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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

TRAGÉDIA OU CHATEAÇÃO?

TRAGÉDIA OU CHATEAÇÃO?

Denize Vicente – Em casa – Rio de Janeiro - RJ

 

Folheando "Perdas & Ganhos", da Lya Luft, eu me deparei com esta frase: "Quando as coisas parecem muito ruins, ensinou-me uma amiga, pode-se indagar: 'é tragédia ou é apenas chateação?'".

Isso me fez lembrar da pergunta que faço quando meus alunos estão arrasados, "emburrados" ou dando "chilique" por conta de algum problema. Eu pergunto qual é o tamanho do problema. "Isso é um problema grande, um problema médio ou um problema pequeno?" Esse questionamento vale pra crianças e adultos. E talvez poucas vezes a gente pare pra pensar nisso, no meio da tempestade... 


Algumas vezes, só porque o problema é do outro a gente tende a minimizar as coisas; e quando é nosso a gente tende a superestimar... são sempre problemões. E o mal disso é que há uma desproporção que afeta o modo como pensamos na solução. Um problema é sempre um problema, e a gente precisa aprender isso de uma vez por todas. 

Pode ser uma tragédia ou uma chateação, mas vamos respeitar a dor de quem está passando por ele (e talvez sejamos nós mesmos), porque é um problema, ainda que seja pequeno até mesmo aos olhos da própria pessoa.

Depois de saber o tamanho do problema vem o grande lance: se a gente pensar um pouco, a gente gasta a energia certa para resolvê-lo e no momento certo. Por exemplo: problemas pequenos são sempre rápidos e facinhos de resolver; se o problema é tipo "médio", talvez a gente precise de um tempo pra que ele seja resolvido, porque certas coisas acontecem em etapas; e se for um problemão a gente vai ter em mente que algumas coisas não saem exatamente como a gente quer, e vai tentar descobrir se tem jeito ou se é uma questão de se adaptar... resiliência.

Então pense aí no tamanho daquele problema que estava tirando você do sério mais cedo... Uma tragédia ou apenas uma chateação? Lembre-se: para cada situação, uma reação proporcional, adequada e oportuna. Esse é o segredo.

“Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado.”  Mateus 6:34. 


sexta-feira, 16 de agosto de 2019

À TOA...


À TOA...
Denize Vicente - Rio de Janeiro/RJ



Max Gehringer escreveu um livro chamado "Big Max - Vocabulário Corporativo" onde ele conta a origem de uma porção de palavras e algumas histórias curiosas e interessantes sobre elas.

É de lá que eu trago a origem da expressão "à toa", que tanto usamos.



"À toa - Despreocupadamente. 'Toa' é um barco de pequeno porte usado para rebocar navios maiores até o porto. Durante o trajeto, enquanto o navio estiver 'atado à toa', os marujos podem ficar despreocupados, só apreciando a paisagem, sem fazer absolutamente nada. A palavra original é árabe, taha, 'vagar sem rumo certo'..."



Pensando nisso - não que eu estivesse à toa - fui levada a imaginar o barquinho rebocando um navio maior que ele, e os marujos despreocupados, curtindo o visual, a paisagem, assim, sem fazer absolutamente nada... É confiar bastante na toa. É saber que ela vai segurar a onda - sem querer fazer trocadilho.

E aí fui também levada a pensar: você tem uma toa, na vida, pra se sentir, assim, despreocupado, confiante, quando o navio em que você está precisa ser rebocado?

Hoje é sexta, véspera do Sábado. Sábado, dia de ficar "à toa", livre das preocupações, apreciando a paisagem, sem esquentar a cabeça com nada. O sábado está chegando. Se você não tem uma toa pra atar seu navio, experimente Deus.
... E tenha um FELIZ SÁBADO!