domingo, 26 de junho de 2016

MUSTAFARY, O LAZARENTO E A VIDA DA GENTE



Há algumas semanas circulou na internet um vídeo que fez muito sucesso, arrancando gargalhadas de muita gente. Provavelmente você já viu Mustafary e o cachorrinho na praia...

Nosso convidado de hoje, Agnes de Araujo, escreveu sobre a cena hilariante que o divertiu e também o fez pensar...


MUSTAFARY, O LAZARENTO E A VIDA DA GENTE
Por Agnes Lucas de Araujo


... Sim, consegui tirar uma lição desse vídeo.

Primeiro: já assisti 10 vezes e só de lembrar desse "serumaninho" doem meus músculos, de tanto rir. kk

Segundo: esse vídeo cômico me fez lembrar da nossa vida pecaminosa. Sim, dos nossos pecados. Pois a tentação vem como quem não quer nada, toda carinhosa e cheia de amor. Mas, quando menos se espera, ela nos pega e quer nos atacar. Tentamos fugir, mas aquilo, a que damos tanta moral inicialmente, não quer sair mais do nosso pé; acaba sendo chato e um incômodo, no início, mas no fim se torna normal.

Seguindo essa linha de raciocínio, o Grande Paulão da Bíblia diz que "o bem que eu quero não faço, mas o mau que não quero já fiz" (Romanos 7:19); essa é a nossa essência pecaminosa, "fazer carinho" e dar atenção àquilo que não presta e que no fim das contas faz a gente colher consequências inesperadas.

Feche com Jesus, o único "serumaninho" que pode lhe trazer a verdadeira felicidade e que deixa o "lazarento" longe. rs ;)


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Agnes Lucas de Araujo tem 24 anos de idade, mora no Rio de Janeiro, é formado em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda, e atua em projetos de voluntariado e ações sociais. Aceitou, gentilmente, o convite da galera do #entaoserve para estar aqui, e fez isso com o contagiante entusiasmo que o caracteriza! 
A gente agradece!


sábado, 25 de junho de 2016

CAIXA D’ÁGUA



CAIXA D’ÁGUA
Por Jackson Valoni

Comprei um apartamento. Quando assinei a papelada e fechei negócio, senti frio na barriga e satisfação. O apartamento é do jeitinho que eu queria. Perto do shopping, num bairro legal e o tamanho é bom.

Enfim, quem casa precisa de casa, então providenciei.

No dia da vistoria, vi algo fora do imaginado. A janela de um dos quartos fica de frente pra caixa d'água da casa do morador do terreno vizinho. Uma grande e imponente caixa d'água azul.

Perguntei pra Pamela o que ela achou daquilo. Bem, ela riu e isso me aliviou.



Imprevistos surgem, mas a forma como tratamos esses probleminhas podem transformá-los em problemões. Tudo o que é feito impulsivamente, com raiva ou desespero, sai mal feito.

Sempre ouvi dizer que Deus pode mudar tudo, e eu creio nisso. Uma caixa d’água não pode ser motivo suficiente para deixar alguém entristecido. Se a vida lhe der limões, faça uma bela limonada.

Algumas pessoas se transformam, enquanto dirigem, ficam enfurecidas quando o sinal fecha, se irritam quando são ultrapassadas, praguejam porque não encontram vaga no estacionamento. As menores coisas ganham grande destaque, e as coisas mais importantes não têm seu devido espaço. As pessoas resmungam muito e são muito ingratas com as coisas que Deus lhes permitiu ter.

Mais do que nunca, tenho ouvido sobre a inexistência de Deus, ou sobre Sua divina apatia. Ouço, praticamente, que sou uma pessoa atrasada, por crer em um Deus. Que assim seja.

"Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem, mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam." Isaías 40:30,31

Ainda bem que existem cortina e vidro fumê... ainda bem que existem outras janelas e visões de um Deus que vão além dos meus olhos.

Obrigado, meu Deus!



sexta-feira, 24 de junho de 2016

INVERNO


INVERNO
Por Denize Vicente

O inverno antecipou o voo e chegou mais cedo ao Rio de Janeiro.

Escrevo este texto num domingo de outono, vestida com um pijaminha, meia de dedinhos, e com o aquecedor ligado. Lá fora, dizem, a temperatura está na casa dos 13°C, o que para um carioca é o mesmo que estar em Ridge A1.

Eu sempre preferi o verão ao inverno, porque gosto de praia, ar livre, bate-papo na varanda, vestidos coloridos e muitos banhos (quentes, mesmo no verão). Mas não reclamo do inverno depois que no Rio começamos a experimentar temperaturas de mais de 45°C com sensação térmica de 51°C. Você sabe que reclamar ou agradecer é uma questão de escolha, e que a gente sempre pode avaliar qualquer situação a partir da comparação, o que nos permite em tudo dar graças. É nessa vibe que eu estou encarando o inverno, ultimamente.

Eu prefiro o verão, uns preferem o outono; há quem goste mais da primavera e, outros, do inverno. O certo é que Deus, em sua sabedoria, dividiu o tempo em estações, de modo que pode agradar a todos os gostos, de todas as gentes. E de cada uma das quatro fatias você pode tirar uma lição para a sua vida. 


Os dias frios nem sempre são dias sem cor e calor. Hoje mesmo o céu estava azulíssimo e isso vai se repetir em alguns dos dias curtos deste inverno... Há nuvens, chuva, e muito cinza, na estação, e embora tudo seja tão frio há certos dias em que o sol aparece, mesmo que entre  nuvens, e dá pra sentir um calor(zinho); mas é preciso sair de casa, ir lá fora e encarar o vento. Não dá pra ir de short e camiseta, mas você vai ver que se ficar sob o sol – e não nas sombras - vai se aquecer de verdade.


A vida da gente também tem estações... 
Às vezes vivemos invernos tenebrosos e pensamos que todos os dias serão assim: sem cor e sem calor. Mas do mesmo modo que o sol aparece pra colorir e aquecer os dias frios de quem se levanta e vai à rua, também a vida da gente, mesmo quando está fria e gelada, com ventos de cortar o coração, pode encontrar calor e cor, um raiozinho de sol que atravesse a janela da nossa alma pra nos animar. Mas é preciso levantar, se agasalhar, e encarar o vento.


Eu não sei qual é a sua temperatura interior neste momento, quão frias estão as suas mãos, nem sei que montanhas de gelo você vem atravessando esta semana. Podem ser tantas! O emprego que não aparece, o marido que não a compreende, as contas pra pagar e um orçamento no vermelho... a mulher que foi embora de casa, a mãe que não ouve o que você tem a dizer, o filho que não o respeita, um pai agressivo... talvez um chefe tirano, uma doença grave, uma gravidez de risco, um vício invencível, uma relação infeliz da qual você não consegue se livrar... não sei.

Montanhas de gelo. Um frio cortante.

O que eu sei é que se olhar pro céu você vai ver o Sol da Justiça brilhando, anunciando que daqui a pouco vem a primavera, pra levar as nuvens, as marcas e os arranhões desses dias difíceis. Vai passar. Só que você precisa ir lá fora em busca  do Sol.


“Mas, para vocês que reverenciam o meu nome, o sol da justiça se levantará trazendo cura em suas asas. E vocês sairão e saltarão como bezerros soltos do curral.” (Malaquias 4:4)


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Referência:

1.    Ridge A, o lugar mais frio do mundo, está situado no Polo Sul, nunca foi visitado por ninguém e pode revolucionar a Astronomia.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

VOZ DE ALGODÃO DOCE


VOZ DE ALGODÃO DOCE
Por Carina Baptista

Oi pessoal, tudo bem??

Pesquisei no Google "mansidão" o resultado foi: 


mansidão

substantivo feminino

    1. qualidade ou condição do que é manso.
    2. brandura de gênio ou de índole; brandura na maneira de expressar-se; doçura, meiguice, suavidade.

"a m. de sua fala envolvia até os mais impacientes"

Eu, assim como você, já conhecia o significado dessa palavra, mas eu precisava saber se tinha algo mais. Quando vi a palavra "meiguice" lembrei na hora de quando eu era criança e as pessoas falavam para minha mãe: "Nossa! Como a Carina é meiga, né?!" - o que vinha seguido de muitos outros comentários positivos. Minha mãe ficava feliz, toda orgulhosa, mas, ao mesmo tempo, sabia que a "menina meiga" tinha um lado bem "difícil". Então, eu refleti sobre isso... Vejamos:

Eu, pelo que me lembro, era, realmente, uma criança fácil de lidar - ia dormir sozinha, não chorava para comer, era boa aluna, obedecia a minha mãe e a outros adultos -, e, geralmente, era vista como calma e meiga... mas minha mãe ficava muito mais tempo comigo do que todas aquelas pessoas e ela me conhecia.

Em casa, em algumas ocasiões, eu me lembro [com vergonha, mas ainda bem que aprendi] que eu não era tão meiga nem calma assim. Ser manso, não é fácil. Nossa natureza tem tendência a se irar com certa facilidade. Mansidão... essa capacidade só pode ser adquirida em Deus e depende da nossa escolha entender que é importante para nossos relacionamentos e muito mais importante para nossa vida espiritual.

Ser manso só nos traz coisas boas! Encaramos os problemas com mais suavidade, olhamos para as pessoas com amor, ao nos ouvir as pessoas se sentem confortáveis e acolhidas... Tem coisa melhor, em grupos sociais, do que se sentir bem, ali no meio, e fazer os outros se sentirem desse mesmo jeito? O antônimo da “mansidão” é a “ira”; e o que é melhor: ser tratado com mansidão ou com ira? Às vezes, nosso tom de voz é rude e nem percebemos... Devemos procurar estabelecer um relacionamento tão íntimo com Deus que vamos até nos sentir mal quando agirmos de forma avessa à mansidão [e desejaremos mudar].



Se você é uma pessoa mansa, que continue sendo luz para as pessoas ao seu redor. Se ainda precisa mudar algumas coisas, assim como eu, peça ajuda a Deus para que o transforme em alguém mais manso e agradável. Não sei o tamanho da sua luta, mas sei Quem pode lhe dar a vitória!

Hoje terminamos nossa série dos frutos do espírito. Eu espero, de coração, ter plantado pelo menos uma sementinha dos frutos do espírito em seu coração. Que a cada dia tenhamos o desejo de praticá-los e assim nos tornarmos pessoas melhores. 


Um beijo e até semana que vem!


quarta-feira, 22 de junho de 2016

VERÃO ITALIANO



VERÃO ITALIANO
Por João Octávio Barbosa

Era verão em Roma. Segundo dia de verão, 22 de junho. As nuvens, em tons de cinza, aos poucos se dissipam naquela manhã. Artistas renascentistas pintavam quadros. Vendedores ofereciam seus produtos nas praças. Jacksone e Pameliele curtiam sua lua de mel ao redor da recém-inaugurada Basílica de São Pedro.

Havia um tribunal. O juiz era o papa. O acusado era Galileu. O veredicto seria fatal. Evitando a Inquisição mortal, Galileu abdica de pregar sobre o Heliocentrismo. A Terra, decide a Igreja, continuaria sendo o centro do Universo. Era 1633. 


A fé romana precisava ser preservada, e o abalo causado pela teoria supostamente antibíblica foi escorraçada sem mais delongas. Pois bem, o fato é: os crentes estavam errados. A Terra não é o centro do Universo. Na verdade, nem o Sol.

A fé romana, às vezes, surpreende. Como no caso do Centurião (Comandante de Exército) que conhecemos em Mateus 8:5-13. Conhece a história? (Clique neste link para conhecer; não dura mais do que 2 minutos, a leitura.)



No relato citado acima acontece o contrário da história de Galileu. A regra do século XVII, que quase fez de Galileu churrasquinho de Florença, era que a fé estava sob o poder de Roma, e o que não viesse dali era herege e estranho a Deus. Na época de Jesus, os pagãos eram os romanos, e a fé israelita em Deus era a única que poderia ser considerada genuína. Como o mundo dá voltas, né, Roma? E dá mesmo! Não precisava queimar o pobre Giordano Bruno por afirmar isso!

Mal Jesus chegou à cidade, e o oficial já parecia aguardá-lo. Interessante notar sua crença inabalável em Jesus. Nosso Perfil Sem Curtidas de hoje, de quem nem sequer sabemos o nome, mostra um homem solidário. Um bom patrão. Seu clamor era por seu servo. No fundo da lâmpada aparece um gênio que realiza seus sonhos, e você pede pela sua empregada.

O centurião era incrivelmente humilde. Romanos dominavam os judeus. E ele se coloca totalmente às ordens de Jesus, um profeta “pirata”, sem respaldo ou respeito nem mesmo entre seu próprio povo. Ele não se acha no direito de receber Jesus. Ele também sabe que isso não é necessário.



Ele recebe e dá ordens, e sabe que a obediência é inquestionável. Se Jesus é Deus, quem, ou o que, não obedeceria a Sua voz de comando? Uma palavra. Diga uma palavra, apenas; sei que é o suficiente.

A cura acontece no mesmo momento em que a palavra é dita. E Jesus enaltece esse homem. Aliás, como sempre fez. O jargão diz: “Elogie na ‘timeline’ (em público), critique no ‘chat’ (privado)”. Jesus, em sua vida na Terra, criticou alguns e elogiou poucos. Todos que criticou eram religiosos importantes. Todos que elogiou eram pessoas marginalizadas. Uma lição para nós?



Entre os da igreja ninguém teve tanta fé quanto esse excluído do círculo dos bons moços. Jesus alerta: de todos os cantos da Terra sairão pessoas inimagináveis, que sentarão com Ele nos banquetes do Céu. E daqueles de quem mais se esperava a salvação... muita gente “boa” ficará pelo caminho.

Qual é o seu grupo? Ainda dá tempo de mudar de lado. E isso vale para quem está em qualquer um dos lados, diga-se de passagem. Surpreenda os que acham que você não merece. Mostre sua carteirinha de membro do Céu, carimbada com a mesma fé do centurião romano.

Mude seu status. Venha para um relacionamento sério com Cristo.

Não peço que concordem, espero que reflitam!