terça-feira, 20 de agosto de 2019

HISTÓRIA DE MÃE

HISTÓRIA DE MÃE
Airton Sousa – Direto de Paciência – Rio de Janeiro

Hoje eu preciso contar uma história de mãe. E logo vocês vão entender o motivo...

Em 18 de fevereiro de 2016 minha mãe morava do outro lado da linha do trem, (aqui no Rio, no subúrbio, é assim que a cidade se divide ). Atravessei a passarela azul na hora do almoço; era o início do Projeto “Dez dias de oração”.

A família da minha irmã Bete estava toda reunida, e nós iniciamos o Projeto juntos. Decidimos orar durante 10 dias por milagres reais: pela saúde da minha mãe e pela nossa saúde espiritual... Devia ser uma e pouca da tarde.

Coloquei diante de Deus o meu dilema profissional da época: estava desempregado e pensando em voltar a morar em São Paulo. Minha irmã orou e, no final, minha mãe confirmou nossa oração, citando: “Eu te peço que abençoes os meus descendentes para que eles continuem a ter sempre a tua proteção. Tu, ó Senhor, os tens abençoado, e que tua benção esteja com eles para sempre.” (I Crônicas 17:27).

Ainda nem bem havíamos chegado ao oitavo dia de oração - eram dez, lembra? - e as respostas começaram a pipocar! Recebi alguns telefonemas de pessoas com quem há muito tempo eu não falava, me chamando, pedindo curriculum, e dois convites para trabalhar em São Paulo. Muito curioso, isso, pois durante um ano e seis meses não recebi nenhuma proposta de emprego e, de repente, elas começam a acontecer em plena crise econômica e política no país. Coincidências?

Eu recebi dois convites para trabalhar e morar em São Paulo, e um deles era irresistível... mas, minha mãe orava para que o meu emprego fosse no Rio. Bem, era um pedido específico dela, de gente que sabe com Quem está falando, gente que tem intimidade para falar com Deus.

Foi dela a ideia de pedir que fosse no Rio. E foi dela o apelo final para que eu retornasse à igreja por meio do batismo: “Filho, está na hora de molhar os pés...” - não é assim que diz a música? “Para atravessar o mar coloque o pé na água.”

Na sexta feira, nono dia de oração, encontrei minha mãe na igreja, à noite:

- Mãe, o convite chegou HOJE. Hoje à tarde chegou o convite para trabalhar aqui no Rio de Janeiro; fazendo o que eu gosto, com um salário igual àquele de São Paulo.

Ela deu um grito, na porta da igreja, que atraiu os olhares do pequeno grupo ali reunido: “Glória a Deus!”.

Eu não sei explicar, mas eu fico mais emocionado quando olho para minha mãe e vejo nos olhos dela essa fé imensa, sem duvidar em nenhum momento. 

Você só precisa crer, meu filho...”

Ela gosta desta canção: “Para chegar ao outro lado você precisa acreditar. Deus quer abrir o mar para você. Mas, antes, você precisa crer.”.

Ah, hoje é um dia muito especial aqui em casa. Minha mãe faz aniversário e nós todos estamos muito felizes, gratos a Deus pela vida dela.

É… para chegar ao outro lado é preciso atravessar, digo, acreditar!

Minha homenagem aos 78 anos da minha mãe, hoje.




sexta-feira, 16 de agosto de 2019

À TOA...


À TOA...
Denize Vicente - Rio de Janeiro/RJ



Max Gehringer escreveu um livro chamado "Big Max - Vocabulário Corporativo" onde ele conta a origem de uma porção de palavras e algumas histórias curiosas e interessantes sobre elas.

É de lá que eu trago a origem da expressão "à toa", que tanto usamos.



"À toa - Despreocupadamente. 'Toa' é um barco de pequeno porte usado para rebocar navios maiores até o porto. Durante o trajeto, enquanto o navio estiver 'atado à toa', os marujos podem ficar despreocupados, só apreciando a paisagem, sem fazer absolutamente nada. A palavra original é árabe, taha, 'vagar sem rumo certo'..."



Pensando nisso - não que eu estivesse à toa - fui levada a imaginar o barquinho rebocando um navio maior que ele, e os marujos despreocupados, curtindo o visual, a paisagem, assim, sem fazer absolutamente nada... É confiar bastante na toa. É saber que ela vai segurar a onda - sem querer fazer trocadilho.

E aí fui também levada a pensar: você tem uma toa, na vida, pra se sentir, assim, despreocupado, confiante, quando o navio em que você está precisa ser rebocado?

Hoje é sexta, véspera do Sábado. Sábado, dia de ficar "à toa", livre das preocupações, apreciando a paisagem, sem esquentar a cabeça com nada. O sábado está chegando. Se você não tem uma toa pra atar seu navio, experimente Deus.
... E tenha um FELIZ SÁBADO!

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

QUEM TEM O FILHO TEM TUDO - PARTE 1



QUEM TEM O FILHO TEM TUDO - PARTE 1
Larissa Oliveira – Bento Ribeiro              

Quero compartilhar hoje com você parte de uma narrativa alegórica que ouvi há alguns dias. Pretendo iniciar uma reflexão a respeito do quanto valorizamos o amor e a dedicação dos outros para conosco. Leia com atenção.
        
“Um homem muito rico e seu filho tinham grande paixão pela arte.

Tinham de tudo em sua coleção, desde Picasso até Rafael.

Muito unidos, sentavam-se juntos para admirar as grandes obras de arte.

Por obra do destino, seu filho foi para guerra. Foi muito valente e morreu numa batalha, quando resgatava outro soldado. O pai recebeu a notícia e sofreu profundamente a morte de seu único filho.

Um mês mais tarde, justo antes do Natal, alguém bateu à porta. Um jovem com uma grande tela em suas mãos disse ao pai:

- Senhor, você não me conhece, mas eu sou o soldado por quem seu filho deu a vida. Ele salvou muitas vidas naquele dia e estava me levando a um lugar seguro quando uma bala lhe atravessou o peito, levando-o a morrer instantaneamente. Ele falava muito do senhor e de seu amor pela arte.

E o rapaz estendeu os braços para entregar-lhe a tela:
- Eu sei que não é muito, e eu não sou um grande artista, mas sei também que seu filho gostaria que você recebesse isto.

O pai abriu a tela. Era um retrato de seu filho, pintado pelo jovem soldado.

Ele olhou com profunda admiração a maneira com que o soldado havia capturado a personalidade de seu filho na pintura. O pai estava tão atraído pela expressão dos olhos de seu filho, que seus próprios olhos se encheram de lágrimas.

Ele agradeceu ao jovem soldado e ofereceu pagar-lhe pela pintura.

- Não, senhor, eu nunca poderia pagar-lhe o que seu filho fez por mim. Esta pintura é um presente.

O pai colocou a tela à frente de suas grandes obras de arte. Cada vez que alguém visitava sua casa ele mostrava o retrato do filho antes de mostrar sua famosa galeria.

O homem morreu alguns meses mais tarde e se anunciou um leilão de todas as suas obras de arte. Muita gente importante e influente compareceu com grandes expectativas de comprar verdadeiras obras de arte. Em exposição estava o retrato do filho.

O leiloeiro bateu seu martelo para dar início ao leilão.

- Começaremos o leilão com o retrato 'O FILHO'. Quanto me oferecem por este quadro?...”


Na próxima semana descobriremos o final desse leilão surpreendente e qual a relação de tudo isso com a nossa vida e com o Salmo 22.

Um forte abraço!    

terça-feira, 13 de agosto de 2019

FELIZ DIA DOS PAIS



FELIZ DIA DOS PAIS
Airton Sousa – Direto de Paciência – Rio de Janeiro - RJ

Uma das mais lindas histórias da Bíblia é a história do “filho pródigo”, já contada e recontada neste blog e que você provavelmente deve conhecer. Está relatada no capítulo 15 do livro de Lucas, a partir do verso 11.

Nessa minha releitura cheguei à conclusão de que essa narrativa não deveria ser chamada de “história do filho pródigo”, e, sim, “a história do pai bondoso”.

O filho sai de casa, torra todo o dinheiro que recebeu de herança.  Fica duro. Os amigos desaparecem. Ele passa necessidades. Consegue um emprego para cuidar de porcos. Mas sente tanta fome que tem até vontade de comer da lavagem que é oferecida aos porcos.

Começa a se lembrar da casa do pai. Lá até os trabalhadores são tratados com fartura e conforto. Enquanto ele, como filho, está ali cuidando de porcos.

“Quantos empregados de meu pai têm comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome!
“Porque meu pai é bom...
Meu pai é bom o tempo todo.”

Então ele decide: “Vou me levantar e voltar para a casa do meu pai. E quando chegar lá vou pedir perdão e pedir para ser tratado como um dos empregados, até pagar toda minha dívida.”.

E aí ele entra no caminho e volta para casa. Daquele jeito. Fedendo a porco. Sujo, com farelos pela roupa. Maltrapilho. Entra na estrada.

Mas o que ele não sabia é que todo esse tempo, desde que saiu de casa, seu pai se colocava no portão e ficava vigiando a estrada. Certo de que um dia seu filho voltaria.

Todos os dias, todas as tardes, o pai espera no portão. Até que um dia aconteceu...

O pai avista um vulto de longe e, certo de que é seu filho, corre pela estrada afora, ao seu encontro.

Ele voltou!

O garoto coberto de lama. E o pai chora e grita. E o rapaz tenta fazer o discurso e não consegue. Quando começa a falar, o pai o interrompe e o abraça, e o beija mais uma vez. E o pai diz aos empregados:

“Vamos começar a festejar porque este meu filho estava morto e viveu de novo; estava perdido e foi achado.” (Lucas 15:23-24).

Não existe história mais linda que essa. O próprio Jesus Cristo contou.

“Tudo está perdoado. Tudo esquecido! Os dias de fome e de convívio com os porcos estão no passado. Com um toque de mestre Jesus leva a história ao clímax final: uma festa é preparada para celebrar o retorno do filho. Nenhuma palavra de recriminação moralista. Nenhuma exigência de prestação de contas. Nenhuma condição imposta. Nenhum tempo de prova. Nenhum período de disciplina para observação! Nenhuma ‘quarentena’ ou penitência é exigida.” (O incomparável Jesus Cristo, pág. 78 – Editora UNASP).

Algum dia todos têm a chance de voltar e reviver e recomeçar... não importa quão longe você foi.

O Pai espera.
Porque o Pai é bom o tempo todo.



quarta-feira, 7 de agosto de 2019

COISAS BOAS AINDA ACONTECEM


COISAS BOAS AINDA ACONTECEM 
Larissa Oliveira – Bento Ribeiro      - Rio de Janeiro - RJ

É impossível chegar ao final de uma semana sem que não tenhamos nos deparado com uma, ou várias, notícias trágicas. A mídia nos proporciona relatos macabros de crueldade e insanidade humana. E, sim, também presenciamos situações nefastas e estamos expostos a perigos do cotidiano, principalmente nas grandes cidades.

Em uma das cartas a Timóteo, o apóstolo Paulo escreve um trecho que até parece uma narrativa em tempo real do que acontece nos nossos dias, uma descrição do nosso mundo atual. Ele diz:

         “Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis.
Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder.
Afaste-se também desses.”
2 Timóteo 3:1-5

A palavra de Deus já previa tempos difíceis, dolorosos, incertos...
Mas eu quero chamar a sua atenção é para esta última frase do trecho: “Afaste-se também desses.”.

A Bíblia não diz que todas as pessoas serão assim. Eu e você não precisamos ser dominados por essa frieza, indiferença e maldade do mundo.

Alguns dias atrás optei por embarcar no transporte alternativo para agilizar algumas questões que precisava resolver. Em uma das paradas havia uma família que se dividiu por não ter condições de pagar a passagem de todos. O motorista muito bondosamente permitiu que todos viajassem juntos. Na volta, embarquei com o mesmo motorista. Um idoso subiu no transporte e no momento de descer quis dar o dinheiro para pagar a passagem, mas o motorista não aceitou e o homem idoso agradeceu sem acreditar.

A gente pode decidir não se contaminar com a maldade. Você pode estar pensando que foram coisas muito simples as ações daquele motorista, mas o que ele fez, fez toda a diferença na vida de alguém. E é isso que nos diferencia, é isso que faz o mundo um mundo não só de tragédias.

A maldade é a ausência da bondade. Particularmente não acredito que naturalmente nasçam coisas boas em nós... A bondade tem uma fonte primária que ainda emana neste mundo. Ei! Coisas boas ainda acontecem! Olhe com mais cuidado os pequenos gestos, ações, boas palavras... Una-se a uma corrente do bem e pare de focar tanto nos noticiários torpes. (Ninguém está falando de alienação, ok?!).


O importante é pensar que, apesar de todas as terríveis coisas que têm acontecido, a fonte primária de bondade ainda exala com força suas influências neste mundo. Basta crer e fazer a escolha de estar junto de Deus.

“Mas Tu, ó Senhor, és um Deus cheio de compaixão, e gracioso, longânimo e abundante em misericórdia e verdade.” Salmo 86:15.

A dor e o sofrimento logo vão passar (Apocalipse 21). Enquanto aguardamos, nossa meta consiste em manter nosso caráter íntegro, nossas ações benevolentes e nossa mente sã.


Que a maldade do mundo não nos manipule, e se por acaso ela nos sobrevier por qualquer circunstância, saiba que você pode confiar nAquele que é misericordioso, paciente, gracioso e cheio de compaixão.

Um forte abraço!