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terça-feira, 13 de março de 2018

O MANDACHUVA


O MANDACHUVA
Airton Sousa – Direto de Paciência - Rio

Meu amigo de longa estrada, Isael Rocha, esteve aqui no Rio no período de novembro do ano passado até janeiro deste ano. Nós trabalhamos juntos nos anos 90 em uma grande agência de publicidade de São Paulo. Ele continuou por lá, eu saí, e quando voltei agora, pra mesma agência, ele veio ao Rio para me passar o trabalho e dar um treinamento.

Uma curiosidade que segue esse meu amigo é que onde ele vai... chove. Chove mesmo, cai muita água! Se você parar pra lembrar que em dezembro e janeiro choveu muito, no Rio, tenha certeza de que eram os dias que o Isael, “o mandachuva”, esteve por aqui. Mas como choveu! No dia em que ele foi embora, além da chuva, ainda estourou uma bomba d’água em Bangu, inundando o Shopping e paralisando o trânsito em alguns bairros da cidade. Eu lembro que naquele dia eu cheguei à Central do Brasil, de volta do trabalho, e a circulação dos trens estava suspensa por causa das chuvas, e eu fiquei por ali, no meio da multidão indecisa, por quase duas horas esperando a normalização do tráfego dos trens. Eu pensei, comigo: o Isael ainda deve estar por aqui, no Rio... E, de fato, ele ainda estava no aeroporto. E diz a lenda que quando ele chegou a São Paulo começou a chover.


Eu acho graça, ele também vai achar, mas, claro, foi tudo uma coincidência mesmo, embora a gente use o fato para fazer uma graça, porque sem graça não se vive.

A Bíblia também conta a história de uma mandachuva. Elias.
Elias era profeta de uma terra onde as pessoas haviam virado as costas para Deus.
Você pode acompanhar esta história em I Reis 18:41-46.

Naquele lugar não chovia há três anos e meio, a seca era grande e a fome era extrema. E Deus apareceu para esse profeta e falou: "Elias, vai lá e avisa ao povo que vai chover. Sim, darei chuva sobre a terra.".

E lá se foi Elias com medo de que a previsão não acontecesse e o povo ficasse ainda mais revoltado contra ele. Mas ele foi e avisou: "Vai chover! Já ouço ruídos de uma abundante chuva.".

E aconteceu. Houve naquele dia uma grande chuva!



Elias falou “ruído” e não “barulho” de abundante chuva. Ele estava prevendo o que iria acontecer. Não havia nenhum sinal natural de que choveria, mas Elias conseguiu ouvir os ruídos, simplesmente porque ele acreditava no que Deus lhe havia falado: “Vai lá e avisa ao povo que vai chover.”.

Às vezes, em nossa vida, não conseguimos ver a saída, simplesmente porque nos esquecemos das palavras e promessas de Deus. Esquecemos que enquanto estamos indecisos e preocupados Ele já está trabalhando por nós. Quando temos uma grande expectativa e nada acontece não conseguimos ver, mas Deus já foi na frente para quebrar as correntes e derrubar os muros.

Vai chover!
O “nada”, para quem crê em nada, é nada; mas para quem crê em Deus, o “sim” é tudo. Já temos o “sim”. A sua vida tem que ser coberta de chuvas, sabe? O lugar que está seco, na sua vida, hoje vai transbordar.

“Já ouço ruídos de abundante chuva.” Vai chover!





sexta-feira, 22 de julho de 2016

SOBRE SOMBRAS E FALSIANES


SOBRE SOMBRAS E FALSIANES
Por Denize Vicente

Nesta semana as redes sociais ficaram lotadas de figurinhas e memes relacionados com o Dia do Amigo, e datas comemorativas servem, inclusive, para reaproximar pessoas que, por variadas razões, quase não se falam, não se veem, não se tocam, mas que se amam.

Quando eu era criança e nós íamos pra casa dos meus avós paternos, eu gastava parte do meu tempo, lá, “ensinando” meu avô a ler. Nós ficávamos na garagem da casa, ele sentava num banquinho, e eu escrevia na parede, dando aula pro meu vô. Ele fingia tão bem que eu acreditava que o estava alfabetizando mesmo!

Outra parte do tempo eu gastava lendo as revistas da coleção da minha tia Noádia – uma coleção imensa que ocupava uma espaço bem grande da estante dela. Era a Revista Seleções - Reader’s Digest, que existe até hoje! E até hoje também eu guardo na memória histórias, piadas, pensamentos e citações que eu lia naquela época.

Há duas frases que eu li nas revistas, e que mantenho vivas na minha mente. Eu não diria que são um mantra, pra mim. Mas, como os provérbios de Salomão, elas me orientam. Quem me conhece já deve ter me ouvido recitando essas ideias, e posso dizer que as repito ipsis litteris:

“Se você quiser ser incisivo, seja breve.
Com as palavras se dá o mesmo que com os raios de sol:
quanto mais condensados, mais queimam.”


“Não me interessa um amigo que mude quando eu mudar
nem que balance a cabeça quando eu o fizer;
minha sombra executa tudo isso muito melhor.”

E como estamos falando de amigos, hoje, eu queria me deter nessa segunda frase – a que fala da espécie de amigo que precisamos ter. 

Dizem que as pessoas muito famosas, ou muito ricas, ou muito poderosas não têm amigos; têm bajuladores, gente que não as quer contrariar para não perder o que aquela “amizade” lhes pode “oferecer”. Se uma pessoa assim está com um pedacinho de alface no dente vai continuar com ele, porque nenhum desses “amigos” terá “coragem” de lhe dizer. O mesmo acontece se está indo por um caminho errado, ladeira abaixo; mostrar o erro pode custar a “amizade”, as regalias...

Pessoas que não são ricas nem poderosas, também, muitas vezes, preferem estar cercadas de gente que apenas concorda com elas, que as apoia seja no que for, que não as contraria em nada. E assim se sentem amparadas, cheias de si, confiantes, embora mais à frente possam se ferrar – provavelmente sozinhas, porque esses “amigos”, geralmente, sabem a hora de pular fora do barco.


“Não me interessa um amigo que mude quando eu mudar e que balance a cabeça quando eu o fizer...”; pra isso eu tenho a minha própria sombra que faz o serviço com muito mais perfeição. O amigo ideal é aquele que ri com você, que enxuga as suas lágrimas, mas que também o orienta pra que você não precise chorar, ou que lhe dá um sacode e manda engolir o choro... Alguém que é sábio o bastante para alertá-lo dos perigos, e forte o suficiente para se manter do lado oposto ao seu quando você não quer fechar com o certo.

 

Salomão deu a dica: “Aquele que anda com os sábios será cada vez mais sábio, mas o companheiro dos tolos acabará mal.” Provérbios 13:20

Davi foi esperto e inteligente. Era um pastorzinho de ovelhas, mas era músico também, e teve percepção – os músicos são especialmente sensíveis e perceptivos... E ele se separou dos tolos, dos bobos, dos malandros, dos vacilões e das falsianes da vida (clique nestes links pra conferir: Salmos 1:1; 101:5-7), e escolheu como amigos e companheiros gente que respeitava e temia a Deus (Salmos 119:63, Salmos 119:79).


Eu e você temos a chance de escolher o tipo de amizade que devotaremos a alguém, o tipo de amigos que queremos ser e o tipo de amigo que queremos ter.

Andar com sábios é muito melhor, por mais que, de vez em quando, gere um desconforto... 
Ninguém é feliz com um amigo-sombra. Fique esperto!


terça-feira, 19 de julho de 2016

PADAMENTO

PADAMENTO
Por Airton Sousa

Só pra você saber, ao mesmo tempo em que escrevo, estou ouvindo no phone “Preciosa Graça”, com a Joyce Carnassale. Essa música me acompanha já há alguns meses. É só pra registro, ok? Porque hoje vamos falar de escolhas. Vamos falar de Acã.

Quando Deus derrubou os muros de Jericó e entregou a cidade ao povo de Israel, as instruções foram bem claras: “Não peguem em nada que vai ser destruído. Se ficarem com qualquer coisa que eu mandei destruir, vocês vão trazer desgraça e destruição ao acampamento Israelita.” (Josué 6:16)

Resumindo: não mexam nas coisas.

Durante o tempo que morei em Sampa, frequentei muito a chácara do meu amigão Jorjão, lá em Sumaré, interior do estado. Jorjão é aquele tipo de anfitrião bonachão que recebe com alegria e muita fartura, que faz muita questão da sua visita e deixa isso muito claro pra você. Mas Jorjão também tem lá suas leis e regras. Quem se comporta bem pode retornar no próximo carnaval e será sempre bem-vindo. Quem não se comporta bem, é “padamento” e deixa de ser bem-vindo.

Não se preocupe em achar o significado de “padamento”. Não vai encontrar. A menos que você seja convidado da Chácara do Jorjão. Só lá e aqui no texto. Logo na entrada tem um cartaz com as regras da casa:

“Os Dez Padamentos”.

E o primeiro padamento é este:
“Só mexa no que você trouxe.”
(eu preciso voltar lá pra me lembrar dos outros nove padamentos).

Quando entraram na cidade, todos viram os tesouros espalhados, moedas, prata, roupas caras. Todos viram. Todos cobiçaram. E todos passaram direto, continuaram andando. Mas Acã... Acã olhou para a esquerda, olhou para a direita... por que não pegar? Ele viu, parou, cobiçou e se apossou. Padamento!

Acã, era “padamento” e, por ser “padamento”, cresceu o olho. Fez escolhas erradas. Comprometeu sua família. Trocou as ordens de Deus por coisas. E mexeu nas coisas amaldiçoadas por Deus. Isso é sério.


Gosto de pensar que Acã era um valente e corajoso homem que pertencia à tribo de Judá e que guerreava por uma causa santa. Fazia parte de um povo que tinha uma história de escravidão e sofrimento por mais de 400 anos, que foi liberto por Deus e conduzido pelo deserto até a terra prometida. Talvez Acã tenha tido oportunidade de ouvir todas essas histórias de seus antepassados, oportunidade de ver e comer o maná, o pão do céu, talvez tenha tido a chance de ver com os próprios olhos o poder, as maravilhas e os milagres de um grande Deus.

O que leva uma pessoa, que conheceu e viveu tudo isso, a, ainda assim, trocar tudo por um punhado de pratas? Movido pela ganância, escondeu uma capa babilônica, um pouco mais de 2kg de prata e cerca de 500g de ouro. Esses cobiçados objetos foram enterrados sob a sua barraca.

Tudo escondidinho e já estava pronto para participar da próxima conquista que era a cidade de Ai – aparentemente, era mais fácil ainda, era vitória, na certa. Não foi. Derrota e humilhação. Voltaram para casa abatidos e com um saldo negativo de 36 soldados mortos.

E quando Josué e os anciãos buscaram uma explicação, a resposta de Deus veio rápida: Israel pecou e, por isso, perdeu a batalha. 

Josué convocou o povo a fim de descobrir o culpado para tamanha desgraça que recaía sobre o povo. Josué foi de tenda em tenda, até encontrar.

O pecado de Acã havia sido descoberto. Acã foi condenado à morte; não só ele, mas também toda a sua família! Acã estava metido com coisas amaldiçoadas por Deus.

Aquele foi um dia muito triste em Gilgal.

Para o nosso próprio bem, a história de Acã nos lembra: cuidado com as coisas que você traz para dentro da sua casa.

Os melhores dias acontecem na medida em que confiamos em Deus.

“Se somos filhos do Senhor, e herdeiros de Seu reino
Morreremos para o mal e para o bem renasceremos
Nova vida de perdão, de poder e de vitória
Reinaremos com Jesus, para sempre em sua glória.”

Confie somente em Deus. O resto é tudo padamento!

terça-feira, 7 de junho de 2016

NOVIDADES DO DIA


NOVIDADES DO DIA
Por Airton Sousa

Eu vinha descendo pela pracinha da vila onde moro, quando ouvi alguém perguntando: “O que é Jesus para você?”. Demorei algum tempo para perceber que a conversa era comigo... Era meu vizinho que, ao me ver passar carregando a minha enorme Bíblia Thompson e mais um exemplar da revista da Lição Bíblica, me para e faz a pergunta. Era a primeira vez que eu era convidado a testemunhar, pessoalmente. “Senta, que lá vem história...” - eu disse.

E foi ali, sentado no banco da pracinha, que eu contei toda a minha história para aquele moço. Contei como Jesus Cristo entrou na minha vida, arrumou tudo o que estava bagunçado, me salvou e perdoou os meus pecados. Pude contar como foi que Ele me alcançou e que agora eu sou feliz. Também contei como sou grato por isso todos os dias, pois entendo que se Jesus não tivesse feito isso por mim eu não poderia viver com Ele nem chamá-lo de amigo. Eu compreendo também que tudo foi feito de graça. Não me custou absolutamente nada. Eu só tinha que crer e aceitar.


A conversa continuou animada, e eu pude contar também dos grandes feitos de Jesus. Estávamos com bastante tempo livre e eu contei que quando Ele acalmou a tempestade no meio do mar as multidões e os discípulos ficaram admirados e falaram: “Quem é esse que até os ventos obedecem?”. Falei de como as multidões se admiravam, dizendo: “Jamais se viu tal coisa em Israel!” (Mateus 9:33). E foram tantos milagres que Jesus operou quando esteve aqui e opera ainda hoje!

Gosto muito do significado da palavra “Evangelho” – Boas novas.

Na maioria das vezes, as boas notícias chegam quando tudo que está acontecendo é muito ruim; daí, aparece uma “bomba”, um fato novo, uma novidade boa, para alegrar o dia. É assim mesmo, o evangelho: boas notícias para um dia sem esperança.




Desde o início, Deus desejou ser nosso amigo e ter uma relação pessoal conosco, nos tirando das trevas e da ignorância, nos livrando do pecado; por meio de Jesus, fomos tirados da escuridão. Ele é a luz verdadeira.

Para aqueles que andam errantes pelo caminho, desprotegidos, tais como ovelhas indo para o matadouro, Jesus Cristo é o bom pastor.

Ele é o nosso curador e perdoador. Jesus é especialista em fragmentos e pedaços. Ele é restaurador. O seu perdão está sempre ligado a Deus.

Ele é o caminho para o Pai e esse caminho só é possível por intermédio de Jesus Cristo, pois Ele veio do Pai.

Ele é a ressurreição e a vida, pois possui as chaves da morte. Ele morre; assim eu poderei viver.

Jesus é o construtor, o músico, a verdadeira luz que brilha em mim. Ele é o meu descanso e fortaleza.

Há um relato em Marcos 16, de um dia em que Cristo se reuniu com seus amigos e fez a pergunta:
- Quem o povo diz que o Filho do homem é?

Eles responderam:
- Alguns dizem que o Senhor é João Batista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias.

- E vocês? Quem vocês dizem que eu sou? - perguntou Jesus.

Pedro respondeu:
- O Senhor é o Messias, o Filho do Deus vivo.

Para Pedro, que já tinha presenciado tantas coisas ao lado de Jesus, não havia mais dúvidas de que Ele era o Messias. Outros diziam que era um mestre vindo da parte de Deus, ou um líder politico.

“Se Ele fosse considerado apenas um ‘mestre vindo da parte de Deus’ ou um dos profetas ressuscitados dos mortos, Sua morte não teria maior significado do que a de qualquer outro grande homem. Para que alguém encontrasse salvação na cruz do Calvário, seria preciso, primeiramente reconhecer que Aquele que estava pendurado na cruz não era outro senão o Filho de Deus, o Salvador do mundo, o Messias, o Cristo.” (1).

Quando terminei o papo com meu vizinho, e ali mesmo na praça, eu fiz uma oração por ele, com ele. E vários carros e pessoas passaram pela cena, em um silêncio respeitoso. Nenhuma surpresa. É assim mesmo quando a gente conhece a Jesus. A gente quer falar, quer mostrar pra todo mundo quem é Ele.

E eu terminei do mesmo jeito que termino aqui. Não adianta simplesmente admirar Jesus. É preciso conhecê-lo e aceitá-lo como único e suficiente Salvador pessoal e caminhar com Ele para ter uma vida feliz.

Hoje o dia está cheio de novidades boas. Aproveite cada uma destas notícias e seja feliz.
 

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Referência:

(1) Vivendo na Graça – Editora Casa, página 169.