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quarta-feira, 27 de março de 2019

BIG BROTHER


BIG BROTHER
Larissa Oliveira – Bento Ribeiro – Rio de Janeiro - RJ
        
Se você habitou o planeta Terra nos últimos anos provavelmente já ouviu falar no famoso “reality show” holandês no qual várias pessoas são confinadas numa casa e observadas 24 horas por dia. O “Big Brother” é um circo montado para uma plateia faminta por intrigas, conflitos, romances, traições e enredos “surpreendentes”. O programa ganhou o mundo e chegou ao Brasil em 2002 e até hoje suas temporadas são renovadas.

Algumas pessoas, assim como eu, se angustiam só em pensar na possibilidade de serem observadas, vigiadas ou espionadas todo o tempo num “reality” desses. E sabe por quê? Porque sabemos que ali estaremos sendo produtos de entretenimento. Quem observa os participantes não está preocupado com nada muito além do seu próprio divertimento. Reféns de edições e muitas vezes de preconceito e estigmatização, os participantes são julgados e convidados a permanecer ou a se retirar da casa.


Participar dessa arena, pelo menos pra mim, não soa muito atraente. 

Com isso em mente convido você a fazer uma comparação com o Salmo 139. Sem dúvida é um dos mais belos de toda Bíblia e é considerado “A Coroa De Todos Os Salmos”.

Nesse Salmo, Davi declara todo o profundo e intrigante interesse de Deus por nós. Mas não um interesse vazio, egoísta, de um julgador tirano; mas algo baseado no amor.

Estamos sendo vigiados 24 horas por dia por meio da onisciência1 de Deus: Salmos 139:1-6.
“Senhor, tu me sondas e me conheces.” Salmos 139:1.

Estamos sendo vigiados 24 horas por dia por meio da onipresença2 de Deus: Salmos 139:7-12.
“Para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença?” Salmos 139:7.

Estamos sendo vigiados 24 horas por dia através por meio da onipotência3 de Deus: Salmos 139:13-18.
“Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe.” Salmos 139:13

Uau, que texto! Cada verso é um suspiro envolvido de emoção e de constrangimento pelo amor, pelos planos e pelos pensamentos de Deus por nós. Você é alguém com quem Ele se importa individualmente. Projetou você nos mais belos sonhos, arquitetou sua vida e mantém você sob a Sua constante vigilância.


Você não é um simples produto de entretenimento, você é a coisa mais valiosa que Ele tem para cuidar.

Um forte abraço!

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Fonte/Referência:

Dicionário Online

1 saber absoluto, pleno; conhecimento infinito sobre todas as coisas.
2 qualidade ou condição do que é onipresente; presença em todos os lugares.
3 poder total, absoluto, infinito.         

quinta-feira, 9 de junho de 2016

"SÓ NÃO TE DOU OUTRA PORQUE..."

"SÓ NÃO TE DOU OUTRA PORQUE..."
Por Carina Baptista

Oi pessoal, tudo bem??

Hoje vamos falar sobre “domínio próprio”. E, para isso, pensei num convidado muito especial: Seu Madruga! Isso mesmo, você não leu errado! Pensando sobre esse fruto do espírito, quase que imediatamente esta frase ecoou na minha mente: "Só não te dou outra porque....". Pensei: essa é uma clara demonstração de domínio próprio - na minha cabeça – ou, pelo menos, de busca pelo domínio próprio.


Vejamos. Geralmente, nosso saudoso Seu Madruga falava essa frase para o também saudoso Chaves, que sempre aprontava alguma. Cheguei à conclusão de que a frase não era apenas uma intimidação nem somente uma forma de distanciar o pobre Chaves... Bom, ele sempre a falava depois de já ter dado um cascudo no garoto; e aí você deve estar pensando: onde está o domínio próprio?

Podemos notar que ele tinha tudo para "continuar batendo", considerando sua ira e o desejo de revidar naquele que o fizera pagar por algo que, geralmente, ele não tinha cometido (às vezes sim, é verdade), mas, ao invés disso, se continha e se limitava a um cascudo.



Não vamos detalhar o ideal para esse caso, que seria não ter nenhum tipo de vingança - por mais difícil que seja. A intenção é dar esperança a nós que tentamos, a todo instante, ser pessoas melhores, e que acabamos não conseguindo nos dominar. O que me chamou atenção na postura do Seu Madruga é que ele "poderia" piorar a situação, mas ele optava por se acalmar e não prosseguir com seu desejo de punição.

Da mesma forma, temos a escolha de "prosseguir" ou de voltar à calma e repensar as nossas atitudes. Não é fácil, em determinadas situações, se acalmar e dominar os "instintos", mas isso não só será bom para a pessoa que será poupada de nossa ira, mas também - e principalmente - para nós mesmos.

Minha dica de hoje é que busquemos a cada dia o domínio próprio. Controlar nossas emoções, nossas palavras, pensamentos e ações. Se for para extravasar, que seja amor, bondade e sorrisos. A ira faz parte da natureza pecaminosa, mas não precisa fazer parte da nossa vida. Podemos escolher não dar nem o primeiro cascudo e buscar, a cada dia, o domínio próprio.

Um beijo e até semana que vem!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

PARE, OBSERVE E ESCUTE

PARE, OBSERVE E ESCUTE
(Por Eduardo Santos)

"Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem." (Êxodo 14:15)

Recentemente, muito se tem ouvido sobre a história do êxodo hebreu. Nada muito estranho - afinal, existe um programa de grande audiência que trata do tema.

Há de se concordar que tal história é repleta de fatos fantásticos, curiosos, intrigantes, surpreendentes. Mas, inquestionavelmente, me parece que a abertura do Mar Vermelho mexe bem mais com o grande público do que qualquer outro grande feito relatado nos capítulos desse livro (Êxodo). Embora nunca tenha visto o programa da tv, não tinha ouvido tantos comentários, nem antes nem depois, da tão esperada cena!

Sem dúvida nenhuma, deve ter sido um momento de muita tensão, seguido por um enorme alívio para os que presenciaram a cena real. Ver-se numa situação sem nenhuma perspectiva de solução, com 100% de chance de morte, sentindo uma profunda angústia e, no fim, viver um tremendo milagre.

Repensando no desenrolar do capítulo, me deparei com o desespero de Moisés. Não era pra menos! Humanamente falando, ele havia conduzido o povo para um beco sem saída, onde, a sua frente estava o mar e, atrás, o furioso exército egípcio. Em sua angústia, Moisés clama a Deus que aja e, como resposta, ouve o verso apresentado no início deste texto.

Invariavelmente, todos já passamos, estamos passando e vamos passar por momentos no quais vamos nos sentir encurralados, nos quais as angústias da vida nos sufocarão, o medo nos paralisará ou não saberemos o que fazer. Nessas horas, o melhor que se tem a fazer é clamar por socorro a quem pode operar o milagre oportuno! E assim, esperamos que o mar se abra à nossa frente, ou imaginamos que, ao tocarmos os pés nas águas, o mar se abrirá.

É reconfortante pensar na ideia de que será aberto um caminho entre nossos problemas e dificuldades para que passemos por meio do "mar seco". Mas isso nem sempre vai acontecer - o que não significa que fomos abandonados ou estamos desprovidos da ajuda divina. Deus é um Deus pessoal, que trata cada individualidade de forma diferente. Ele sabe a forma com a qual produzirá melhor aproveitamento do aperfeiçoamento da nossa fé e da condução pelo caminho que nos traz felicidade.

Repare que antes de Moisés decidir o que fazer, ele buscou ouvir a resposta de Deus. Ele talvez pudesse achar que sua única opção fosse marchar contra o exército egípcio, lutar até o último homem, e o resultado seria desastroso. É imprescindível notar que o milagre da abertura do mar para Moisés foi algo inusitado. Então, ele não poderia esperar algo parecido.

Hoje, peça que Deus o ajude a resolver suas questões pessoais, seus dilemas, suas dúvidas, suas dores. Mas nunca se esqueça de parar e buscar ouvir Sua resposta que apresenta o livramento; afinal, ela pode ser diferente do milagre realizado para Moisés e mais parecida com o convite feito a Pedro: "E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus." (Mateus 14:29).

Tenha um ótimo dia!

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O PONTO FRACO

O PONTO FRACO
(Por Sérgio Mafra)

Eu já comentei algumas vezes, aqui, que gosto muito de assistir a séries de televisão. Em especial, aquelas com histórias intrigantes que estimulam o raciocínio. Ao assistir a determinado episódio, me deparei com o diálogo entre dois personagens muito ricos e importantes na trama. Eles travam uma disputa que vem de muitos anos e que, apesar de atualmente serem homens implacáveis e dispostos a tudo para obter o que desejam, teve sua origem por conta de suas paixões e, segundo um deles, essas paixões foram capazes de trazer à tona suas maiores vulnerabilidades.

Eu me detive por um instante nessa linha de pensamento que correlaciona paixão e vulnerabilidade. Será que aquilo que eu amo pode ser, exatamente, meu ponto mais fraco? Cheguei às seguintes situações: o que você seria capaz de fazer pelos seus filhos, pais ou esposa? Até onde você chegaria para proteger quem você mais ama ou o que você mais ama? Falamos de família, mas podemos, perfeitamente, para muitos, estar nos referindo ao patrimônio financeiro ou ao bem tão desejado. A pergunta é: o que faz você arriscar tudo a ponto de lhe tornar vulnerável e suscetível a abrir de mão de tantas outras coisas e princípios?

É difícil depositar todas as suas esperanças, sentimentos e energia em coisas e pessoas, pois sabemos que nada disso tem garantia eterna. Pessoas traem e decepcionam, casas e palácios desmoronam, livros e teorias caem no esquecimento. Aquilo que tem nossa total devoção e entrega deve ser o que nos torna mais fortes e aptos a manter o que de melhor que existe em nós e ao nosso redor. A partir disso, a pergunta se repete: onde está o meu tesouro? A bíblia sagrada nos dá um caminho para a resposta: “Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará seu coração.” (Mateus 6:21).