempos do Império Romano, época na qual Jesus viveu.

Normalmente, aborda-se o caráter gustativo do sal, na parábola, justamente porque é a função que o próprio Cristo cita. Mas lembre-se de que Ele adequava seus ensinos às pessoas e aos conhecimentos da época, e ainda não se sabia muito sobre alguns temas. Acredite você, ou não, existem muitas, quero dizer muitas mesmo, aplicações para essa metáfora, mas veremos apenas uma em cada texto.

Uma propriedade muito conhecida do sal, atualmente, é a de conservante. Sim, um exemplo bem próximo disso são os alimentos em conserva. Eles vêm dentro de latinhas, frascos de vidro etc., contendo o produto e uma pequena quantidade de água com sal.

Esse é um procedimento padrão para evitar crescimento e proliferação de colônias de microrganismos - aqueles responsáveis por causar uma quantidade imensa de doenças que conhecemos e também de outras que não conhecemos. Possivelmente, isso ocorre por diversos motivos, mas, provavelmente, o principal deles é a falta de controle osmótico. Funciona da seguinte forma: se existe uma necessidade de água na parte externa para diluir um meio concentrado, ocorre uma migração desse líquido para a área de necessidade. E quase todos os seres vivos, senão todos, dependem de água para sobreviver. Sendo assim, na ausência de água, eles morrem.

Propositalmente, Cristo nos chamou de sal da Terra. Conhecendo o mundo em que vivemos e sabendo que está contaminado pelo pecado, podemos dizer que Ele nos chamou para sermos diferentes, sermos os agentes de purificação e conservação da Terra. Não por nós mesmos; afinal, não há poder em nós que nos tire da condição pecaminosa, mas, por meio do poder de Cristo somos capazes de assim fazer. Jesus mesmo nos lembra disso em João 15:5: “(...) porque sem mim nada podeis fazer..

A lição do sal nos ensina que nossa missão é bem mais profunda do que deixar a vida de nossos irmãos mais saborosa. Ela nos mostra que nosso propósito aqui é curar um mundo enfermo, mitigar os efeitos do erro sobre a vida do ser humano e, principalmente, nos ensina sobre o relacionamento entre o ser humano e Deus. Mas antes de tudo isso ser efetivo precisamos concluir, verdadeiramente, como Paulo o fez: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim”. (Gálatas 2:20).

Um forte abraço e até semana que vem!

domingo, 20 de setembro de 2015

SOBRE METÁFORAS, LUZ E FAZER A DIFERENÇA

SOBRE METÁFORAS, LUZ E FAZER A DIFERENÇA
(Por Lucileide Santos)


As metáforas são uma das minhas figuras de linguagem favoritas! Elas nos acompanham na maioria das construções de nossas frases. Eu aprendi a gostar de figuras de linguagem, uma parte da Literatura, depois de entrar para a faculdade de Letras; em uma de minhas experiências em sala de aula precisei ensinar para os meus alunos as diversas figuras de linguagem e pensamento. E depois de estudar um pouco mais sobre esse recurso estilístico passei a enxergar as coisas sob uma nova ótica!

As metáforas são uma espécie de comparação, só que mais discreta e com um sentido mais intrínseco! Ao invés de dizer que “somos como uma luz” (como é feito na figura de linguagem chamada comparação) ela diz “somos a luz” e é aí que se estabelece a forte relação entre as características do objeto de comparação e as do que está sendo comparado.

Jesus falava por parábolas, uma ferramenta de discurso que facilitava a compreensão e o aproximava de quem o escutava. Em muitas de suas parábolas ele lançava mão de figuras de linguagem. A metáfora mais famosa e que mais me chama atenção é a que diz o seguinte:

"Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte.
 E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Pelo contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa.
 Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus". (Mateus 5:14-16)

Jesus nos diz que somos a luz do mundo. A aplicação dessa metáfora me intriga, pois imaginem só o quanto essa comparação é genial! A luz é usada para acabar com a escuridão. Sim, ela serve para tanto, mas não só isso; ela também serve como ponto de referência em um ambiente, porque se quero chegar a algum lugar uso o caminho luminoso que a luz me dá. Ela é um símbolo de esclarecimento ou ideia; podemos dizer que a luz significa uma maior compreensão sobre alguma verdade.

O papel da luz é imprescindível em nossa vida. Ao estabelecer uma relação direta entre a luz e todos nós, Jesus nos indica que este mundo precisa de algo que faça a diferença, algo que dissipe toda a maldade e escuridão que existe!

Eu sou luz, você é luz! Precisamos deixar que nossas ações brilhem, não debaixo de uma vasilha ou de forma fraquinha quase apagando, mas de forma que em todos os lugares que estivermos as pessoas se sintam mais próximas de nosso Criador e Salvador!

Um ótimo domingo!