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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

DEUS NÃO EXISTE! - Parte 2


DEUS NÃO EXISTE! - Parte 2
Larissa Oliviera - Rio de Janeiro - RJ 

Aqueles eram dias que antecediam o recesso escolar e, confesso, eu estava exausta! Só pensava nas miniférias e em como eu gastaria todo aquele tempo ocioso. Porém, ainda faltavam conteúdos do currículo e eu precisava cumpri-los.

Numa dessas aulas surgiu uma pergunta um pouco fora do contexto principal (e isso é muito comum). Uma aluna quis saber a razão de o planeta Terra ter 24 horas. Respondi de forma prática, pois eu só queria que o dia acabasse logo. Expliquei os movimentos, citei algumas curiosidades do Sistema Solar e do Universo... e enfim finalizamos aquele dia.

Na manhã seguinte, a aluna que me fez a pergunta me contou que não havia conseguido dormir à noite, por causa da aula anterior. Ela me disse que não parava de pensar na organização incrivelmente sistemática do Universo. Claro que ela não usou essas palavras, mas com toda sua pureza demonstrou que aquilo era surpreendente demais para não ter ninguém cuidando e mantendo. Se até dentro de casa ou na escola eram necessárias pessoas responsáveis para fazer tudo funcionar, imagina no Universo!


Foi nesse momento que eu me lembrei de tudo que tinha me mantido acreditando na existência de Deus, inclusive naquela época conturbada do início da graduação. E uma dessas coisas era toda essa complexidade universal, que os criacionistas chamam de “criação”.

Você pode fazer pesquisas na internet, ler livros e estudos a respeito do fabuloso ajuste fino do Universo. Tenho certeza de que encontrará informações surpreendentes sobre a exatidão do Cosmo e da vida. Do macro e do micro. Da maior estrela à menor célula. Gosto de uma declaração sobre o filósofo francês Voltaire feita pelo Mestre em Teologia Roberto Biagini(1) que diz:

“Voltaire foi um homem que dedicou a sua vida inteira para pregar contra a Bíblia e dizer que essa religião da Bíblia seria completamente descartada em 50 anos. Voltaire, no entanto, estava numa noite estrelada olhando para os céus, e ele escreveu estas palavras: ‘Eu estava contemplando esse maravilhoso espetáculo, eu estava embevecido;’ e ele continua: ‘é preciso ser cego para não ver esta majestade, é preciso ser estúpido para não reconhecer o seu Autor, é preciso ser louco para não adorá-lO.’”.

No Salmo 8, Davi expressa exatamente isso e um pouco mais.
Esse é um Salmo pequeno, mas discursa da proeminência de Deus e do valor que Ele dá ao ser humano.

“Quando olho para o céu, que tu criaste, para a lua e para as estrelas, que puseste nos seus lugares – que é um simples ser humano para que penses nele? Que é um ser mortal para que te preocupes com ele?
No entanto, fizeste o ser humano inferior somente a ti mesmo e lhe deste a glória e a honra de um rei.”
Salmos 8:3, 4 e 5  

Davi começa esse Salmo com a expressão “Senhor nosso” e continua por exaltar Sua soberania em todo o mundo. Suas palavras são de admiração (numa época que a Astronomia era tão limitada!) e de contemplação pela grandeza. Pergunta-se: como um Deus assim pode se importar com seres como nós? E, não tendo resposta, Davi só consegue agradecer, mesmo que com poucas palavras, pelo ato divino e de amor de Ele ter nos criado a Sua imagem e semelhança. O Salmo termina com a mesma expressão usada para iniciá-lo, o que demonstra uma confirmação de tudo que foi dito.


Quando aquela aluna me contou suas descobertas, pensei em como tudo isso podia virar apenas fatos científicos no dia a dia. Quantas vezes não damos importância ao sol beijando nossa janela todas as manhãs; ou à chuva que contempla a vegetação; ou até mesmo aos nossos movimentos corporais! Confesso que não tenho fé para não crer. E me emociono, pois dentro de mim sei que Ele faz tudo isso pra me manter, do mesmo jeito que a mãe amorosa não mede esforços para que seus filhos estejam seguros e felizes.
        
Deus não Existe! Disse Stephen Hawking.
Pode ser que você, assim como Hawking, não acredite em Deus ou não concorde com nada ou quase nada do que eu disse...

Mas a verdade é que a prova científica definitiva da existência ou não de Deus nunca vai aparecer. Na minha visão criacionista o fato é que Deus não pode ser provado pela razão humana.
        
As mesmas estrelas contempladas por Davi, por Voltaire, por Hawking, podem ser contempladas hoje por você. Que tal? Se não quiser esperar a noite ou se estiver nublado, observe o movimento das suas mãos, o deslocamento do ar ou a beleza dos seus olhos...

Leia o Salmo 8 na íntegra e considere a ideia da existência de Deus. Não só do Deus criador, mas também do Deus adorado por Davi.

Um forte abraço!

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Referência/Fonte:
   
1 http://www.nistocremos.net/2009/05/sermao-o-homem-que-se-chama-sabio-mas-e.html
        
        
        

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

DEUS NÃO EXISTE!


DEUS NÃO EXISTE!
Larissa Oliviera - Rio de Janeiro - RJ 
“Não existe um Deus. Ninguém comanda o Universo.”
Stephen Hawking

Você já sentiu isso alguma vez na vida? Aquele desejo, mesmo que secreto, de ter uma prova científica definitiva que comprovasse ou não a existência de Deus (ou de um ser superior)?

Se a sua resposta foi positiva, quero dizer que entendo você... Tenha certeza, isso faz parte da lista dos grandes questionamentos da humanidade.

Quando entrei na Universidade, há alguns anos, certos dilemas me assombravam. Lá é onde o mundo do conhecimento se abre. Os mestres e doutores expunham suas ideias de forma lógica, eloquente e convincente. E eu me via, por vezes, indagando: Será que aquelas eram as provas definitivas? Será que finalmente eu tinha achado a resposta na Filosofia e na Ciência? Será que tinha me “libertado” de Deus?

Stephen Hawking foi um físico e cosmólogo brilhante. Suas contribuições para o mundo científico são inquestionáveis. Apesar de eu não ser da área de Exatas e nem uma profunda conhecedora de suas obras, reconheço sua fama, que para além da Física, desbrava os campos da Filosofia e da Religião. Porém, alguns físicos e filósofos afirmam que é aí que sua obra é questionável. 


O jornalista e filósofo Matthew Cullinan Hoffman, num artigo publicado para o Instituto Cristão de Pesquisas, diz, entre outras coisas, que Hawking se utiliza de ideias pessoais e testes inconclusivos para afirmar algumas de suas teorias, além de tentar explicar o que não é físico pela Física.(1) Iniciei este texto com uma frase de seu livro póstumo lançado em 2018 e penso que, talvez, Stephen quisesse aquela tal prova científica definitiva.

Bem, você pode ler a obra de Stephen Hawking e tê-la como verdade. Mas amigo(a), com todo carinho, considere outra possibilidade.

“Considere outra possibilidade.”
Essa é uma ideia, mas é também um convite para que a gente continue esta conversa na semana que vem... Aliás, na próxima semana eu gostaria de lhe contar uma história. Uma história que aconteceu na minha sala de aula...

Volte!
A gente se vê por aqui na próxima quarta-feira.

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Referência/Fonte: