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quarta-feira, 21 de outubro de 2020

QUEM REMOVERÁ A PEDRA?


QUEM REMOVERÁ A PEDRA?

Larissa Oliveira – Bento Ribeiro – Rio de Janeiro - RJ

 

Jesus morreu numa sexta-feira. Passado o sábado, no domingo algumas mulheres que O acompanhavam compraram perfumes para perfumar o Seu corpo. Elas acordaram bem cedinho e partiram para o túmulo. No caminho elas começaram a se perguntar: “Quem vai tirar para nós a pedra que fecha a entrada do túmulo?” Lucas 16:3

O mais interessante nesse trecho da história é que elas não voltam para pedir ajuda aos homens (que por sinal estavam escondidos com medo), elas não param no caminho esperando a solução aparecer, elas não retrocedem, simplesmente vão para fazer o que estavam no seu coração tomadas de uma emoção e amor imenso por seu Mestre.

Se Deus colocou algo grande em seu coração, vá. Ele já lhe deu provisões suficientes que nem uma pedra gigante fará você retroceder.

Vá, mas leve com você amor. Amor pelas pessoas e por seu Mestre.

Quando aquelas mulheres chegaram aconteceu algo:

          “E eis que houvera um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, descendo do céu, chegou, removendo a pedra da porta, e sentou-se sobre ela.

          E o seu aspecto era como um relâmpago, e as suas vestes brancas como neve.

          E os guardas, com medo dele, ficaram muito assombrados, e como mortos.

          Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado.

          Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia”.

Mateus 28:2-6

Jesus já removeu a maior pedra humana que existe: a morte.

Um forte abraço!

         

         

 

 

terça-feira, 30 de julho de 2019

UM JARDIM PARTICULAR – Parte final

UM JARDIM PARTICULAR – Parte final
Airton Sousa – Direto de Paciência – Rio de Janeiro

Comecei este texto na semana passada (clique aqui para ler) e contei sobre o dia em que eu estava muito triste e acabei escorregando dentro de um lago. E comecei contando que o Getsêmani era um jardim onde Jesus Cristo orava e onde, de acordo com o Evangelho de Lucas, “Ele sofreu uma angustia tão grande que seu suor se tornou em grandes gotas de sangue, que escorriam até ao chão”

Logo, podemos entender que Getsêmani é um lugar de sofrimento e é muito fácil concluir que cada um de nós tenha o seu Getsêmani particular. Talvez você esteja passando por um, hoje. Talvez você esteja sendo moído pelas dores, por problemas familiares ou financeiros. Ou as pessoas estão machucando você. E se não são as pessoas, são as circunstâncias.

Estão ferindo você? Estão machucando você? Qual é o seu Getsêmani? De repente um filho drogado, ou um péssimo ambiente de trabalho, ou mesmo a falta de um trabalho... Ninguém passa por esta vida sem experimentar seu próprio Getsêmani. E assim como Jesus Cristo enfrentou um Getsêmani e o venceu, nós também podemos vencer.

Mas sabe, seja qual for o seu pesadelo, seja qual for seu grande problema eu queria mostrar uma maneira de vencer esse Getsêmani: o segredo é a oração.

Orar todos os dias. Orar com sinceridade no coração.


Houve uma época em que eu orava até quando ia fazer alguma coisa errada, uma balada incerta ou algum lugar duvidoso. Eu orava: “Deus, estou indo, segura as pontas aí.”. E as baladas sempre davam errado, um pneu furava, uma festa era cancelada em cima da hora... Mas também houve momentos em que passei noites em claro rogando o auxílio de Deus... e pela manhã tudo se resolvia.

Eu me lembro de uma vez em que, diante de um problema muito sério que estava tirando o meu sono, liguei de madrugada para casa e ouvi: “Já orou? Então pode dormir agora, porque Deus vai ficar acordado para resolver seu problema. Não é necessário que duas pessoas fiquem acordadas.”.
Depois que descobri isso, nunca mais passei noites em claro; sempre que tenho um problema, entrego pra Deus e ronco tranquilamente, pois sei que Deus ficará acordado até achar uma solução.

Ele nunca vai nos deixar sem uma resposta. E a maior de todas as bençãos é que podemos abrir o coração a Ele como se fosse um amigo.

Quando seu jardim se tornar um pesadelo, lembre-se de que Jesus Cristo é solução para tudo.

“Amo o Senhor porque Ele ouve a minha voz e as minhas súplicas. Porque inclinou para mim seus ouvidos, invocá-lo-ei enquanto eu viver.”
(Salmo 116:1, 2)


terça-feira, 23 de julho de 2019

UM JARDIM PARTICULAR – Parte I

UM JARDIM PARTICULAR – Parte I
Airton Sousa – Direto de Paciência – Rio de Janeiro

Eu me lembro de algumas tardes tristes, quando precisava ficar sozinho e me dirigia ao Parque Ibirapuera, em São Paulo. Foram muitas vezes e em uma delas eu estava caminhando distraidamente pela grama molhada. Devido ao mau tempo, o lago cheio de plantas se confundia com o resto da grama, e eu, sem perceber o caminho, escorreguei e cai dentro daquele lago, sujo, cheio de lodo. Saí dali rapidamente, todo molhado, sujo e fedido. Que dia triste foi aquele!

Eu me encostei a uma árvore e chorei... e perguntava por que Deus tinha me abandonado.

Eu me lembrei desse fato quando comecei a escrever o texto de hoje, que é baseado em Lucas 22, um relato dos últimos momentos da vida de Jesus Cristo, antes de Ele morrer.

Sabe, o momento crucial na vida de Jesus Cristo foi quando ele estava sozinho no Jardim do Getsêmani. Aquele foi um dia muito triste na vida dEle. A tristeza era tão grande que ele suava gotas de sangue...


A Bíblia diz que naquele momento todos os pecados do mundo foram depositados sobre Seus ombros e Seu corpo começou a ser moído por esses pecados.

Quando eu caí naquele lago, a primeira coisa que pensei foi: “Vou morrer...”. Esse deve ter sido também o sentimento de Jesus Cristo. Ele sentiu, pela primeira vez, que estava morrendo, e pediu para o Pai tirar aquele “cálice” dEle.

Então Jesus saiu do seu retiro e foi procurar os discípulos que haviam entrado com Ele naquele jardim... mas os encontrou dormindo. E mais uma vez veio aquela sensação de solidão. Nem mesmo os amigos mais chegados conseguiam passar uma simples noite acordados com Ele. Ele lutou aparentemente sozinho.

Mas Jesus Cristo não estava só, nem desamparado. Um anjo desceu naquele momento e O amparou e confortou, animando-O e dando-lhe forças.

“Jesus então se levanta do lugar de oração. Ergue a cabeça e caminha para fora do jardim, para encontrar a multidão. Ele mantém a cabeça elevada como rei que é, daquele momento em diante até a cruz. Enquanto eles o empurram e o arrastam por todo o caminho até o calvário, Ele tem uma força e uma conduta sobrenatural. Ele aceitou o amor e o poder de seu Pai unicamente pela fé. Embora se sinta sozinho na cruz e clame, porque o pai o havia abandonado. Ele não está sozinho. No próprio fim Ele diz: “Pai nas tuas mãos entrego o meu espirito.”.” (Como Jesus tratava as pessoas – Editora Casa página 182).

Esses foram os últimos momentos na vida de Jesus Cristo. Ele teve seu próprio jardim particular de sofrimentos e orações. E venceu.

Muitos de nós enfrentamos nossos “Getsêmani” particulares. E quando isso acontece passamos pelas mesmas fases que Jesus passou, solidão e abandono, e não sabemos como vencer. Ou achamos que nunca vamos vencer.

(Continua na próxima terça.)

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Fonte/Referência:

Getsêmani ou Getsémani (pt) (em grego: Γεθσημανή, transl. Gethsēmani; em hebraico: גת שמנים, transl. Gat Shmanim, do aramaico גת שמנא, Gat Shmānê, literalmente "prensa de azeite") é um jardim situado no sopé do Monte das Oliveiras, em Jerusalém (atual Israel), onde Jesus e seus discípulos oraram na noite anterior à crucificação de Jesus. De acordo com o Evangelho segundo Lucas, a angústia de Jesus no Getsêmani foi tão profunda que "seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão.". -  Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gets%C3%AAmani - acessado em 23.07.2019.