sexta-feira, 21 de junho de 2019

POUCO ME IMPORTA

POUCO ME IMPORTA
Denize Vicente - Paty do Alferes - RJ



Pouco me importa. Pouco me importa o quê? Não sei: pouco me importa.


Alberto Caeiro
Pouco me importa. (24-10-1917) - Poemas Inconjuntos

quarta-feira, 19 de junho de 2019

RESOLVA OS PROBLEMAS


RESOLVA OS PROBLEMAS
Larissa Oliveira – Bento Ribeiro – Rio de Janeiro

Joãozinho comprou 745 melancias, comeu 368 e deu 206 para Juquinha.
Com quantas melancias ficou Joãozinho?

Desde muito pequenos somos a expostos a problemas. Seja uma briga com um coleguinha ou resolvendo as questões absurdas do Joãozinho.

A palavra “problema” dá tanto calafrio que em minhas aulas troquei por "desafios matemáticos". O motivo é que se existe uma coisa que temos certeza que sempre teremos são os PROBLEMAS!

Tenho a consciência de que, por mais desagradáveis que possam ser, os problemas causam impactos em nossa vida que podem nos transformar positivamente. E isso vai depender muito de como nós lidamos com essas situações. E acredito muito que a felicidade passeia por essas beiradas.

Listei algumas dicas que dou para meus alunos resolverem seus desafios matemáticos e tenho tentado colocar em prática para a resolução dos meus próprios desafios diários e concretos. Neste texto quero compartilhar com você essas dicas e desejar muita sobriedade e transformação positiva na sua vida.



A primeira coisa que digo pra eles é a seguinte: não dá pra fugir; você precisa resolver isso. Temos a tendência de evitar o desagradável, mas, definitivamente, fingir que não está lá não vai resolver e você ainda vai acumular mais desafios.

Peço também que mudem de estratégia, caso aquela não esteja funcionando; ou segmente o problema, ou seja, que os dividam em partes menores e mais fáceis até chegar à solução final.

Buscar ajuda e informação também é importante. Na sala de aula temos recursos como os livros, o caderno, o professor, o estagiário, um colega... Na vida, podemos buscar informações também em livros, nos estudos, em bons amigos, em profissionais de saúde, na espiritualidade...

Nada de afobação! É preciso resolver uma situação de cada vez. Liste-as e comece pela mais fácil. Isso vai lhe dar motivação para continuar.

Concentre-se na solução. Não interessa mais quem fez ou deixou de fazer, ou lamentações infinitas; porque aconteceu. Canalize suas energias na so-lu-ção.

Mudar de ambiente também pode ajudar. Ir beber uma água, caminhar, descansar... fazer outras coisas ajuda a aliviar a mente, estimula a criatividade e pode auxiliar a olhar as situações de outra perspectiva. Isso não é fugir é dar um tempo necessário a sua mente.

Se tiver oportunidade, ajude a outros. E, por mais difícil que seja, tenha um pensamento positivo. Olhar os variados reveses que acontecem em nossa vida como uma oportunidade de crescimento e amadurecimento.

Sempre digo a eles que aprendemos com cada desafio. Seja alguma operação matemática, seja o aperfeiçoamento do raciocínio lógico ou da interpretação de texto, ou, ainda, que o Joãozinho é um tremendo fã de melancia. A gente sempre aprende! Encare a crise como um momento de aprendizado que pode ser um divisor de águas na sua vida. Se eu não tivesse passado por um problema de saúde no passado certamente estaria com as mesmas práticas erradas no meu estilo de vida. Usei isso para mudar meus conceitos e aprender mais de mim mesma.

Mas somos seres humanos, e se apesar de todas as suas tentativas de resolver problemas a angústia, a ansiedade, o estresse e o sentimento de impotência inundarem a sua vida, saiba que não é o fim:

“[...] O Senhor Deus sempre cumpre o que promete; Ele é fiel em tudo o que faz. Ele ajuda os que estão em dificuldade e levanta os que caem.” Salmo 145:13 e 14

Um forte abraço!

terça-feira, 18 de junho de 2019

VENTANIA

VENTANIA
Airton Sousa - Direto de Paciência - Rio de Janeiro - RJ

Cada vez que penso em como Deus abriu o mar para que o povo passasse, sinto mais vontade de escrever sobre o assunto.

“Então Moisés estendeu sua mão sobre o mar, e o Senhor fez com que este se retirasse com um vento forte vindo do oriente que soprou toda noite e fez com que o mar se secasse, ficando as águas divididas.” (Êxodo 14:21e22).

Veja bem, eu sempre achei que Moisés havia simplesmente tocado nas águas, com seu cajado, e que então o mar se abriu. Bobinho, eu. A leitura mais atenta indica que Moisés estendeu o cajado e passou toda noite com ele estendido. E mais, houve uma ventania durante toda a noite que fez com que o mar secasse.

Pera aí... preciso ler novamente. Então, suponhamos que eu, que sou superansioso, estivesse ali no meio do povo. Estou acordado. Estou num beco sem saída. Na frente, o mar vermelho; atrás, os inimigos. Não consigo dormir. Lá fora, vejo Moisés com o cajado estendido para o alto. E agora uma ventania. O vento vai aumentando sua intensidade. Venta a noite inteira. Algo vai acontecer.

E quando, enfim, o dia raiou, todos os que estavam naquele beco sem saída perceberam. “Com o resfolgar das tuas narinas, amontoaram-se as águas, as correntes pararam em montão; os vagalhões coalharam-se no coração do mar.”. (Êxodo 15:8).

Todos perplexos. Eu perplexo, com o queixo caído. O sopro de Deus, a ventania, dividiu o mar que ficou congelado como um muro. E todos puderam atravessar em SECO entre os muros de gelo.

O tema é arrepiante e é provável que eu volte a ele.
Aconteceu comigo.

Quando percebi a ventania, eu pensei: o mar vai se vai abrir novamente, e dessa vez foi tão espetacular quanto foi a primeira vez.

Sabe, amigo, pode acontecer com você também, pois como diz o velho ditado: “vento que venta lá, venta cá!”. Você só precisa confiar e prestar atenção na ventania.