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quarta-feira, 8 de julho de 2015

DEU TUDO ERRADO... E AGORA?!

DEU TUDO ERRADO... E AGORA?!
(Por Eduardo Santos)

Certa vez, estava ouvindo uma história bastante interessante de um pesquisador chamado Adams - o primeiro nome já não me recordo mais. Ele trabalhava com eletroquímica, um ramo da química analítica que utiliza as diferentes respostas dos diversos elementos químicos frente a um estímulo elétrico.

Ele foi contemporâneo da técnica polarográfica, uma ferramenta muito potente na quantificação de substâncias químicas. Essa técnica era capaz de determinar a presença de elementos, se não me engano, em concentrações de 1,00x10-7 mol/L - em outras palavras, se pensarmos, por exemplo, em espécies leves, é como se pudéssemos encontrar um palito de 1cm olhando um intervalo de 10Km. Mas ela tinha suas complicações: por ser uma técnica muito sensível, seu aplicador deveria ter muitos cuidados; era à base de mercúrio, um metal extremamente tóxico; seu equipamento deveria ser mantido hermeticamente fechado, pois o mercúrio não podia ter contato com o oxigênio... e por aí vai.

Creio que por esses motivos, e talvez outros, Adams tenha se empenhado em inventar um eletrodo mais simples, um eletrodo à base de grafite. Seu grande desejo era desenvolver um eletrodo que fosse tão eficiente quanto o de mercúrio, que fosse mais simples e que gotejasse assim como o de mercúrio. E foi, então, que ele se deparou com seu enorme problema: sua pasta de grafite não era fluida o suficiente para gotejar. Por essa razão, ele desistiu, pensando que tivesse jogado seu tempo fora. Mas, ironicamente, um aluno seu, de doutorado, resolveu discordar de sua conclusão, levou adiante seus estudos e, hoje, o eletrodo de grafite é um dos mais utilizados, por sua versatilidade.

Não sei ao certo o que passava na cabeça de Adams, mas creio que todos já passamos por momentos assim. Na verdade, me lembrei agora de um relato de uma enorme frustração: a esperança dos judeus em relação à vinda do Messias como o grande libertador político. Essa decepção fica clara em Lucas 24 (a partir do versículo 13), na parte em que fala sobre os dois discípulos no caminho para Emaús. O ideal é que se leia até pelo menos o versículo 31, assim conseguimos ver a maravilhosa explicação da missão do messias dada por Ele mesmo.

Sabe, existem momentos nos quais não enxergamos os propósitos divinos por tentarmos encará-los com nossos olhos egoístas. Tentamos encaixar nossos desejos e nada parece fazer sentido, pois “(...) o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” (I Coríntios 2:14).

Se hoje não entendemos certas coisas, peçamos a Deus que nos explique ou que simplesmente nos mantenha tranquilos para continuar agindo de acordo com a vontade dEle, que, no final, tudo vai terminar bem.


Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e o mais ele fará.” (Salmos 37:5)